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domingo, 26 de outubro de 2014

Sensus: Aécio tem 54,6% dos votos válidos e Dilma, 45,4%


Pesquisa IstoÉ Sensus divulgada nesta sexta-feira mostra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, nove pontos à frente da adversária Dilma Rousseff (PT). O tucano aparece com 54,6% das intenções de votos válidos, contra 45,4% de Dilma. A pesquisa também mostra que, a dois dias da eleição, 11,9% do eleitorado ainda não sabe em quem votar. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio tem 48,1% e Dilma, 40%.

O instituto Sensus mediu também a rejeição dos candidatos e aponta que 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam de forma alguma em Dilma, enquanto 33,7% disseram o mesmo de Aécio. O Sensus entrevistou 2 mil eleitores de 136 municípios em 24 Estados entre os dias 21 e 24 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01166/2014.

De Stefânia Akel, Estadão

quarta-feira, 5 de junho de 2013

FHC e Aécio foram aprovados no teste do Maracanã. Lula e Dilma sumiram de novo

Uma foto publicada nesta terça-feira na coluna do Ancelmo Gois mostra Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves aguardando o começo do jogo de domingo no Maracanã. Ambos dispensaram esquemas de segurança e cuidados especiais para assistir à partida que terminou em empate. Tanto na chegada quanto na saída, torcedores anônimos saudaram efusivamente o ex-presidente da República e o presidente do PSDB, que não viram nem ouviram uma única manifestação de hostilidade. Tudo somado, FHC e Aécio foram aprovados com distinção num teste de popularidade muito mais confiável, rigoroso e transparente do que pesquisas encomendadas a comerciantes de estatísticas.
Com a vaia que engoliu na abertura do Pan-2007 ainda ecoando na memória, Lula preferiu passar o domingo contando vantagem no Peru. A inflação em alta e o pibinho em baixa recomendaram a Dilma Rousseff que ficasse em Brasília, pensando nas promessas que faria no dia seguinte em Natal e tentando botar na cabeça que o Rio Grande do Norte não é o Rio Grande do Sul. O padrinho e a afilhada se gabam de meia em meia hora de terem parido a Copa de 2014. Mas nenhum deles tem coragem de dar as caras no templo do futebol. Para gente que só cria coragem diante de plateias amestradas, o teste do Maracanã é muito perigoso.

De Augusto Nunes, coluna, revista VEJA

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os inimigos dentro de casa



Aécio tem Serra. Campos enfrenta os irmãos Gomes. E Dilma lida com Eduardo Cunha

Política, no Brasil, é algo que se converte a cada dia na arte de criar problemas e jogar cascas de bananas para seus próprios aliados – e não mais para os adversários.
Comecemos pelo PSB, do governador pernambucano, Eduardo Campos. Um de seus supostos adversários, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estimula sua candidatura. Outro, a presidenta Dilma Rousseff, mantém os cargos do partido na máquina federal, na esperança de que o bom filho a casa torne. Onde está então o enrosco? Justamente no PSB, onde os irmãos Gomes, do Ceará, lideram a sabotagem ao projeto presidencial de Campos. Dia sim, dia não, o governador Cid e seu irmão Ciro concedem entrevistas para constrangê-lo. E não se trata de falta de espaço político para os Gomes. Embora tenha sido convidado por Gilberto Kassab para ingressar no PSD, Cid diz que não arreda o pé do PSB justamente porque pretende permanecer no ninho socialista como quinta coluna. Por isso mesmo, Eduardo tenta atrair sua adversária Luizianne Lins para o PSB e, assim, forçar a saída dos Gomes.
No PSDB, a situação é idêntica. Embora até as pedras de Higienópolis saibam que o candidato em 2014 será Aécio Neves, José Serra mantém a corda esticada. Faz discurso de presidenciável sempre que pode e contradiz o senador mineiro até nas críticas ao governo Dilma. Se Aécio diz que há descontrole inflacionário, Serra afirma o contrário. Como na canção de Paul McCartney, “you say hello, I say goodbye”.
Dilma Rousseff, por sua vez, em tese não tem adversários, com sua base de apoio oceânica, que, nesta semana, ganhou mais uma adesão: a do PSD. Na prática, no entanto, é bem diferente, como se viu na votação da MP dos Portos. Os inimigos não estavam na oposição, mas no seio da coalizão governista. Quem ameaçava desfigurar a medida proposta por Dilma era justamente o líder do maior partido da base, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com suas emendas aglutinativas.
Do jeito que a coisa vai, o melhor seria fazer um grande escambo político. Dilma, na certa, trocaria Eduardo Cunha por Cid Gomes. Eduardo Campos, por sua vez, substituiria Cid por José Serra, a quem já elogiou. E Aécio, que corteja o PMDB do Rio, de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, ficaria com Eduardo Cunha.

De Leonardo Attuch, revista ISTO É

sábado, 20 de abril de 2013

"Não vi pressão do Serra para ser candidato a presidente”, diz FHC


O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) não tem interesse em ser candidato a presidente da República no ano que vem, ou pelo menos não tem manifestado essa intenção a lideranças tucanas, disse nesta sexta-feira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.



“Eu não vi da parte do Serra nenhuma pressão para ser candidato a presidente”, disse Fernando Henrique, que apoia abertamente a candidatura do senador mineiro Aécio Neves. Para o ex-presidente, Serra tem consciência de que não é o momento para entrar na disputa no ano que vem.
“Acho que o Serra tem realismo político suficiente para sentir o momento. Reitero: o Serra é uma pessoa muito preparada, talvez não tenha ninguém melhor preparada do que ele, mas na questão eleitoral é um pouco diferente disso”, disse, ao lado de Aécio, ao sair de um hotel em Belo Horizonte, onde participou de um evento do sindicato dos postos de combustíveis de Minas Gerais.
Fernando Henrique diz que não tem se encontrado com o ex-governador paulista e que não há motivos para tentar demovê-lo da ideia de que, segundo vem sendo especulado, ele estaria considerando deixar o PSDB para tentar uma candidatura em 2014. “Não tenho que demovê-lo porque ele nunca me disse que ia se mover.”
Ao falar da provável tentativa de reeleição da presidente Dilma Rousseff, o tucano disse que, apesar da popularidade do governo da petista, há outros elementos em jogo. “Apesar de que o governo possa ter popularidade, isso é uma coisa; outra coisa é ‘será que dá para aguentar mais quatro anos, oito anos?’ Não dá mais, chegou, tem que mudar”.


De Marcos de Moura e Souza, jornal VALOR ECONÔMICO