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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Presidente também anunciou corte de seu salário e do vice, mas isso não aconteceu


BRASÍLIA - A reforma administrativa anunciada pela presidente Dilma Rousseff no início de outubro, prevendo reduções de salários, de ministérios, de secretarias especiais e de cargos comissionados, mal saiu do papel. Pressionada a enxugar a máquina pública para cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões previsto na ocasião no Orçamento de 2016, a presidente prometeu cortar ministérios e reduzir número de cargos de confiança, mas, até agora, os cortes foram pífios.

Dos 3 mil cargos que seriam extintos, segundo Dilma, apenas 346 foram efetivamente cortados. Das 30 secretarias, só sete deixaram de existir. Dilma, o vice Michel Temer e os ministros teriam seus salários reduzidos de R$ 30.934,70 para R$ 27.841,23. Isso também ainda não aconteceu. A previsão do governo era economizar com esses cortes R$ 200 milhões. O montante alcançado até agora foi de apenas R$ 16,1 milhões.

O governo explica que a redução de salários depende do Congresso. Dilma enviou o pedido dias depois do anúncio da medida, porque é preciso editar um decreto legislativo para reduzir vencimentos. Mas o decreto ainda não foi apreciado pelos congressistas. Quanto aos demais cortes, a explicação de auxiliares de Dilma é que a necessidade de negociar cargos com aliados em troca de apoio na Câmara, em meio à abertura do processo de impeachment, paralisou a reforma...

De Simone Iglesias e Martha Becko, O GLOBO

quinta-feira, 27 de junho de 2013

"O que a presidente está tentando é engabelar o povo com essa história de plebiscito, para desviar a atenção da crise de seu governo" - José Maria/PSTU

Dilma: 'não existe tarifa zero'

BRASÍLIA - Em reunião com dirigentes de cinco centrais sindicais, nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que "não existe tarifa zero" no transporte coletivo, detalhou os planos para conter a onda de protestos no País e afirmou estar disposta a entrar em campo para pôr os pingos nos 'is' nessa luta política. "O meu governo vai disputar a voz das ruas", afirmou Dilma aos sindicalistas.

Sem ser interrompida durante 35 minutos, ela disse respeitar as manifestações, mas admitiu temer a ação de grupos com outros interesses que não os de movimentos pacíficos. Ao citar a redução do preço das passagens de ônibus, metrô e trens metropolitanos nas principais capitais, Dilma disse que o transporte gratuito é inviável. "Não existe tarifa zero: ou se paga passagem ou se paga imposto", insistiu.
A presidente pediu apoio aos sindicalistas para a proposta de convocação de um plebiscito, com o objetivo de ouvir o que a população quer mudar no sistema político. A ideia rachou o movimento sindical. A presidente também não conseguiu convencer os dirigentes a suspender a greve geral marcada para 11 de julho e muitos deles deixaram o Palácio do Planalto sem esconder a irritação com o que chamaram de "reunião para inglês ver".
"O controle da inflação é primordial. Mas a consulta popular para fazermos avançar a reforma política também é", argumentou Dilma, de acordo com relatos dos participantes do encontro. Para a presidente, é preciso bater nessa tecla agora para que as mudanças entrem em vigor na eleição de 2014, quando ela disputará o segundo mandato.
Dilma e a cúpula do PT defendem o financiamento público de campanha, sob o argumento de que essa é a melhor forma de coibir o abuso do poder econômico. O problema é que não há consenso em torno da proposta nem mesmo na base aliada do governo no Congresso. "A corrupção é um crime hediondo e nós precisamos enfrentar isso", afirmou Dilma, ao lembrar um dos pontos do pacto lançado pelo Planalto em resposta à onda de protestos.
Acuado pelas manifestações, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira o projeto que transforma a corrupção em crime hediondo. O texto, agora, seguirá para a Câmara.
Ao levantar essa bandeira, o PT também quer construir uma agenda positiva num momento em que os réus petistas do mensalão aguardam julgamento de seus recursos, por parte do Supremo Tribunal Federal, na tentativa de diminuir suas penas. Embora dirigentes e parlamentares do PT estejam insatisfeitos com a "centralização" do governo Dilma, a intenção do partido é virar a página da crise e definir uma estratégia para se reaproximar dos movimentos sociais.
O encontro de Dilma com os sindicalistas acabou tenso porque ela levantou e foi embora depois que todos os inscritos externaram sua opinião sobre os problemas do País. "Foi mais uma reunião para ouvir os planos mirabolantes da presidente. Saímos daqui como sempre saímos: sem encaminhamento de nenhuma das nossas reivindicações", criticou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, tentou amenizar o clima de mal estar após o encontro. "Essa reunião não foi chamada para tratar de nossa pauta, mas, sim, das manifestações nas ruas", comentou Freitas. "É verdade que a pauta está travada e o governo precisa ter agilidade. Mas, se não negociar, faremos o que sempre fizemos, tanto que já temos greve marcada para 11 de julho."
"O que a presidente está tentando é engabelar o povo com essa história de plebiscito, para desviar a atenção da crise de seu governo", atacou José Maria de Almeida, presidente do PSTU e coordenador da CSP-Conlutas. "Enquanto ela tentar controlar a inflação com ajuste fiscal e mantiver esse modelo econômico não tem solução."

De Vera Rosa, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 25 de junho de 2013

Joaquim Barbosa diz que o povo 'não aguenta mais conchavos'

RIO - Depois de encontro com a presidente Dilma Rousseff para discutir a onda de protestos pelo país, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse que o país passa por uma "grave crise" e que precisa de uma reforma política que reduza a influência dos partidos na escolha dos candidatos e que aumente a participação popular. Segundo o ministro, a população "não aguenta mais" decisões tomadas por meio de "conchavos".

Indagado sobre a possibilidade de plebiscito para fazer a reforma políticia, Barbosa disse que é preciso ampliar a participação popular.

Constituinte protestos
- O que temos que ter é a consciência clara de que há necessidade no Brasil de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula - afirmou.

O ministro afirmou ainda que existem democracias que permitem o voto avulso, sem necessidade de vinculação do candidato a legendas partidárias.

- A sociedade brasileira está ansiosa de se ver livre desses grilhões partidários que pesam sobre o seu ombro. E isso é muito salutar - afirmou.


De país, jornal O GLOBO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mirian Sobreira: Usina de Biodiesel da Petrobras em Quixadá não mostrou benefícios para a região


Deputada questiona utilidade de usina


Em seu pronunciamento na Assembleia Legislativa, na manhã de ontem, a deputada Mirian Sobreira (PSB) questionou os benefícios da Usina de Biodiesel da Petrobras em Quixadá, que foi construída há seis anos e até o momento, segundo ela, não mostrou benefícios para a região. Ela quer realizar uma audiência pública para discutir como o equipamento pode ser utilizado de forma a trazer dividendos para o Estado do Ceará. No dia anterior, a deputada Rachel Marques (PT) defendeu esse empreendimento, inclusive falando em liberação de novos recursos da Petrobras para a usina.

De acordo com Mirian Sobreira, é urgente e necessário a discussão de um planejamento para a usina, pois, conforme disse, o empreendimento deveria ser uma importante ferramenta no combate à seca e à pobreza da região, mas os investimentos que são feitos não estão alcançando os resultados esperados. "Existem inúmeras áreas de terra produtivas ao redor da empresa e, em um raio de mais de 100 quilômetros não se vê um pé de mamona, girassol, algodão, soja ou outras plantas que a usina utiliza como matéria-prima", destacou a pessebista.

Na terça-feira passada, porém, a petista Rachel Marques, destacou o esforço que seu marido e deputado federal em exercício, Ilário Marques (PT), está travando para a ampliação do equipamento. Conforme disse em seu pronunciamento, a ampliação da usina entrou na pauta de discussões da Petrobras, mas que seria preciso uma mobilização política para que a proposta saia do papel...


De política, jornal DIÁRIO DO NORDESTE

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Boato de que Lula não é mais presidente gera tumulto em 12 cidades

A Virada Social terminou com seis feridos e duzentos mil saques

CAIXA - Alarmadas com o boato de que Lula não é mais presidente do Brasil, milhares de pessoas promoveram o caos em 12 cidades no final de semana. Em São Paulo, militantes do PT organizaram um rodízio de furtos e arrastões na Virada Cultural. "Quantas e quantas vezes, um homem poderá roubar / Antes que o chamemos de ladrão? / A resposta, meus caros, sopra com o ar poluído da marginal", cantou Eduardo Suplicy, após ter sua renda mínima furtada.

Em Belo Horizonte, Ronaldinho Gaúcho simulou atirar uma granada na torcida do Cruzeiro numa atitude clara de terrorismo petista. No Rio, o jornal O Globo registrou a diminuição de sorrisos no Leblon. O nordeste também foi afetado. Centenas de milhares de pessoas vagaram desnorteadas pelas ruas do Maranhão após a divulgação do boato de que Sarney tinha passado para a oposição.

Alarmada, Dilma Rousseff criou seis novos ministérios para resolver o problema. "Tivemos que agir rápido. Criamos o Ministério contra a Boataria, e cinco secretarias, com status de Ministério, para promover o legado de Lula e manter a tranquilidade no país", assegurou, enquanto criava quatro novos programas sociais...

De The Herald, revista PIAUÍ

terça-feira, 21 de maio de 2013

'Não vou aparecer na hora da campanha', diz FHC sobre 2014


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que não pretende "aparecer" na provável campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, em 2014. O tucano afirmou que a próxima disputa presidencial não deve ser pautada por um embate entre os legados de seu governo (1995-2002) e das gestões do PT.
"Eu não vou aparecer na hora da campanha. Não adianta nada o apoio de A, de B, ou de C... Na hora da campanha, é uma conversa do candidato com o País. Não pode ser uma disputa Lula versus FHC", disse o ex-presidente durante um debate realizado pela agência Reuters, em São Paulo...

De política, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Médico de fora que atuar em área carente não fará prova



O Brasil não vai exigir exame nacional de revalidação do diploma de médicos trazidos da Espanha e de Portugal para trabalho temporário em áreas com déficit de profissionais da saúde no país.

Em contrapartida, esses estrangeiros só poderão atuar nas áreas determinadas pelo governo em periferias e no interior e por período que não deve passar de três anos.

Caso queiram trabalhar mais no Brasil, terão então de fazer o exame, seguindo um modelo já adotado por países como Canadá, Austrália, Reino Unido e a própria Espanha.

A proposta será apresentada hoje em Genebra pelo Ministério da Saúde à Espanha e a Portugal, durante encontro anual da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Ela será o modelo de contratação de estrangeiros que o país vai adotar, disse à Folha o ministro da pasta, Alexandre Padilha.

"Nosso maior interesse é atrair médicos de Espanha e Portugal para atuar restritamente em regiões com carência de profissionais, por um período de dois, três anos, na área de atenção primária, em que a Espanha tem grande tradição. O Brasil precisa de mais médicos, mais próximos da população e com mais qualidade" disse o ministro.

Uma equipe de Padilha se reúne hoje com os ministros espanhol e português.
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De Luisa Belchior, colaboração, de Madri, portal FOLHA

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Após 18 horas de sessão, Câmara não conclui votação da MP dos Portos



O governo não conseguiu vencer resistências da Câmara, que encerrou a sessão iniciada ontem (14) sem terminar a votação da MP dos Portos.
A votação, que começou às 11h da manhã de terça-feira, terminou às 4h55 desta quarta, quase 18 horas depois.
Agora, o governo vai tentar correr com os prazos para aprovar a MP no Senado até amanhã, quando ela perde a validade.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convocou uma nova sessão para as 11h desta quarta-feira (15) para tentar terminar a votação. Dos 26 pedidos de mudanças no texto, 14 propostas ainda precisam ser analisadas pelo plenário.
O atraso representa uma derrota para o governo que ficou com menos tempo ainda para aprovar o texto na Câmara e no Senado. A ideia do governo era aprovar a MP ao longo da madrugada na Câmara e apressar a tramitação no Senado. Agora, os líderes admitem que está cada vez mais difícil aprovar a matéria.
No início da noite, o governo conseguiu aprovar o texto principal da MP que foi apresentado pela comissão mista de análise. Esse texto continha mais de 150 modificações em relação ao texto que foi enviado pelo governo ao Congresso em dezembro. Mesmo assim, o governo concordou em votá-lo como estava.
Os deputados contudo apresentaram 41 novas emendas para fazer novas alterações ao projeto. Dessas, apenas 12 foram votadas e 15 foram retiradas de pauta. Mas 14 ainda ficaram por votar.
O governo conseguiu maioria para rejeitar todas as tentativas de mudança com a qual não concordava.
O Planalto, no entanto, perdeu o controle da sessão ao impor uma derrota ao PMDB, rejeitando sugestões de mudanças lançadas pela bancada, principal aliado na Casa.
Com apoio dos oposicionistas, Cunha, considerado pelo Planalto o principal opositor à medida provisória, começou a pedir verificação de quorum em cada uma das votações, prolongando as discussões.
A proposta de Cunha tinha medidas que o governo não aceitava como a previsão de os concessionários e a União resolverem litígios sobre débitos através da arbitragem, mesmo com processo administrativo ou judicial em curso, e também não queria aumentar os tempos de contrato de concessões.
As propostas haviam sido negociadas antes por ministros e pelo vice Michel Temer com o líder do PMDB.
Por volta de 3h30 da manhã, a base governista começou a abandonar a sessão e houve problema de quorum. A sexta sessão do dia chegou a ser aberta com 257 parlamentares, número mínimo.
Para obter o quorum, Eduardo Alves chegou a determinar que fosse registrado os nomes de deputados da oposição que falaram ao microfone, mas não marcaram presença.
A votação, no entanto, não resistiu ao primeiro pedido de votação nominal para análise de requerimento para retirada de pauta da matéria. A Casa ficou com o painel de registro por quase 50 minutos esperando governista chegarem para registrarem presença. Lideres chegaram a telefonar para cobrar o retorno de deputados, mas a operação não surtiu resultado.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que tentou votar a exaustão, mas tinha que prevalecer o bom senso. Eduardo Alves responsabilizou o cansaço pelo atraso na votação.
"Era um esforço sobrenatural tentar quorum em todos os destaques. Vamos tentar agora amanhã", disse após encerrar a votação.
MUDANÇA
Apenas uma mudança no texto da MP teve apoio do governo. Ela permite que por decreto o tamanho da área do porto público seja reduzido. Essa medida foi apresentada pelo DEM, partido da oposição, e teve apoio do PT e parte de seus aliados. Os partidos contrários à ideia eram PMDB, PR e PSB, todos da base aliada.
As mudanças apoiadas pelo PMDB, PSB, PP, PDT e PTB foram todas rejeitadas pelo PT e os outros aliados do governo. As principais delas:
1) obrigar o governo a prorrogar contratos vigentes de terminais em portos públicos;
2) exigir audiência pública para permitir mudança na área dos portos públicos;
3) permissão ao governo federal para delegar portos aos estados e municípios;
4) autorização para que divergência entre empresa e governo seja resolvidas por arbitragem;
5) exigência de que portos privados tenham autorização por até 50 anos;
6) exigência que o governo informe ao Congresso sobre autorizações para portos;
7) obrigação de portos privados contratarem trabalhadores de portos públicos.
Mesmo com apoio de partidos da base, a oposição (PSDB, DEM, MD e PSOL) não conseguiu aprovar a maioria das suas propostas de emenda ao texto da MP. Logo na primeira votação, o governo venceu por 210 votos contra 172 dos opositores com forte apoio do PT, PCdoB, PDT, PSD, PSC, PV e PRB. Os outros partidos da base se dividiram, com apenas mais fortemente o PMDB colocando-se contrário ao governo.
Até mesmo a votação da emenda que permitia ao governo delegar a administração de portos aos estados e municípios foi rejeitada por 174 votos contra 155. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à presidente, foi pessoalmente ao Congresso numa audiência pública pedir essa autorização que acabou rejeitada.
Derrotada nas votações, a oposição acabou vitoriosa ao conseguir derrubar a sessão antes que todos os requerimentos fossem votados.
O líder do PT na Câmara, José Guimarães (PT-CE) disse que partidos da base ajudaram a obstruir a votação e responsabilizou o PMDB e o PP. Para ele, ainda é possível votar a MP na Câmara a tempo dela ser aprovada no Senado.
O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que era uma questão matemática prever que não seria possível votar a MP na Câmara ontem. Perguntado se era possível encerrar a votação no Senado, ele respondeu: "Eu não sou senador".



De Dimmi Amora, Márcio Falção, de Brasília, portal FOLHA

sábado, 20 de abril de 2013

Prodi renuncia a candidatura à presidência da Itália, ex-primeiro ministro não conseguiu maioria na quarta votação desta sexta-feira


O ex-primeiro-ministro e ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, retirou sua candidatura à Presidência da Itália após não ter conseguido maioria na quarta votação realizada hoje. 
"Hoje me ofereceram um trabalho que muito me honrou, mesmo não fazendo parte dos meus planos de vida. Agradeço àqueles que me julgaram digno desta posição. O resultado da votação e a dinâmica que está por trás dele me levaram a concluir que não há mais condições. Retorno serenamente aos planos feitos para minha vida", disse, em sua renúncia. 
Prodi foi escolhido para substituir o sindicalista Franco Marini como candidatodo Partido Democrata (PD), de Pier Luigi Bersani. 
O Povo da Liberdade (PDL), bancada do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, no entanto, comunicou sua forte oposição para ao ex-candidato, que foi adversário de Berlusconi em duas eleições gerais, em 1996 e em 2006, ganhando em ambos os pleitos. 
Após três eleições onde era necessário o mínimo de dois terços dos votos, a quarta eleição foi a primeira onde era suficiente a maioria simples de 50% dos votos mais um.


De agência ANSA, jornal DO BRASIL

"Não vi pressão do Serra para ser candidato a presidente”, diz FHC


O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) não tem interesse em ser candidato a presidente da República no ano que vem, ou pelo menos não tem manifestado essa intenção a lideranças tucanas, disse nesta sexta-feira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.



“Eu não vi da parte do Serra nenhuma pressão para ser candidato a presidente”, disse Fernando Henrique, que apoia abertamente a candidatura do senador mineiro Aécio Neves. Para o ex-presidente, Serra tem consciência de que não é o momento para entrar na disputa no ano que vem.
“Acho que o Serra tem realismo político suficiente para sentir o momento. Reitero: o Serra é uma pessoa muito preparada, talvez não tenha ninguém melhor preparada do que ele, mas na questão eleitoral é um pouco diferente disso”, disse, ao lado de Aécio, ao sair de um hotel em Belo Horizonte, onde participou de um evento do sindicato dos postos de combustíveis de Minas Gerais.
Fernando Henrique diz que não tem se encontrado com o ex-governador paulista e que não há motivos para tentar demovê-lo da ideia de que, segundo vem sendo especulado, ele estaria considerando deixar o PSDB para tentar uma candidatura em 2014. “Não tenho que demovê-lo porque ele nunca me disse que ia se mover.”
Ao falar da provável tentativa de reeleição da presidente Dilma Rousseff, o tucano disse que, apesar da popularidade do governo da petista, há outros elementos em jogo. “Apesar de que o governo possa ter popularidade, isso é uma coisa; outra coisa é ‘será que dá para aguentar mais quatro anos, oito anos?’ Não dá mais, chegou, tem que mudar”.


De Marcos de Moura e Souza, jornal VALOR ECONÔMICO

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cota não garante aluno de escola pública em vestibular


A falta de aulas de geografia durante seu último ano no ensino médio fez com que Monique dos Santos Pires, 21, desistisse do vestibular para as universidades públicas.

"Não tinha como competir com aluno de escola privada", diz ela, que trabalha e estuda administração na FMU, faculdade particular.
Sua situação ajuda a explicar por que o número de alunos da rede pública nos vestibulares de importantes instituições gratuitas do país caiu ou mudou pouco nos últimos anos, apesar de políticas de bônus e cotas.
Entre dez universidades que enviaram dados à Folha, USP, Unicamp, UERJ, e UFMG registraram queda no percentual de vestibulandos vindos da rede pública. Em outras três universidades, essa proporção mudou pouco.
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De Érica Fraga, de São Paulo, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EUA não devem "ditar" ordens ao mundo, diz novo secretário de Defesa


WASHINGTON - O ex-senador Chuck Hagel, veterano condecorado da Guerra do Vietnã, tomou posse nesta quarta-feira como secretário de Defesa dos Estados Unidos, após uma acirrada disputa pela confirmação no Senado, e prometeu renovar velhas alianças e forjar novas, sem tentar "ditar" ordens ao mundo.
Falando a funcionários do Pentágono logo depois de uma pequena cerimônia de posse a portas fechadas, Hagel falou de forma otimista, embora vaga, sobre os desafios globais que esperam os Estados Unidos e a importância da liderança norte-americana no mundo.
"Não ditamos para o mundo. Mas devemos nos engajar com o mundo. Devemos liderar com nossos aliados", disse Hagel, no que parecia ser um discurso de improviso. "Nenhuma nação, por maior que sejam os EUA, pode fazer nada disso sozinha."
Ele também falou com franqueza sobre o contingenciamento orçamentário previsto para entrar em vigor em 1o de março. "Essa é uma realidade. Precisamos entender isso. Vocês estão fazendo isso. Precisamos lidar com essa realidade."
Se o Congresso não reverter nos próximos dias o chamado "sequestro" orçamentário, o Pentágono deve sofrer cortes de 46 bilhões de dólares em suas verbas.
Hagel foi durante oito anos senador pelo Partido Republicano, com o qual rompeu durante o governo de George W. Bush, tornando-se um duro crítico da guerra no Iraque.
Muitos republicanos que se opuseram à nomeação dele repreenderam-no por causa da posição sobre o Iraque e manifestaram dúvidas sobre a firmeza do seu apoio a Israel, da sua dureza contra o Irã ou do seu compromisso com uma dissuasão nuclear robusta.
Hagel teve seu nome aprovado pelo Senado na noite de terça-feira por 58 x 41 votos, o mais apertado resultado para a nomeação de um chefe do Pentágono na história. Apenas quatro republicanos votaram a favor.
Em sua fala nesta quarta-feira, o novo secretário não citou as críticas dos republicanos, nem revelou preocupações por trabalhar com um Congresso dividido. Mas expressou a opinião de que os EUA precisam ser cautelosos ao exercerem seu poderio...
De agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dilma não entende nova economia, afirma Marina


Depois de os pré-candidatos a presidente pelo PT, PSDB e PSB se atacarem mutuamente nos últimos dias, ontem foi a vez de Marina Silva também fazer observações ácidas sobre sua principal adversária em 2014.

Ao falar sobre a administração de Dilma Rousseff, a pré-candidata a presidente da República pelo novo partido Rede Sustentabilidade disse à Folha e ao UOL que o Brasil teve um "crescimento pífio" nos últimos dois anos. "Um presidente da República não é para ser o gerente do país. O presidente da República é para ter visão estratégica". Ela concedeu a entrevista ao projeto "Poder e Política".

Para Marina, "o desafio do Brasil é a mudança do modelo de desenvolvimento" e "a presidente Dilma não foi capaz de entender. Mas não só ela. O PT não foi capaz de entender. O PSDB não é capaz de entender essa nova agenda que se coloca para o mundo".

Entre os possíveis adversários na corrida presidencial de 2014, só Eduardo Campos, do PSB, foi poupado por Marina. Ela apenas diz considerar legítimo que o governador de Pernambuco dispute o Planalto...


De Fernando Rodrigues, jornal FOLHA DE SÃO PAULO