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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Oposição quer derrubada do veto à correção do IR em 6,5%


BRASÍLIA - A oposição fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff e avisou nesta terça-feira que vai tentar derrubar o veto à correção de 6,5% do Imposto de Renda. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que os brasileiros têm sido a "grande vítima da incompetência e das contradições do governo do PT", ao criticar o veto da presidente Dilma Rousseff à correção do IR em 6,5%.

Por meio de nota, Aécio disse que a presidente está "traindo" os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, ao aumentar impostos e cortar direitos trabalhistas. Para o tucano, ao não corrigir a tabela pela inflação de 2014, estará havendo, na prática, aumento do imposto a ser pago. Candidato do PSDB nas eleições de outubro, o tucano foi derrotado por Dilma em outubro.

Ele disse que a oposição vai "se mobilizar no Congresso para impedir que medidas que penalizam parcelas expressivas da população, em especial o trabalhador brasileiro, sejam implantadas"...

De Cristiane Jungblut, O GLOBO

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dilma veta correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%


A presidente Dilma Rousseff vetou nesta terça­-feira, 20, a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, . A decisão consta da sanção, com vários vetos, da Lei 13.097, que é resultado da aprovação da Medida Provisória 656.

O texto ficou conhecido como MP das Bebidas Frias, por incorporar durante a tramitação no Congresso trecho para definir uma nova tributação do setor. O veto ocorre um dia após o , que elevará a arrecadação em R$ 20,6 bilhões.

Segundo o despacho, o reajuste de 6,5% da tabela "levaria à renúncia fiscal na ordem de R$ 7 bilhões, sem vir acompanhada da devida estimativa do impacto orçamentário ­financeiro, violando o disposto no art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal". Agora, o Planalto deverá editar uma nova MP sobre o tema.

Nesta segunda­-feira, o ministro da Fazenda, ­ o mesmo porcentual dos últimos oito anos e o centro da meta de inflação. Desde 2010, no entanto, a inflação oficial medida pelo IPCA tem superado o centro definido pelo governo.

De Bianca Pinto Lima e Luci Ribeiro, O ESTADO DE S. PAULO