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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sindicatos já aceitam acordos com redução de salários


As condições do mercado de trabalho brasileiro se deterioraram a tal ponto que alguns sindicatos estão aceitando acordos coletivos que permitem a redução nominal dos salários. Não se trata de reajustes abaixo da inflação, com perda real da renda, mas de negociações coletivas para evitar demissões. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicos (Fipe) revela que, desde março, pelo menos 15 acordos desse tipo já foram assinados no Brasil, a maioria com empresas ligadas à cadeia automotiva.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que pelo menos 9 mil trabalhadores passaram a receber salários menores nos últimos meses, número que deve crescer, já que leva algum tempo até que os acordos sejam publicados pelo Ministério do Trabalho.

"O tema na mesa de negociação passa a ser muito mais emprego que salário. A opção é perder os anéis, mas manter os dedos", disse Hélio Zylberstajn, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP e responsável pelo levantamento. Ele ressalta que, no atual cenário econômico, o poder de barganha dos empregados ante as empresas fica comprometido...

De Mário Braga, Estadão, A TARDE

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Valor do salário mínimo no Orçamento é arredondado para R$ 790


O valor do salário mínimo a partir de janeiro de 2015 previsto no Orçamento do próximo ano subiu para R$ 790,00, de acordo com o relator geral da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR). A medida terá impacto de R$ 1,2 bilhão.

A previsão atual é de um mínimo de R$ 788,06, mas o valor costuma ser arredondado para facilitar o pagamento em dinheiro. O valor final do piso ainda depende do cálculo que é feito pelo governo com base na fórmula que considera inflação e crescimento da economia.

Jucá apresentou nesta quarta-feira (10) o parecer preliminar do Orçamento 2015, que deve ser votado ainda nesta quarta-feira na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O texto prevê ainda R$ 12 bilhões para emendas parlamentares, R$ 3,9 bilhões para Lei Kandir, R$ 1,4 bilhão para desonerações da MP 656 e R$ 1,9 bilhão para a emendas constitucional 84, que aumenta em 1% os repasses para o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

De economia, JORNAL DO COMMERCIO

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Aumento salarial despenca no Brasil e fica abaixo da média mundial


O crescimento dos salários no Brasil sofreu forte desaceleração em 2013 na comparação com o ano anterior. O aumento, de 1,8%, também ficou abaixo do da média global, que registrou alta de 2% no ano passado, segundo um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), publicado nesta quinta-feira.

No Brasil, o crescimento real dos salários (descontada a inflação) caiu para menos da metade na comparação com o ano anterior. Em 2012, a alta havia sido de 4,1%, de acordo com o Relatório Mundial sobre os Salários 2014-2015 da OIT.

Outros países emergentes também registraram desaceleração no crescimento dos salários em 2013, mas o ritmo de aumento salarial foi bem superior ao do Brasil e ao da média mundial.

É o caso da China, onde os salários subiram 7,3% em 2013, após alta de 9% no ano anterior. Na Rússia, o crescimento foi de 5,4% no ano passado, após alta de 8,5% em 2012.

Na América Latina e Caribe, os salários aumentaram apenas 0,8%. No entanto, o desempenho modesto da região pode ser atribuído, em grande parte, ao Brasil e também ao México, onde os salários registraram queda 0,6% em 2013, acrescenta a OIT...

De Daniela Fernandes, BBC BRASIL

sábado, 6 de julho de 2013

MT oferece salários de R$ 30 mil para fixar médicos no interior

CUIABÁ (MT). Distantes dos grandes centros e com pouca estrutura na rede pública, cidades do interior de Mato Grosso oferecem salários de até R$ 30 mil para atrair e fixar médicos. E, mesmo assim, chegam a ficar meses sem profissionais em suas unidades públicas.

— Esta é uma dificuldade comum em todas as cidades do Vale do Araguaia. A distância, os problemas de locomoção, as estradas de chão, tudo dificulta. E isso acaba inflacionando o salário deles. O jeito é pagar — diz o prefeito de Novo Santo Antônio (MT), Eduardo Penno, do PMDB. A cidade tem 2.000 habitantes e fica a 1.150 quilômetros da capital Cuiabá. Estava desde março sem médico.

Além do sacrifício para pagar os elevados salários, as prefeituras ainda fazem um trabalho de garimpo para encontrar alguém disposto a morar tão longe.

— A gente coloca anúncio em jornal, na internet, pega a relação de recém-formados nas universidades, liga para eles... É uma batalha — diz Penno.

Outras cidades não têm tanta sorte como Novo Santo Antônio. Vila Rica, a 1.250 quilômetros de Cuiabá, ficou o ano de 2012 inteiro sem um médico, apesar de também oferecer salários de até R$ 30 mil.

Em Mato Grosso, há uma grande disparidade na demografia médica. Cuiabá tem 18% da população do Estado, mas concentra 51% dos profissionais.

Há cerca de 20 dias, a médica Khariny Gonçalves e Silva, de 33 anos, desembarcou em Novo Santo Antônio para atuar no Programa da Saúde da Família, com uma jornada diária de oito horas, recebendo R$ 30 mil ao mês. Ela é a única médica da cidade.

— Quando vim, já tinha ideia do que ia encontrar. Os problemas estruturais no nosso PSF são imensos, mas não é diferente de nada do que já vi em outras cidades. Aqui, ao menos, é mais fácil conseguir medicamentos – relata a médica, que já trabalhou em São Paulo (SP), Salvador (BA) e Porto Velho (RO).

Formada em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, Khariny diz ter aceitado o emprego em Novo Santo Antônio mais pela tranqüilidade do que propriamente pelo dinheiro.

— Eu morava em Rondônia e trabalhava em duas cidades diferentes, em quatro empregos diferentes. Andava 120 quilômetros por dia. Em relação à minha renda, nada mudou. Mas, agora, tenho mais tranqüilidade – explica.

Nos primeiros dias em Novo Santo Antônio, Khariny e o marido Eleandro Turatti, que tem uma empresa em Rondônia, permaneceram em um hotel. Nesta semana, conseguiram encontrar uma casa para alugar.

— Tenho intenção de ficar. Aqui há muito por fazer e eu quero desenvolver meu lado empreendedor – promete a médica.

Serena na maior parte da entrevista, Khariny só ergueu a voz quando perguntada sobre a proposta do governo federal de importar médicos para atuar no interior do Brasil.

— É uma proposta vergonhosa. Há muitos médicos no Brasil. Gente como eu, formada no exterior, mas que não consegue trabalhar. Eu fiz faculdade no exterior porque, no Brasil, é muito caro estudar medicina. Por que não dar oportunidade a estes brasileiros?


De Anselmo Carvalho Pinto, país, O GLOBO

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Resultado negativo da Previdência mais que dobra e atinge R$ 5 bi em março



A Previdência registrou um resultado negativo de R$ 5 bilhões em março de 2013, 165,9% a mais do que no mesmo mês em 2012 e 42,8% a mais do que a necessidade de financiamento registrada em fevereiro. Em março, foram arrecadados R$ 22,7 bilhões e gastos R$ 27,7 bilhões.
Segundo a Previdência, o saldo negativo foi o resultado, principalmente, do aumento de despesas geradas pelo reajuste do salário mínimo em janeiro (de R$ 622 para R$ 678) e de pagamentos de benefícios por incapacidade – responsável pelo gasto de R$ 1,1 bilhão.
No setor urbano, houve saldo positivo de R$ 478,7 milhões, resultado da arrecadação de R$ 22,2 bilhões e despesas de R$ 21,7 bilhões. No rural, a arrecadação chegou a R$ 483,5 milhões e os gastos a R$ 6 bilhões – 3,6% a mais do que em março de 2012. Esse deficit, segundo o Ministério da Previdência Social (MPS), foi o que teve impacto negativo sobre o saldo do mês.
Em relação aos benefícios, foram pagos mais de 30,1 milhões – dos quais 25,3 milhões foram previdenciários. Os acidentários foram 833,4 mil e os assistenciais, pouco mais de 4 milhões. O valor médio dos benefícios pagos em março foi R$ 869,32, menor do que os R$ 901,39 pagos em fevereiro. A média paga aos segurados, entre janeiro e março, foi R$ 904,05.
De agência Brasil, portal UOL ECONOMIA

sábado, 6 de abril de 2013

Na França, famílias abatem do IR até metade de gastos com domésticas


O governo francês oferece um incentivo de peso para famílias que desejam empregar trabalhadores domésticos: um abatimento no Imposto de Renda (IR) que cobre a metade dos salários e encargos sociais pagos anualmente.

Até mesmo as pessoas físicas isentas do imposto de renda (IR) podem ter benefícios com a contratação de um trabalhador doméstico. Elas recebem um crédito fiscal por meio de um cheque enviado pelo Tesouro, também correspondente à metade das quantias pagas.

É o que garante o chamado "Cheque Emprego Serviço Universal" (CESU), sistema criado pelo governo para estimular a redução do trabalho doméstico informal e também permitir a criação de empregos no país.

Na prática, é o governo francês que financia parte da contratação de faxineiras, babás, jardineiros, auxiliares que prestam serviços a pessoas idosas e até mesmo profissionais que dão apoio escolar a domicílio, entre várias outras atividades.

O teto do gasto anual com salários e encargos contemplado com abatimento do IR ou crédito fiscal é de 12 mil euros (R$ 31,2 mil) por ano - o empregador pode ter uma restituição da metade dessa soma.
Mas o total em salários e encargos trabalhistas pagos pode atingir até 20 mil euros por ano (redução fiscal de 10 mil euros anuais) no caso de o empregador ter filhos ou idosos com mais de 65 anos na casa ou ainda pessoas com deficiência.
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De agência BBC BRASIL

domingo, 24 de março de 2013

PEC das Domésticas: o que muda para o empregador


Com a obrigatoriedade de pagamento de adicionais por horas extras, estabelecido no PEC das Domésticas, o acréscimo no custo para os patrões será proporcional à exigência sobre o funcionário. Um empregado que cumpra duas horas extras diárias, por exemplo, acarretará aumento de 36% no gasto do empregador. Um cálculo feito pelo professor de economia Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas, exemplifica o peso no orçamento dos empregadores. Um funcionário doméstico que atualmente receba o salário mínimo no estado de São Paulo (R$ 755) custa, com encargos e vale-transporte (R$ 132) um total de 1.142,02 reais no fim do mês. Com o pagamento de FGTS (8%) este valor chega a 1.212,49 reais. No caso de um empregado que trabalhe duas horas extras diárias, o total alcançará 1.546,85 reais.
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De Cecília Ritto, do Rio de Janeiro, revista VEJA

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Adidos da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura ganham mais do que Dilma


BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) e o Ministério da Agricultura mantêm no exterior um seleto grupo de adidos que, em alguns casos, chegam a receber salários maiores do que o da presidente da República. O teto constitucional — salário máximo do funcionalismo público — está hoje em R$ 26.723,13. O GLOBO conseguiu os dados usando a Lei de Acesso à Informação. Em janeiro, o adido brasileiro da PF em Caracas, na Venezuela, Anísio Soares Vieira, recebeu US$ 18.513,12 líquidos. Convertendo para reais, e considerando que o dólar valia R$ 1,99 em 31 de janeiro último, ele ganhou R$ 36.841,11. Também bem acima do teto está o adido da PF em Roma, na Itália, Ângelo Fernandes Gioia. Ele recebeu em janeiro US$ 16.364,36 líquidos, ou R$ 32.565,08.

Outros adidos da PF ficaram acima do teto constitucional. É o caso de Emmanuel Henrique Balduíno de Oliveira, na Cidade do México; José Rita Martins Dorea, em Bogotá (Colômbia); Luiz Pontel de Souza, em Lisboa (Portugal); e Zulmar Pimentel dos Santos, em Assunção (Paraguai). Além da remuneração, os adidos da PF têm direito ao ressarcimento de residência funcional. Ao todo, foram gastos US$ 527.528,95 em 2012 com esse benefício. Em janeiro de 2013, o valor chegou a US$ 58.825,12.


De André de Souza, jornal O GLOBO

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Trabalho de 8 meses em ilha deserta tem salário de R$ 62 mil



As pessoas que procuram um trabalho longe das grandes e estressantes cidades poderiam se maravilhar com o emprego de gerente de uma ilha deserta, localizada na Escócia, que está recrutando um candidato até o dia 15 de fevereiro, informou o Daily Mail. 
No local, duas pessoas irão compartilhar um forte medieval equipado com chuveiro e eletricidade, mas sem internet e tendo que transportar toda a comida e a água potável do continente. O salário para tal cargo é de cerca de 20 mil libras (R$ 62,3 mil) por oito meses de trabalho.
De acordo com a publicação, apesar de ser isolada - a ilha recebe cerca de 20 mil pessoas por ano, onde casamentos são reaizados nas ruínas medievais. O principal argumento de convencimento utilizado para o emprego é de que a ilha irá oferecer uma vida de aventuras, com animais selvagens deslumbrantes e a oportunidade de experimentar coisas novas.

De Internacional, Jornal DO BRASIL

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vice-presidente do BB quer trocar de emprego com Felipão



“Eu troco de emprego com ele por uma semana, mas temos de trocar de salário também”. O desafio foi lançado pelo vice-presidente de Agronegócio e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias, ao técnico Luiz Felipe Scolari, da Seleção Brasileira. Em 29 de novembro, Felipão disse em uma entrevista: “Quem joga futebol tem pressão, e os jogadores têm que saber isso. Tem que trabalhar nesse aspecto. Se não quer pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada, aí não tem pressão nenhuma”. A declaração revoltou a direção do banco. No dia seguinte, Felipão ligou para fazer as pazes com a instituição.

De Felipe Patury, REVISTA ÉPOCA

terça-feira, 7 de junho de 2011

Prisão dos bombeiros no Rio

 Mais uma vez os senhores deputados cariocas demonstram claramente pra toda população, sendo que esta confissão vale para dos que ocupam a função de legislador em nosso país, que os motivos que pontuam suas pautas legislativas vêm unicamente do que é transmitido pelos jornais e imprensa em geral, pois no momento parece ser a única instituição que consegue iluminar o caminho da nação, por falta de compromisso e planejamento das demais. Veja que as medidas que os legisladores adotam, pela total incapacidade de organização e pelo desconhecimento do que ocorre em seus domicílios, vem a público fazer pressão junto ao governo estadual, para a soltura dos Bombeiros que participam de um motim, quando estavam a reivindicar aumento de salário e outros direitos que deveriam ser prestados pelo poder público.


Sabemos que o parlamentar não deve ter conhecimento de tudo, e quanto aos nossos, temos a certeza de total falta de informação do que ocorre ao seu redor, pois existe a necessidade urgente de cuidar do seu próprio guarda-chuva. Ora o motim é o pior crime que um servidor público militar possa praticar dentro de uma corporação, sabemos também que o direito a um salário digno e uma melhor condição para exercer suas atividades é legitimo e imprescindível para que as coisas funcionem dentro da normalidade. São momentos difíceis mais devem ser superados com diálogos e compromissos que as partes envolvidas têm de assumir. O que não tem mais cabimento e a população ficar ouvindo dos parlamentares e políticos de plantão que vão endurecer com o governo, caso os bombeiros não sejam libertados. É bom saberem que a prisão dos bombeiros, assim como a de toda população brasileira tem causa e efeito dentro das Casas Legislativas.

De Júlio Cunha