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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Os Ferreira Gomes chegam para arrasar o PDT cearense


Os políticos nômades cearenses, ou seja, os Ferreira Gomes, estão hoje ancorados no PDT, não sei até quando, mais com certeza já fizeram alguns estragos por lá, pois pessoas que sempre contribuiu e deram credibilidade na legende durante décadas estão partindo sem olha para traz.

É que a história se repete a cada ciclo pré-eleitoral, como ocorre com as trocas de agremiações por seus ocupantes, e como sabemos os irmãos Cid e Ciro Gomes não tem qualquer apreso por ideias e costumes alheios e quando não conseguem impor suas vontades arrasam tudo e largam o partido para o lado, como que uma laranja chupada.

O deputado Heitor Ferrer e tantos outros ocupantes do PDT perceberam a chagada dos irmãos Ferreira Gomes e seu bando político, bando porque no tempo do cangaço era assim se chamava o grupo de valentões, liderados pelo chefe maior, que comandava os demais amparados em sua sombra, na busca de arrasar espaços alheios, e procurou ele cair fora do partido, pois lá não sobrará pessoas livre de pensamento e opinião.


Julio Cunha

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os inimigos dentro de casa



Aécio tem Serra. Campos enfrenta os irmãos Gomes. E Dilma lida com Eduardo Cunha

Política, no Brasil, é algo que se converte a cada dia na arte de criar problemas e jogar cascas de bananas para seus próprios aliados – e não mais para os adversários.
Comecemos pelo PSB, do governador pernambucano, Eduardo Campos. Um de seus supostos adversários, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estimula sua candidatura. Outro, a presidenta Dilma Rousseff, mantém os cargos do partido na máquina federal, na esperança de que o bom filho a casa torne. Onde está então o enrosco? Justamente no PSB, onde os irmãos Gomes, do Ceará, lideram a sabotagem ao projeto presidencial de Campos. Dia sim, dia não, o governador Cid e seu irmão Ciro concedem entrevistas para constrangê-lo. E não se trata de falta de espaço político para os Gomes. Embora tenha sido convidado por Gilberto Kassab para ingressar no PSD, Cid diz que não arreda o pé do PSB justamente porque pretende permanecer no ninho socialista como quinta coluna. Por isso mesmo, Eduardo tenta atrair sua adversária Luizianne Lins para o PSB e, assim, forçar a saída dos Gomes.
No PSDB, a situação é idêntica. Embora até as pedras de Higienópolis saibam que o candidato em 2014 será Aécio Neves, José Serra mantém a corda esticada. Faz discurso de presidenciável sempre que pode e contradiz o senador mineiro até nas críticas ao governo Dilma. Se Aécio diz que há descontrole inflacionário, Serra afirma o contrário. Como na canção de Paul McCartney, “you say hello, I say goodbye”.
Dilma Rousseff, por sua vez, em tese não tem adversários, com sua base de apoio oceânica, que, nesta semana, ganhou mais uma adesão: a do PSD. Na prática, no entanto, é bem diferente, como se viu na votação da MP dos Portos. Os inimigos não estavam na oposição, mas no seio da coalizão governista. Quem ameaçava desfigurar a medida proposta por Dilma era justamente o líder do maior partido da base, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com suas emendas aglutinativas.
Do jeito que a coisa vai, o melhor seria fazer um grande escambo político. Dilma, na certa, trocaria Eduardo Cunha por Cid Gomes. Eduardo Campos, por sua vez, substituiria Cid por José Serra, a quem já elogiou. E Aécio, que corteja o PMDB do Rio, de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, ficaria com Eduardo Cunha.

De Leonardo Attuch, revista ISTO É