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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Governo investirá R$800 milhões para retirar 2,5 milhões da miséria


BRASÍLIA - Sob o lema "O fim da miséria é só o começo", a presidente Dilma Rousseff anuncia nesta terça-feira a ampliação do programa Brasil sem Miséria em 800 milhões de reais neste ano para retirar da pobreza extrema mais 2,5 milhões de pessoas, cumprindo de forma antecipada a promessa de campanha de erradicar a miséria entre as pessoas cadastrados pelo governo.
A erradicação da pobreza extrema, com elevação da renda para 70 reais mensais, atinge todas as pessoas do Cadastro Único para Programas Sociais, mas não alcança cerca de 700 mil famílias que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vivem na miséria e não têm acesso às transferências de renda porque não estão cadastradas.
"O anúncio é bastante importante porque simboliza o final de uma etapa. Não significa que o Brasil Sem Miséria terminou. Ao contrário, temos muito trabalho pela frente", admitiu a ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello, a jornalistas.
Campello disse que o governo agora vai intensificar os esforços para melhorar o acesso a educação integral dos setores mais pobres da população e aos serviços públicos como luz, água, esgoto e moradia.
Com a ajuda das prefeituras, o governo federal vai tentar localizar as famílias que ainda estão fora do cadastro oficial da miséria, seja porque moram em locais de difícil acesso, como na floresta, em quilombos ou na beira dos rios, ou em bolsões de pobreza nos grandes centros urbanos do Sudeste.
Pelos cálculos do governo, as ampliações dos instrumentos e dos repasses do Brasil Sem Miséria já retiraram da pobreza extrema 19,5 milhões de pessoas. Desses, pelo menos 8,1 milhões são crianças e adolescentes.
O governo tem ampliado anualmente desde 2003 o orçamento do Bolsa Família, que é o braço de transferência de renda do Brasil Sem Miséria.
Em 2011, o orçamento do Bolsa Família era de 17,3 bilhões de reais, segundo dados do balanço divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social no começo deste ano. A previsão orçamentária era de 23,18 bilhões para este ano e deve subir a 24 bilhões com esse novo anúncio. (...)

De Anthony Boadle,  Agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ANÁLISE-"Quintal" de Dilma, energia pode causar-lhe dor de cabeça


BRASÍLIA, Se TVs e chuveiros realmente tiverem que ser desligados em 2013 para racionar energia, o ano não poderia ser mais emblemático para a presidente Dilma Rousseff. E no pior sentido.
Dilma fez fama ao reformular o setor elétrico e procurar dar garantia à segurança do fornecimento de energia após a grave crise de 2001. Ela se vê agora diante de ameaças que poderão minar seus esforços de dar fôlego à indústria e reaquecer a economia, após dois anos de crescimento frustrante.
"Se começar a faltar eletricidade, e voltar o chamado apagão, isso teria um impacto negativo muito forte, com certeza... Por isso, ela e o governo estão irredutíveis que há zero chance de faltar eletricidade, apesar de especialistas dizerem que o risco é maior", disse à Reuters o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.
O "timing" para incertezas não poderia ser pior. Depois de um 2012 de economia ruim, cujo crescimento deve ser de cerca de 1 por cento, Dilma espera que as diversas medidas de estímulo tenham seus efeitos plenos neste ano, finalmente abrindo caminho para uma expansão de 4 por cento para 2013.
Um eventual racionamento de energia afetaria diretamente a indústria, setor que recebeu atenção especial da presidente em 2012 com diversas ações de incentivo ao investimento e competitividade, de olho numa recuperação que é bastante aguardada para este ano.
Menos energia, menos produção. E, possivelmente, menos emprego.
"Se houver outro pibinho como em 2012, você teria um impacto muito grande na população e na popularidade da Dilma, especialmente se começar a atingir emprego e inflação", disse Fleischer.
Dilma tem mantido níveis elevados de avaliação, com aprovação pessoal em 78 por cento, segundo pesquisa Ibope de dezembro, escorada principalmente na taxa de desemprego, cujo nível baixo é recorde.  (...)

De Hugo Bachega, Aência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A campanha presidencial vai começar



Na tradição da política brasileira, presidenciáveis têm certo pudor de se movimentar – ao menos publicamente – em anos que antecedem as eleições. Os de oposição temem parecer que torcem contra gestões ainda em curso ou se tornar “vidraça” precocemente. Governistas evitam assumir a chamativa postura de candidato à reeleição com excessiva antecedência. Pode parecer falta de compromisso com o atual mandato. Ou imposição antecipada aos aliados. A política, porém, não para. É nos anos anteriores a grandes pleitos que são construídas candidaturas – e, em 2013, não será diferente. A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB), os nomes mais cotados até agora para a disputa pelo Planalto em 2014, terão jornada dupla. Um olho em suas funções eletivas, o outro na campanha.
Antes de lançar suas esperadas candidaturas, Dilma e Aécio têm obstáculos importantes a superar no novo ano. A presidente, que conta com ampla base de apoio no Congresso, encontrará dificuldades para lidar com alguns dos partidos aliados. Desafio ainda maior será o esforço para elevar significativamente o nível de crescimento econômico do país. Dilma pediu um “pibão grandão” para 2013 e fará de tudo para consegui-lo. O desempenho da economia em 2013 será crucial tanto para Dilma quanto para Aécio. Se for bom, Dilma entra como franca favorita. Caso contrário, Aécio fortalece seu discurso num possível embate pela Presidência.
Os recentes escândalos envolvendo integrantes do PT também podem ajudar a encorpar a onda oposicionista, mesmo com a expectativa de o “mensalão mineiro”, ligado ao PSDB e envolvendo um ex-governador do partido, o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), também ser julgado em 2013. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete comandar um forte movimento de defesa de seu legado e do PT, com a volta da Caravana da Cidadania pelo país. Lula chegou a dizer que poderá se candidatar a um cargo eletivo em 2014, um sinal claro de que não pretende se curvar às críticas.
O governo terá também reforço externo. O novo ano marcará a entrada de um robusto partido na base aliada. O PSD, criado em 2011 por dissidentes do DEM, deverá ganhar um ministério. Para um governo que, após tantas trocas ministeriais, viu sua relação com partidos aliados azedar em vários momentos, a chegada de uma legenda com 49 deputados é um alívio. O partido chega com a promessa de seu presidente, Gilberto Kassab, de apoiar a reeleição de Dilma.
Além de legendas como PCdoB, PTB e PR, aliados naturais de Dilma em 2014, outro partido deverá oficializar seu apoio à reeleição já em 2013: o PMDB, do vice-presidente Michel Temer. A sinergia entre o PT e os líderes peemedebistas é tamanha que os petistas abrirão mão de lançar candidatos próprios para a presidência do Senado e da Câmara, para apoiar parlamentares do PMDB.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou em entrevista a ÉPOCA que apoiará a reeleição de Dilma. Mas nada impede que apareçam novas rusgas entre os dois partidos. Aliado do PT no plano federal desde o primeiro governo Lula, cortejado publicamente pela oposição e com pretensões de um dia encabeçar uma candidatura à Presidência, o PSB será um dos principais atores da cena política em 2013. O partido foi o que mais cresceu nos últimos anos e já tem em Campos um nome com pinta de candidato. Seu desejo original, segundo aliados, era lançar-se já em 2014. O realismo político parece ter prevalecido e o levado a ouvir as ponderações dos irmãos Ciro e Cid Gomes. Ambos defendem o apoio à reeleição de Dilma, por acreditar que o PSB só deva pensar em voo solo em 2018. Ao mesmo tempo, setores do PMDB, que apoiaram o PSDB nas últimas eleições presidenciais, como o grupo ligado ao senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), mostram-se entusiasmados com a ideia da candidatura Campos já em 2014. Tudo indica, porém, que Dilma contará com o apoio dos socialistas.
Se confirmada pela realidade às vezes traiçoeira da política, a promessa de Campos de lealdade à presidente Dilma atingirá parte dos planos de Aécio. Ungido como candidato à Presidência por Fernando Henrique Cardoso, no começo de dezembro, Aécio sonha em ter Campos a seu lado em 2014. Se a parceria provar-se apenas um devaneio inviável, alianças do PSDB com outros partidos da base governista são possibilidades mais realistas. Segundo tucanos, a aproximação com o PP e o PDT poderá começar a ser alinhavada em 2013. Tudo pode começar como assunto de família. O presidente do PP, Francisco Dornelles, é primo de Aécio, ambos herdeiros políticos de Tancredo Neves. O PDT, cuja relação com o governo Dilma está desgastada, já é aliado do PSDB em vários Estados. PPS e DEM deverão confirmar a união com Aécio, que se considera pronto para a briga. Ele acredita ter chegado o momento certo de fazer campanha. Seu projeto poderá incluir suceder a Sérgio Guerra na Presidência do PSDB, para ganhar mais visibilidade, por meio das inserções do partido na TV.
Ainda há espaço para candidaturas alternativas, especialmente considerando o bom desempenho de Marina Silva em 2010, quando teve quase 20% dos votos válidos. Ela deixou o Partido Verde em 2011 e tem até outubro para se filiar a um outra legenda ou criar uma nova, se quiser disputar a Presidência.
De Leopoldo Mateus, Revista ÉPOCA

Governo sanciona lei de renovação de concessões do setor elétrico



SÃO PAULO, A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que renova concessões do setor elétrico e reduz tarifas de energia com alguns vetos relacionados à modicidade tarifária e equilíbrio financeiro de concessionárias. A medida provisória 579 havia sido votada pelo Congresso em 18 de dezembro.
Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, a lei 12.783, de 11 de janeiro, foi sancionada com seis vetos, incluindo um sobre devolução de Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica.
Pelo artigo, os valores que não forem utilizados para cobertura das despesas administrativas e operacionais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) "deverão ser devolvidos aos concessionários (...) e, quando aplicável, revertidos em prol da modicidade tarifária".
A taxa é equivalente a 0,4 por cento "do valor do benefício econômico anual auferido pelo concessionário", segundo a legislação sancionada.
Outro veto recaiu sobre artigo 18 que trata sobre autoprodução de energia e foi vetado por criar uma "hipótese abrangente de redução dos valores pagos a título de Uso de Bem Público (...). Segundo o veto, o dispositivo "afetaria a modicidade tarifária, dado que diminui o montante de recursos que compõem a Conta de Desenvolvimento Energético".
O governo também vetou o artigo 31, sobre equilíbrio financeiro de concessões de geração de energia elétrica outorgadas e que ainda não tiveram suas obras iniciadas por concessionários que estejam em dia com suas obrigações.
No veto o governo afirma que "o projeto de lei de conversão garante direito ao reequilíbrio econômico-financeiro de forma genérica a todas as concessionárias de geração que se enquadrarem no dispositivo", e cita que parágrafos do artigo "violam os princípios da isonomia e da modicidade tarifária".

De  Agência REUTERS BRASIL

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dilma e sua incompetência administrativa

Parque Eólico
O parque eólico de Caetité, que poderá ser um importante complemento ao sistema energético baiano, está paralisado em consequência da falta de linhas de transmissão.  De resto, está tudo pronto. Como as empresas construtoras do parque entregaram a obra no prazo, a Chesf –Companhia Hidroelétrica do São Francisco- não procedeu de forma idêntica e não entregou as linhas de transmissão. A consequência é a que se observa repetidamente no setor público, o que já não causa nenhum espanto: a Companhia está a pagar R$36 milhões/mês às empresas. O senador Walter Pinheiro considerou a situação absurda e imputa ao presidente da Chesf, João Bosco Almeida, a responsabilidade. Rotula-o de incompetente pelas respostas patéticas que ofereceu pela ausência das linhas de transmissão. Enquanto isso o contribuinte, já extorquido, paga a conta. A declaração do senador foi, literalmente, esta: “Não foi problema de dinheiro; foi problema de competência. E isso está nos preocupando muito". E por que o governo não mostra a porta de saída e não manda o presidente da hidroelétrica lamber sabão?


De Samuel Celestino, Jornal BAHIA NOTICIA

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dilma anuncia racionamento de metáforas de Pedro Bial


Lula prometeu dobrar o número de postes eleitos e erradicar o risco de apagão

LANTERNA DOS AFOGADOS - Depois de dizer que o risco de um apagão no país é apenas mais uma "invenção da mídia obscurantista", a presidente Dilma Rousseff decidiu antecipar a implementação do programa Luz para Poucos. "Tenho que agir antes que a revista The Economist diga que preciso usar lamparina no Alvorada" asseverou a mandatária.

Em caráter emergencial, Dilma anunciou o racionamento de metáforas de Pedro Bial. "Não dá para manter milhões de televisores ligados enquanto aquele homem empilha infâmias e batatadas. Energia é coisa séria, meu filho", esbravejou, enquanto técnicos trocavam as lâmpadas de seu gabinete por vagalumes aparelhados e doutrinados pelo PT.

Em seguida, Dilma disse que lançará uma nova rodada de licitações para a exploração de nove poços de laquê no Pré-sal. "Até o fim do meu mandato, todo brasileiro terá o direito a energia rígida para manter seus topetes estáticos", discursou.


De The Herald, Revista PIAUÍ

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dilma veta na íntegra projeto sobre porte de arma


Na explicação do veto, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney, a presidenta Dilma informa que foram ouvidos o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que se manifestaram contra o projeto.

A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 87/2011 que previa o porte de arma, mesmo fora de serviço, a agentes e guardas prisionais, a integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias. O veto foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10).

Na explicação do veto, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney, a presidenta Dilma informa que foram ouvidos o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que se manifestaram contra o projeto. As duas áreas alegaram que, se sancionado, o projeto implicaria maior quantidade de armas de fogo em circulação, “na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento”.
Na justificativa para o veto, foi ressaltada também “a existência da possibilidade de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente”.
De Danilo Macedo, Agência Brasil, A CRITICA online

domingo, 6 de janeiro de 2013

A presidente Dilma invoca a China para melhorar a economia brasileira

A presidente Dilma quer que a segunda metade o seu mandato se caracterize pela eficiencia e os objetivos especificos

Brasileira presidente Dilma Rousseff se prepara para a segunda metade de seu mandato com um novo plano econômico inspirado nos planos quinquenais da China, sob os princípios da eficiência da empresa privada.


A presidente tem a intenção de um novo plano econômico para enfrentar a oposição, tentando contestar a sua boa reputação de gerente, que era seu cartão de visita.
O Ministro veio das Minas e Energia no primeiro governo de Lula da Silva e ministra da Presidência (Casa Civil), em seu segundo mandato pertence a esses poucos líderes que vêem a política de longo prazo projetado e não apenas através do prisma estreito que exige a eleição imediata.
Por isso, como informou o jornal de sábado O Globo em Economia seção, Dilma tem a ideia de criar um sistema semelhante ao de grandes empresas privadas, caracterizado pela eficiência, mas com a visão de longo prazo da chineses, planos quinquenais.
O presidente está ciente de que os dois primeiros anos de sua administração não produziu os resultados desejados. O crescimento do PIB em 2012, de apenas 1%, pela primeira vez, o pior da América do Sul. Os resultados da balança comercial é também o pior nos últimos 10 anos. Dos 46 projetos de sua eleição, apenas 22 estão funcionando bem, os 24 restantes lento. E das 10 promessas eleitorais feitas no campo social como mais importante para o seu mandato, a maioria tem sido um gargalo até agora.
Rousseff, que tem quase assegurada sua reeleição graças a suas conquistas na luta contra a pobreza e sua gravidade contra a corrupção política, procura remediar estes maus resultados nos próximos dois anos, com um rígido controle de todos os ministérios para que resultados pretendidos, em consonância com as empresas privadas, com prazos.
Ele também procura controlar o comportamento de funcionários nas áreas de saúde e educação, o mais para trás, usando gravações, incluindo câmeras de televisão instalados em escolas públicas.Supervisionar o gasto de recursos públicos em hospitais e escolas, bem como para aliviar a desastres naturais.
Assessores da presidente dizem que esta irritação ao saber que as autoridades do estado do Rio nos dias de hoje deixaram 200.000 pessoas desalojadas, vítimas de enchentes, tendo passado apenas 30% do que recebiam para evitar desastres produzidos pelas chuvas, após o drama que viveu o último ano as cidades turísticas internacionais, como Freiburg e Teresópolis com centenas de mortos.
Tudo indica que os próximos dois anos, com a Copa do Mundo de 2014, o novo presidente em 2016 e os Jogos Olímpicos-Rio, será muito agitado politicamente, especialmente para o partido no poder, o PT, que vem sangrou a nomeação presidencial pelo escândalo do mensalão ,que condenou à prisão vários de seus ex-dirigentes, ex-companheiro de governo e do partido do presidente Lula, acusado de corrupção.
A questão é se a oposição vai saber para manter-se e se ele vai ser capaz de apresentar ideias alternativas para o governo de hoje do PT que passou 10 anos no poder, apesar de suas perdas, o jogo ainda está melhor estruturado e dinâmico suas bases.

De Juan Arais, do Rio de Janeiro, Jornal EL PAÍS

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

De férias em Salvador, Dilma é alvo de protesto de quilombolas

Comunidade aproveitou presença da presidente no Estado para cobrar fim de disputa por área onde vivem os moradores; terra foi doada para base militar

 

SALVADOR - Moradores da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos, localizada ao lado da Base Naval de Aratu, em Salvador, aproveitaram a presença da presidente Dilma Rousseff nas instalações da Marinha para protestar, na manhã desta quarta-feira, 2, contra atos de violência que dizem estar sofrendo, por parte dos habitantes da base.

Com faixas, cartazes e apitos, o grupo se reuniu na Praia de São Tomé de Paripe, ao lado do muro que separa o local da Praia de Inema, que integra a base e tem acesso restrito aos militares, e passou a gritar palavras de ordem. "Assim como fizemos no início deste ano (quando Dilma também descansava na base naval), viemos alertar a presidente sobre nossa situação e cobrar ações", conta a líder dos quilombolas, Rose Meire dos Santos Silva, de 34 anos.
A Comunidade de Rio dos Macacos é alvo de disputas entre os moradores e os militares desde a década de 1960, quando a Prefeitura de Salvador fez a doação da área da base para a Marinha. Na década seguinte, 101 casas da comunidade foram derrubadas para a ampliação da infraestrutura das instalações. (...)

De Tiago Décimo, Jornal O ESTDO DE SÃO PAULO

Contrariando a presidente Dilma Rousseff estamos muito próximo do risco de racionamento


Reservatórios do Nordeste caem abaixo do nível crítico e acendem sinal de alerta


Nível das represas das hidrelétricas está em 32,2%, enquanto o limite é de 34%; no Sudeste, nível está só 0,8 ponto acima da curva de risco



 


SÃO PAULO - Os reservatórios do Nordeste terminaram o ano de 2012 abaixo do limite de segurança para o abastecimento do mercado - um mecanismo criado pelo governo federal após o racionamento de 2001 para alertar sobre o nível das represas. De acordo com relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade de armazenamento das usinas da região fechou o mês de dezembro em 32,2%. O limite mínimo estabelecido era de 34%.

No sistema Sudeste/Centro-Oeste, a situação não é muito diferente. As hidrelétricas encerraram o ano com uma reserva média de água de 28,8% - apenas 0,8 ponto porcentual acima da curva de aversão ao risco. O nível de armazenamento é semelhante ao de 2000 (28,52%), antes de o governo federal ser obrigado a decretar o racionamento de 2001.
Apesar da condição preocupante, os reservatórios devem começar o ano acima do nível de segurança. Isso porque o ONS recalculou as curvas de aversão ao risco para 2013. Na prática, porém, a situação das usinas continuará bastante delicada. O alívio será apenas no papel.
Ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff afirmou na semana passada, de que é ridículo falar de risco de racionamento, se não chover o País poderá ter dificuldades de abastecimento. Isso porque o ONS já lançou mão de todos os recursos disponíveis para poupar água nos reservatórios. (...)

De Renée Pereira, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

domingo, 30 de dezembro de 2012

Dilma destaca avanços e exalta 'base' de governos anteriores


Acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade econômica brasileira serão as prioridades do governo brasileiro nos próximos anos, segundo artigo assinado pela presidente Dilma Rousseff na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo
A petista exaltou os avanços do país após dez anos do partido na presidência, mas ressaltou que avanços só foram possíveis graças a uma base sólida deixada por governantes anteriores. "Os dez anos de governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores marcam a incorporação de uma nova agenda para o Brasil (...) Na última década, raros são os países que, como o Brasil, podem se orgulhar de oferecer um futuro melhor para os seus jovens (...) Reconhecer os avanços dos últimos dez anos significa também reconhecer que eles foram construídos sobre uma base sólida. Desde o fim do regime de exceção, cada presidente enfrentou os desafios do seu tempo. Eles consolidaram o Estado democrático de Direito, o funcionamento independente das instituições e a estabilidade econômica", escreveu Dilma. (...)
De País, Jornal DO BRASIL

sábado, 29 de dezembro de 2012

As medidas estruturais da presidente Dilma eleva o risco de investir no Brasil

Com reformas de Dilma, Brasil não é mais porto seguro

Presidente promove mudanças estruturais em curto período para estimular avanço da indústria, mas obtém o efeito contrário. Empresários são intimidados pela perda de previsibilidade econômica e paralisam investimentos


Ao longo de 2012, o governo da presidente Dilma Rousseff empenhou-se em adotar algumas medidas estruturais que seus antecessores, sobretudo o ex-presidente Lula, deixaram passar. Desoneração da folha de pagamento das empresas, mudanças no ICMS dos estados, barateamento das contas de luz, queda forçada dos juros, diversos pacotes de estímulo à indústria e privatizações marcaram o segundo ano desta gestão petista. Por trás de todo este aparato, há um anseio, com nuances autoritárias, de transformar o Brasil numa nação com indústria competitiva – quer seja essa sua vocação, quer não. Neste contexto, o setor industrial teria motivos para comemorar. Mas não é isso que se verifica. Segundo analistas ouvidos pelo site de VEJA, as mudanças – feitas de forma truculenta e atabalhoada, sem um período de adaptação – têm tirado do país um bem adquirido com muito esforço desde o início do Plano Real, em 1994: o da previsibilidade. Diante de um governo que metralha medidas, que são, em muitos casos, protecionistas, o risco de se investir aqui aumentou.
Conteúdo nacional – A política do conteúdo nacional, iniciada no governo anterior, tem sido um dos principais veículos de execução de mudanças. Para aumentar a competitividade do setor industrial, o governo acredita que é preciso estimular uma cadeia produtiva forte em praticamente todos os seus elos e também reduzir de maneira expressiva as importações. Para tanto, o Palácio do Planalto dispunha de dois caminhos: (i) reduzir custos e aumentar a eficiência das empresas por meio de profundas reformas estruturais, como a tributária, ou (ii) a desoneração de áreas específicas da indústria em troca da utilização de cotas de produtos fabricados localmente para substituir importados. O caminho escolhido por Dilma foi o segundo. É um remédio que pode trazer um resultado mais rápido, mas cheio de efeitos colaterais. “Fortalecer a cadeia produtiva é um passo importante. A teoria é muito positiva. O problema é como isso é feito, pois pode afastar o investidor estrangeiro. É preciso que haja um tempo de adaptação”, explica Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento e sócio da consultoria BarralMJorge.
Ao querer dirimir diversos entraves setoriais de uma só vez, a presidente Dilma desovou medidas seguidas e de maneira brusca, com viés protecionista e resultados nem sempre agradáveis. O Planalto aproveitou que a queda da taxa básica de juros (Selic) em 2012 permitiu que o Tesouro desembolsasse menos para pagar o serviço da dívida pública e resolveu atuar de forma pouco ortodoxa na carga tributária – as desonerações fiscais representaram a principal medida na tentativa de estimular a economia. É correto afirmar que tal política beneficiou alguns segmentos, mas não mexeu no cerne do problema tributário brasileiro: sua profunda complexidade e pesada presença de impostos em cascata. Ao que tudo indica, o remédio também parece ter sido exagerado. Num cenário de arrecadação menos vigorosa como o atual, o governo federal conseguiu a proeza de fechar novembro com resultado primário negativo.
Parcialidade – Empresários reclamam que os pacotes frequentes deixam o sistema ainda mais complexo. E a opção governamental de olhar para a economia de 'forma parcial' mais atrapalhou que ajudou até o momento. Mesmo setores beneficiados pelo ímpeto de “bondade” da presidente "puxaram o freio" dos investimentos – num efeito combinado de expectativa do que está por vir, insegurança com as escolhas feitas por Dilma e uma economia que realmente esteve menos favorável no ano. Há segmentos que passaram os últimos doze meses praticamente travados no aguardo de pacotes para conseguirem se planejar para o futuro.
Diante deste quadro, a taxa de investimento declinou 2,4% no terceiro trimestre do ano, em sua a quinta queda trimestral consecutiva. De acordo com as últimas estimativas do Banco Central (BC), o mais provável é que recuará ainda mais. A autoridade monetária prevê um declínio de 3,5% para o quarto trimestre, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na última quinta-feira. 
O efeito da avalanche de pacotes, na opinião de analistas, serão justamente novas quedas do investimento. O mercado avalia que 2013 também será um ano repleto de decretos, resoluções, medidas provisórias, editais, etc – e não de aportes reais na economia. (...)

De Ana Clara Costa e Talita Fernandes, Revista VEJA

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Financial Times: Dilma e Guido Mantega são "doendes videntes"

Em sátira de Natal, ‘FT’ chama Dilma de ‘rena do nariz vermelho’

‘Conto’ da publicação britânica faz piada com economia brasileira. 
Ministro Mantega aparece como ‘Guido, o duende vidente’.
A presidente Dilma Rousseff virou a “rena do nariz vermelho”, personagem de histórias tradicionais de Natal, em uma sátira publicada pelo blog “beyondbrics”, do jornal britânico “Financial Times”. No “conto”, a publicação faz piada com a economia brasileira e com as previsões do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

começa com Papai Noel retirando “Russolph, a rena brasileira” da equipe do trenó do Natal deste ano, substituída pelo líder chinês Xi Jinping.
“Seu nariz vermelho é o problema”, afirma o Papai Noel. “Algumas crianças acham que você é socialista. Quem acredita em uma socialista para entregar os presentes?”, diz ele.
Revoltada, “Russolph” diz que não pode ser rebaixada, uma vez que tem o sexto maior chifre do mundo. É quando “David Camerolph” (representando o primeiro-ministro britânico, David Cameron), lembra que ela perdeu a posição. “Sinto muito, mas o nosso é [o maior do mundo]”, diz ele. (Depois de se tornar a sexta maior economia do mundo, o Brasil deve perder a posição, este ano, para o Reino Unido).
“Grandes notícias! No ano que vem seu chifre vai crescer um metro!”, diz então o personagem que satiriza o ministro Mantega, “Guido, o duende vidente”, que diz saber isso porque “colocou o dedo no ar”. “Quer dizer, eu fiz um cálculo completo. Eu peguei previsões de todos os outros duendes e multipliquei por dois”, diz.
“Roussolph” se pergunta então porque não demite o ministro, ao que ele responde “Porque a ‘Economist’ disse para você fazer isso?” 
Ao fim, a “rena do nariz vermelho” se pergunta onde as coisas deram errado, e acaba salva pelo “Draghi Mágico” (Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu), que promete mandá-la de volta à década de 1970, quando o Brasil era “o futuro”.

De