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sábado, 19 de agosto de 2017

O jogo está sendo jogado: como o PSDB decidirá seu futuro nos próximos meses



O PSDB atravessa uma crise profunda. De um lado, Aécio Neves (PSDB-MG) tenta atrelar o partido ao governo Temer, fugir do ostracismo político e manter o foro privilegiado, escapando de um possível julgamento na 1ª Instância da Justiça. De outro, Geraldo Alckmin busca afastar o PSDB do impopular ocupante do Planalto e conter os movimentos de João Doria, que lhe ameaça as pretensões presidenciais. É neste cenário que o PSDB decidirá, até dezembro, a nova cúpula partidária e o candidato presidencial de 2018.

Quando o Congresso concluiu o impeachment de Dilma Rousseff, em meados de 2016, o PSDB estava diante de sua melhor chance de eleger o próximo presidente da República desde 2002. O PT, adversário histórico, atingia o fundo do poço. Em um ano, o PSDB chegou a uma crise que, no limite, põe em questão a própria sobrevivência do partido.

A reportagem da BBC Brasil conversou com mais de uma dezena de congressistas, dirigentes e assessores tucanos para entender o que poderá acontecer com o terceiro maior partido político do país...

De André Shalders, BBC Brasil

segunda-feira, 3 de julho de 2017

“Não há hipótese de Tasso subir num palanque no Ceará onde qualquer candidato peça voto para Lula”

 

Tasso descarta apoio a Maia Júnior para senador por desconfiar dele e dos FGs


O movimento de Cid Gomes (PDT) para desqualificar o PSDB do Ceará não vai durar nem um final de semana. As fotos sorridentes do presidente regional Luiz Pontes com Cid Gomes em Sobral provocaram uma dura reação do presidente nacional tucano, Tasso Jereissati. “Não há hipótese de Tasso subir num palanque no Ceará onde qualquer candidato peça voto para Lula”, a revelação é de Luiz Pontes.

Com essa decisão de Tasso, que também é extensiva a Ciro Gomes, diante da candidatura própria do PSDB – João Dória ou Geraldo Alckmin – resta aos tucanos cearenses se manterem firmes na oposição ao governador Camilo Santana (PT) – já fechou com Lula- e aos FGs.

Tasso agiu rápido através de sua assessoria para acabar com a marotagem de Cid Gomes. O senador cearense percebeu o golpe e provou que não confia nos irmãos Cid e Ciro Gomes, apesar de todos esforços feitos por Ciro para se reaproximar de Tasso. Acontece que Tasso não esqueceu e nem esquecerá tão rapidamente ter sido chamado de “assassino” por Ciro.

Outro que não goza mais da confiança de Tasso é o secretário de Planejamento do Governo Camilo, Maia Junior. Se depender do PSDB cearense, Maia não será candidato a nenhum cargo majoritário do partido em qualquer coligação no ano que vem.

Já Luiz Pontes explicou a Tasso ter ido a Sobral prestigiar “o eterno senador Mauro Benevides”, cujo seu pai Osires foi seu suplente e teve o orgulho de ter sido seu 1º suplente na vitoriosa campanha de 1974, em plena ditadura militar. Luiz Pontes deu gargalhadas com a repercussão de um acordo do PSDB com os FGs. Disse que os tucanos estão firmes para derrotar essa oligarquia em 2018.

De Ceará News 

domingo, 2 de julho de 2017

Qual o candidato certo para o PSDB


O senador José Serra afirmou em entrevista recente que pretende ser o candidato indicado pelo PSDB a presidência da República nas eleições de 2018. E o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin também está com a mesma pretensão e diz ter a preferência por ser um administrador experimentado e que já demonstrou suas habilidades com o trato público.

O senador Aécio Neves enfrenta hoje algumas adversidades no campo jurídico, que culminou com seu afastamento das funções parlamentares e até mesmo correndo o risco de ser preso, acusado pelo MPF de fazer parte de organização criminosa. Embora tenha conseguido decisões favoráveis, como voltar a assumir suas funções e senador e de ter a prisão afastada, ainda terá o longo caminho para provar não ser aquele réu indicado pelo Procurador e também refazer a imagem de um político honesto. Tarefa árdua e que demanda tempo.

Agora o candidato indicado pelo PSDB, ou qualquer outro partido, deverá cumprir 3 requisitos básicos: 1) ser um legítimo social democrata; 2) não ter seu nome apontado em qualquer lista de investigado, acusado, indiciado, ou faça parte de qualquer investigação na judicial criminal ou eleitoral ou que possa comprometer a sua lisura e honestidade tanto com político ou como cidadão; 3) ter ideias e projetos de crescimento para o país, integrando todos seguimentos da sociedade brasileira.


De Julio Cunha

domingo, 25 de junho de 2017

Doria: Sem apoio do PSDB, governabilidade de Temer deixa de existir


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), afirmou que o apoio do PSDB ao governo não é ao presidente Michel Temer, mas ao Brasil. "Sem o apoio do PSDB, a governabilidade deixa de existir, isto é um fato, a solidez fica comprometida", disse, após palestra em evento da XP Investimentos, na tarde deste sábado. "Não é a defesa intransigente, permanente, infinita do governo Temer. É a defesa do Brasil, da governabilidade", justificou. O PSDB é um partido que dá "solidez e sustentação" ao governo, completou o prefeito.

Doria afirmou que está alinhado com o que pensa o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), de que é preciso manter a estabilidade do País, especialmente em um momento em que a economia começa a melhorar. Caso tenha "fato grave", este apoio pode ser reavaliado. Mais cedo, durante evento em Barueri, Doria disse a jornalistas que a decisão sobre o eventual desembarque dos tucanos do governo Temer caberia à executiva do partido.

Para Doria, antecipar as eleições presidenciais seria "desastroso". "Seria iniciar um debate enfraquecendo a governabilidade do País e colocando em risco não só as reformas, como a melhora econômica." Durante a palestra na XP, que durou cerca de 40 minutos, ele foi bastante aplaudido, com gritos de "presidente" em alguns momentos. O prefeito disse que "está na política", mas repetiu o discurso usado desde a campanha à Prefeitura de que não é político, e sim um gestor.

O prefeito afirmou que foi a "série de erros" dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff que o estimularam a deixar sua zona do conforto como empresário e entrar na política. "Dilma, desculpa, mas você é uma anta", disse o prefeito, arrancando aplausos das quase 5 mil pessoas que lotaram o auditório do evento.

Sobre Lula, Doria disse que, se o petista for condenado, ele vai aplaudir a decisão, mas defende que o ex-presidente tenha a chance de disputar as eleições em 2018. "Se ele for impedido de concorrer, há o risco de se criar um mártir", avaliou. Altamiro Silva Junior, ESTADÃO

De política, DIÁRIO CATARINENSE


Rodrigo Janot faz bem ao Brasil, embora ás vezes faça mau a verdade


A foto de Aécio era fraude e virou prova
Trata-se de um caso de malversação de imagem

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reforçou o pedido de prisão preventiva do senador Aécio Neves anexando aos autos uma postagem do doutor no Facebook, mostrando uma cena de sua sala de estar na qual recebia quatro grão-tucanos (Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima, José Serra e Tasso Jereissati.)

A foto, tirada 12 dias depois do Supremo Tribunal Federal ter determinado seu afastamento, tinha a seguinte legenda: “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política.

Para Janot, essa é uma prova de que, mesmo afastado, Aécio continuou operando no Senado.

Trata-se de um caso de malversação de imagem.

Dois participantes do encontro juram que o quarteto foi à casa de Aécio por pura cortesia, não tratou de política e jamais supôs que a fotografia, clicada por Letícia, a mulher do senador, fosse usada para bombá-lo.

Alegenda, feita por Aécio, revela quão desorientado estava o ex-candidato do PSDB à Presidência. Foram meses de falta de rumo pessoal, político e financeiro.

De Elio Gaspari, O GLOBO

quinta-feira, 6 de abril de 2017

‘Usarei todas as minhas forças’ contra a volta de Lula, diz Doria


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu usar todas as suas forças para combater a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência nas eleições de 2018 e colocou o petista como uma das principais motivações que o levaram a decidir lançar-se candidato a prefeito.

“Uma das motivações que eu tive para disputar as eleições foi o Lula, foi o assalto ao dinheiro público no Brasil, foi o roubo generalizado, foi a má gestão pública federal, as mentiras e as promessas feitas à população e não cumpridas, os 13 milhões de desempregados que ele deixou de presente para o Brasil, três anos de recessão econômica e a pior imagem pública do Brasil no mundo”, afirmou em entrevista à agência de notícias Reuters.

Ao mesmo tempo, Doria afirmou ser leal ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, e reafirmou ser ele o seu candidato ao Palácio do Planalto em 2018 sem, no entanto, descartar explicitamente uma candidatura à Presidência no ano que vem...

De redação, Veja

sábado, 26 de dezembro de 2015

A próxima batalha


O TSE será a principal arena da nova contenda entre governo e oposição. Depois que a decisão do STF de alterar o rito do impeachment garantiu uma sobrevida a Dilma Rousseff, setores da oposição passaram a considerar o pedido de impugnação da chapa presidencial como a possibilidade mais concreta de afastar a presidente do Palácio do Planalto. A dobradinha da petista e de seu vice, Michel Temer (PMDB), é alvo de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de autoria do PSDB. Os tucanos acusam a campanha vitoriosa em 2014 de abuso do poder econômico e político, além de uso da máquina pública e de custear despesas eleitorais com dinheiro desviado da Petrobras. A tramitação dos processos será retomada no dia 1º de fevereiro, com o fim das férias do Judiciário.

Nas últimas semanas, houve uma mudança importante nos bastidores do tribunal. No início do ano, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, atualmente Corregedora-Geral Eleitoral, votou pelo arquivamento da principal ação proposta pelo PSDB. Naquele momento, com base nas informações então disponíveis, a avaliação da ministra era a de que não caberia a tramitação do processo. O Palácio do Planalto comemorou. A coligação Muda Brasil e o candidato derrotado Aécio Neves recorreram da decisão. Em outubro, ao julgar o recurso, o TSE concluiu que a ação deveria, sim, prosseguir. O caso permanece sob a responsabilidade de Maria Thereza, mas a ministra indica ter uma nova compreensão sobre o caso. Numa avaliação feita a interlocutores, ela confidenciou que o volume de informações disponíveis hoje é bem maior e que agora pode ver a ação com outros olhos. Desde sua primeira decisão, o Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Congresso parecer pela reprovação das contas de Dilma relativas a 2014 por manobras contábeis no Orçamento da União - irregularidade que mascarou uma situação negativa e certamente teve impacto eleitoral.

Além disso, foram compartilhadas informações da Operação Lava Jato com o TSE. Foram enviados ao tribunal documentos que mencionam o repasse de dinheiro ao PT e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso em Curitiba desde o primeiro semestre. Em sua delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, afirmou que pagou R$ 20,5 milhões em propina ao PT, entre 2004 e 2014. Maria Thereza é relatora de uma ação de impugnação de mandato eletivo (Aime) e duas ações de investigação judicial eleitoral (Aije). Existe ainda sob a responsabilidade do ministro Luiz Fux uma representação contra a campanha do PT. A tendência é a de que tudo fique concentrado na mão de Maria Thereza. Há um outro flanco que atemoriza ainda mais o governo. A Polícia Federal apura irregularidades envolvendo fornecedores contratados pelo comitê de Dilma, num inquérito aberto na Superintendência em Brasília. Segundo agentes a par da investigação, a tendência é de que o trabalho tenha desdobramentos a partir de janeiro em formato de operação...

De Marcelo Rocha e Mel Bleil Gallo, ISTO É

Em nota, Aécio diz que governo faz 'truques contábeis' para pagar pedaladas


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) divulgou nesta sexta-feira, 25, nota criticando a edição pelo governo federal da Medida Provisória (MP) 704, que trata das fontes de recursos para cobertura de despesas primárias obrigatórias e pagamento da Dívida Pública Federal (DPF). "Vemos, mais uma vez, e lamentavelmente, o governo Dilma fazer uso de truques contábeis - o uso do superávit financeiro da conta única do Tesouro Nacional - para pagar outros truques contábeis que foram as pedaladas fiscais", afirma Aécio.

Pela MP 704, publicada na quinta-feira, 24, o superávit financeiro das fontes de recursos decorrentes de vinculação legal existentes no Tesouro Nacional em 31 de dezembro de 2014 poderá ser destinado à cobertura de despesas primárias obrigatórias no exercício de 2015. Ela estabelece ainda que os valores de concessões de crédito realizadas por força de lei ou medida provisória pagos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à União serão destinados exclusivamente ao pagamento da DPF.

Para o tucano, Dilma repete "o mesmo truque" utilizado em dezembro de 2014, quando foi editada a MP 661, que estabelecia em um de seus artigos que "o superávit financeiro das fontes de recursos existentes no Tesouro Nacional poderá ser destinado à cobertura de despesas primárias obrigatórias". "Este ano, portanto, o governo Dilma volta a editar a Medida Provisória autorizando o uso do saldo financeiro da conta única do Tesouro Nacional para pagar tanto despesas primárias quanto as pedaladas fiscais", diz o tucano.

O presidente do PSDB lembra que a nova MP foi publicada às vésperas do Natal, assim como as MPs que mudaram o seguro desemprego e as pensões, no ano anterior. "É um governo que pede um novo voto confiança aos investidores, mas que, na manhã seguinte, volta a se aproveitar de um momento em que a imprensa e a sociedade estão desmobilizadas para publicar atos polêmicos", ataca.

"O recado está claro: tudo indica que o governo federal usará novamente uma manobra fiscal para fazer frente a suas despesas. O saldo financeiro da conta única do Tesouro Nacional deveria ser usado, no entanto, apenas para o pagamento de dívida pública, como estabelece a Lei 11.943, de 28 de maio de 2009", completa o senador.

Aécio destaca que para fazer uso de recursos da conta única para pagar despesas atrasadas, seria necessário que o governo tivesse arrecadação superior à despesa primária, "o que não é o caso", aponta. "De acordo com as boas práticas contábeis, despesas primárias (despesas não financeiras) devem ser pagas com a receita de impostos e contribuições. Quando o governo não tem recursos suficientes para pagar suas despesas não financeiras, pede recursos emprestados ao mercado por meio da emissão e vendas de títulos públicos, uma operação que aumenta a dívida bruta e a líquida no ato do pagamento das despesas não financeiras que deu origem ao aumento da dívida", emenda na nota.

Ao final da mensagem, o tucano fala em falta de bom senso do governo petista. "Uma despesa primária atrasada deveria ser paga com arrecadação de impostos e/ou com aumento da divida bruta decorrente da emissão de novos títulos públicos. Mas quem espera bom senso e transparência de um governo do PT sempre se decepciona", lamenta.

De politica e poder, JORNAL DE BRASILIA

Troca de líderes no Congresso pode influenciar processo de impeachment


A troca de cadeiras nas lideranças de partidos na Câmara dos Deputados pode levar a novos desdobramentos no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que acabou ficando para 2016.

Em alguns partidos, a tendência é que os novos líderes sigam a mesma linha de seus antecessores. É o caso, por exemplo, do DEM, que tem como nome mais cotado para assumir a bancada o de Pauderney Avelino (AM) que deve seguir as indicações feitas pelo atual líder Mendonça Filho (PE).

O mesmo deve ocorrer no PSDB, que já oficializou a substituição do atual líder Carlos Sampaio (SP) por Antônio Imbassahy (BA) a partir de fevereiro.

Já os partidos da base governista não devem alterar as composições, exceto o PMDB, onde um racha entre integrantes aliados e de oposição ao governo ficou publicamente oficializado desde que Leonardo Picciani (RJ) indicou os nomes para a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment.

O retorno do parlamentar fluminense à liderança foi conseguido depois que três deputados manifestaram mudança de opinião – Jéssica Sales (AC), Vitor Valim (CE) e Lindomar Garçon (RO) e pelo retorno à bancada de alguns filiados que ocupavam cargos executivos no estado do Rio de Janeiro, entre eles, Marco Antonio Cabral, que era secretário de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, e Pedro Paulo Carvalho, que era secretário municipal da Casa Civil do Rio de Janeiro...

De política, TRIBUNA DA BAHIA

sábado, 14 de novembro de 2015

O PSDB rompe com Eduardo Cunha


A caricatura dos tucanos em cima do muro é piada antiga e sem graça. Os políticos do PSDB, no entanto, insistem em trazer a imagem à tona. Poucas vezes fizeram isso com tanto esmero quanto no início do segundo mandato de Dilma Rousseff. A presidente iniciou seu governo de forma desastrosa, contrariando promessas de campanha e naufragando nos índices de popularidade. O país pedia um partido de oposição, e o PSDB – que obteve votação estrondosa no último pleito presidencial – tinha tudo para ser essa força oposicionista. Ficou, no entanto, com o perdão da repetição, em cima do muro. Deixou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB) – que formalmente integra a aliança do governo –, emergisse como o principal opositor de Dilma. O PSDB apoiou Cunha convencido de que se tratava do caminho mais curto para oimpeachment da presidente. Na semana passada, os tucanos romperam com Cunha e – com o perdão da expressão, usada aqui pela última vez – desceram do muro. Mas será mesmo?

Tudo começou na sexta-feira, dia 6, quando o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, disse em entrevista a uma rádio da Bahia: “A partir do momento em que surgem as denúncias, nossa bancada tem de votar contra as provas, e as provas são contundentes contra Cunha”. Veio o final de semana e a situação de Cunha só piorou com as entrevistas que ele deu a jornais e telejornais – e em nenhuma delas conseguiu dar explicações consistentes sobre o dinheiro que guarda na Suíça. À medida que as redes sociais propagavam o noticiário com as explicações de Cunha, os cabeças pretas do PSDB – grupo de jovens parlamentares que se opõe aos velhos caciques do partido – compartilhavam mensagens de desaprovação. Estava criado o caldo de cultura de rompimento de uma aliança que arrastara os tucanos para a órbita do peemedebista, fazendo-os girar em torno do tema único do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O alinhamento a Cunha fez com que o PSDB perdesse o rumo e a identidade no início do segundo mandato de Dilma. Muitas vezes, o partido deixou de lado suas convicções políticas e votou contra projetos que sempre defendera, apenas para se firmar de forma contrária ao governo – além de se manter próximo ao que defendia Cunha. Exemplo disso foi a forma como a sigla votou na apreciação de projetos como o fator previdenciário, regra criada durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. À época, o ex-presidente chegou a afirmar em entrevista que o comportamento da bancada abalava o prestígio do partido. Outro exemplo é a resistência que o partido vinha mostrando para aprovar medidas do pacote de ajuste fiscal encaminhado pelo governo ao Congresso. O PSDB sempre defendera o corte de gastos públicos e a modernização do Estado – e resistiu em aprovar medidas que possam melhorar a situação das contas públicas do país. A sigla, que no passado cultivou a fama de fiscalista, votou também a favor da proposta que reajustava em até 78% os salários dos servidores do Judiciário...

De Talita Fernandes, ÉPOCA

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

PSDB tomou a decisão mais adequada ao pedir afastamento de Cunha, diz Aécio


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), reafirmou nesta quinta-feira, 12, que o partido tomou a decisão mais adequada ao pedir o afastamento do peemedebista Eduardo Cunha (RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. Para o tucano, ainda que a sigla tenha feito o que achava certo, cabe a Cunha decidir seu destino e não o PSDB decidir por ele.

"Nossa posição política já começa a influenciar outras forças partidárias e principalmente setores da sociedade", avaliou Aécio. O senador evitou falar em pressão para a saída de Cunha, alegando que o partido não pode perder o foco na crise econômica, social e moral. Para isso, a legenda pretende apresentar na primeira semana de dezembro um documento com o diagnóstico da gravidade da crise brasileira e as propostas dos tucanos.

Sobre o impeachment, Aécio observou que o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff é uma decisão que Cunha, em algum momento, terá de tomar. "Lamento que isso tenha demorado tanto tempo. A meu ver esse assunto já deveria estar sendo discutido na Casa", comentou...

De política, JORNAL DE BRASÍLIA

sábado, 7 de novembro de 2015

Provas contra o presidente da Câmara são contundentes, afirma Aécio


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira (6) que são contundentes as provas contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado por supostamente receber dinheiro de corrupção em contas na Suíça.

“A partir do momento em que surgem as denúncias, nossa bancada tem que votar com as provas, e as provas são contundentes contra Cunha”, afirmou Aécio em entrevista a rádio Metrópole, da Bahia.
Mais tarde, após participar de um debate sobre segurança pública na capital baiana, o senador afirmou serem “extremamente graves” as denúncias contra Cunha, que estaria numa posição “frágil” e que “contamina” a Câmara dos Deputados.

Segundo Aécio, os deputados do PSDB votarão “de acordo com as provas” tanto no Conselho de Ética, quanto no plenário, numa possível votação pela cassação do mandato de Cunha.

Ainda defendeu que o relator do processo que investigará Cunha, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), atue com independência na condução do caso...

De política, O ESTADO

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Aécio afirma que Dilma só demitiu Graça quando ela 'falou a verdade' sobre rombo na estatal


BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta tarde de quarta-feira, ao GLOBO, que a renúncia de Graça Foster do comando da Petrobras já deveria ter ocorrido há muito tempo e acusou a presidente Dilma Rousseff de tomar a decisão somente agora quando a ex-diretora "falou a verdade", admitindo os prejuízos na estatal de cerca de R$ 88 bilhões. Aécio anunciou que a oposição quer fazer uma CPI Mista da Petrobras e que as assinaturas no Senado começam a ser recolhidas ainda nesta quarta-feira...

De Cristiane Jungblut, O GLOBO

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Para Aécio, Dilma tratou Graça ‘pior que inimigo’



Brasília ­ A oposição aproveitou nesta terça­feira, 3, a onda de informações sobre a iminente saída de Graça Foster do comando da Petrobrás para criticar as decisões da presidente Dilma Rousseff desde que o escândalo de desvios na estatal veio a público, no último ano do primeiro mandato da petista. Nesta tarde, Dilma recebeu Graça no Palácio do Planalto em reunião de cerca de duas horas. 

“Certamente ser amigo da presidente da República hoje é muito pior do que ser seu adversário. O que ela fez com a presidente Graça Foster não se faz com um inimigo”, comparou o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e candidato derrotado na corrida ao Planalto de 2014. Para o tucano, a presidente adiou a demissão da dirigente da Petrobrás, de quem a petista é amiga pessoal, como forma de se proteger das denúncias envolvendo a companhia. “(Dilma) permitiu que ela (Graça) assumisse um desgaste enorme nesse último período, como se isso pudesse defendê­la ou anistiá­la das suas responsabilidades. E no momento em que fica insustentável a presença da Graça Foster, ela anuncia ou, pelo menos, sinaliza com a sua saída.” Na avaliação de Aécio, Graça foi mantida até agora à frente da Petrobrás para “tentar limpar a cena do crime”. 

Na semana passada, a estatal divulgou com atraso o balanço do terceiro trimestre de 2014 sem auditoria externa e sem apontar os prejuízos provocados pela corrupção...

De Erich Decat, Daiene Cardoso, Isadora Peron, Débora Bergamasco, ESTADÃO

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dilma é alvo de manifestação em Campo Grande


Campo Grande - A presidente Dilma Rousseff foi alvo de uma manifestação na primeira viagem oficial do segundo mandato, em Campo Grande (MS), na manhã desta terça-feira, 3. Cerca de 50 manifestantes e o Sindicato dos Servidores Judiciário Federal do Mato Grosso do Sul pediam o impeachment de Dilma.

O ato foi organizado Facebook e ocorreu em uma via próxima ao palanque instalado para a cerimônia de inauguração da primeira unidade do programa Casa da Mulher Brasileira, centros de atendimento para mulheres vítimas de agressão.


Os manifestantes, vestidos de verdade e amarelo, gritavam palavras de ordem contra ela e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva.

Dilma subiu ao palanque ao lado do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e de ministras e deputadas da base aliada. Na plateia do evento, a presidente enfrentou um constrangimento quando o público vaiou o prefeito da capital, Gilmar Olarte (PP), que estava ao lado da presidente.

De política, Pedro Venceslau, ESTADO DE S. PAULO

sábado, 31 de janeiro de 2015

Em encontro, PSDB reafirma apoio a Delgado na Câmara


Brasília ­ Em encontro realizado nesta sexta­feira, 30, em Brasília, integrantes da cúpula do PSDB reafirmaram o posicionamento de apoiar a candidatura do deputado Julio Delgado (PSB­MG) para presidência da Câmara e do senador Luiz Henrique para a do Senado. 

Até a reunião de hoje, alguns setores do partido, em especial o de São Paulo, sinalizavam o desejo de apoiar a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB­RJ) ao comando da Câmara. Nas negociações estavam em jogo a disputa por espaços considerados como estratégicos dentro da Casa como a vice­presidência das Casas e principais comissões. 

"Isso [a vice­presidência] não é o mais relevante. Não acho que é mais importante para o PSDB ter um espaço na Mesa, mas sim manter a coerência política", ressaltou o senador Aécio Neves, presidente nacional da legenda, após a reunião. "A pressão individual realizada por Eduardo Cunha diminui com a fala do Aécio", considerou o deputado Carlos Sampaio (PSDB­SP), que assumirá na próxima legislatura a liderança da bancada na Câmara. 

No discurso feito na reunião por integrantes da cúpula do PSDB prevaleceu a tese de que é necessário que o partido retribua o apoio recebido pelo PSB na última eleição presidencial. Na ocasião, a candidata do partido socialista Marina Silva declarou voto no presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que disputou o segundo turno com a presidente Dilma Rousseff (PT)...

De Erich Decat e Isadora Peron, ESTADÃO

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cunha: ‘Ninguém vai para o Procon reclamar da minha atuação como presidente’



SÃO PAULO — Na reta final da eleição para a Presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos quatro candidatos ao cargo disse nesta segunda-feira que, se eleito, nenhum parlamentar precisará acionar o Procon para se queixar de sua gestão. Cunha está cumprindo agenda de campanha em São Paulo nesta segunda-feira. Ele participou de uma palestra com dirigentes da Força Sindical ao lado do coordenador de sua campanha, o deputado Paulinho da Força.

— Podem vir todos os partidos de oposição inteiros que a minha posição não vai mudar. Ninguém vai para o Procon reclamar da minha atuação como presidente. Vou fazer aquilo que estou prometendo na campanha — afirmou Cunha.

O deputado fez a declaração quando perguntado se o apoio de partidos da oposição o faria ser um presidente da Câmara oposicionista ao governo Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, ele ainda se encontra com a bancada de deputados federais do PSDB na capital paulista. Antes participa de um almoço com parlamentares de várias siglas...

De Silvia Amorim, O GLOBO

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Oposição quer derrubada do veto à correção do IR em 6,5%


BRASÍLIA - A oposição fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff e avisou nesta terça-feira que vai tentar derrubar o veto à correção de 6,5% do Imposto de Renda. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que os brasileiros têm sido a "grande vítima da incompetência e das contradições do governo do PT", ao criticar o veto da presidente Dilma Rousseff à correção do IR em 6,5%.

Por meio de nota, Aécio disse que a presidente está "traindo" os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, ao aumentar impostos e cortar direitos trabalhistas. Para o tucano, ao não corrigir a tabela pela inflação de 2014, estará havendo, na prática, aumento do imposto a ser pago. Candidato do PSDB nas eleições de outubro, o tucano foi derrotado por Dilma em outubro.

Ele disse que a oposição vai "se mobilizar no Congresso para impedir que medidas que penalizam parcelas expressivas da população, em especial o trabalhador brasileiro, sejam implantadas"...

De Cristiane Jungblut, O GLOBO

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CPI da Petrobras: relatório da oposição pede processo de improbidade contra Dilma



BRASÍLIA – O relatório alternativo da oposição na CPI mista da Petrobras pede a abertura de processo de improbidade administrativa contra a presidente Dilma Rousseff pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, quando ela estava a frente do Conselho de Administração da Petrobras, em 2006. O texto indicia ainda a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, diretores e ex-diretores da companhia, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entre outros. Pede ainda abertura de inquérito contra o ministro Paulo Bernardo e outros políticos.

O texto foi preparado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB) e apoiado pelos parlamentares da oposição. Será procedida a leitura durante a sessão da CPI, em andamento nesta tarde. Após a leitura, a oposição pedirá preferência para este texto. O governo terá de derrotar o requerimento para depois tentar aprovar o relatório de Marco Maia (PT-RS), que sofreu alterações nesta tarde.
O relatório alternativo amplia os pedidos de indiciamentos feitos no texto de Maia. Ele inclui o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, o deputado cassado André Vargas e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, entre os que devem ser indiciados pelas investigações decorrentes da Operação Lava-Jato.

Pelo mesmo caso, pede a abertura de inquérito contra 36 pessoas, como o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Humberto Costa (PT-PE), os deputados federais Eduardo da Fonte (PP-PE), João Pizzolatti (PP-SC) e Nelson Meurer (PP-PR) e o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já falecido. Estão ainda neste tópico o atual diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, o presidente afastado da Transpetro, Sérgio Machado, e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada...

De Eduardo Bresciani, O GLOBO

domingo, 7 de dezembro de 2014

Na Paulista, manifestantes fazem ato contra a presidente Dilma


SÃO PAULO ­ Um ato convocado por políticos do PSDB reuniu neste sábado, 6, em São Paulo cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, para protestar contra o governo Dilma Rousseff. A manifestação teve a presença do senador eleito José Serra, dos deputados José Aníbal e Mara Gabrilli, dos vereadores Andrea Matarazzo e Gilberto Natalini (PV), além do cantor Lobão. O senador Aécio Neves (PSDB-­MG), que divulgou vídeo na internet pedindo a participação no protesto, não compareceu.

Esse foi o quinto ato organizado contra o governo Dilma desde o 2.º turno das eleições. O maior deles, em 15 de novembro, reuniu cerca de 10 mil pessoas.

Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 15h no vão livre do Masp. Eram três grupos distintos, liderados pelo Movimento Brasil Livre, Vem Para a Rua e Movimento Brasileiro de Resistência, este último defensor da intervenção militar. Em comum eles tinham as críticas ao governo ­ fazendo alusão aos escândalos da Petrobrás e do mensalão e pedindo “Fora, Dilma” e “Fora, PT”. Os dois primeiros fizeram questão de se diferenciar do terceiro, que reuniu cerca de 400 pessoas.

A diferença ficou clara logo no início da marcha. Dois carros seguiram pela Avenida Paulista, desceram a Rua da Consolação e terminaram o ato na Praça Roosevelt. O grupo que defendia a intervenção militar tomou sentido contrário e desceu a Avenida Brigadeiro Luis Antônio.

O cantor Lobão fez questão de se diferenciar de manifestantes radicais. “Temos objetivos comuns que é tirar o PT do poder, mas defendo os meios democráticos”, disse.

Exilado. Serra acompanhou a segunda metade da caminhada. Na Praça Roosevelt, ele subiu no carro de som do movimento Vem Para a Rua e discursou. “A democracia não é só a eleição. É um sistema de valores que está sendo destruído pelo PT”, afirmou. O senador eleito por São Paulo descartou apoiar o movimento que pede a intervenção dos militares. “Já fui exilado em dois países e não quero ser exilado pela terceira vez.”

De Valmar Hupsel Filho, O ESTADO DE S. PAULO