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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Especialista defende que governo comece a preparar plano de racionamento



Nesta semana, o nível dos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela geração da maior parte da energia consumida no país, chegou a 16,9% de sua capacidade máxima de armazenamento

O governo já deveria estar preparando um plano para decretar o racionamento de energia no país, com o objetivo de evitar o desabastecimento, disse o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. Ele defende que o corte no consumo seja feito depois do período de chuva, que termina no fim de abril.

“Devemos preparar um eventual racionamento, porque em uma situação como esta passa a ser desejável a criação de condições para restabelecer o nível dos reservatórios o mais rapidamente possível. E o que temos de chuva, combinado com a demanda, não é suficiente - só cortando o consumo para fazer isso mais rapidamente”. Para Sales, o racionamento deve ser feito juntamente com incentivos e normas que levem ao corte do consumo, com a redução dos contratos de energia, para que as geradoras não sejam prejudicadas.

Nesta semana, o nível dos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela geração da maior parte da energia consumida no país, chegou a 16,9% de sua capacidade máxima de armazenamento, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Na mesma época do ano passado, o nível dos reservatórios desse sistema estava em 41%. Para o especialista, a queda do nível em plena época de chuva é um indicativo de que o país pode chegar ao fim do período chuvoso com reservatórios abaixo do necessário para enfrentar o resto do ano...

De energia, GAZETA ONLINE

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Conta de luz pode ter reajuste extra em 2015



Após reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT), o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que um reajuste extraordinário nas contas de luz não está descartado pelo governo. "É uma alternativa", admitiu. O ministro declarou que o aumento pode ter um grande impacto na inflação, mas disse que o Banco Central (BC) ainda não foi consultado sobre o assunto. "Nós ainda não discutimos qual será o cenário. Quando isso for definido, vamos conversar com a área pertinente. Aí, cabe ao ministro [da Fazenda, Joaquim] Levy fazer essa conversa", disse.

A jornalistas, o ministro também afirmou que o setor elétrico precisa de uma "solução estruturante" para 2015. Sobre essa saída, ele considerou que a sequência de empréstimos para o setor – que somaram 17,8 bilhões de reais em 2014 – não voltará a se repetir em 2015.

Apesar disso, Braga declarou que a presidente Dilma deu sinal verde para a negociação de um empréstimo com bancos públicos para solucionar uma dívida de 2,5 bilhões de reais das distribuidoras de energia. "A presidente Dilma deu sinal verde para que possamos avançar nos estudos", afirmou. "Ela está absolutamente informada sobre o tema, é um tema que ela domina", afirmou, acrescentando que uma nova reunião será marcada na segunda-feira. Até lá, os bancos públicos, como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa e Banco do Brasil serão consultados sobre a possibilidade do empréstimo, disse o ministro...

De economia, VEJA

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Governo faz malabarismo para salvar MP da energia

Para evitar a derrocada da prometida redução de tarifa na conta de energia, a base aliada da presidente Dilma Rousseff vai incluir, em outra medida provisória, uma “gambiarra” com os mesmos termos da MP 605, inviabilizada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na terça-feira, ao se recusar a colocá-la em votação por ter chegado à Casa a menos de sete dias de caducar. Pelo mesmo motivo, ele barrou também matéria sobre a desoneração da folha de pagamento de setores da construção civil e do varejo. A manobra para salvar o desconto na luz, conhecida no meio político como “submarino”, foi decidida ontem, em reunião de líderes. O enxerto será feito na MP 609/2013, que trata da desoneração de produtos da cesta básica. Parlamentares da oposição classificaram a manobra de “fraude legislativa” e reclamaram do uso excessivo de MPs pela presidente da República...


De Juliana Braga e Karla Correia, jornal ESTADO DE MINAS

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CUSTO DA ENERGIA: Retirada de emenda gera mal-estar no CE

O deputado Lula Morais (PCdoB), disse ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, que o senador José Pimentel (PT) prejudicou a população do Ceará quando retirou da Medida Provisória (MP) 605, que procura garantir a redução das tarifas de energia, uma emenda do senador Inácio Arruda (PCdoB), que visava o fim do contrato entre a Coelce e TermoFortaleza. O deputado vem ao longo dos meses criticando tal contrato, afirmando que este tem contribuído para cobranças exorbitantes da tarifa de energia no Estado.

De acordo com ele, a emenda de seu correligionário iria tornar sem efeito o contrato entre a Companhia de Energética do Ceará e a TermoFortaleza, que conforme disse, "superfatura a conta de luz da população cearense". A Medida Provisória (MP) 605 discorre sobre a Conta de Desenvolvimento Energético e estabelece seus objetivos, visando, principalmente, garantir a redução das tarifas de energia.

A retirada da proposta, segundo informou, foi feita a pedido do senador José Pimentel e pelo deputado federal Arnaldo Jardim (MD-SP), o que causou estranheza no deputado estadual cearense. De acordo com ele, a inclusão da emenda traria, sem dúvida nenhuma, um benefício fantástico para os consumidores cearenses e para a economia do Estado do Ceará. O senador José Pimentel é um dos integrantes d a liderança do Governo no Congresso Nacional.
Lula Morais, porém, afirmou que o senador Pimentel comprometeu-se a continuar a luta, junto ao Governo Federal, para que o impasse seja resolvido, fora da Medida Provisória em razão do interesse do Governo em não alterá-la. "Vamos passar a cobrá-lo pelo que ele disse na Comissão", avisou Lula Morais. O parlamentar informou, ainda, que Inácio Arruda garantiu que tentará "ressuscitar essa oportunidade" de aprovação da emenda através de um recurso em plenário, quando da votação da Medida Provisória...


De política, jornal DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 21 de maio de 2013

Sudene aprova R$479 mi em projetos de parques eólicos

SÃO PAULO - A agência de desenvolvimento da região Nordeste, Sudene, aprovou recursos de 478,7 milhões de reais para o desenvolvimento de uma série de parques geradores de energia eólica, conforme resoluções publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira.
Os recursos serão aplicados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e a maior parte deles, 299,4 milhões de reais, será destinada aos cinco parques eólicos Faísa. Os parques totalizam 64 aerogeradores com uma potência instalada total de 134,40 MW, segundo a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace).


A Sudene também aprovou três projetos de parques eólicos da Gestamp, num total de recursos de 125,4 milhões de reais, além do parque da Pedra do Reino, que receberá cerca de 54 milhões.

De Alberto Alerigi Jr., agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ministro Edson Lobão garante que teremos energia equivalente a outra Tucuruí



“Brasil terá uma Tucuruí nova neste ano”, diz Lobão


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garante que está afastado qualquer racionamento de energia. Lobão diz que,  neste ano, o sistema elétrico brasileiro ganhará mais 8 500 megawatts. “São 500 megawatts a além da capacidade de Tucuruí, que é a terceira maior hidrelétrica do mundo”, diz Lobão. O ministro também afirma que os reservatórios já foram recompostos neste ano. Itaipu e o sistema deTucuruí estão tão cheios que estão vertendo água. Os reservatórios de Furnas, no Sudeste, estavam a apenas 12% e, agora, estão a 66% da sua capacidade. A situação é menos confortável no Nordeste, mas, para o ministro, ainda há chance de esses reservatórios terem uma melhora. “Abril é mês de chuva. Vamos ver o que acontece depois”, afirma. Como o sistema brasileiro é interligado, a energia de Furnas, Itaipu, Tucuruí e de outras fontes de geração pode ser usado para abastecer o Nordeste.



De Felipe Patury, revista ÉPOCA

segunda-feira, 18 de março de 2013

Obama anuncia grande investimento em energia alternativa



O presidente dos EUA, Barack Obama, retomou a defesa de sua agenda de energia durante uma cerimônia de sexta-feira (15) em um laboratório de pesquisa do governo nos arredores de Chicago. O presidente defendeu seu projeto de criar um fundo de 2 bilhões de dólares para financiar a investigação em tecnologia de energia renovável e permitir que o país deixe de depender do petróleo estrangeiro dentro de uma década, começa o artigo do jornal El País.
A auto-suficiência energética e o desenvolvimento de energias alternativas garantirão, de acordo com o presidente, o crescimento econômico e a segurança do país.
"Hoje há poucas áreas mais promissoras para a criação de emprego e crescimento da nossa economia que o investimento em energia americana", disse Obama.
"Nossa necessidade de petróleo nos torna muito dependente de outros países, e isso é ruim para a nossa segurança nacional e no exterior", prosseguiu o presidente. "Mas também é essencial para garantir a nossa segurança econômica. Quando o preço da gasolina sobe, é difícil para os empresários planejar seus investimentos e criar mais empregos."
O Fundo de Segurança Energética é, para Obama, um mecanismo essencial para reduzir a dependência dos EUA do petróleo estrangeiro. A proposta do presidente é parte de sua estratégia de energia, que prioriza investimentos em energias renováveis e gás. A iniciativa, que Obama já apresentou em seu discurso sobre o estado da União em 12 de fevereiro, deve ser aprovada pelo Congresso, que contará com a oposição do Partido Republicano, o que favorece a expansão das perfurações petrolíferas submarinas e terrestres nos EUA. “Hoje em dia há poucas áreas mais promissoras para a criação de emprego e crescimento da nossa economia que o investimento em energia americana", argumentou Obama.
Embora o presidente tenha defendido a necessidade de aumentar a produção de petróleo em solo dos EUA, que subiu durante seu primeiro mandato, sua administração tem sido relutante em expandir as perfurações em terras de propriedade do governo federal, uma condição que Republicanos exigiu em troca do seu apoio no Congresso. A proposta de orçamento apresentada na última terça-feira (12) pelo deputado Paul Ryan na Câmara dos Deputados inclui o aumento de receitas federais procedentes, precisamente, da extensão do número de perfurações no país.
O presidente defendeu sua proposta em um laboratório pioneiro em pesquisa de tecnologia para o desenvolvimento de carros elétricos. Obama foi considerado o salvador da indústria automotiva durante seu primeiro mandato com o seu plano de investimento público para estimular o setor. Nesta sexta-feira (15), o presidente aposta que nos próximos 10 anos, graças ao seu fundo, os veículos dos EUA não dependerão exclusivamente do petróleo.
Problemas do setor
O presidente, no entanto, não esquece os problemas ao setor de pesquisa que serão trazidos pelo pacote de cortes de gastos públicos milionários, conhecido como sequestro, que entrou em vigor em 1 de março. "Não podemos permitir que, enquanto na China ou na Alemanha, seus cientistas estão trabalhando e inovando, ficamos presos aqui por causa de uma decisão econômica", lamentou o presidente.
O fundo deverá ser aprovado pelo Congresso, que contará com a oposição do Partido Republicano, favorável à expansão das perfurações petrolíferas submarinas e terrestres nos EUA.
O presidente defendeu suas realizações da política energética e de seus ministros, durante seus quatro anos de mandato. "Dobramos a quantidade de energia eólica e solar. Estamos produzindo mais gás natural do que nunca, criamos centenas de milhares de postos de trabalho para o setor que comprovam essa eficácia." 
No entanto, nem todo mundo é tão entusiasta como o presidente sobre os resultados e sua decisão em matéria de meio ambiente. Várias organizações ambientalistas se reuniram do lado de fora do laboratório onde Obama falou para recordar a sua feroz oposição a um megaprojeto de um gasoduto que transportará óleo bruto do Canadá às refinarias no Golfo do México e sobre cuja autorização deve se pronunciar o Departamento de Estado nas próximas semanas.
O desligamento deste oleoduto tornou-se o carro-chefe das batalhas das organizações ambientais, mas tem o apoio de muitos republicanos e democratas no Congresso, convencidos de sua construção através da criação de empregos e desenvolvimento econômico que poderiam ajudar a uma área, a do Golfo, muito sofrida após o desastre do derramamento da BP em 2010. 
Até agora, o presidente conseguiu evitar a controvérsia, mas no mês passado, o Departamento de Estado emitiu um relatório favorável à construção do oleoduto, que concluiu que o impacto ambiental seria mínimo.

De jornal DO BRASIL

sexta-feira, 8 de março de 2013

Governo aprova regra sobre custo de geração adicional de térmicas


SÃO PAULO - O Conselho Nacional de Política Energética estabeleceu medidas para considerar mecanismos de aversão ao risco nos programas computacionais que realizam estudos energéticos e formação de preço de energia, informou resolução publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
A resolução também estabelece que, extraordinariamente, com objetivo de garantir o suprimento energético, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá despachar recursos energéticos ou mudar o sentido do intercâmbio de energia entre as regiões, além do que for indicado pelos programas computacionais.
A medida foi publicada na mesma edição do DOU que trouxe decreto que autoriza o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para cobrir os custos adicionais das distribuidoras de eletricidade com a compra de energia das usinas termelétricas.
...


De agência REUTERS BRASIL 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Como a conta de luz mais barata extermina o patrocício ao esporte a cultura e a programas sociais


Luz mais barata "corrói" verbas sociais

A conta de luz ainda não está mais barata, mas a medida, que se transformou numa das principais promessas da presidente Dilma Rousseff, já tem efeitos colaterais.

Para compensar a perda de receita com a diminuição das tarifas, as estatais elétricas estão cortando investimentos em patrocínio social, esportivo e institucional.

Em troca da renovação das concessões, as empresas do setor aceitaram receber tarifas menores pela energia, que vai ficar 20,2% em média mais barata para o consumidor a partir do próximo mês.

A medida foi anunciada pela presidente no último 7 de Setembro. Desde então, a redução da conta de luz passou a ser tratada como prioridade pelo governo.

Com a previsão de menos dinheiro em caixa, as empresas estão cortando despesas que não estão diretamente relacionadas à produção e à transmissão de eletricidade.

CLUBES DE FUTEBOL

A Eletrosul anunciou em seu site que haverá "ações contingenciais" devido à redução das tarifas. "Cancelamos para o ano de 2013 os editais de Patrocínio Social e Institucional, além de outras parcerias", informou.

Os times catarinenses de futebol Avaí e Figueirense, assim como outras modalidades esportivas e instituições sociais financiadas pela Eletrosul, terão patrocínios suspensos. No ano de 2014, informa a empresa, não haverá "quaisquer patrocínios relacionados às leis Rouanet e de Incentivo ao Esporte".

Contabilizando um impacto negativo de 15% na receita total com a medida provisória que antecipou a renovação das concessões, a Eletronorte definiu metas para reduzir custos.
Entre elas, cortou 50% dos recursos previstos para patrocínios em seu planejamento anual e admite que ainda pode diminuir o apoio a projetos sociais neste ano.

SEM RENOVAÇÃO

A maior companhia de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras, assegurou recursos apenas para os projetos que se localizam em regiões onde têm empreendimentos em construção, como hidrelétricas.

Extraoficialmente, contudo, a empresa tem informado aos parceiros que o valor dos repasses será reduzido ou que projetos já em curso dificilmente serão renovados.
Sem o patrocínio da Eletrobras, iniciativas como a de apoio a mais de 800 crianças vítimas de violência doméstica e sexual em São Gonçalo (RJ) estão demitindo profissionais e limitando o atendimento aos casos mais graves (leia texto ao abaixo).

A CGTEE, companhia de geração térmica com sede no Rio Grande do Sul, reduziu quase à metade as verbas de patrocínio que atendem, principalmente projetos culturais de teatro e música.

No site, a companhia (que faz parte do sistema Eletrobras) avisa que, "por questões administrativas internas", os editais de patrocínio para este ano ainda não estão disponíveis.

HOSPITAL REPASSADO

A Chesf, companhia do rio São Francisco, que produz, transmite e comercializa energia, é outra estatal do grupo Eletrobras que anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, de recebimento de propostas de patrocínio.

A empresa também negocia a transferência de instalações para o Executivo local. No início do mês, foi assinado documento para repassar um antigo clube à Prefeitura de Recife, que pretende montar um centro comunitário.

Em 2014, a Chesf também deve passar ao governo do Estado e à Universidade Federal do Vale do São Francisco, um hospital que mantinha em Paulo Afonso, na Bahia.
A manutenção do hospital é de R$ 29 milhões ao ano, segundo carta assinada por João Bosco de Almeida, presidente da Chesf, à qual a Folha teve acesso.


De Fernanda Odilla, Julia Borba, Dimmi Amora, de Brasília, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Governo administra preços para esconder inflação


O governo pediu para segurar o aumento do preço das passagens de ônibus no Rio e São Paulo e estuda uma maneira de conter o impacto do reajuste do preço da gasolina. Está voltando ao tempo da administração de preços. Apesar de isso ter um benefício para o consumidor num primeiro momento, acaba criando distorções na economia. Aconteceu isso no tempo da hiperinflação, é fora de propósito e do momento atual.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou hoje que recebeu um pedido do ministro Guido Mantega para empurrar para o fim do primeiro semestre o aumento do ônibus em São Paulo para, assim, diminuir a pressão nesse começo de ano.
Ele virou um administrador de preço. Mas a gente sabe que a economia tem que funcionar bem, com inflação baixa e preços livres. Os prefeitos costumam não reajustar os preços das tarifas de ônibus em ano de eleição, mas fazem isso logo no ano seguinte.
A inflação tem que estar baixa, porque a economia tem que funcionar bem, não porque os preços são administrados. No caso da gasolina, o governo controla o preço, há muito tempo congelado, o que desorganizou o setor. Vários efeitos colaterais são provocados por conta do preço congelado.
Agora, a gasolina deve ter aumento de 7%, e o governo já pensa em reduzir impostos – PIS e Cofins. Isso seria um incentivo ao consumo de um produto importado. Ele já tinha feito isso com a Cide, que incide sobre os combustíveis.
O país precisa de preços estáveis com os instrumentos clássicos de controle, política fiscal e monetária. O outro caminho nos levou à hiperinflação.
O governo está repetindo os mesmos erros do passado, anteriores ao Plano Real. Quando o ministro Mantega não está administrando preços, está fazendo truque contábil para fechar as contas.
De artificialismo em artificialismo, a economia brasileira vai criando problemas que terão de ser desarmados mais adiante.

De Miriam Leitão, Portal O GLOBO

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reajustes de gasolina e ônibus vão superar queda da energia na inflação

Diferença entre a alta do combustível e do transporte e a queda da energia resulta em um impacto de 0,33 pontos no IPCA

RIO - As principais revisões de preços previstas para os primeiros meses deste ano - da gasolina, dos ônibus urbanos no Rio de Janeiro e em São Paulo e da energia elétrica - devem resultar em alta da inflação. Apesar da tentativa do governo de conter o custo de vida da família brasileira, o saldo entre as três pressões é positivo, com os reajustes da gasolina e do transporte superando os reflexos da queda da tarifa de energia elétrica.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada 1% de reajuste da gasolina significa um impacto de 0,0389 ponto porcentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação oficial do governo. Caso o reajuste seja de 7%, como apurou o Estadão, o impacto positivo será, portanto, de 0,28 ponto porcentual. Junto com a revisão das tarifas de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo, cujo impacto será de 0,58 ponto porcentual, as duas pressões teriam peso de 0,86 ponto porcentual no IPCA, segundo cálculo do economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) André Braz.
Já a redução da tarifa de energia elétrica de 16% para o consumidor residencial significará uma retração do IPCA de 0,53 ponto porcentual. Com isso, o saldo entre os impactos das revisões de preço da gasolina, ônibus no Rio e em São Paulo e energia elétrica é de uma alta de 0,33 ponto porcentual do IPCA, diluído nos meses de janeiro e fevereiro.
Um reajuste do preço da gasolina nos próximos dias, como aguarda o mercado, aparecerá na proporção de um terço neste mês, com impacto de 0,09 ponto porcentual, e dois terços no próximo mês, de 0,19 ponto porcentual, projeta o Ibre/FGV. Esta estimativa levou à revisão pelo Ibre/FGV do IPCA deste mês de 0,75% para 0,84%. Para fevereiro, a revisão foi de 0,50% para 0,70%.
"Mas é preciso avaliar se a redução da energia terá efeito líquido de 16% para o consumidor, como espera o governo. As térmicas que estão sendo acionadas nesse período de reservatórios baixos poderão encarecer a conta de energia", alertou Braz.
O economista ressaltou que a revisão da tarifa de ônibus nas cidades do Rio e São Paulo podem ser diluídas nos indicadores de dois meses, dependendo de quando forem autorizadas. Se passarem a valer a partir do meio para o fim do mês, terão reflexo também no mês seguinte. Para o cálculo do impacto dos reajustes das tarifas de ônibus nos dois municípios, o Ibre/FGV considerou um aumento de 11,84% em São Paulo, referente à inflação acumulada nos últimos dois anos, desde o último reajuste; e de 5,5% no Rio, já anunciado pela prefeitura.

De Fernanda Nunes, Agência ESTADO

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Argentina: avançar obras elétricas e destaques de investimento dos EUA $ 262,9 M


Novas obras de melhoria da infraestrutura elétrica foram inauguradas na semana passada no subúrbio de Buenos Aires, financiado com encargos fixos pagos por conta de usuários, o Ministério do Planejamento Federal.
Além disso, o subsecretário de Coordenação e Controle de Gestão de Portfólio, Roberto Baratta, disse que as empresas Edenor e Edesur este ano investiu 1.300 milhões de pesos (EUA 262,9 milhões dólares) como parte adicional de um dos dois fundos estabelecidos com base os chamados "encargos fixos com atribuição exclusiva" para o trabalho.
Partes dos projetos inaugurados estão localizados em San Martin, Moron e Perón presidente, e incluem a expansão de subestações, linhas de rede novos e renovação de linhas de energia e permitindo uma via de ônibus de média tensão subterrânea. (...)


De Revista AMÉRICA ECONOMIA

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Marina Silva: Dona Culpa

Quando começam as chuvas, todos sabemos que haverá enchentes nas grandes cidades, desbarrancamento e moradias soterradas nos morros. A culpa, segundo os agentes públicos, é do excesso de chuvas e da insistência dos moradores em permanecer no local.


Mais um ano de seca no sertão nordestino. Estados e municípios disputam desesperados os recursos para barragens, carros-pipa, poços, atendimento de emergência. A culpa? Das pessoas que moram em lugar errado e da natureza, que mandou toda a água para outra região.

Já estamos nos acostumando com essa lógica. Nos anos de crescimento e bonança, os que estão no poder arvoram-se a dar lições ao mundo; nos anos das vacas magras, o problema é a crise na Europa, a guerra cambial, a falta de ousadia dos empresários... Para os que estão na oposição, o sucesso é resultado de alguma decisão anterior ao governo atual, enquanto o fracasso vem dos erros cometidos por esse.

Atualmente, voltamos à "interrupção no fornecimento" de energia (há que se buscar novos nomes para o velho apagão) que, como sabemos, nos últimos anos teve vários culpados: faltou chuva nos reservatórios, um raio desligou a transmissão, o calor fez todo mundo ligar o ventilador.

Mas o ministro tem um jargão na ponta da língua que sintetiza o condomínio dos culpados: "problemas ambientais'. Leia-se índios e ecologistas, que atrasam a construção de usinas. Uns não têm força para demarcar e proteger suas terras, outros não conseguem impedir a desfiguração do Código Florestal, mas o ministro diz que, juntos, têm o poder de apagar a luz do país.

Cá entre nós, desconfio que o planejamento energético brasileiro é atrasado e não prevê a diversificação e distribuição necessária para superar os limites de nossa matriz energética.

Digo "desconfio" porque quase ninguém conhece os planos desse setor, herança e continuação das estruturas centralizadas, anteriores à democratização do país. Os poucos que têm acesso parecem muito competentes, mas não podem vencer um exército de índios.

A culpa do apagão e de todos os desastres anuais previsíveis e anunciados não pode ser dos políticos e gestores públicos. Afinal, quem escolhe os diretores de órgãos públicos e agências? 

Quem coloca afilhados políticos em cargos técnicos? Quem faz acordos para entregar ministérios com "porteira fechada" aos partidos políticos? Quem nomeia os que, pouco tempo depois, serão flagrados em atos ilícitos e práticas de corrupção?

Não, certamente a culpa não pode ser dos que planejam, coordenam e executam as políticas públicas nas cidades, nos Estados e no país.

Convoquem o povo, os índios, os ecologistas, a chuva. Alguém terá que se casar com dona Culpa.


De Marina Silva, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Setor elétrico avalia baixo nível dos reservatórios no país



O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que avalia o suprimento de energia no país, se reúne na tarde desta quarta-feira, em Brasília, para discutir o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. Devem participar da reunião o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, integrantes do ONS, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Câmara de Compensação de Energia Elétrica (CCEE), da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel). Também foram convidados dirigentes da Eletrobrás e das associações do setor elétrico
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que os reservatórios do Nordeste operam com 31,61% da capacidade, e os do Norte, com 41,24%. Para suprir a demanda de consumo, todas as termelétricas estão em funcionamento.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste estão no mais baixo nível para o mês de janeiro desde 2001, ano do último racionamento de energia elétrica no país. A capacidade armazenada atual nos lagos das usinas é 28,9%.
Ontem (8), a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para atualizar os dados sobre a situação do sistema elétrico brasileiro. Após a conversa, Zimmermann afastou a ameaça de racionamento e disse que o sistema opera de acordo com o equilíbrio estrutural para o qual foi planejado. (...)

De País, Jornal DO BRASIL online

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Secretário nega risco de racionamento e garante que conta de luz vai baixar


O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, negou o risco de um novo racionamento de energia no país e garantiu que o aumento do custo com geração de energia térmica não vai impactar na redução de 20% na conta de luz prometida pelo governo federal a partir de fevereiro.
A geração de energia térmica no país – necessária por conta do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas -, vai custar cerca de R$ 400 milhões por mês, segundo o ministério.
Zimmermann disse que hoje existe equilíbrio estrutural no sistema elétrico brasileiro, ao contrário do que ocorreu em 2001. "Nesse ano tinha problema de falta de usina efetivamente, e falta de linha de transmissão. Hoje não tem. Hoje temos um problema conjuntural”, afirmou Zimmermann.
Nesta quarta-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) vai discutir o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país.

De Ciencia e Tecnologia, Jornal DO BRASIL online

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Parques eólicos estão com hélices paradas no Nordeste


"Programa Fantástico da Rede Globo: Os gargalos da infraestrutura no Brasil"


A 2,6 mil quilômetros, no sertão da Bahia, há outro exemplo de desperdício. No lugar, o recurso abundante é o vento. Basta ver as árvores, que crescem curvadas. E, nas serras da região de Caetité, torres com turbinas eólicas, que poderiam gerar energia limpa e barata, brotam às centenas sobre a caatinga.
O Nordeste já tem instalados e prontos para funcionar parques com capacidade para abastecer uma cidade do tamanho de Brasília. Mas as hélices estão paradas. E não por falta de vento.
Os parques ficaram prontos em julho, bem a tempo de ajudar o Brasil a enfrentar o período das secas, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos. Só que até agora nem um kilowatt produzido no lugar entrou na rede. Simplesmente porque as linhas de transmissão, que deveriam entregar a energia de lá até o sistema, não foram construídas.
Várias empresas privadas investiram R$ 1,2 bilhão nos parques eólicos.
“Enquanto isso não é escoado, os parques têm que ficar parados. Tem uma manutenção especial, custosa, pra poder manter a máquina que foi feita pra girar, ela ficar parada”, disse o diretor presidente da Renova Energia, Mathias Becker.
Por contrato, como terminaram a construção no prazo, as empresas estão recebendo do governo pela energia que poderiam gerar R$ 33,6 milhões por mês. De julho a outubro, foram R$ 134,4 milhões. E, segundo a Aneel, deve passar dos R$ 440 milhões até setembro, quando as primeiras linhas deverão ficar prontas. Esse dinheiro sai da sua conta de luz.
Cabos enrolados no local indicam literalmente um fim de linha. Toda a energia produzida pelos parques eólicos da região já poderia chegar até o lugar. Bastaria os cabos cruzarem a estrada pra chegar a uma subestação que deveria ter sido construída em um terreno onde o mato ainda está crescendo. Do ponto mostrado em vídeo até a linha principal pra se conectar ao sistema nacional, são 120 quilômetros. Só que as obras ainda nem começaram.
A responsável pela linha é a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O diretor de engenharia da empresa diz que a culpa é da demora nos licenciamentos ambiental e do patrimônio histórico. Mas a Aneel entendeu que a Chesf geriu mal os prazos, e multou a empresa em R$ 12 milhões - o que dá menos de 10% do prejuízo acumulado até agora.
A Aneel informa que vai cobrar esse dinheiro da Chesf. (...)

De Fantástico, REDE GLOBO TV

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Contrariando a presidente Dilma Rousseff estamos muito próximo do risco de racionamento


Reservatórios do Nordeste caem abaixo do nível crítico e acendem sinal de alerta


Nível das represas das hidrelétricas está em 32,2%, enquanto o limite é de 34%; no Sudeste, nível está só 0,8 ponto acima da curva de risco



 


SÃO PAULO - Os reservatórios do Nordeste terminaram o ano de 2012 abaixo do limite de segurança para o abastecimento do mercado - um mecanismo criado pelo governo federal após o racionamento de 2001 para alertar sobre o nível das represas. De acordo com relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade de armazenamento das usinas da região fechou o mês de dezembro em 32,2%. O limite mínimo estabelecido era de 34%.

No sistema Sudeste/Centro-Oeste, a situação não é muito diferente. As hidrelétricas encerraram o ano com uma reserva média de água de 28,8% - apenas 0,8 ponto porcentual acima da curva de aversão ao risco. O nível de armazenamento é semelhante ao de 2000 (28,52%), antes de o governo federal ser obrigado a decretar o racionamento de 2001.
Apesar da condição preocupante, os reservatórios devem começar o ano acima do nível de segurança. Isso porque o ONS recalculou as curvas de aversão ao risco para 2013. Na prática, porém, a situação das usinas continuará bastante delicada. O alívio será apenas no papel.
Ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff afirmou na semana passada, de que é ridículo falar de risco de racionamento, se não chover o País poderá ter dificuldades de abastecimento. Isso porque o ONS já lançou mão de todos os recursos disponíveis para poupar água nos reservatórios. (...)

De Renée Pereira, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ação preferencial da Eletrobras tem pior queda da história

Papéis foram derrubados por investidores assustados com os impactos que a provável renovação antecipada de concessões elétricas terá sobre a estatal

Eletrobras
Eletrobras: a diretoria da Eletrobras já recomendou aos acionistas que aprovem a renovação das concessões e a decisão final será tomada em 3 de dezembro
São Paulo - As ações preferenciais da Eletrobras desabaram 20 por cento na Bovespa e amargaram a pior queda diária de sua história nesta quarta-feira, com investidores assustados com os impactos que a provável renovação antecipada de concessões elétricas terá sobre a estatal.
"Será um efeito devastador", resumiu o analista Alexandre Furtado Montes, da Lopes Filho & Associados.
"Mesmo antes da MP 579, todos os indicadores da Eletrobras já eram piores que o de empresas privadas do setor.
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Mas a companhia admite que o impacto da renovação pode ser ainda pior. "Podemos ter perdas maiores do que as consideradas até agora", disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, em teleconferência com analistas na segunda-feira.

De Reuters Brasil, REVISTA EXAME