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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Avaliação positiva do governo Dilma Rousseff cai de 40% para 12%, aponta Ibope



Confiança na presidente também apresentou queda de 51% para 24% entre dezembro de 2014 e março, afirma CNI-Ibope

O percentual da população que considera o governo da presidente Dilma Rousseff ótimo ou bom caiu de 40% em dezembro de 2014 para 12% em março, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1) pela CNI-Ibope. A confiança na presidente também apresentou queda de 51% para 24% no mesmo período de três meses.

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria ouviu 2.002 entrevistados entre os dias 21 e 25 de março em 142 municípios.

De política, ÚLTIMO SEGUNDO

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Burrice e ignorância


A burrice é diferente da ignorância. A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. A burrice é uma forca da natureza (Nelson Rodrigues).

A ignorância quer aprender. A burrice acha que já sabe. A burrice, antes de tudo, é uma couraça. A burrice é um mecanismo de defesa. O burro detesta a dúvida e se fecha. 

O ignorante se abre e o burro esperto aproveita. A ignorância do povo brasileiro foi planejada desde a Colônia. Até o século 19, era proibido publicar livros sem licença da Igreja ou do governo. A burrice tem avançado muito; a burrice ganhou status de sabedoria, porque, com o mundo muito complexo, os burros anseiam por um simplismo salvador. Os grandes burros têm uma confiança em si que os ignorantes não têm. Os ignorantes, coitados, são trêmulos, nervosos, humildemente obedecem a ordens, porque pensam que são burros, mas não são; se bem que os burros de carteirinha estimulam esse complexo de inferioridade. 

A ignorância é muito lucrativa para os burros poderosos. Os burros são potentes, militantes, têm fé em si mesmos e têm a ousadia que os inteligentes não têm. Na porcentagem de cérebros, eles têm uma grande parcela na liderança do país. No caso da política, a ignorância forma um contingente imenso de eleitores, e sua ignorância é cultivada como flores preciosas pelos donos do poder. Quanto mais ignorantes melhor. Já pensaram se a ignorância diminuísse, se os ignorantes fossem educados? Que fariam os senhores feudais do Nordeste em cidades tomadas como Muricy ou o município rebatizado de Cidade Edson Lobão, antiga Ribeirinha? A ignorância do povo é um tesouro; lá, são recrutados os utilíssimos "laranjas" para a boa circulação das verbas tiradas dos fundos de pensão e empresas públicas.

Como é o "design" da burrice? A burrice é o bloqueio de qualquer dúvida de fora para dentro, é uma escuridão interna desejada, é o ódio a qualquer diferença, à qualquer luz que possa clarear a deliciosa sombra onde vivem. O burro é sempre igual a si mesmo, a burrice é eterna como a pedra da Gávea (Nelson Rodrigues).

De certa forma, eu invejo os burros. Como é seu mundo? Seu mundo é doce e uno, é uma coisa só. O burro sofre menos, encastela-se numa só ideia e fica ali, no conforto, feliz com suas certezas. O burro é mais feliz.

A burrice não é democrática, porque a democracia tem vozes divergentes, instila dúvidas e o burro não tem ouvidos. O verdadeiro burro é surdo. E autoritário: quer enfiar burrices à força na cabeça dos ignorantes. O sujeito pode ser culto e burro.

Quantos filósofos sabem tudo de Hegel ou Espinoza e são bestas quadradas? Seu mundo tem três ou quatro verdades que ele chupa como picolés. O burro dorme bem e não tem inveja do inteligente, porque ele "é" o inteligente.

Mesmo inconscientemente, aqui e lá fora, a sociedade está faminta de algum tipo de autoritarismo. A democracia é mais lenta que regimes autoritários. Sente-se um vazio com a democracia - ela decepciona um pouco as massas. Assim, apelos populistas, a invenção de "inimigos" do povo, divisão entre "bons" e "maus" surte efeito. Surge na política a restauração alegre da burrice. Isso é internacional. Bush se orgulhava de sua burrice. Uma vez, ele disse em Yale: "Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA". E aí, invadiu o Iraque e escangalhou o Ocidente. E está impune, quando deveria estar em cana perpétua.

Aqui, também assistimos à vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras. O bom asno é sempre bem vindo, enquanto o "pernóstico" inteligente é olhado de esguelha. A burrice organiza o mundo: princípio, meio e fim. A burrice dá mais ibope, é mais fácil de entender. A burrice dá mais dinheiro; é mais "comercial".

Em nossa cultura, achamos que há algo de sagrado na ignorância dos pobres, uma "sabedoria" que pode desmascarar a mentira "inteligente" do mundo. Só os pobres de espírito verão a Deus, reza nossa tradição. Existe na base do populismo brasileiro uma crença lusitana, contrarreformistas, de que a pobreza é a moradia da verdade.

No Brasil, há uma grande fome de "regressismo", de voltar para a "taba" ou para o casebre com farinha, paçoca e violinha. E daí viriam a solidariedade, a paz, num doce rebanho político que deteria a marcha das coisas do mundo, do mercado voraz, das pestes e, claro, dos "canalhas" neoliberais. É a utopia de cabeça para baixo, o culto populista da marcha a ré.

Nosso grande crítico literário Agripino Grieco tinha frases perfeitas sobre os burros. "A burrice é contagiosa; o talento, não" ou "Para os burros, o 'etc' é uma comodidade..." ou "Ele não tem ouvidos, tem orelhas e dava a impressão de tornar inteligente todos os que se avizinhavam dele", "Passou a vida correndo atrás de uma ideia, mas não conseguiu alcançá-la", "Ele é mais mentiroso que elogio de epitáfio", "No dia em que ele tiver uma ideia, morrerá de apoplexia fulminante".

Vi na TV um daqueles bispos de Jesus, de terno e gravata, clamando para uma multidão de fiéis: "Não tenham pensamentos livres; o Diabo é que os inventa!".

Entendi que a liberdade é uma tortura para desamparados. Inteligência é chata; traz angústia com seus labirintos. Inteligência nos desorganiza; burrice consola. A burrice é a ignorância ativa, é a ignorância com fome de sentido.

Nosso futuro será pautado pelos burros espertos, manipulando os pobres ignorantes. Nosso futuro está sendo determinado pelos burros da elite intelectual numa fervorosa aliança com os analfabetos.

Como disse acima, a liberdade é chata, dá angústia. A burrice tem a "vantagem" de "explicar" o mundo. O diabo é que a burrice no poder chama-se "fascismo".

De Arnaldo Jabor, ESTADÃOgues).
A ignorância quer aprender. A burrice acha que já sabe. A burrice, antes de tudo, é
uma couraça. A burrice é um mecanismo de defesa. O burro detesta a dúvida e se
fecha.
O ignorante se abre e o burro esperto aproveita. A ignorância do povo brasileiro foi
planejada desde a Colônia. Até o século 19, era proibido publicar livros sem licença
da Igreja ou do governo. A burrice tem avançado muito; a burrice ganhou status
de sabedoria, porque, com o mundo muito complexo, os burros anseiam por um
simplismo salvador. Os grandes burros têm uma confiança em si que os ignorantes
não têm. Os ignorantes, coitados, são trêmulos, nervosos, humildemente obedecem
a ordens, porque pensam que são burros, mas não são; se bem que os burros de
carteirinha estimulam esse complexo de inferioridade.
A ignorância é muito lucrativa para os burros poderosos. Os burros são potentes,
militantes, têm fé em si mesmos e têm a ousadia que os inteligentes não têm. Na
porcentagem de cérebros, eles têm uma grande parcela na liderança do país. No
caso da política, a ignorância forma um contingente imenso de eleitores, e sua
ignorância é cultivada como flores preciosas pelos donos do poder. Quanto mais
ignorantes melhor. Já pensaram se a ignorância diminuísse, se os ignorantes
fossem educados? Que fariam os senhores feudais do Nordeste em cidades
tomadas como Muricy ou o município rebatizado de Cidade Edson Lobão, antiga
Ribeirinha? A ignorância do povo é um tesouro; lá, são recrutados os utilíssimos
"laranjas" para a boa circulação das verbas tiradas dos fundos de pensão e
empresas públicas.
Como é o "design" da burrice? A burrice é o bloqueio de qualquer
das possibilidades. A burrice é uma forca da natureza (Nelson Rodrigues).
A ignorância quer aprender. A burrice acha que já sabe. A burrice, antes de tudo, é
uma couraça. A burrice é um mecanismo de defesa. O burro detesta a dúvida e se
fecha.
O ignorante se abre e o burro esperto aproveita. A ignorância do povo brasileiro foi
planejada desde a Colônia. Até o século 19, era proibido publicar livros sem licença
da Igreja ou do governo. A burrice tem avançado muito; a burrice ganhou status
de sabedoria, porque, com o mundo muito complexo, os burros anseiam por um
simplismo salvador. Os grandes burros têm uma confiança em si que os ignorantes
não têm. Os ignorantes, coitados, são trêmulos, nervosos, humildemente obedecem
a ordens, porque pensam que são burros, mas não são; se bem que os burros de
carteirinha estimulam esse complexo de inferioridade.
A ignorância é muito lucrativa para os burros poderosos. Os burros são potentes,
militantes, têm fé em si mesmos e têm a ousadia que os inteligentes não têm. Na
porcentagem de cérebros, eles têm uma grande parcela na liderança do país. No
caso da política, a ignorância forma um contingente imenso de eleitores, e sua
ignorância é cultivada como flores preciosas pelos donos do poder. Quanto mais
ignorantes melhor. Já pensaram se a ignorância diminuísse, se os ignorantes
fossem educados? Que fariam os senhores feudais do Nordeste em cidades
tomadas como Muricy ou o município rebatizado de Cidade Edson Lobão, antiga
Ribeirinha? A ignorância do povo é um tesouro; lá, são recrutados os utilíssimos
"laranjas" para a boa circulação das verbas tiradas dos fundos de pensão e
empresas públicas.
Como é o "design" da burrice? A burrice é o bloqueio de qualquer

domingo, 20 de janeiro de 2013

Brasileiros que se dizem apartidários já são maioria

 

Pesquisa mostra ainda queda na popularidade do PT. Entre 2010 e 2012, o partido perdeu quase 10 pontos porcentuais na preferência do eleitorado.


Pela primeira vez desde 1988, o número de brasileiros que se declara apartidário superou o de pessoas que afirmam ter preferência por alguma legenda política. Levantamento feito pelo Ibope, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que, no final de 2012, 56% das pessoas diziam não ter nenhuma preferência partidária, contra 44% que apontavam preferência por alguma legenda.

Vinte e quatro anos antes, na esteira da redemocratização, apenas 38% das pessoas declaravam não ter um partido da sua preferência - 61% apontavam um favorito. A perda de simpatizantes ocorreu em todas as legendas. Há menos petistas, tucanos, peemedebistas, democratas e pedetistas hoje do que há cinco anos.
Os dados do Ibope mostram uma queda na popularidade do PT entre os brasileiros desde março de 2010, último ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele momento, antes de a campanha eleitoral esquentar, o partido atingiu o auge na preferência dos eleitores: 33% dos entrevistados. Em outubro de 2012, o porcentual caíra para 24%.
O momento de maior desencanto com os partidos, em 2012, coincide com o julgamento do mensalão, quando 13 políticos do PT, PP, PR, PMDB e PTB foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Também naquele ano houve eleição municipal, quando aumentaram ataques e acusações entre legendas.
O PT, no entanto, ainda se mantém na liderança como o preferido do eleitorado, na frente do PMDB e do PSDB, apontados como favoritos por 6% e 5% dos entrevistados, respectivamente.
Os porcentuais apurados pelo Ibope refletem o momento histórico e a conjuntura política e econômica, não só brasileira como mundial. Também apontam para questões estruturais, como a crise da representatividade dos partidos políticos tradicionais.

De Estadão, Revista VEJA

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Aprovação do governo Dilma atinge novo recorde de 78%

Dilma Rousseff durante encontro privado com o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin
Dilma Rousseff durante encontro privado com o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin

Brasília - A aprovação do modo de governar da presidente Dilma Rousseff atingiu 78%, representando novo recorde para a mandatária, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto Ibope. A boa avaliação da presidente no segundo ano do primeiro mandato é superior inclusive ao seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 62%. 
...
De Luciana Cobucci, País, Jornal DO BRASIL, RJ