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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Aécio afirma que Dilma só demitiu Graça quando ela 'falou a verdade' sobre rombo na estatal


BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta tarde de quarta-feira, ao GLOBO, que a renúncia de Graça Foster do comando da Petrobras já deveria ter ocorrido há muito tempo e acusou a presidente Dilma Rousseff de tomar a decisão somente agora quando a ex-diretora "falou a verdade", admitindo os prejuízos na estatal de cerca de R$ 88 bilhões. Aécio anunciou que a oposição quer fazer uma CPI Mista da Petrobras e que as assinaturas no Senado começam a ser recolhidas ainda nesta quarta-feira...

De Cristiane Jungblut, O GLOBO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Marcelo Madureira: Agente 171 – Licença para mentir



A presidente Dilma Rousseff resolveu sair da muda. Antes continuasse calada. Reuniu o seu ministério, grande em tamanho, pequeno em qualidade, para apresentar o plano. O plano não é para ajudar ao país a resolver os enormes problemas do momento. Muito menos foca em ideias de como tornar o futuro dos brasileiros um pouco melhor. Nada disso. O plano é mentir, mentir deslavadamente contra os fatos e a realidade. O plano é um só: salvar o governo. Como se isso fosse possível num governo que já começou no fundo do poço. Poço da Petrobras. Também será chamado de PAC – Plano de Aceleração das Cascatas.

Dilma declarou guerra à verdade e começou o que chamou de “batalha da comunicação”. Na minha opinião, Joseph Goebbels não arrumaria nem vaga de estagiário nos governos petistas. As ideias de Goebbels seriam consideradas rudimentares pela nossa Stalin de saias.

Logo, o mega-mini-ministério de Dilma vai gastar todas as suas “luzes”, as poucas que tem, em dar explicações ao que é inexplicável. Enquanto isso, no mundo real, falta energia, falta água, falta planejamento, falta gestão, falta competência e sobra desemprego, corrupção e inflação.

E tenho dito.

De blog MARCELO MADUREIRA

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Após um ano, Comissão Nacional da Verdade ainda é alvo de polêmicas



Quase um ano após o início de suas atividades, a Comissão Nacional da Verdade vem desenvolvendo um amplo trabalho de investigação sobre o período da ditadura militar (1964-1985) e as décadas anteriores, ao mesmo tempo em que continua sendo alvo de críticas, principalmente por parte de setores ligados aos militares.
A mais nova ofensiva surgiu às vésperas do aniversário de 49 anos do golpe militar de 1964. Em uma nota divulgada na última quinta-feira, mas datada de 31 de março de 2013, associações de membros das Forças Armadas criticam a atuação da Comissão, cujos membros classificam como "totalitários".
O documento, assinado pelos presidentes do Clube Militar, Clube Naval e do Clube de Aeronáutica, afirma que os integrantes da Comissão Nacional da Verdade, "ao arrepio" da lei, investigam apenas atos praticados por militares e agentes do Estado, "varrendo para debaixo do tapete" supostas violações praticadas por militantes contrários ao regime.
"Disfarçados de democratas, continuam a ser os totalitários de sempre. Ao arrepio do que consta da Lei que criou a chamada 'Comissão da Verdade', os titulares designados para compô-la, por meio de uma resolução administrativa interna, alteraram a Lei em questão limitando sua atividade à investigação apenas de atos praticados pelos Agentes do Estado, varrendo 'para debaixo do tapete' os crimes hediondos praticados pelos militantes da sua própria ideologia", diz a nota.
Publicado do site do Clube Militar, o documento ainda afirma que em 1964, o povo brasileiro "apelou" às Forças Armadas pela "intervenção (...) num governo que, minado por teorias marxistas-leninistas, instalava e incentivava a desordem", em uma referência ao golpe militar que derrubaria o presidente João Goulart, em 31 de março de 1964.
A Comissão também recebe críticas por parte de grupos de defesa dos Direitos Humanos, que criticam o caráter sigiloso de algumas de suas investigações e o fato de a lei não prever que ela leve à Justiça possíveis responsáveis por violações.
Procurada na última sexta-feira para se posicionar em relação às críticas, a assessoria da Comissão Nacional da Verdade não foi localizada.

Comissão

Criada em 2011, mas definitivamente instalada em 16 de maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade tem por objetivo "examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas" entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, nos termos da lei que a criou.
Composta por sete membros, a Comissão vem investigando violações em diversas frentes, com grupos de trabalho que apuram temas que vão da guerrilha do Araguaia à cooperação entre regimes ditatoriais de países latino-americanos, passando pela investigação de casos de tortura, desaparecimentos e perseguições políticas.
As atividades da Comissão não têm caráter jurisdicional e, em seu trabalho, ela pode convocar vítimas ou suspeitos para prestar depoimentos, embora a convocação não seja obrigatória.
Os trabalhos da Comissão da Verdade devem ser encerrados em maio do ano que vem, já que o prazo para sua atuação é de dois anos.

De Caio Quero, de Rio de Janeiro, agência BBC BRASIL