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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fortaleza vive outro apagão







FORTALEZA - A cidade de Fortaleza viveu na manhã desta sexta-feira, dia 25, um apagão de 15 minutos. Toda a cidade ficou sem energia elétrica de 9 às 9h15. O apagão foi ocasionado por uma interrupção de fornecimento de energia por parte da Companhia Hidroelétrica Vale do São Francisco (Chesf), a partir da estação Delmiro Gouveia localizada a 69 quilômetros de Fortaleza.
Em nota a Chesf informou que precisou desligar o fornecimento para serviços de melhorias na estação. O diretor de operações da Chesf, Mozart Arnaud, adiantou que "todas as causas do desligamento estão sendo apuradas" e que a estação "já está operando normalmente, sem restrição, risco ou impedimento".
A concessionária de energia no Ceará, a Coelce, explicou que o apagão afetou principalmente 298.058 usuários. O apagão deixou sem energia todos os mais de 300 semáforos de Fortaleza, causando um caos no trânsito. Aeroporto Internacional Pinto Martins, hospitais e grandes indústrias tiveram que acionaram geradores próprios para compensar a falta de energia.

De Lauriberto Braga, Portal O ESTADO DE SÃO PAULO

domingo, 20 de janeiro de 2013

Aneel cobra Chesf por apagão no Piauí


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quer um relatório sobre os apagões da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Nesta sexta-feira (18) um curto-circuito num transformador da subestação da Chesf em Teresina deixou cerca de 1,4 milhão de consumidores sem energia na cidade, que tem cerca de 850 mil habitantes, e em outros 32 municípios do Estado. O apagão durou cerca de uma hora, das 8 horas às 9 horas, quando a presidente da República, Dilma Rousseff, chegou ao Estado do Piauí.
No início do ano, nos dias 3 e 4, um apagão de quase 5 horas deixou oito Estados do Nordeste às escuras de 23h30 às 4 horas da manhã.
A Eletrobras Distribuidora Piauí divulgou nota informando que a suspensão no fornecimento de energia foi de responsabilidade da Chesf. Na nota, informa que um curto-circuito atingiu um transformador de corrente da subestação localizada no bairro Tabuleta, em Teresina.
A direção da Chesf confirmou que a falta de energia atingiu 33 cidades do Piauí ontem. O problema foi causado por um princípio de incêndio num transformador numa subestação na zona sul da cidade. O fogo foi controlado pelos próprios funcionários da companhia. O equipamento foi isolado para depois ser substituído. O superintendente regional da Chesf, Aírton Feitosa, confirmou o curto-circuito. "O equipamento estava com tudo em ordem. Estamos apurando o que pode ter acontecido. É um equipamento pequeno, vertical, que é responsável pela proteção da subestação."
O Corpo de Bombeiros foi acionado e duas viaturas foram ao local. Os técnicos da Chesf solicitaram a suspensão do fornecimento de energia para substituir o equipamento danificado.
"Houve falha em um componente eletrônico, a cartela, que faz parte do sistema de proteção da subestação. Houve ordem para desligar a subestação. Isso às vezes pode acontecer", afirmou o diretor de operações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco, Mozart Bandeira Arnaud.
ONS
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou que o fornecimento de energia no Piauí foi interrompido às 8h58 e foi restabelecido uma hora depois, às 9h54. O ONS disse que só se manifestará sobre os motivos do apagão após reunião com representantes das empresas envolvidas e da Aneel, na quarta-feira.

De Última Hora, Nacional, Jornal DIÁRIO DO NORDESTE

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dilma e sua incompetência administrativa

Parque Eólico
O parque eólico de Caetité, que poderá ser um importante complemento ao sistema energético baiano, está paralisado em consequência da falta de linhas de transmissão.  De resto, está tudo pronto. Como as empresas construtoras do parque entregaram a obra no prazo, a Chesf –Companhia Hidroelétrica do São Francisco- não procedeu de forma idêntica e não entregou as linhas de transmissão. A consequência é a que se observa repetidamente no setor público, o que já não causa nenhum espanto: a Companhia está a pagar R$36 milhões/mês às empresas. O senador Walter Pinheiro considerou a situação absurda e imputa ao presidente da Chesf, João Bosco Almeida, a responsabilidade. Rotula-o de incompetente pelas respostas patéticas que ofereceu pela ausência das linhas de transmissão. Enquanto isso o contribuinte, já extorquido, paga a conta. A declaração do senador foi, literalmente, esta: “Não foi problema de dinheiro; foi problema de competência. E isso está nos preocupando muito". E por que o governo não mostra a porta de saída e não manda o presidente da hidroelétrica lamber sabão?


De Samuel Celestino, Jornal BAHIA NOTICIA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Parques eólicos estão com hélices paradas no Nordeste


"Programa Fantástico da Rede Globo: Os gargalos da infraestrutura no Brasil"


A 2,6 mil quilômetros, no sertão da Bahia, há outro exemplo de desperdício. No lugar, o recurso abundante é o vento. Basta ver as árvores, que crescem curvadas. E, nas serras da região de Caetité, torres com turbinas eólicas, que poderiam gerar energia limpa e barata, brotam às centenas sobre a caatinga.
O Nordeste já tem instalados e prontos para funcionar parques com capacidade para abastecer uma cidade do tamanho de Brasília. Mas as hélices estão paradas. E não por falta de vento.
Os parques ficaram prontos em julho, bem a tempo de ajudar o Brasil a enfrentar o período das secas, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos. Só que até agora nem um kilowatt produzido no lugar entrou na rede. Simplesmente porque as linhas de transmissão, que deveriam entregar a energia de lá até o sistema, não foram construídas.
Várias empresas privadas investiram R$ 1,2 bilhão nos parques eólicos.
“Enquanto isso não é escoado, os parques têm que ficar parados. Tem uma manutenção especial, custosa, pra poder manter a máquina que foi feita pra girar, ela ficar parada”, disse o diretor presidente da Renova Energia, Mathias Becker.
Por contrato, como terminaram a construção no prazo, as empresas estão recebendo do governo pela energia que poderiam gerar R$ 33,6 milhões por mês. De julho a outubro, foram R$ 134,4 milhões. E, segundo a Aneel, deve passar dos R$ 440 milhões até setembro, quando as primeiras linhas deverão ficar prontas. Esse dinheiro sai da sua conta de luz.
Cabos enrolados no local indicam literalmente um fim de linha. Toda a energia produzida pelos parques eólicos da região já poderia chegar até o lugar. Bastaria os cabos cruzarem a estrada pra chegar a uma subestação que deveria ter sido construída em um terreno onde o mato ainda está crescendo. Do ponto mostrado em vídeo até a linha principal pra se conectar ao sistema nacional, são 120 quilômetros. Só que as obras ainda nem começaram.
A responsável pela linha é a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O diretor de engenharia da empresa diz que a culpa é da demora nos licenciamentos ambiental e do patrimônio histórico. Mas a Aneel entendeu que a Chesf geriu mal os prazos, e multou a empresa em R$ 12 milhões - o que dá menos de 10% do prejuízo acumulado até agora.
A Aneel informa que vai cobrar esse dinheiro da Chesf. (...)

De Fantástico, REDE GLOBO TV