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sexta-feira, 22 de março de 2013

UE adia encontro de cúpula com o Japão por causa da crise no Chipre



Os líderes da União Europeia anunciaram, nesta sexta-feira, 22, que eles vão adiar, por tempo indeterminado, um encontro de cúpula programado com o Japão e que deveria ocorrer na próxima semana em Tóquio. O objetivo do encontro, adiado por causa das preocupações com relação à situação do Chipre, era lançar negociações para um acordo de livre comércio.


“É com pesar que decidimos adiar a cúpula UE-Japão da próxima semana”, diz a nota conjunta assinada pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. 
“Os esforços em curso para encontrar uma solução para a situação financeira do Chipre exige nossa presença em Bruxelas”, diz o comunicado.
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De Suzi Katzumata, Dow Jones Newswires, jornal VALOR ECONÔMICO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Não se rendam ao populismo, diz Barroso a líderes da UE


BRUXELAS - O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelou nesta terça-feira aos líderes da União Europeia para que não se entreguem ao populismo, depois que os eleitores italianos rejeitaram totalmente as políticas de austeridade defendidas pelo primeiro-ministro Mario Monti.
Falando em uma cúpula da Reuters sobre o futuro da zona do euro, Barroso disse que os esforços para reviver a economia da Europa levariam tempo e exigiam determinação. O fato de os eleitores italianos tirarem Monti do governo não significava que suas políticas, ou as defendidas pela União Europeia, eram erradas.
"Espero que não caiamos na tentação de ceder ao populismo por causa dos resultados em um Estado-membro específico", disse Barroso, falando com paixão sobre os esforços da UE no combate da crise da dívida soberana.
"A pergunta que devemos fazer a nós mesmos é a seguinte: deveríamos determinar nossa política, nossa política econômica, por considerações eleitorais de curto prazo ou pelo que deve ser feito para colocar a Europa de volta no caminho do crescimento sustentável? Para mim, a resposta é clara".
Monti ganhou apenas 10 por cento dos votos na eleição de domingo/segunda-feira, com os italianos apoiando maciçamente os movimentos do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e do comediante Beppe Grillo, ambos rejeitando a austeridade apoiada pela UE.
Os mercados financeiros reagiram com alarme. Os rendimentos dos títulos de 10 anos do governo italiano, que refletem o grau de risco que os investidores atribuem ao país, cresceram muito e os preços das ações em Milão despencaram.
O resultado deixa a terceira maior economia da zona do euro frente a um período extenso de incerteza política, com a perspectiva de outro turno de eleições se um governo não puder ser formado. Com relação a isso, a Itália está imitando a Grécia, o país da zona do euro que provocou o tumulto da crise da dívida.


De Luke Baker e Michael Scott, agência REUTERS BRASIL