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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Eleição de comissão sobre impeachment é adiada, governistas acusam manobra de Cunha


A eleição da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff foi adiada nesta segunda-feira, o que levou líderes da base governista a acusarem o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de realizar uma "manobra" em conluio com a oposição.

O adiamento levou o governo a convocar reunião de emergência com lideranças da base para discutir o assunto.

A eleição, inicialmente prevista para esta segunda-feira, foi adiada para a terça, em um movimento que também pode arrastar ainda mais a decisão do Conselho de Ética da Câmara sobre dar ou não andamento a um processo que pede a cassação de Cunha por quebra de decoro parlamentar.

“Não aceitamos esse tipo de manobra. É uma oposição que não tem voto para fazer o que quer e faz esse conluio alterando a regra do jogo com o presidente da Casa, para evitar a eleição da comissão hoje”, disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE)...

De Leonardo Goy e Lisandra Paraguassu, REUTERS BRASIL

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PT perde, e oposição irá comandar comissão da reforma política



Depois de ficar fora da Mesa Diretora da Câmara e do comando das principais comissões da Casa, o PT também não terá papel de destaque na comissão de reforma política foi instalada na tarde desta terça-feira (10) na Câmara dos Deputados.

Em acordo com o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi eleito para o comando da comissão o deputado Rodrigo Maia (RJ), ex-líder do DEM na Câmara e ferrenho opositor das gestões do PT no governo federal.

A relatoria da comissão ficou com o deputado Marcelo de Castro (PMDB-PI). O PT ficou apenas com a primeira vice-presidência.

Cunha afirmou que o acordo para que o DEM comande a comissão parte do pressuposto de que é preciso que a oposição tenha papel de destaque nas discussões para que não tente inviabilizá-la...

De Ranier Bragon, Márcio Falção, FOLHA DE S. PAULO

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Valor do salário mínimo no Orçamento é arredondado para R$ 790


O valor do salário mínimo a partir de janeiro de 2015 previsto no Orçamento do próximo ano subiu para R$ 790,00, de acordo com o relator geral da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR). A medida terá impacto de R$ 1,2 bilhão.

A previsão atual é de um mínimo de R$ 788,06, mas o valor costuma ser arredondado para facilitar o pagamento em dinheiro. O valor final do piso ainda depende do cálculo que é feito pelo governo com base na fórmula que considera inflação e crescimento da economia.

Jucá apresentou nesta quarta-feira (10) o parecer preliminar do Orçamento 2015, que deve ser votado ainda nesta quarta-feira na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O texto prevê ainda R$ 12 bilhões para emendas parlamentares, R$ 3,9 bilhões para Lei Kandir, R$ 1,4 bilhão para desonerações da MP 656 e R$ 1,9 bilhão para a emendas constitucional 84, que aumenta em 1% os repasses para o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

De economia, JORNAL DO COMMERCIO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CCJ da Câmara aprova submissão das decisões do STF ao Congresso

BRASÍLIA — A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou nesta quarta-feira a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que submete algumas decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao poder Legislativo. A proposta, do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), prevê que o Congresso Nacional referende as súmulas vinculantes, as ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) e as ações declaratórias de constitucionalidade (ADC) emitidas pelo Supremo. Caso o Congresso se posicione contra a decisão do STF, a questão deverá ir para consulta popular.


Na comissão, a votação foi simbólica. Os deputados petistas José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP), condenados no julgamento do mensalão, estavam presentes. Genoino fez questão de dizer que já tinha se manifestado a favor da proposta. Dois deputados apresentaram votos contrários, em separado, alegando que a proposta é inconstitucional porque se trata de interferência entre os poderes.

A PEC altera a quantidade mínima de votos de membros do tribunal para declaração de inconstitucionalidade de uma lei, passando de seis para nove. No caso da súmula vinculante será necessária a aprovação de nove dos 11 ministros (4/5 do total) do Supremo para a publicação.
Segundo a PEC, o efeito vinculante deve ser aprovado, por maioria absoluta, em sessão conjunta no Congresso Nacional. Atualmente, a decisão é tomada por, no mínimo, oito ministros (2/3 do total) e tem efeito vinculante a partir da data da publicação. Caso o Congresso não tome nenhuma decisão no prazo de 90 dias, a súmula terá efeitos vinculantes.

"A proposta consiste em submeter ao Congresso Nacional a decisão do STF, de imediato, efeito vinculante e eficácia contra todos ("erga omnes"): somente após a apreciação do Congresso Nacional reconhecendo a inconstitucionalidade defendida pelo Supremo, é que operaria o efeito vinculante e a eficácia da decisão judicial", diz o texto da PEC.

— Essa PEC é importante porque o Judiciário vem interferindo em decisões do Legislativo. Hoje há uma invasão dos poderes. Tem sentido uma PEC aprovada no Congresso ser questionada no Supremo? Isso não acontece nos Estados Unidos, mas no Brasil virou rotina. Estão questionando a PEC dos precatórios, dos royalties, e a verticalização das eleições. Isso tem que depender do juiz? — defendeu o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), autor da emenda.

Para dar continuidade ao trâmite da PEC, a Presidência da Câmara terá que criar uma comissão especial para o debater de mérito. Depois a matéria será votada em dois turnos pelo plenário da Câmara.

Nesta quarta-feira, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram duramente a PEC aprovada pela CCJ. Para Gilmar Mendes, a emenda lembra situação vivida no país em 1937 (no Estado Novo), quando Getulio Vargas podia revogar decisões do STF.

Para Gurgel, proposta causa perplexidade
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou hoje que, à primeira vista, causa perplexidade a proposta de emenda constitucional (PEC). É o caso do efeito vinculante de súmulas e das decisões sobre a inconstitucionalidade de emendas à Constituição.

No fim do ano passado, o Parlamento o e STF entraram em rota de colisão por dois motivos. Um deles foi a discussão de quem seria a palavra final sobre a cassação de mandatos dos parlamentares condenados no processo do mensalão: se do Congresso ou do Supremo.

O segundo foi a decisão tomada pelo ministro do STF Luiz Fux de impedir o Congresso de analisar os vetos presidenciais à redistribuição dos royalties do petróleo antes de apreciar os vetos anteriores. Essa decisão foi derrubada em fevereiro pelo plenário do STF.

Questionado se está havendo uma revanche dos parlamentares contra o Supremo, Gurgel respondeu:

— Não sei. É algo que precisamos analisar. À primeira vista, nós temos que verificar se há aí ofensa à separação dos poderes. À primeira vista, causa perplexidade.


De Isabel Braga e André de Souza, jornal O GLOBO

sábado, 20 de abril de 2013

Prodi renuncia a candidatura à presidência da Itália, ex-primeiro ministro não conseguiu maioria na quarta votação desta sexta-feira


O ex-primeiro-ministro e ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, retirou sua candidatura à Presidência da Itália após não ter conseguido maioria na quarta votação realizada hoje. 
"Hoje me ofereceram um trabalho que muito me honrou, mesmo não fazendo parte dos meus planos de vida. Agradeço àqueles que me julgaram digno desta posição. O resultado da votação e a dinâmica que está por trás dele me levaram a concluir que não há mais condições. Retorno serenamente aos planos feitos para minha vida", disse, em sua renúncia. 
Prodi foi escolhido para substituir o sindicalista Franco Marini como candidatodo Partido Democrata (PD), de Pier Luigi Bersani. 
O Povo da Liberdade (PDL), bancada do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, no entanto, comunicou sua forte oposição para ao ex-candidato, que foi adversário de Berlusconi em duas eleições gerais, em 1996 e em 2006, ganhando em ambos os pleitos. 
Após três eleições onde era necessário o mínimo de dois terços dos votos, a quarta eleição foi a primeira onde era suficiente a maioria simples de 50% dos votos mais um.


De agência ANSA, jornal DO BRASIL

sábado, 6 de abril de 2013

Comissões ou barricadas?


O deputado Marco Feliciano não é o único parlamentar no lugar errado. Ele causa escândalo na Comissão de Direitos Humanos e Minorias por razões óbvias e chama muita atenção por ser caricato e histriônico. Mas é também um despropósito o senador Blairo Maggi na Comissão de Meio Ambiente ou parlamentares réus na Comissão de Constituição e Justiça.

O que aconteceu é que as comissões deixaram de representar os interesses daqueles que deveriam estar representados e passaram a ser barricadas tomadas de assalto pelos que são contrários aos interesses defendidos.

O senador Blairo Maggi, desde que foi acusado de ser “estuprador da floresta” pela imprensa estrangeira, tem lutado contra o estigma de desmatador. No seu governo houve avanços, mas ao mesmo tempo ações do Ministério Público mostraram que ele manteve áreas de sombra.

Comemore-se o avanço pragmático do senador, mas não há mágica transformista que o faça um ambientalista. Também causa estranheza a presença na comissão dos fazendeiros Kátia Abreu e Ivo Cassol.

Por que Maggi quis ser presidente da Comissão de Meio Ambiente e os outros, integrantes? Para melhor impedir qualquer avanço ambientalista que contrarie os interesses daqueles que realmente defendem e que são o grupo ao qual pertencem: os ruralistas.

O mesmo acontece com pessoas que estão hoje respondendo a processos na Justiça, ou já são réus condenados, e querem assento na Comissão de Constituição de Justiça, como José Genoino, João Paulo Cunha, Eduardo Cunha, e o nome que parece brincadeira de mau gosto: Paulo Maluf.

O deputado Feliciano diz que os negros são amaldiçoados. Essa afirmação, pelas leis brasileiras de um estado laico, é crime de racismo. Ele deveria estar respondendo por isso. A intolerância militante que pratica contra os homossexuais faz dele uma pessoa totalmente errada para estar numa comissão cujo nome é Direitos Humanos e Minorias.
A imprensa se refere a ele como “pastor”. Há pastores e pastores. Hoje, evangélicos e protestantes são 22% da população brasileira e evidentemente só um grupo minoritário pensa como ele. Para as denominações que vieram da Reforma de Lutero, no século XVI, o posto de pastor se atinge após um difícil e longo curso de teologia nos seminários, em que as interpretações da Bíblia passam por várias disciplinas, inclusive comparações com textos antigos em grego, hebraico e latim.

As novas denominações religiosas evangélicas, pentecostais ou não, têm níveis de formação diferenciados com mais ou menos teoria. Alguns bem improvisados. Mas os que têm aparecido com mais destaque na imprensa são os grupos que cometem erros como os da exploração da fé dos mais pobres, ou os que fazem sustentações doutrinárias controversas.

Quem os iguala a todos não compreenderá o movimento da sociedade brasileira no qual o catolicismo perdeu 10 pontos percentuais de fiéis a cada década nos últimos 20 anos. Essa tendência de redução tem sido consistente desde os anos 1970. O próprio catolicismo vive imerso em ideias ultrapassadas como a da negação de controle da natalidade, mesmo por métodos de proteção da saúde, como a camisinha.

As religiões precisam se modernizar de forma geral. Mas as denominações protestantes tradicionais, e os evangélicos que não comungam com as ideias do deputado Feliciano, têm dado pouca ênfase à necessária separação entre joio e trigo.

O debate laico, que é o que interessa à coluna, deve se centrar na tomada de assalto das comissões por parlamentares que são contrários aos interesses representados. Isso é uma distorção e enfraquecerá as funções do Parlamento. Ele existe para que os debates setoriais possam ser realizados de forma democrática e com os interesses sendo representados nas comissões certas.


De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Congresso votará a "Desaposentadoria"

Comissão autoriza renúncia de aposentadoria a todos os trabalhadores

BRASÍLIA - A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que permite ao segurado pelo Regime Geral de Previdência Social renunciar da aposentadoria a qualquer tempo, voltar a trabalhar, contribuir e solicitar o benefício novamente quando lhe for conveniente.
De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o projeto tem como objetivo estender a todos os trabalhadores a possibilidade da chamada “desaposentadoria”, já garantida aos servidores públicos. O texto prevê o benefício a todos os que contribuem para a Previdência Social, seja por tempo de contribuição, idade ou em regime especial.
O texto lembra que o valor da nova aposentadoria deve levar em conta os períodos de contribuição anteriores e posteriores à renúncia do benefício. A comissão aprovou o substitutivo do relator, senador Paulo Davim (PV-RN), que deixa claro que o segurado que pedir a desaposentadoria não precisará devolver ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) os valores recebidos enquanto estava aposentado.
“[Isso] nos parece inadmissível, eis que ele [o aposentado] fez jus aos proventos decorrentes do benefício da aposentadoria”, justifica Davim. Em seu relatório, o senador justifica a pertinência do projeto pelo alto número de pessoas que buscam a desaposentadoria, principalmente aqueles que optaram pela aposentadoria proporcional ou começaram a contribuir muito cedo.
“Milhares de ações nesse sentido tramitam nos Estados e muitas já chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo entendimento tem sido favorável aos aposentados”, observa.
Como o texto aprovado foi um substitutivo, ele precisa ser aprovado em votação suplementar pela comissão, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira. Caso não haja recurso para leva-lo a plenário, o projeto segue diretamente para apreciação da Câmara, pois tramita em caráter terminativo na CAS.


De Yvna Sousa, jornal VALOR ECONÔMICO

terça-feira, 2 de abril de 2013

Em entrevista, Marco Feliciano se diz perseguido por "ditadura gay"

Brasília, 2 abr (EFE).- O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e acusado de racismo e homofobia, afirmou em entrevista publicada nesta terça-feira pela "Folha de S.Paulo" que o país vive sob "ditadura gay" que o "persegue".

Feliciano, pastor evangélico, foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados no mês passado e desde então foi objeto de protestos em todo o país por sua rejeição à homossexualidade e por declarações polêmicas nas quais afirmou que a etnia negra é "amaldiçoada" e que a Bíblia diz isso.


De agência EFE

Manifestantes cobram de Dilma opinião sobre Feliciano



Cerca de 60 manifestantes se reuniram na noite desta segunda-feira em frente ao Palácio do Planalto para cobrar da presidente Dilma Rousseff uma posição sobre a permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Desde que assumiu a presidência da comissão, o deputado tem sido alvo de críticas por conta de declarações tidas como racistas e homofóbicas - a sua indicação também provocou uma debandada de servidores que atuavam na comissão.
"Está na hora de a presidente mostrar a sua opinião. O Brasil é um Estado laico, onde a religião não deve interferir nas decisões governamentais", disse a artista plástica Reagine Rocha, que trouxe a mãe, Alzira, para o protesto. "Há muito tempo que ele devia ter renunciado", comentou Alzira.
Os manifestantes, que se mobilizaram por meio das redes sociais, empunharam cartazes que diziam "Estado laico", "Dilma, quebre o silêncio" e "Fora, Feliciano". Também gritaram "Dilma, qual é a sua? Quem é você para aceitar essa tortura?", "Congresso Nacional não é Igreja Universal" e "Direitos humanos é conquista/ Não aceitamos homofóbico racista".
"A presidente tem que se pronunciar", cobrou a estudante de serviço social Júlia Maria. O  protesto à frente do Palácio do Planalto durou pouco mais de meia hora e ocorreu sem provocar transtornos no trânsito ou tumulto. 

De Rafael Moraes Moura, agência ESTADO

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Após um ano, Comissão Nacional da Verdade ainda é alvo de polêmicas



Quase um ano após o início de suas atividades, a Comissão Nacional da Verdade vem desenvolvendo um amplo trabalho de investigação sobre o período da ditadura militar (1964-1985) e as décadas anteriores, ao mesmo tempo em que continua sendo alvo de críticas, principalmente por parte de setores ligados aos militares.
A mais nova ofensiva surgiu às vésperas do aniversário de 49 anos do golpe militar de 1964. Em uma nota divulgada na última quinta-feira, mas datada de 31 de março de 2013, associações de membros das Forças Armadas criticam a atuação da Comissão, cujos membros classificam como "totalitários".
O documento, assinado pelos presidentes do Clube Militar, Clube Naval e do Clube de Aeronáutica, afirma que os integrantes da Comissão Nacional da Verdade, "ao arrepio" da lei, investigam apenas atos praticados por militares e agentes do Estado, "varrendo para debaixo do tapete" supostas violações praticadas por militantes contrários ao regime.
"Disfarçados de democratas, continuam a ser os totalitários de sempre. Ao arrepio do que consta da Lei que criou a chamada 'Comissão da Verdade', os titulares designados para compô-la, por meio de uma resolução administrativa interna, alteraram a Lei em questão limitando sua atividade à investigação apenas de atos praticados pelos Agentes do Estado, varrendo 'para debaixo do tapete' os crimes hediondos praticados pelos militantes da sua própria ideologia", diz a nota.
Publicado do site do Clube Militar, o documento ainda afirma que em 1964, o povo brasileiro "apelou" às Forças Armadas pela "intervenção (...) num governo que, minado por teorias marxistas-leninistas, instalava e incentivava a desordem", em uma referência ao golpe militar que derrubaria o presidente João Goulart, em 31 de março de 1964.
A Comissão também recebe críticas por parte de grupos de defesa dos Direitos Humanos, que criticam o caráter sigiloso de algumas de suas investigações e o fato de a lei não prever que ela leve à Justiça possíveis responsáveis por violações.
Procurada na última sexta-feira para se posicionar em relação às críticas, a assessoria da Comissão Nacional da Verdade não foi localizada.

Comissão

Criada em 2011, mas definitivamente instalada em 16 de maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade tem por objetivo "examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas" entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, nos termos da lei que a criou.
Composta por sete membros, a Comissão vem investigando violações em diversas frentes, com grupos de trabalho que apuram temas que vão da guerrilha do Araguaia à cooperação entre regimes ditatoriais de países latino-americanos, passando pela investigação de casos de tortura, desaparecimentos e perseguições políticas.
As atividades da Comissão não têm caráter jurisdicional e, em seu trabalho, ela pode convocar vítimas ou suspeitos para prestar depoimentos, embora a convocação não seja obrigatória.
Os trabalhos da Comissão da Verdade devem ser encerrados em maio do ano que vem, já que o prazo para sua atuação é de dois anos.

De Caio Quero, de Rio de Janeiro, agência BBC BRASIL

segunda-feira, 25 de março de 2013

Feliciano descarta renúncia da presidência da Comissão de Direitos Humanos



Em entrevista ao programa Pânico, da Bandeirantes, o pastor Feliciano (PSC-SP) comentou as polêmicas envolvendo seu nome na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e garantiu que não pretende renunciar ao posto, apesar de toda a pressão.
Desde que foi eleito para o cargo, o parlamentar tem enfrentado reações devido às declarações consideradas racistas e homofóbicas. 
Na semana passada, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, chegou a afirmar que a situação do pastor Feliciano era  “insustentável” e que uma solução seria dada nesta terça-feira (26).
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De jornal DO BRASIL

quarta-feira, 13 de março de 2013

Marta Suplicy se diz 'indignada' com eleição de Feliciano para CDHM

A ministra da Cultura Marta Suplicy disse ter ficado "indignada" com a eleição do pastor Marco Antônio Feliciano (PSC - SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), na semana passada.
Em uma conferência sobre "soft power" no Centro Brasileiro Britânico em São Paulo, a ministra falou no "retrocesso" que seria provocado pela eleição do deputado, que causou polêmica com comentários sobre a população negra e os homossexuais no Twitter.
"Fiquei indignada porque nós caminhamos para um retrocesso muito grande nos direitos humanos quando uma pessoa com esse histórico de falas contra os direitos humanos é eleita para presidir uma comissão desse nível de importância para a Câmara e para o Brasil", afirmou Marta.
Feliciano afirmou à BBC Brasil por email esperar que a ministra conheça mais sua vida e sua carreira. "Tenho o maior respeito pela Ministra Marta Suplicy, uma mulher com uma biografia impecável a favor dos menos favorecidos, e só espero que ela se quiser conheça minha vida ministerial dentro e fora da Igreja com milhares de pessoas ouvindo a Palavra de Deus que cura feridas da alma através de minhas mensagens", afirmou.
"Aprendi no Evangelho de Cristo que ao ser esbofeteado ofereça a outra face", disse.
Porém, em 2011, Feciliano chegou a escrever em sua conta de Twitter: "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição". Afirmou ainda que "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé".
Classificado como "racista" e "homofóbico" por movimentos sociais, o pastor afirmou ter sido mal interpretado e fala em perseguição e preconceito por ser pastor evangélico.
Em entrevista essa semana, o deputado disse que "não se pode medir um homem com 140 caracteres de Twitter" e afirmou que "nunca praticou violência contra quem quer que seja".
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De Camila Costa, BBC BRASIL

domingo, 10 de março de 2013

O PSC é bem Safadão: partido de Feliciano requebra no forró


Há quem pense que o PSC chacoalha a política apenas com posições conservadoras como as do deputado Marco Feliciano (SP), o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara que condena o casamento gay e os africanos. O PSC também tem um lado “prafrentex” e pretende requebrar a política lançando Wesley Safadão, forrozeiro do Garota Safada, a deputado federal pelo Ceará. No mesmo Estado, tentará uma vaga na Assembleia Legislativa com Solange, do Aviões do Forró.


De Felipe Patury, revista ÉPOCA

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Não se rendam ao populismo, diz Barroso a líderes da UE


BRUXELAS - O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelou nesta terça-feira aos líderes da União Europeia para que não se entreguem ao populismo, depois que os eleitores italianos rejeitaram totalmente as políticas de austeridade defendidas pelo primeiro-ministro Mario Monti.
Falando em uma cúpula da Reuters sobre o futuro da zona do euro, Barroso disse que os esforços para reviver a economia da Europa levariam tempo e exigiam determinação. O fato de os eleitores italianos tirarem Monti do governo não significava que suas políticas, ou as defendidas pela União Europeia, eram erradas.
"Espero que não caiamos na tentação de ceder ao populismo por causa dos resultados em um Estado-membro específico", disse Barroso, falando com paixão sobre os esforços da UE no combate da crise da dívida soberana.
"A pergunta que devemos fazer a nós mesmos é a seguinte: deveríamos determinar nossa política, nossa política econômica, por considerações eleitorais de curto prazo ou pelo que deve ser feito para colocar a Europa de volta no caminho do crescimento sustentável? Para mim, a resposta é clara".
Monti ganhou apenas 10 por cento dos votos na eleição de domingo/segunda-feira, com os italianos apoiando maciçamente os movimentos do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e do comediante Beppe Grillo, ambos rejeitando a austeridade apoiada pela UE.
Os mercados financeiros reagiram com alarme. Os rendimentos dos títulos de 10 anos do governo italiano, que refletem o grau de risco que os investidores atribuem ao país, cresceram muito e os preços das ações em Milão despencaram.
O resultado deixa a terceira maior economia da zona do euro frente a um período extenso de incerteza política, com a perspectiva de outro turno de eleições se um governo não puder ser formado. Com relação a isso, a Itália está imitando a Grécia, o país da zona do euro que provocou o tumulto da crise da dívida.


De Luke Baker e Michael Scott, agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 12 de julho de 2011

Senado livra aloprados de depor

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado acaba de rejeitar a convocação de Expedito Veloso e Ideli Salvatti para falarem do escândalo dos aloprados.  Veloso é o ex-diretor do Banco do Brasil que, numa gravação revelada por VEJA, detalhou e confirmou toda a trama dos aloprados petistas para comprometer José Serra nas eleições de 2006.
A CCJ, então, nem votou o requerimento para a convocação dos aloprados. Não houve quórum. Como o Senado entra em recesso a partir de amanhã…
Por Lauro Jardim