Mostrando postagens com marcador Pyongyang. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pyongyang. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Coreia do Norte lança sexto míssil de curto alcance desde sábado

Seul - O regime norte-coreano lançou nesta segunda-feira um novo míssil de curto alcance em direção às águas do Mar do Leste (Mar do Japão) de sua costa oriental, o segundo projétil detectado hoje e o sexto desde sábado, informou o Ministério da Defesa sul-coreano. 

Após o primeiro lançamento de hoje, que aconteceu entre as 11h e o meio-dia local (entre as 23h e a meia-noite de ontem em Brasília), a Coreia do Norte disparou um novo projétil entre as 16h e 17h locais (entre as 4h e as 5h de Brasília), informaram as autoridades sul-coreanas.

"Parece que o lançamento de projéteis de curto alcance não acabou", disse hoje um porta-voz da Defesa da Coreia do Sul após revelar a última ação militar do regime de Pyongyang. Trata-se do sexto míssil desse tipo que a Coreia do Norte dispara da mesma região nos três últimos dias, desde que lançou três projéteis sábado e outro ontem. 

"Estamos tentando deduzir que tipo de projéteis é e (quais são) as intenções da Coreia do Norte. Parece que o Norte está tentando trazer a tensão de volta à Península de Coreia", disse o porta-voz em declaração divulgada pela agência "Yonhap". 

As manobras foram consideradas os primeiros gestos beligerantes por parte de Pyongyang após um período de várias semanas em que o regime baixou notavelmente o tom de sua última campanha de ameaças bélicas contra a Coreia do Sul, o Japão e os Estados Unidos. 

O último projétil foi disparado de uma plataforma móvel de lançamento no litoral leste do país e voou cerca de 120 quilômetros em direção norte antes de cair ao mar, revelaram fontes do Ministério da Defesa sul-coreano. Após anunciar o primeiro lançamento de hoje, Seul informou que o projétil parecia ser um míssil KN-02 de curto alcance desenvolvido a partir de tecnologia da era soviética e com alcance em torno de 150 quilômetros. 

Os testes realizados durante estes três dias não deveriam descumprir, em princípio, qualquer disposição internacional por se tratar de mísseis de curto alcance. Várias resoluções da ONU, aprovadas depois que Pyongyang realizou testes nucleares subterrâneos e de mísseis balísticos, proíbem o regime de lançar projéteis com maior alcance e carga útil, por considerar que estão dentro de um programa para o desenvolvimento de armas nucleares intercontinentais. 

"Sejam lançamentos de prova ou uma demonstração de força, a Coreia do Norte não deveria realizar ações que aumentem a tensão", disse Kim Jang-soo, diretor do Escritório de Segurança Nacional, subordinado à presidência sul-coreana.


De agência EFE

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Coreia do Sul retira todos os trabalhadores de zona industrial no Norte



SEUL - A Coreia do Sul vai retirar todos os trabalhadores restantes de uma zona industrial conjunta com a Coreia do Norte, informou o governo sul-coreano nesta sexta-feira, depois que o regime de Pyongyang rejeitou um convite para conversações formais com o objetivo de acabar com o impasse que levou à suspensão das operações no local.
A decisão de retirar cerca de 170 pessoas do parque industrial de Kaesong, localizado ao norte da fronteira fortemente armada, aprofunda um conflito entre as duas Coreias e coloca em risco o último canal remanescente de troca, que foi resultado de um encontro realizado em 2000 na tentativa de melhorar as relações.
As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra sob uma mera trégua que encerrou as hostilidades no conflito de 1950-1953, e a Coreia do Norte, com raiva das sanções aplicadas pela ONU e dos exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e dos EUA, ameaçou ambos os países com ataques nucleares nas últimas semanas.
"Porque os nossos cidadãos que permanecem na zona industrial de Kaesong estão enfrentando grandes dificuldades devido a ações injustas do Norte, o governo chegou à decisão inevitável de trazer de volta todos os funcionários restantes, a fim de proteger a sua segurança", disse o ministro da Unificação sul-coreano, Ryoo Kihl-jae.
O Norte retirou seus 53 mil trabalhadores do complexo este mês em meio ao aumento da tensão em entre as duas Coreias. O Norte tem impedido a entrada dos trabalhadores sul-coreanos e de suprimentos no local desde 3 de abril.
A empobrecida Coreia do Norte rejeitou uma proposta de conversações, dizendo que o Sul tem atuado de forma "imperdoável" para comprometer um legado "precioso" para buscar a paz.
O projeto Kaesong, inaugurado em 2004, abriga 123 empresas sul-coreanas produzindo vestuário, bens domésticos e capacetes de motocicleta, empregando trabalhadores locais.
A zona era uma lucrativa fonte de receita para o Norte, dando-lhe quase 90 milhões dólares por ano. As fábricas sul-coreanas pagavam cerca de 130 dólares por mês ao governo da Coreia do Norte por cada trabalhador.


De Jack Kim, agência REUTERS BRASIL

sábado, 6 de abril de 2013

Itamaraty avalia saída de brasileiros após alerta de conflito da Coreia do Norte


SÃO PAULO, 5 Abr (Reuters) - O governo brasileiro avalia a situação na península coreana para decidir sobre a transferência de seus funcionários da embaixada em Pyongyang, depois que a Coreia do Norte notificou nesta sexta-feira todas as representações diplomáticas a deixar o país diante do risco de uma guerra na região.


O pedido norte-coreano foi feito em meio à movimentação militar dos Estados Unidos na Coreia do Sul, após a Coreia do Norte advertir que a guerra era inevitável, em decorrência de novas sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU)por seus testes nucleares.

"Avaliaremos quais são as condições exatamente antes de tomarmos uma decisão sobre a permanência dele (embaixador brasileiro, Roberto Colin) ou alguma outra a alternativa, em contato também com outras embaixadas em Pyongyang", afirmou nesta sexta o chanceler Antonio Patriota em entrevista coletiva conjunta, em Brasília, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cingapura, K Shanmugam.

O Itamaraty afirmou que seis brasileiros vivem atualmente na Coreia do Norte, incluindo o embaixador, sua mulher e filho, um funcionário administrativo, além da mulher e filha do embaixador da Palestina, que são brasileiras.

"Seguimos com preocupação essa escalada retórica na península coreana e estamos em permanente contato com o nosso embaixador", disse Patriota.

Nos termos da Convenção de Viena, que rege as missões diplomáticas, os governos anfitriões devem facilitar a saída do pessoal de embaixadas em caso de conflito.

Transferir os funcionários não implica o fechamento da embaixada, esclareceu o Itamaraty, o que teria um significado político e diplomático mais amplo.

"Nesse caso a gente pode considerar a preservação da segurança dos funcionários levando-os para outro lugar. Não é o rompimento das relações diplomáticas Brasil-Coreia do Norte", disse a assessoria de imprensa do Itamaraty.

De acordo com a assessoria, o embaixador brasileiro teria indicado que existe a possibilidade de levar o corpo diplomático para Dandong, uma cidade chinesa próxima, na fronteira com a Coreia do Norte.
...


De agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Coreia do Norte carrega dois mísseis em plataformas de lançamento, diz Seul


A Coreia do Norte carregou em plataformas de lançamento móveis dois mísseis de alcance intermediário e os escondeu em algum ponto no litoral leste do país, informou nesta sexta-feira uma fonte militar sul-coreana, o que pode ser o indício de um iminente teste de mísseis de Pyongyang.

"No início desta semana, a Coreia do Norte transferiu de trem dois mísseis Musudan e os colocou em plataformas de lançamento móveis" no litoral do Mar do Leste (Mar do Japão), indicou um alto oficial do Exército sul-coreano à agência local "Yonhap".

Seul, 5 abr (EFE).- A Coreia do Norte carregou em plataformas de lançamento móveis dois mísseis de alcance intermediário e os escondeu em algum ponto no litoral leste do país, informou nesta sexta-feira uma fonte militar sul-coreana, o que pode ser o indício de um iminente teste de mísseis de Pyongyang.

"No início desta semana, a Coreia do Norte transferiu de trem dois mísseis Musudan e os colocou em plataformas de lançamento móveis" no litoral do Mar do Leste (Mar do Japão), indicou um alto oficial do Exército sul-coreano à agência local "Yonhap".

No início desta semana, Pyongyang movimentou o que pareciam ser dois projéteis Musudan rumo a sua costa oriental após ameaçar produzir um ataque nuclear contra os EUA, o que levou Washington a enviar seu avançado sistema de defesa de mísseis para sua base na ilha de Guam, no Pacífico.


De agência EFE