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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Zona do euro encolhe no 1º tri e região tem recessão mais longa



BRUXELAS - A economia da zona do euro contraiu pelo sexto trimestre seguido no início deste ano, marcando a recessão mais longa da região desde o início da série histórica em 1995.
A queda da produção em todo o bloco, da França à Finlândia, fez com que a economia do bloco de 17 países encolhesse 0,2 por cento no período entre janeiro e março, informou a agência de estatísticas da UE, Eurostat.
O resultado foi ligeiramente pior do que a contração de 0,1 por cento estimada por economistas consultados pela Reuters e destacou o impacto devastador da crise de dívida e bancária da zona do euro, que levou a um desemprego recorde de 19 milhões de pessoas.
Embora a Alemanha tenha conseguido crescer 0,1 por cento no primeiro trimestre, a recessão do bloco é agora mais longa do que os cinco trimestres de contração que se seguiu à crise financeira global de 2008/2009 e afeta o otimismo de uma recuperação rápida.


De Robin Emmott, agência REUTERS

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Coreia do Sul retira todos os trabalhadores de zona industrial no Norte



SEUL - A Coreia do Sul vai retirar todos os trabalhadores restantes de uma zona industrial conjunta com a Coreia do Norte, informou o governo sul-coreano nesta sexta-feira, depois que o regime de Pyongyang rejeitou um convite para conversações formais com o objetivo de acabar com o impasse que levou à suspensão das operações no local.
A decisão de retirar cerca de 170 pessoas do parque industrial de Kaesong, localizado ao norte da fronteira fortemente armada, aprofunda um conflito entre as duas Coreias e coloca em risco o último canal remanescente de troca, que foi resultado de um encontro realizado em 2000 na tentativa de melhorar as relações.
As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra sob uma mera trégua que encerrou as hostilidades no conflito de 1950-1953, e a Coreia do Norte, com raiva das sanções aplicadas pela ONU e dos exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e dos EUA, ameaçou ambos os países com ataques nucleares nas últimas semanas.
"Porque os nossos cidadãos que permanecem na zona industrial de Kaesong estão enfrentando grandes dificuldades devido a ações injustas do Norte, o governo chegou à decisão inevitável de trazer de volta todos os funcionários restantes, a fim de proteger a sua segurança", disse o ministro da Unificação sul-coreano, Ryoo Kihl-jae.
O Norte retirou seus 53 mil trabalhadores do complexo este mês em meio ao aumento da tensão em entre as duas Coreias. O Norte tem impedido a entrada dos trabalhadores sul-coreanos e de suprimentos no local desde 3 de abril.
A empobrecida Coreia do Norte rejeitou uma proposta de conversações, dizendo que o Sul tem atuado de forma "imperdoável" para comprometer um legado "precioso" para buscar a paz.
O projeto Kaesong, inaugurado em 2004, abriga 123 empresas sul-coreanas produzindo vestuário, bens domésticos e capacetes de motocicleta, empregando trabalhadores locais.
A zona era uma lucrativa fonte de receita para o Norte, dando-lhe quase 90 milhões dólares por ano. As fábricas sul-coreanas pagavam cerca de 130 dólares por mês ao governo da Coreia do Norte por cada trabalhador.


De Jack Kim, agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Não se rendam ao populismo, diz Barroso a líderes da UE


BRUXELAS - O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelou nesta terça-feira aos líderes da União Europeia para que não se entreguem ao populismo, depois que os eleitores italianos rejeitaram totalmente as políticas de austeridade defendidas pelo primeiro-ministro Mario Monti.
Falando em uma cúpula da Reuters sobre o futuro da zona do euro, Barroso disse que os esforços para reviver a economia da Europa levariam tempo e exigiam determinação. O fato de os eleitores italianos tirarem Monti do governo não significava que suas políticas, ou as defendidas pela União Europeia, eram erradas.
"Espero que não caiamos na tentação de ceder ao populismo por causa dos resultados em um Estado-membro específico", disse Barroso, falando com paixão sobre os esforços da UE no combate da crise da dívida soberana.
"A pergunta que devemos fazer a nós mesmos é a seguinte: deveríamos determinar nossa política, nossa política econômica, por considerações eleitorais de curto prazo ou pelo que deve ser feito para colocar a Europa de volta no caminho do crescimento sustentável? Para mim, a resposta é clara".
Monti ganhou apenas 10 por cento dos votos na eleição de domingo/segunda-feira, com os italianos apoiando maciçamente os movimentos do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e do comediante Beppe Grillo, ambos rejeitando a austeridade apoiada pela UE.
Os mercados financeiros reagiram com alarme. Os rendimentos dos títulos de 10 anos do governo italiano, que refletem o grau de risco que os investidores atribuem ao país, cresceram muito e os preços das ações em Milão despencaram.
O resultado deixa a terceira maior economia da zona do euro frente a um período extenso de incerteza política, com a perspectiva de outro turno de eleições se um governo não puder ser formado. Com relação a isso, a Itália está imitando a Grécia, o país da zona do euro que provocou o tumulto da crise da dívida.


De Luke Baker e Michael Scott, agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

PIB da Zona do Euro recua 0,6% no 4º trimestre de 2012


O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro recuou 0,6% no quarto trimestre de 2012 se comparado com o trimestre anterior, segundo dados preliminares divulgados hoje, 14, pela agência de estatísticas europeia, o Eurostat.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior o recuo é de 0,9%. Vale destacar que no terceiro trimestre de 2012 o PIB apresentou recuo de 0,1%. 
Ambos os números vieram abaixo das estimativas dos analistas que esperavam uma queda de 0,4% na comparação trimestral e 0,7% na conferição anual.

De eonomia, portal JORNAL DO BRASIL