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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Aumento salarial despenca no Brasil e fica abaixo da média mundial


O crescimento dos salários no Brasil sofreu forte desaceleração em 2013 na comparação com o ano anterior. O aumento, de 1,8%, também ficou abaixo do da média global, que registrou alta de 2% no ano passado, segundo um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), publicado nesta quinta-feira.

No Brasil, o crescimento real dos salários (descontada a inflação) caiu para menos da metade na comparação com o ano anterior. Em 2012, a alta havia sido de 4,1%, de acordo com o Relatório Mundial sobre os Salários 2014-2015 da OIT.

Outros países emergentes também registraram desaceleração no crescimento dos salários em 2013, mas o ritmo de aumento salarial foi bem superior ao do Brasil e ao da média mundial.

É o caso da China, onde os salários subiram 7,3% em 2013, após alta de 9% no ano anterior. Na Rússia, o crescimento foi de 5,4% no ano passado, após alta de 8,5% em 2012.

Na América Latina e Caribe, os salários aumentaram apenas 0,8%. No entanto, o desempenho modesto da região pode ser atribuído, em grande parte, ao Brasil e também ao México, onde os salários registraram queda 0,6% em 2013, acrescenta a OIT...

De Daniela Fernandes, BBC BRASIL

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

OIT: Brasil tem maior número de empregadas domésticas no mundo

O Brasil tem o maior número de empregadas domésticas registradas do mundo. Dados divulgados hoje pela Organização Internacional do Trabalho apontam que existiriam 7,2 milhões de empregadas domésticas no Brasil, um a cada oito no mundo oficialmente registrado pelos ministérios do Trabalho de 117 países.
Segundo a OIT, existiriam pelo menos 52,6 milhões de pessoas trabalhando como domésticas. 83% delas são mulheres. Em termos regionais, a Ásia é a líder no número de domésticas, com 41% das trabalhadoras do mundo. Na América Latina, elas representam 37% do total mundial.
Sandra Polaski, vice-diretora geral da OIT, admite que o número real poderia bem maior no mundo, já que muitas delas são “invisíveis” e não estão registradas. Um dos grandes obstáculos é a situação na África, onde milhões poderiam estar trabalhando no setor e sem qualquer conhecimento das autoridades e sequer são consideradas como trabalhadoras.
Mas o que mais preocupa a OIT é o fato de que apenas 10% delas no mundo tem os mesmos direitos dos demais trabalhadores do país. “Mais da metade das trabalhadoras não tem limitação nas horas de trabalho e 45% delas não tem direito a folga na semana”, alertou Sandra.
Segundo o levantamento, domésticas no Brasil trabalham em média 36 horas por semana, um padrão mais próximo da Europa que de países como Arábia Saudita, Catar e Malásia, com mais de 60 horas de trabalho por semana.
Em 2011, as domésticas no Brasil tinham uma renda de apenas 41% dos salários médios. Apesae de terem ganhado um aumento de salários de 55% entre 2003 e 2011, menos de 30% delas tem carteira assinada.
Além do Brasil, outro país com um número substancial é a Índia, com 4,2 milhões de trabalhadoras domésticas oficialmente registradas, além de 2,4 milhões na Indonésia e 1,8 milhão no México. Oficialmente, nos Estados Unidos existem 667 mil empregadas domésticas, contra 419 mil na Itália e 747 mil na Espanha.

De Jamil Chade, ESTADÃO online