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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pesquisa aponta Lula com 30%, Bolsonaro, 16%, e Marina, 15%


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2018 com 30% da preferência do eleitorado, à frente da ex-ministra Marina Silva (Rede) e do deputado Jair Bolsonaro (PSC), que aparecem empatados com 15%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira.
Em cenário tendo o prefeito de São Paulo, João Doria, como candidato do PSDB, Lula passou de 31% em abril para os atuais 30%, enquanto Bolsonaro foi de 13% para 15 e Marina saiu de 16 para os mesmos 15%. O tucano aparece em quarto lugar, com 10%, um ponto acima do levantamento anterior.
Lula também alcança os 30% de preferência do eleitorado quando o governador paulista, Geraldo Alckmin, substitui Doria como concorrente do PSDB. Nesse cenário, Bolsonaro fica um ponto à frente de Marina, 16 a 15%, e o tucano aparece com 8 pontos. Bolsonaro sobe ante os 5% de levantamento realizado em dezembro de 2015, enquanto Marina cai dos 24% que possuía...

De Redação, Jornal Hoje em Dia

domingo, 25 de junho de 2017

Instituições oferecem bolsas para projetos de agricultura digital no Brasil

Desta vez, os temas terão ênfase em Agricultura Digital, isto é, em sistemas de processamento e análise de informações para controle e apoio às diferentes etapas das cadeias produtivas agrícolas.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a IBM Brasil anunciaram uma Chamada de Propostas para pesquisas em sistemas digitais e novas tecnologias na área da Agricultura, para a qual serão destinados até US$ 250 mil para projetos com duração de até dois anos. É a segunda chamada conjunta de pesquisas a serem apoiadas pelas duas instituições, que anunciaram em março as propostas selecionadas em sua primeira chamada em parceria, na área de computação cognitiva.

Desta vez, os temas terão ênfase em Agricultura Digital, isto é, em sistemas de processamento e análise de informações para controle e apoio às diferentes etapas das cadeias produtivas agrícolas. Entre os tópicos, estão os sistemas de detecção, coleta e análise de dados voltados à agricultura de precisão, sistemas de monitorização e previsão meteorológica e climática em contextos agrícolas, e novas aplicações de dados meteorológicos e climáticos.

Também serão apoiadas pesquisas relacionadas à automação de equipamentos, robótica agrícola, incluindo drones, veículos autônomos agrícolas, processamento de imagens e de dados por satélite e em campo, sistemas eletrônicos de monitoramento de gado, incluindo hardware, detecção, processamento e análise de dados do solo e da água, além de sistemas de realidade aumentada e virtual aplicados à agricultura.

Pesquisas que levem ao desenvolvimento de assistentes cognitivos para agricultores, engenheiros agrônomos e outros trabalhadores nas cadeias produtivas agrícolas também poderão ser contempladas, bem como design de interface no contexto de sistemas de agricultura digital, com plataformas de serviços de software e suporte de middleware...

De AgroBrasil, EFE

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Desigualdade no país cai em 2014, mas desemprego tem maior nível em 5 anos, mostra Pnad


O Brasil viu sua desigualdade social reduzir no ano passado, com ligeira melhora na renda da população, mas a taxa de desemprego subiu ao maior nível em cinco anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad) de 2014 divulgada nesta sexta-feira.

O índice de Gini, métrica internacional para medir a desigualdade, baixou de 0,495 para 0,490 entre 2013 e 2014, com base no rendimento do trabalho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quanto menor o indicador, menor a desigualdade.

Segundo o IBGE, o aumento na renda foi mais intenso nas camadas mais pobres da população, o que favoreceu a pequena redução na desigualdade social.

"O Gini vem mantendo, dessa forma, a tendência de redução observada na década passada", resumiu a economista do IBGE Maria Lucia Vieira.

O rendimento médio do trabalho dos brasileiros ocupados com 15 anos de idade ou mais cresceu 0,8 por cento entre 2013 e 2014, passando a 1.774,00 reais...

De índices, REUTERS BRASIL

domingo, 21 de junho de 2015

Aécio lidera corrida presidencial com 35%, mostra simulação do Datafolha


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35 por cento das intenções de voto, segundo simulação de eleição para presidente da República feita pelo Datafolha, publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo.

O tucano tem dez pontos de vantagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em terceiro lugar, com 18 por cento das intenções, aparece a ex-senadora Marina Silva (PSB).

Luciana Genro (PSOL), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) e Eduardo Jorge (PV) alcançaram 2 por cento cada um.

Aécio, que disputou o segundo turno com Dilma na última eleição, aparece na frente após a reprovação da presidente ter aumentado, segundo pesquisa Datafolha publicada no sábado.

O Datafolha também fez uma simulação de disputa presidencial com o nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no lugar de Aécio.

Neste caso, Lula e Marina empatariam tecnicamente em primeiro lugar, com 26 e 25 por cento, respectivamente --a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

Alckmin ficaria em terceiro lugar, com 20 por cento.

O Datafolha fez 2.840 entrevistas na quarta-feira e quinta-feira.

De política, REUTERS

Reprovação a Dilma bate recorde e chega a 65%


A avaliação da presidente Dilma Rousseff é considerada ruim ou péssima para 65% do eleitorado, segundo divulgou neste sábado o Datafolha. O porcentual é um novo recorde na série histórica do instituto desde janeiro de 2011, quando Dilma começou seu primeiro mandato. Em relação à pesquisa realizada em abril, a reprovação subiu cinco pontos porcentuais.

De acordo com o levantamento, realizado entre quarta e quinta-feira passadas, essa taxa de reprovação é a pior desde os 68% de ruim ou péssimo alcançados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, a poucos dias antes de seu impeachment. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, trata-se de um empate técnico.

O Datafolha apurou ainda que apenas 10% dos entrevistados classificam o governo da petista como bom ou ótimo, três pontos a menos do que o verificado em abril. Outros 24% consideram seu governo regular. O instituto entrevistou 2.840 pessoas em 174 municípios. Fonte: Estadão Conteúdo 

De política, ANSA

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Avaliação positiva do governo Dilma Rousseff cai de 40% para 12%, aponta Ibope



Confiança na presidente também apresentou queda de 51% para 24% entre dezembro de 2014 e março, afirma CNI-Ibope

O percentual da população que considera o governo da presidente Dilma Rousseff ótimo ou bom caiu de 40% em dezembro de 2014 para 12% em março, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1) pela CNI-Ibope. A confiança na presidente também apresentou queda de 51% para 24% no mesmo período de três meses.

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria ouviu 2.002 entrevistados entre os dias 21 e 25 de março em 142 municípios.

De política, ÚLTIMO SEGUNDO

terça-feira, 24 de março de 2015

“Dilma sabia sobre corrupção”



ESCÂNDALO: É o que afirmam 84% dos brasileiros, de acordo com pesquisa Datafolha

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha publicada ontem mostra que 84% dos brasileiros acreditam que a presidente Dilma Rousseff sabia sobre a corrupção na Petrobras, cuja privatização é rejeitada pela maioria dos entrevistados. Os números revelam que 61% acreditam que Dilma deixou que a corrupção ocorresse; 23% consideram que a presidente era consciente, mas não podia fazer nada para evitá-la; e 10% disseram que a governante “não sabia”, enquanto 6% não souberam responder.

Do grupo de entrevistados que declarou ter votado em Dilma no segundo turno das eleições de outubro, 74% ressaltaram que a presidente sabia sobre o esquema de corrupção, enquanto essa porcentagem chega a 94% entre os que votaram pelo senador opositor Aécio Neves, do PSDB. Questionados sobre uma eventual privatização da companhia petrolífera, 61% dos entrevistados se posicionaram contra, 24% defenderam sua venda, 5% se mostraram indiferentes e 10% não souberam responder.

Os dados mostram que uma eventual venda da companhia petrolífera seria rejeitada pela maioria dos brasileiros, independentemente do nível de renda, idade e escolaridade, e em todas as regiões do país, apesar das diferentes inclinações políticas. Além disso, 88% dos entrevistados consideraram que a corrupção na estatal prejudicará a Petrobras, a maior empresa do Brasil e responsável por uma parte significativa do PIB brasileiro.

De O Globo, O LIBERAL

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

7,2 milhões de pessoas passam fome no Brasil, mostra IBGE



RIO - A ameaça da fome no país em 2013 foi mais frequente entre a população mais jovem; não branca; e vivente na zona rural. É o que mostrou, nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao anunciar o suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013).

O instituto calcula que em torno de 52,05 milhões de pessoas passavam por algum tipo de insegurança alimentar em 2013 – dos quais 7,2 milhões eram do tipo mais grave. Nesse último universo, o instituto forneceu detalhes sobre como os domicílios com insegurança alime ntar grave afetavam a população brasileira por idade.

Em 2013, as maiores parcelas no total da população que sofriam com insegurança alimentar grave, ou seja, com risco de falta de recursos para comprar comida e ameaçados pela fome, foram encontradas entre crianças de 0 a 4 anos (4,8% do total desse período etário) e criança e adolescentes de 5 a 17 anos (5%). Essas duas faixas etárias representavam em torno de 2,73 milhões de pessoas, em números absolutos...

De Alessandra Saraiva, VALOR

domingo, 26 de outubro de 2014

Sensus: Aécio tem 54,6% dos votos válidos e Dilma, 45,4%


Pesquisa IstoÉ Sensus divulgada nesta sexta-feira mostra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, nove pontos à frente da adversária Dilma Rousseff (PT). O tucano aparece com 54,6% das intenções de votos válidos, contra 45,4% de Dilma. A pesquisa também mostra que, a dois dias da eleição, 11,9% do eleitorado ainda não sabe em quem votar. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio tem 48,1% e Dilma, 40%.

O instituto Sensus mediu também a rejeição dos candidatos e aponta que 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam de forma alguma em Dilma, enquanto 33,7% disseram o mesmo de Aécio. O Sensus entrevistou 2 mil eleitores de 136 municípios em 24 Estados entre os dias 21 e 24 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01166/2014.

De Stefânia Akel, Estadão

quarta-feira, 17 de julho de 2013

provação do governo Dilma cai de 54,2% para 31,3%, aponta CNT/MDA

Pesquisa realizada pelo instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira revelou uma piora na avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff. 
A avaliação positiva do governo caiu de 54,2% em junho para 31,3% em julho. Esse percentual representa a soma entre os que avaliam o desempenho do governo como ótimo ou bom. Já a aprovação pessoal da presidente caiu de 73,7% para 49,3%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de julho - depois, portanto, da onda de protestos nas cidades do país. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 134 municípios. A margem de erro é 2,2%.
Os dados mostram que a avaliação da economia também ajudou na queda da avaliação. A expectativa em relação ao emprego no país para os próximos seis meses piorou. Em junho, 11,5% disseram que a expectativa era pior, enquanto em julho 20,4% manifestaram-se negativamente. Por outro lado, 39,6% disseram que o emprego ia melhorar em junho, ao passo que em julho o índice recuou para 32%.


De Caio Junqueira, VALOR

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Alckmin venceria até Lula na disputa pelo governo paulista

A um ano das convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com pesquisa concluída pelo Datafolha no fim da semana passada.

O governador aparece com ampla vantagem em todos os cenários analisados pelo instituto, até mesmo quando seu oponente é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora sua candidatura seja improvável, Lula é o adversário que teria melhor desempenho contra o tucano. O petista obtém 26% das intenções de voto e Alckmin, 42%.

A entrada do ex-presidente na disputa estadual foi sugerida em novembro do ano passado pelo marqueteiro do PT, João Santana, em entrevista à Folha, mas Lula nunca manifestou interesse em se candidatar...


De Fábio Zambeli, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

domingo, 28 de abril de 2013

Por que Dilma é tão popular?!



A última pesquisa do Datafolha mostrou que Dilma teria 58% dos votos se a eleição para presidente fosse hoje. Além disso, ela teria no Nordeste um desempenho eleitoral superior às demais regiões do país. O voto é muito mais previsível do que a maioria das pessoas imagina. O desempenho de Dilma no voto tem a ver com seu desempenho no governo.

Na mesma pesquisa do Datafolha, a presidente Dilma alcança a marca de 65% na soma de ótimo e bom. Grande parte dos votos vem desse grupo, vem daqueles que avaliam positivamente seu governo. A regra é simples e está baseada nas duas últimas eleições nas quais o presidente em exercício pôde se candidatar à reeleição, Fernando Henrique em 1998 e Lula em 2006.

O presidente tucano, segundo as pesquisas, teve 85% daqueles que avaliavam seu governo “ótimo” e 73% dos que o avaliavam “bom”. Lula, por sua vez, converteu em votos 95% do ótimo e 82% do bom. Conclui-se que em situação de reeleição o governo converte de 80% a 85% de sua soma de “ótimo” e “bom” em votos.
Quando multiplicamos os 65% de ótimo e bom de Dilma por 0,8, obtemos 52%. Isso significa que, dos 58% de votos de Dilma na pesquisa do Datafolha, ao menos 52 pontos percentuais são de eleitores que avaliam positivamente seu governo.

Os números não mentem jamais, eles ajudam com frequência a fundamentar o que é óbvio. As pessoas que aprovam um determinado governo – pode ser o governo federal, algum governo estadual ou municipal – têm a tendência a votar, em sua grande maioria, para manter o que está bom.

O julgamento é sempre subjetivo. Um governo bom para um conjunto de pessoas pode ser péssimo para outro grupo. Contudo, o voto tende a ser coerente com a avaliação. Quem avalia positivamente um governo vota para mantê-lo, e quem o avalia negativamente vota para mudá-lo.

  Quando a líder deste governo bem avaliado disputa a reeleição, é mais fácil para o eleitor decidir. Para ele manter o governo, basta votar em quem já é presidente, governador ou prefeito. O favoritismo de Dilma tem a ver com isso. Fernando Henrique e Lula foram reeleitos com aproximadamente 50% de ótimo e bom. Dilma tem bem mais que isso.
Do ponto de vista do governo, o grande desafio é manter a popularidade alta até o final do próximo ano. A aprovação de qualquer governo federal, no Brasil, desde o advento do Plano Real, está relacionada com o aumento do poder de compra da população, em particular dos mais pobres, que formam a grande maioria do eleitorado.

É verdade que a classe C aumentou. Não é menos verdade que a vida de grande parte da população segue sendo marcada pela escassez. Há indicadores que comprovam que o Brasil está 11 anos atrás do México – e 14 anos atrás da Rússia – no consumo per capita. A renda média familiar da classe C no Brasil é de pouco mais de R$ 1.500 por mês. Trata-se de uma renda que está longe de possibilitar que esse grupo tenha padrão de consumo próximo ao da classe média nos países desenvolvidos. Isso significa que qualquer aumento real no poder de compra dessa população, além de ser bem-vindo, é atribuído ao governo.

O perfil de idade de nossa população fez com que a necessidade de gerar empregos novos diminuísse bastante. A cada ano que passa diminui a quantidade de jovens que procuram seu primeiro emprego. Esse é um dos motivos que vêm contribuindo para a menor taxa de desemprego da história.

Adicionalmente, em que pese o crescimento do PIB de 0,9% no ano passado, o consumo das famílias aumentou em 3,1% em 2012. A combinação de desemprego em baixa e consumo das famílias em alta resulta, na ausência de uma inflação muito elevada, no aumento real do poder de compra. É esse aumento real que explica a elevada aprovação do governo Dilma.
Os políticos têm como prioridade conquistar e manter o poder – esse é o objetivo principal da atividade política. O governo quer ficar no poder e a oposição quer voltar a controlá-lo. Isso resulta na inexistência de dogmas. Ou seja, a inflação não é boa ou ruim em si mesma. A inflação é ruim caso traga com ela uma consequência política negativa. Fernando Henrique combateu a inflação em 1994 porque Lula era, no início daquele ano, o líder nas pesquisas de intenção de voto. Fernando Henrique manteve a inflação baixa para deter Lula em 1998. Lula aumentou o superavit primário e deu autonomia ao Banco Central para manter a inflação controlada. Seu eventual crescimento poderia colocar em risco a reeleição que viria a ser disputada em 2006.

Fernando Henrique e Lula, utilizando-se de instrumentos econômicos diferentes, foram reeleitos porque o poder de compra real da população aumentou em seus respectivos primeiros mandatos. Como contraponto, há a eleição de 2002, quando o desemprego foi muito elevado. Fernando Henrique não elegeu seu sucessor porque houve uma queda no poder de compra real justamente no ano eleitoral.

Do ponto de vista de qualquer governo, a combinação mais adequada entre taxa de emprego, aumento do consumo das famílias e inflação é aquela que mantém elevada – e preferencialmente em trajetória de alta – a popularidade presidencial. Assim, politicamente só faz sentido para Dilma combater a inflação quando ela resultar na redução real do poder de compra. Só nesse caso sua popularidade correrá o risco de cair – o que resultará, em seguida, em queda na intenção de votos.

O que as eleições presidenciais de 1998 e de 2006 nos ensinam é que a opinião pública tem suas leis – e uma delas é que presidente que disputa a reeleição converte no mínimo 80% da soma de seu “ótimo” e “bom” em votos. Do ponto de vista de Dilma, é preciso zelar para que a avaliação de seu governo permaneça alta até 2014. Esse é, para ela, o caminho mais seguro em direção à reeleição.


De Alberto Carlos Almeida, revista ÉPOCA

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Desemprego em sete regiões sobe para 11% em março, diz Dieese/Seade




A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), mostrou que a taxa de desemprego no conjunto de sete regiões metropolitanas do país subiu para 11% em março, ante 10,4% em fevereiro. No mesmo período do ano passado, o desemprego atingiu 10,8%.
O contingente de desempregados no conjunto das sete regiões foi estimado em 2,439 milhões de pessoas, 128 mil mais que em fevereiro. A população economicamente ativa (PEA) das sete regiões ficou em 22,076 milhões de pessoas, 87 mil menos que em fevereiro.
O levantamento é realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e no Distrito Federal.
Na passagem de fevereiro para março, o desemprego cresceu em todas as regiões pesquisadas, com destaque para Salvador (de 18,6% para 19,7%), Recife (de 12,9% para 13,5%) e Belo Horizonte (de 6,2% para 7%). No Distrito Federal, a taxa oscilou de 12,8% para 13,3%; em Fortaleza, de 8,5% para 8,9%; em Porto Alegre, de 6,2% para 6,5%; e em São Paulo, de 10,3% para 10,9%.
Setores
Na comparação de fevereiro com março, o setor que mais demitiu foi a indústria de transformação, com 103 mil postos de trabalhos a menos (-3,5%). Ele foi seguido pela construção, que fechou 44 mil vagas (-2,8%), e pelo comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (- 75mil, -1,9%).O emprego manteve-se estável no setor de serviços.
Renda
Em fevereiro, no conjunto das sete regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados caiu 0,3%, para R$ 1.578, em relação a janeiro. Já o rendimento médio real dos assalariados ficou em R$ 1.617, alta de 0,3% ante janeiro.
Na comparação com fevereiro do ano passado, o rendimento médio real dos ocupados cresceu 0,9% e o dos assalariados recuou 0,5%.
A massa de rendimentos dos ocupados nas sete regiões diminuiu 1,4% em fevereiro ante janeiro, enquanto a massa dos assalariados reduziu 0,3%. Ante fevereiro do ano passado, a massa de rendimento dos ocupados cresceu 2,1%, e a dos assalariados subiu 1,2%.
Na pesquisa do Dieese/Seade, os dados relativos à renda referem-se sempre ao mês anterior ao do levantamento.


De Camilla Veras Mota, jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pesquisa dar empate entre Dilma e Campos em Refice

Dilma e Campos estão empatados em pesquisa com eleitores do Recife

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Maurício de Nassau, do Recife, indicou empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), se as eleições presidenciais fossem hoje. A sondagem, divulgada pelo "Jornal do Commercio", considera apenas os eleitores da capital pernambucana, principal reduto do governador.








De acordo com os números apresentados, Dilma teria 36% dos votos no Recife, contra 34% de Campos. A diferença entre os dois é inferior à margem de erro da pesquisa, que é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
No mesmo cenário, a ex-senadora Marina Silva (sem partido) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto o senador tucano Aécio Neves tem 2%. Brancos e nulos somaram 8% dos eleitores entrevistados. Outros 16% não souberam ou preferiram não responder.
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De Murillo Camarotto, jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 28 de março de 2013

Baleias azuis são rastreadas através de seu canto na Antártida



Sydney (Austrália), 28 mar (EFE).- Os cientistas conseguiram captar até 26.545 cantos de baleia azul na Antártida, em um estudo para no qual utilizaram pela primeira vez técnicas acústicas de detecção e acompanhamento deste grande cetáceo.
O trabalho foi realizado por pesquisadores da Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Noruega, Reino Unido, África do Sul e Nova Zelândia, que participam do Projeto Baleia Azul na Antártida, dedicado ao maior animal do mundo.


De agência EFE

sábado, 23 de março de 2013

Datafolha: as razões do favoritismo de Dilma em 2014


A presidente Dilma Rousseff teve algumas más notícias na economia nas últimas semanas. O PIB cresceu apenas 0,9%, a inflação chegou perto do topo da meta, a gasolina aumentou e os portos não conseguiram escoar a safra recorde de grãos. Esses dados deram esperanças à oposição de que a popularidade da presidente seria afetada, o que ameaçaria sua reeleição. A pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira, porém, mostrou que a análise dos oposicionistas estava errada. Pelo menos por enquanto, ela é franca favorita a ficar mais quatro anos no Palácio do Planalto. No cenário mais provável, Dilma tem 58% das intenções de voto, o que lhe daria uma tranquila vitória já no primeiro turno. Atrás dela, aparecem a ex-senadora Marina Silva (que ainda tenta viabilizar um partido para disputar as eleições), com 16%, o senador Aécio Neves (PSDB), com 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com 6%.

Os dados adversos na macroeconomia não são sentidos pela maior parte da população, principalmente a nova classe média, que concentra o grosso do eleitorado. Para essa camada, que sustenta a popularidade de Dilma, é mais importante a redução dos preços dos produtos da cesta básica, a diminuição da tarifa de luz, a presença da presidente junto aos parentes das vítimas da tragédia de Santa Maria ou sua imagem na televisão ao lado papa Francisco. “Os eleitores mais pobres que chegaram à classe média ainda conseguem pagar a prestação do carro, o plano de saúde e a mensalidade da escola particular do filho”, analisa um economista ligado ao PSDB. “Nesse cenário, é muito difícil derrotar a Dilma.”

Além da força de Dilma, o PSDB de Aécio também se preocupa com o crescimento de Eduardo Campos. O governador de Pernambuco, praticamente desconhecido fora de seu estado até o início do ano, resolveu testar a viabilidade de sua candidatura. Nas últimas três semanas, ele passou mais tempo em São Paulo, Rio e Brasília do que em Recife. Conseguiu, com essa primeira investida, chegar a 6% das intenções de voto –no limite da margem de erro, está em situação de empate técnico com os 10% de Aécio. Não foi apenas intenção de voto que Campos tirou do tucano, mas também discurso. Com sua pregação de que “é possível fazer mais” e suas críticas ao inchaço e à lentidão do governo federal, o governador de Pernambuco é quem mais tem aparecido como contraponto a Dilma, embora ainda seja da base do governo. Aécio ainda não conseguiu achar seu espaço e o conteúdo de seus discursos, embora ensaie sua candidatura desde o início de 2011, quando trocou o governo de Minas Gerais pelo Senado.

Faltam aos rivais de Dilma, além de intenção de voto, força partidária e presença nacional. Marina Silva deve a boa lembrança de seu nome ao recall da eleição anterior, quando teve 20% dos votos para presidente concorrendo pelo Partido Verde. É difícil imaginar que ela repita essa performance, já que nem há a certeza de que a Rede será armada a tempo de disputar a eleição. Aécio Neves é pouco conhecido fora de Minas e ainda enfrenta a divisão de seu partido –a ala paulista, comandada pelo governador Geraldo Alckmin e por José Serra ainda não se entusiasmou com sua candidatura. Eduardo Campos comanda o PSB, partido com força no Nordeste, mas praticamente inexistente nos três principais colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nos dezenove meses até a eleição, o cenário ainda pode mudar muito. Em março de 2009, por exemplo, Dilma Rousseff patinava com menos de 10% enquanto o tucano José Serra liderava em todas as simulações. Mas a liderança tão folgada da presidente é um trunfo significativo para atrair os financiadores de campanha e os partidos aliados, que lhe garantirão o maior tempo de TV.


De Otávio Cabral, revista VEJA

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dilma tem 58%, Marina, 16%, e Aécio, 10%, diz Datafolha



A presidente Dilma Rousseff lidera a mais nova pesquisa Datafolha de intenções de voto para a Presidência da República. Se a eleição fosse hoje, a petista teria 58%, seguida pela ex-senadora Marina Silva, que tenta viabilizar sua própria sigla, a Rede, com 16%.

Logo atrás estão o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que aparece com 6% das intenções de voto. Neste cenário, 6% declararam voto nulo ou em branco, e 3% disseram não saber em quem votar.
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De Leandro Colon, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pesquisa surpreende ao apontar que investimento na indústria vai cair 9,5%

Nem 15 pacotes de incentivo do governo animaram o setor, segundo levantamento de intenção de investimentos com 1,2 mil empresas

SÃO PAULO - Apesar de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou confiança para desengavetar novos projetos de investimento em 2013. Ao contrário, o setor pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões, de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Para chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.
O resultado surpreendeu o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, responsável pela pesquisa. Tanto que mandou auditar os dados. Ele esperava alguma retomada do investimento depois de o governo Dilma Rousseff ter lançado 15 pacotes de medidas para incentivar o setor produtivo. O último, anunciado quinta feira, liberou R$ 33 milhões para financiar projetos de empresas privadas na área de inovação, pesquisa e desenvolvimento.
"O governo fez muitas coisas corajosas no ano passado, como o corte na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos, a redução do custo da energia elétrica e mesmo com o câmbio", cita Roriz Coelho. "Mesmo assim, a pesquisa está indicando que ainda existem muitas dúvidas do empresário em investir, em aumentar a capacidade de sua fábrica e depois não ter condições competitivas para vender a produção."
O diretor da Fiesp não foi o único a ser surpreendido pela resposta das indústrias. "É uma ducha de água fria nas expectativas de dez entre dez economistas", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp. "Não é a primeira vez que os economistas acreditam em uma coisa e os empresários, em outra", acrescentou, bem humorado.
A questão é que a indústria está definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%, depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial (diferença entre a exportação e a importação) do setor apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.
O resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985, o número foi bem maior, de 27%.
"Essa retração na intenção de investimento faz todo sentido com o clima que percebemos nesse começo de ano nas empresas", diz Sergio Valle, economista-chefe da MB Associados. "Há uma percepção de que haverá dificuldade de recuperação este ano." Parte disso, segundo ele, se dá pela baixa competitividade da indústria, que não incentiva as empresas a exportar. Outra parte se dá "pelas incertezas regulatórias que o governo coloca e que sustam os investimentos".
Confusão. O economista observa, no entanto, que os dados de investimento que são divulgados periodicamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem causar confusão, já que o banco acena com expansão para 2013. Os números, no entanto, referem-se ao investimento global, incluindo infraestrutura, óleo e gás e agricultura, por exemplo, que vão bem, e não apenas industrial. "Além disso, caminhões entram em bens de capital e há apenas um efeito estatístico por causa da retração que tivemos no ano passado pela mudança do motor para euro 5, mais caro que o anterior."
As empresas entrevistadas pela Fiesp mostraram que a elevada carga tributária continua como principal limitante ao investimento. Contudo, o peso dos tributos perdeu importância (em resposta múltipla, foi citado por 56% dos entrevistados, ante 75% em 2012) porque outros fatores ganharam relevância. É o caso da baixa taxa de crescimento da economia, apontada por 36% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, foram só 26%.
Arrependimento. O empresário Corrado Vallo, sócio da Omel Bombas e Compressores Ltda, que fornece equipamentos para a indústria petroquímica, sentiu isso na pele. Há dois anos, a empresa investiu R$ 6 milhões na compra de máquinas e ainda tinha planos de investir outros R$ 6 milhões na construção de uma nova unidade.
"Desistimos desse projeto porque simplesmente não tem demanda", conta o empresário. "Até nos arrependemos um pouco de ter comprado aquelas máquinas, avançadíssimas, de comando numérico para usinar peças de três eixos, que não existiam no Brasil, porque elas deveriam trabalhar em três turnos e só estamos conseguindo rodar um turno por falta de serviço."
De acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
"É caro investir no Brasil", queixa-se Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). "É muito mais fácil trazer o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais, em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos que temos aqui."
Um único setor deverá receber mais dinheiro este ano. Os investimentos em gestão deverão crescer de R$ 17,2 bilhões, em 2012, para R$ 27,3 bilhões, um salto de 58,4%.
"Esse aumento significativo deve-se à estratégia de eficiência produtiva adotada pelas empresas, que visa a reduzir custos e a substituir máquinas obsoletas por versões modernas", explica Roriz Coelho.


De Marcelo Rehder, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

domingo, 20 de janeiro de 2013

Brasileiros que se dizem apartidários já são maioria

 

Pesquisa mostra ainda queda na popularidade do PT. Entre 2010 e 2012, o partido perdeu quase 10 pontos porcentuais na preferência do eleitorado.


Pela primeira vez desde 1988, o número de brasileiros que se declara apartidário superou o de pessoas que afirmam ter preferência por alguma legenda política. Levantamento feito pelo Ibope, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que, no final de 2012, 56% das pessoas diziam não ter nenhuma preferência partidária, contra 44% que apontavam preferência por alguma legenda.

Vinte e quatro anos antes, na esteira da redemocratização, apenas 38% das pessoas declaravam não ter um partido da sua preferência - 61% apontavam um favorito. A perda de simpatizantes ocorreu em todas as legendas. Há menos petistas, tucanos, peemedebistas, democratas e pedetistas hoje do que há cinco anos.
Os dados do Ibope mostram uma queda na popularidade do PT entre os brasileiros desde março de 2010, último ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele momento, antes de a campanha eleitoral esquentar, o partido atingiu o auge na preferência dos eleitores: 33% dos entrevistados. Em outubro de 2012, o porcentual caíra para 24%.
O momento de maior desencanto com os partidos, em 2012, coincide com o julgamento do mensalão, quando 13 políticos do PT, PP, PR, PMDB e PTB foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Também naquele ano houve eleição municipal, quando aumentaram ataques e acusações entre legendas.
O PT, no entanto, ainda se mantém na liderança como o preferido do eleitorado, na frente do PMDB e do PSDB, apontados como favoritos por 6% e 5% dos entrevistados, respectivamente.
Os porcentuais apurados pelo Ibope refletem o momento histórico e a conjuntura política e econômica, não só brasileira como mundial. Também apontam para questões estruturais, como a crise da representatividade dos partidos políticos tradicionais.

De Estadão, Revista VEJA

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Preguiça e sinônimo de pobreza


Para 37% dos brasileiros, preguiça de trabalhar é causa da pobreza

61% culpam a falta de oportunidades iguais para subir na vida

 

Para 37% dos brasileiros, a preguiça das pessoas que não querem trabalhar explica parte da pobreza no país, enquanto 61% culpam a falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Os dados são de uma pesquisa do instituto Datafolha publicada pelo jornal Folha de S. Paulonesta terça-feira. Os mais jovens citaram a desigualdade com mais frequência. Na região Sul, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.
De acordo com o jornal, a maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade. A pesquisa foi feita no último dia 13 e foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios. Entre os temas explorados, a questão que menos divide a sociedade diz respeito à influência da religião na vida das pessoas: 86% acreditam que crer em Deus torna as pessoas melhores e 13% acham que isso não é necessariamente verdade. A questão que mais divide os entrevistados, de acordo com a pesquisa, é sobre o papel dos sindicatos: 49% dizem eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores e 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.

De Economia, Jornal DO BRASIL