Mostrando postagens com marcador Eduardo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mudanças nas regas eleitorais de 2018


A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a chamada cláusula de barreira e proíbe a realização de coligações partidárias em eleições para deputados e vereadores - medidas que dificultam a sobrevivência de partidos pequenos.

Pela proposta, a partir da eleição de 2018, só terão acesso ao fundo eleitoral e à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV partidos que preencham os seguintes requisitos: obtenham ao menos 1,5% dos votos válidos na eleição para a Câmara, distribuídos por ao menos nove Estados (com mínimo de 1% dos votos em cada um desses Estados); ou elejam ao menos nove deputados vindos de pelo menos nove Estados.

As barreiras aumentariam progressivamente até 2030, chegando a 3% dos votos em ao menos nove Estados (com mínimo de 2% em cada um deles), ou a eleição de 15 deputados em ao menos nove Estados...

De João Fellet, BBC Brasil

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pesquisa dar empate entre Dilma e Campos em Refice

Dilma e Campos estão empatados em pesquisa com eleitores do Recife

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Maurício de Nassau, do Recife, indicou empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), se as eleições presidenciais fossem hoje. A sondagem, divulgada pelo "Jornal do Commercio", considera apenas os eleitores da capital pernambucana, principal reduto do governador.








De acordo com os números apresentados, Dilma teria 36% dos votos no Recife, contra 34% de Campos. A diferença entre os dois é inferior à margem de erro da pesquisa, que é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
No mesmo cenário, a ex-senadora Marina Silva (sem partido) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto o senador tucano Aécio Neves tem 2%. Brancos e nulos somaram 8% dos eleitores entrevistados. Outros 16% não souberam ou preferiram não responder.
...


De Murillo Camarotto, jornal VALOR ECONÔMICO

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Silas Malafáia: "a candidatura de Eduardo Campos para 2014 é irreversível"


Campos corteja Malafaia para palanque 'irreversível' em 201


Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, reuniu-se no sábado com o pastor Silas Malafaia, um dos principais líderes evangélicos do país, em busca de apoio. Segundo Malafaia, Campos teria dito que sua candidatura é "irreversível" e que o PSB não é "voto de cabresto" nem "legenda de aluguel" do PT da presidente Dilma Rousseff.


Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia relatou que na conversa de três horas, no Rio de Janeiro, Campos afirmou estar decidido a lançar-se em 2014. "Ele disse que sua candidatura é irreversível. Afirmou que acredita que vai chegar lá [à Presidência] e que vai fazer melhor. Disse que nenhum partido vai determinar as decisões do PSB e que, apesar de pertencer à base do governo, seu partido é independente. Afirmou que não será voto de cabresto nem legenda de aluguel", declarou Malafaia ao Valor PRO, serviço em tempo real do Valor.
Malafaia comentou ter gostado de Campos. "Estou doido para que ele seja candidato".
A assessoria do governador de Pernambuco confirmou o encontro, mas negou o conteúdo da conversa e afirmou que "Campos nunca disse que será candidato".
...


De Sérgio Ruck Bueno e Cristiane Agostine, jornal VALOR ECONÔMICO

sábado, 6 de abril de 2013

O estranho caso do inglês que Lewandowski mandou prender e depois soltar

O britânico Michael Misick foi detido pela Polícia Federal no aeroporto do Rio de Janeiro quando tentava embarcar para São Paulo

Às 6 horas do dia 7 de dezembro do ano passado, o britânico Michael Misick foi preso por duas equipes da Polícia Federal no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando tentava embarcar para São Paulo. Os policiais cumpriam ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski. Dias antes, Lewandowski fora alertado pela Embaixada do Reino Unido de que havia um mandado de prisão contra Misick, expedido pela Justiça britânica nas diminutas Ilhas Turcos e Caicos, no Caribe. As 40 ilhas que formam o pequeno arquipélago são um protetorado britânico do tamanho de Belém, Pará, que vive do turismo em suas praias exuberantes. Misick, natural de lá, foi primeiro-ministro das Ilhas entre 2003 e 2009. Ele fugiu para o Brasil há dois anos, depois que as autoridades britânicas descobriram que cobrava propina de empresários interessados em abrir resorts nas Ilhas – e pouco antes de a Justiça de lá mandar prendê-lo por corrupção e formação de quadrilha. Misick, que tem uma fortuna avaliada em US$ 180 milhões, recebeu, de oito empresários, ao menos US$ 16 milhões em suas contas nos Estados Unidos. Em contrapartida, o governo que ele chefiava autorizou a construção de resorts de luxo frequentados por famosos, como Bill Gates e Bruce Willis.

O Reino Unido, valendo-se de um tratado de extradição assinado com o Brasil, pediu a Lewandowski, relator do processo, que devolvesse Misick às Ilhas Turcos e Caicos. Nesses casos, a lei prevê a prisão como primeira etapa da extradição, para assegurar que o estrangeiro não fuja – o que se cumpriu naquele dia no Aeroporto Santos Dumont. Para completar a extradição, bastava que, em seguida, o Reino Unido enviasse ao Brasil um pedido formal, repleto de assinaturas burocráticas, e documentos do processo contra Misick. O Reino Unido mandou a papelada, mas Lewandowski não mandou Misick para os ingleses. Mandou Misick para casa.

O caso de Misick, que era apenas inusitado, ficou estranho no começo de fevereiro. No dia 6, apesar de um parecer contrário da Procuradoria-Geral da República e da tradição do Supremo nesses casos, Lewandowski, citando um atraso do Reino Unido no envio do pedido de extradição ao Brasil, mandou soltar Misick. “Diante do descumprimento das formalidades essenciais por parte do Estado Requerente (o Reino Unido), previstas no tratado, para a manutenção da prisão do extraditando, consigno que a expedição do competente alvará de soltura em favor deste é medida que não pode ser postergada”, escreveu. Em situações como essa, os ministros do Supremo, cientes dos labirintos da burocracia de Brasília, costumam manter a prisão, concedendo novo prazo às autoridades do país interessado. A inovação jurídica de Lewandowski virou constrangimento diplomático dias depois, quando o Ministério da Justiça repassou ao Supremo a papelada do Reino Unido – que fora entregue ao Itamaraty no dia 28 de janeiro, antes de vencer o prazo de 60 dias, estabelecido no tratado entre os dois países. Os britânicos agiram corretamente: o tratado prevê que a papelada seja entregue ao Estado brasileiro, não à Suprema Corte. Pelo tratado, mesmo que o Reino Unido tivesse entregado a papelada após o prazo, a extradição voltaria a tramitar normalmente, assim que os documentos chegassem.
(Antes de continuar com o estranho caso, é importante fazer um parêntese. Misick contratara um advogado para defendê-lo no STF: Luiz Eduardo Green­halgh, ex-deputado pelo PT de São Paulo. Seria um advogado para lá de comum, não fosse seu privilegiado acesso aos gabinetes de Brasília ocupados por petistas, sobretudo os petistas de São Paulo. Lewandowski, que é de São Bernardo do Campo, mesma cidade do ex-presidente Lula, foi nomeado para o Supremo com o apoio do PT paulista – o PT de Greenhalgh. Fecha parêntese.)
...



De Costeguy, com Flávia Tavares, revista ÉPOCA

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Em reunião do Confaz, Eduardo Campos critica desonerações


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), fez críticas nesta sexta-feira (5) ao instrumento da desoneração e disse que as medidas recentes para reduzir a tributação de empresas não resultaram em crescimento econômico e foram sentidas de "forma perversa" pela população.
"A diferença é que antes houve o crescimento da economia como o de 7,6% em 2010. Se perdeu de um lado, mas se ganhou de outro. Hoje, a desoneração não trouxe crescimento e as pessoas sentiram isso de forma perversa. Houve aumento das despesas dos Estados e municípios por decisões que vieram de fora".
A declaração foi uma crítica indireta ao governo federal, que anunciou recentemente uma série de desonerações a setores industriais para tentar estimular a economia.
...


De Ana Lúcia Andrade, jornal FOLHA DE SÃO PAULO