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terça-feira, 11 de julho de 2017

Texto da reforma trabalhista será votado hoje no plenário do Senado



O governo precisa de maioria simples para conseguir aprovar a matéria, ou seja, do apoio de metade dos senadores presentes mais um. Se todos os 81 estiverem no plenário, 41 precisarão votar favoravelmente à reforma para que ela passe. Caso tenha esse apoio, mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) serão alterados antes do fim do ano. As novas regras trabalhistas começarão a valer 120 dias depois que o texto for sancionado pelo presidente Michel Temer e publicado no Diário Oficial da União. Relator do texto nas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) aposta em pelo menos 50 votos favoráveis. “A expectativa é muito positiva. Teremos mais de 49 votos. “Acredito que ninguém faltará”, disse.


O fato de a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, ter negado o pedido feito por 18 senadores da oposição para suspender a votação animou o governo. A interpretação geral é que as chances são boas, mas, como disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), na semana passada, o resultado “dependerá da presença dos senadores e senadoras”.

A disputa de hoje deve ser acirrada, e o resultado, não muito folgado. Mesmo os parlamentares mais otimistas, que contavam com mais de 50 votos até a semana passada, agora dificilmente cogitam que a somatória passe de 46. Um levantamento feito pelo governo conta com um placar ainda mais apertado, com 42 favoráveis à reforma, apenas um a mais que o mínimo necessário. A margem é perigosa e significa que eventuais faltas podem fazer muita diferença, como aconteceu na CAS, quando o parecer de Ferraço, favorável ao texto, foi rejeitado por 10 a 9, devido à abstenção de um parlamentar da base...

De Alessandra Azevedo, Correio Braziliense

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Contra vontade do Planalto, Senado deve votar mudança na dívida dos estados e municípios


BRASÍLIA – O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira o projeto que altera o indexador da dívida dos estados e municípios. O projeto foi incluído na pauta pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), mesmo com a resistência do governo federal a pontos específicos, como a incidência dos juros menores sobre o estoque da dívida e a abrangência da aplicação.

A proposta de rever o indexador foi enviado pelo próprio governo ao Congresso. Atualmente as dívidas dos estados e municípios com a União tem correção monetária pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e taxas de juros que variam de 6% a 9% ao ano dependendo do contrato. O novo indexador passaria a ser o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acrescido de 4% de juros ou a taxa básica Selic. Seria adotado o menor destes dois critérios.

A ideia inicial do Planalto era de que a mudança valesse apenas para os novos pagamentos. No Congresso, porém, o debate inclui a correção do estoque da dívida pelos novos indexadores, o que reduziria fortemente as pendências de estados, como o Rio Grande do Sul, e municípios, como São Paulo. O governador gaúcho, Tarso Genro (PT), esteve na terça-feira com Calheiros para pressionar pela manutenção da votação. Segundo ele, as mudanças propostas reduziriam o estoque da dívida do estado de R$ 45 bilhões para R$ 30 bilhões, permitindo a contratação de novos financiamentos...

De Redação, O GLOBO

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Senado convocará embaixador dos EUA por denúncias de espionagem

Brasília, 8 jul (EFE).- A Comissão de Relações Exteriores do Senado anunciou nesta segunda-feira que estuda convocar o embaixador de Estados Unidos, Thomas Shannon, para que explique as atividades de espionagem que organismos americanos teriam realizado no país.

"Temos que verificar a veracidade das informações que foram publicadas na imprensa", pois "se fossem confirmadas, trata-se de algo gravíssimo", disse o presidente da comissão, Ricardo Ferraço...


De mundo, EFE

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Renan volta atrás e vai pagar R$ 32 mil por uso de avião da FAB

BRASÍLIA - Depois de dizer ontem que não iria devolver os custos da viagem, em voo da Força Aérea Brasileira, que fez de Maceió (AL) a Porto Seguro (BA) para ir a um casamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou atrás nesta sexta-feira e afirmou que irá ressarcir o dinheiro aos cofres públicos (R$ 32 mil). Renan, por meio de nota assinada pelo Senado, se disse “sensível à nova agenda e aos novos tempos”, e acrescentou que irá acionar o Conselho de Transparência do Senado para definição de regras claras no uso de voos da FAB, que são requisitados por autoridades em viagens. Apesar da providência, o decreto 4.244 de 2002, que limita a utilização das aeronaves, é claro: as aeronaves podem ser requisitadas apenas por “motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente”.

“Antecipadamente, o senador está recolhendo aos cofres públicos os valores – R$ 32 mil - relativos ao uso da aeronave em 15 de junho entre as cidades de Maceió, Porto Seguro e Brasília, objeto de dúvidas levantadas pelo noticiário”, diz a nota.


De Isabel Braga, país, O GLOBO

terça-feira, 25 de junho de 2013

Renan Calheiros anuncia pauta e sugere que governo reduza número de ministérios

BRASÍLIA - Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff propor um pacto para o país sem consultar o Congresso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou, nesta terça-feira, uma pauta a ser votada pelo Senado nos próximos 15 dias, que inclui, por exemplo, utilizar recursos dos royalties do petróleo para financiar passe livre para estudantes no transporte público. Ele sugeriu ainda que o governo federal reduza o número de ministérios - atualmente são 39 - e invista esse dinheiro em saúde, educação e segurança pública. Renan disse ainda que irá apresentar uma proposta para implantar o passe livre para estudantes.

- Também somos favoráveis a qualquer decisão para reduzir o número de ministérios, para que recursos sejam direcionados para educação, saúde e segurança pública - afirmou Renan, em discurso no plenário do Senado.

Segundo Renan, o Senado só entrará em recesso depois que votar a pauta.

Depois de consultar líderes da base aliada e da oposição, Renan anunciou que o Senado incluirá dois pactos aos anunciados por Dilma: o da segurança pública e o pacto federativo, para que estados e municípios recuperem sua capacidade de investimento. A concentração de riquezas na União é uma crítica recorrente de governadores e prefeitos.

- Iremos ajudar ativamente a implementar os pactos apresentados pela presidente Dilma à nação.
Talvez não tenha havido tempo de consultar o Congresso, mas mesmo assim vamos cooperar.


De Fernanda Krakovics, jornal o GLOBO

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Decisão do Senado faz Gleisi e Renan baterem boca ao telefone


BRASÍLIA - A relação conflituosa do governo com setores do PMDB chegou nas últimas horas ao gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), por causa da sua decisão de não votar a MP da redução das tarifas de energia elétrica. Irritada com essa decisão, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, atropelou Renan e passou a negociar diretamente no Ministério das Minas e Energia uma solução alternativa, provocando uma reação do presidente do Senado. A terça-feira terminou com uma conversa duríssima da ministra com Renan, que não aceitou ser atropelado e desligou o telefone. Na quarta-feira, o clima era de guerra, e o vice-presidente Michel Temer teve de entrar para tentar apagar o incêndio.

Na véspera, enquanto Renan negociava à tarde com os líderes uma saída honrosa, Gleisi tentou uma solução por outros caminhos. Por volta das 19h, Renan recebeu uma ligação de Gleisi, e o clima ficou pesado. Quando ele começou a falar do resultado da reunião, ela cortou:

— Não precisa mais! Já acertei tudo o que vamos fazer com a Marta Lyra (chefe da assessoria parlamentar do Ministério das Minas e Energia).

— Como assim, acertou com a Marta Lyra? A senhora enlouqueceu? Está confundindo as coisas, não está entendendo a dimensão do que é o Legislativo! — reagiu Renan, travando um diálogo áspero e desligando o telefone...


De Maria Lima, Paulo Celso Pereira e Júnia Gama, jornal O GLOBO

Governo faz malabarismo para salvar MP da energia

Para evitar a derrocada da prometida redução de tarifa na conta de energia, a base aliada da presidente Dilma Rousseff vai incluir, em outra medida provisória, uma “gambiarra” com os mesmos termos da MP 605, inviabilizada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na terça-feira, ao se recusar a colocá-la em votação por ter chegado à Casa a menos de sete dias de caducar. Pelo mesmo motivo, ele barrou também matéria sobre a desoneração da folha de pagamento de setores da construção civil e do varejo. A manobra para salvar o desconto na luz, conhecida no meio político como “submarino”, foi decidida ontem, em reunião de líderes. O enxerto será feito na MP 609/2013, que trata da desoneração de produtos da cesta básica. Parlamentares da oposição classificaram a manobra de “fraude legislativa” e reclamaram do uso excessivo de MPs pela presidente da República...


De Juliana Braga e Karla Correia, jornal ESTADO DE MINAS

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mordomo que serve a Renan Calheiros ganha R$ 18 mil



BRASÍLIA — A regalia dos altos salários pagos a garçons extrapola o plenário e o cafezinho do Senado e chega à residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador está rodeado de servidores comissionados que há anos recebem polpudas remunerações — reforçadas por grande quantidade de horas extras — para servir o cafezinho, as refeições ou organizar os serviços. Renan tem à sua disposição na residência oficial um mordomo e dois garçons nomeados por atos secretos, nos mesmos moldes dos servidores que atuam no plenário. O mordomo é Francisco Joarez Cordeiro Gomes, que, em março, recebeu R$ 18,2 mil brutos, dos quais R$ 2,7 mil somente em horas extras. Para servir cafezinho, água e comida na casa, os garçons Francisco Hermínio de Andrade e Djalma da Silva Lima receberam em março remunerações brutas de R$ 10,7 mil e R$ 11,6 mil, respectivamente.

Assistentes parlamentares

Renan é assistido também por dois garçons lotados na Presidência do Senado. Eles integram o mesmo grupo de servidores terceirizados que, em setembro de 2001, conseguiu cargos de confiança para continuar atuando como garçons. A remuneração individual paga a Francisco das Chagas de Sousa e a João Natã Alves Moreira foi de R$ 8,2 mil em março.


De Vinicius Sassine, jornal O GLOBO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Senado pede revisão de liminar e fala em 'choque' entre Poderes



No agravo regimental ao STF (Supremo Tribunal Federal) no qual pede a revisão da liminar que suspendeu tramitação de um projeto de lei, o Senado considera a decisão "gravíssima violação da ordem constitucional, porque abala o funcionamento da democracia em sua mais precípua função".

Em decisão liminar (provisória), o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu o andamento da proposta que cria restrições ao tempo de propagana na TV e ao fundo partidário por novos partidos. O projeto, já aprovado na Câmara e em discussão no Senado, foi considerado "casuístico" por Mendes.

No recurso apresentado, o Senado usa termos como "suprapoder" e "choque" entre Poderes.

"O abortamento 'ab initio'(desde o início) de projeto de lei, por decisão liminar e monocrática, implica a cassação do poder de deliberação do Parlamento que é o baluarte da democracia não apenas no Brasil, mas em todo o mundo democrático. É tão grave a violação que coloca em risco a própria estabilidade das instituições democráticas consolidadas após a Constituição de 1988", diz o documento, assinado pelo advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, e outros sete advogados da Casa.

O Senado pede, primeiro, que o ministro reconsidere a decisão, para que seja revogada a medida cautelar até o julgamento pelo colegiado do STF. Não sendo acolhido o pedido, o Senado requer que o agravo regimental seja submetido ao plenário da Corte, para que os ministros reconheçam o "error in judicando" da medida cautelar e a indefira, restabelecendo o processo legislativo.

Os advogados argumentam que manter a liminar de Mendes "acaba por revelar que as competências, a pauta e as atribuições do Legislativo estão condicionadas ao prévio aval do Supremo Tribunal Federal". Defendem o equilíbrio entre os Poderes, para que busquem "a cooperação e não o choque, além da imperiosa necessidade de evitar a expansão de um destes Poderes em prejuízo do outro".
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De jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O famigerado "trem da alegria" criado na era Sarney não para de assombrar o povo brasileiro



Roseana Sarney se aposenta pelo Senado e receberá R$ 20,9 mil mensais
Governadora vai acumular benefício com salário de R$ 15,4 mil que recebe do Maranhão

 BRASÍLIA - O Senado irá pagar salário vitalício de R$ 20,9 mil mensais à governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), aposentada nesta quinta-feira como servidora da Casa. Roseana passou a integrar os quadros do Senado em um chamado “trem da alegria” - sem ter prestado serviço público -, que durou de 1974 a 1985. Somente em maio de 1986 veio a público a medida que efetivou a filha do então presidente da República, José Sarney (PMDB-AP).


O ato foi publicado nesta quinta-feira no boletim oficial da Casa, assinado pela diretora-geral do Senado, Doris Marize Romariz Peixoto. Doris foi efetivada no Senado pelo mesmo ato que incluiu Roseana no quadro de servidores do Senado.

Os registros indicam que a governadora trabalhou como servidora entre 1982 e 1985, quando o pai era senador. Após esse período, Roseana se licenciou do Senado para acompanhar José Sarney na Presidência da República (1985 a 1990) e iniciar uma carreira política.

Roseana irá acumular a aposentadoria com o salário de R$ 15.409,95 a que tem direito como governadora do Maranhão. O Senado não informou se Roseana também solicitou aposentadoria como senadora. No total, 68 ex-senadores recebem o benefício.
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De Júnia Gama e Maria Lima, jornal O GLOBO

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Confirmada pela CAS, autorização para desaposentadoria pode seguir diretamente à Câmara



O projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que permite a renúncia da aposentadoria, para recálculo do benefício, teve aprovação ratificada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta quarta-feira (10). A matéria (PLS 91/2010) precisou ser votada em turno suplementar por ter sido aprovada na forma de substitutivo, apresentado pelo senador Paulo Davim (PV-RN). Aprovado em caráter terminativo, o projeto seguirá diretamente à Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação no Plenário do Senado.
A possibilidade de desaposentadoria, como é chamado informalmente o mecanismo, já é assegurada aos servidores públicos pelo Regime Jurídico Único (Lei 8.112/1990), informou Paulo Paim. Por isso, ressaltou o autor, é necessário alterar a lei que trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991) para oferecer aos trabalhadores um “tratamento mais igualitário”. Há milhares de ações judiciais em andamento com o objetivo de ver reconhecido o direito à desaposentadoria.
De acordo com o substitutivo ao projeto de lei do Senado, o aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social por tempo de contribuição, idade ou aposentadoria especial, poderá renunciar ao benefício, a qualquer tempo e voltar à atividade. Quando achar apropriado, o segurado poderá requerer nova aposentadoria.
Ainda de acordo com o texto aprovado, é assegurada a contagem do tempo de contribuição e recálculo do benefício para uma nova aposentadoria. Pelo substitutivo de Davim, ao renunciar à aposentadoria, não é exigida a devolução dos valores recebidos, já que, conforme explicou o relator, o segurado contribuiu e fez jus aos proventos recebidos.


De Portal de notícias do SENADO

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Alheio a protestos, Renan gasta R$ 22 mil em spa antiestresse


BRASÍLIA e PORTO ALEGRE - Isolado do barulho dos protestos nas ruas de cidadãos que nesta quarta-feira cravaram 1,48 milhão de assinaturas na internet pedindo seu impeachment, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), relaxa com a mulher, Verônica, desde a semana passada no spa do Kurotel, em Gramado (RS), um dos dez melhores spas médicos do mundo, e que tem em sua clientela mais cativa milionários e políticos brasileiros. Por R$ 22,2 mil, o casal Renan comprou o pacote antiestresse e ficou hospedado até hoje numa das quatro suítes mais caras, localizada num andar exclusivo com elevador privativo, espaço com business center, DVD, sala de massagem, serviço de abrir mala, lençol de algodão egípcio, cobertor de pluma de ganso e menu de travesseiros.



De Maria Lima e Flávio Ilha, portal O GLOBO

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PMDB: Sarney por Eunício


Por mais contraditório que pareça, José Sarney sabe que, na política, a fila anda. Pelo menos é o que vêm demonstrando suas declarações de que Eunício de Oliveira é favorito absoluto para assumir a liderança do PMDB no Senado.


A manifestação pública, porém, é o ponto final de um movimento que começou em dezembro, quando Sarney entrou no jogo em favor de Eunício, deixando claro que a vez de Romero Jucá já havia passado.
Aliás, quase ninguém na bancada peemdebista quer ver Jucá na liderança do bloco (PMDB/PP/PSC/PMN/PV) – alternativa que serviria como prêmio de consolação (Leia mais em: Até segunda ordem).
Ou seja, o melhor amigo de Renan Calheiros que aceite a segunda vice-presidência e lamba os beiços. A avaliação predominante é: no caso de Eunício à frente do PMDB e Jucá comandando o bloco, dois são iguais a menos um.

Por Lauro Jardim, Revista VEJA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Proposta altera data de posse de presidente, governadores e prefeitos

Cerimônias não seriam mais realizadas em 1º de janeiro, mas no dia 15. PEC prevê unificação das três eleições a partir de 2018.

Os convidados para a posse do escolhido em 2018 para a Presidência da República talvez não precisem estar no Congresso poucas horas após as festas da virada do ano. A cerimônia de posse deverá ocorrer em 15 de janeiro de 2019, segundo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/11, de José Sarney (PMDB-AP), que está pronta para votação em Plenário.


O texto, que será votado em primeiro turno e compõe um conjunto de iniciativas da reforma política, é um substitutivo adotado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Aprovado em dois turnos pelo Senado, será enviado para a Câmara.
Segundo a proposta, o mandato do presidente terá início em 15 de janeiro. A regra valerá para os eleitos a partir de 2018. O escolhido em 2014 tomará posse, como ainda é norma, em 1º de janeiro de 2015.
Os escolhidos para governar os estados a partir de 2018 tomarão posse em 10 de janeiro. Os prefeitos escolhidos a partir de 2016 começarão seus mandatos em 5 de janeiro.
Uma mudança prevista na proposta diz respeito às eleições municipais. Pelo texto, os mandatos dos prefeitos eleitos em 2016 terão a duração de apenas dois anos. Assim, prevê-se a coincidência geral de eleições a partir de 2018.
Em voto favorável, o relator da proposta, Renan ­Calheiros (PMDB-AL), argumenta que a coincidência de datas “funcionaria como elemento motivador do entendimento entre os partidos e as lideranças municipais, estaduais e federais em benefício do interesse nacional”.
— Além de ampliar a estabilidade política, a coincidência dos pleitos contribuirá de forma efetiva para a redução dos custos das campanhas eleitorais e dos gastos da própria Justiça Eleitoral — disse Renan.
Ao defender a mudança, ele citou que a posse do presidente no primeiro dia do ano dificulta a participação de chefes de Estado estrangeiros.

De JORNAL DO SENADO

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Base adia votação para convocar Valério, mas aprova convite para ouvir FHC e Gurgel




Comissão mista barrou convocação de Adams, Gleisi e Rosemary

BRASÍLIA - Em ação articulada, a base aliada conseguiu adiar nesta quarta-feira a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, para convocar o publicitário Marcos Valério para prestar esclarecimentos sobre as acusações feitas, em depoimento à PGR, de que o ex-presidente Lula deu aval para o esquema de desvio de recursos públicos para financiar o PT e comprar apoio no Congresso. Mais tarde, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, parlamentares da base também evitaram a convocação dos ministros da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, além do convite à ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, derrotando requerimentos apresentados pela oposição. Ao mesmo tempo, conseguiram aprovar convite para ouvir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
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De Fernanda Krakovics e Isabel Braga, Últimas Notícias, JORNAL O GLOBO, RJ

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Comissão aprova 90 novos cargos de confiança para a Presidência


Projeto vai agora para o plenário do Senado. Salários chega a R$ 11,1 mil.
Oposição lembrou operação da PF e contestou necessidade dos cargos.


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (28) um projeto de lei que cria 90 cargos em comissão e de confiança nos órgãos da Presidência da República. O projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados, terá agora de passar pelo plenário do Senado para ter validade.
Enviado pela Presidência da República em 2008, o projeto prevê que os cargos deverão ser destinados aos órgãos que funcionam no Palácio do Planalto (sede da Presidência), como Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria-Geral e Secretaria de Comunicação Social.
A oposição criticou a criação dos cargos, colocada em discussão cinco dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Porto Seguro, que apura um esquema de fraudes em pareceres técnicos de órgãos públicos com a finalidade de beneficiar empresas privadas.
A operação levou ao indiciamento de dez servidores públicos, entre eles a chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, dois diretores de agências reguladoras e o adjunto da Advocacia-Geral da União.
O projeto aprovado na CCJ prevê 18 cargos em comissão de nível 5 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e outros 25 cargos de DAS-4; 25 cargos de DAS-3; 12 de DAS-2 e dez de DAS-1, além de outros oito cargos em outros grupos.
Os chamados “cargos DAS” recebem uma gratificação, além da remuneração básica. O nível mais alto é o DAS-6, que recebe gratificação bruta de R$ 11,1 mil. O DAS-5 recebe R$ 8,9 mil; DAS-4, R$ 6,8 mil; DAS-3, R$ 4 mil; DAS-2, R$ 2,6 mil e DAS-1, R$ 2,1 mil.

De Priscilla Mendes

sábado, 24 de novembro de 2012

No Senado todos sabiam que o diretor da ANA era "Ficha Suja" e mesmo assim aprovaram a indicação de Lula

Preso pela PF, diretor da ANA foi apadrinhado por Lula e Dirceu

BRASÍLIA - Um dos alvos da operação Porto Seguro da Polícia Federal, o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira teve padrinhos poderosos para chegar ao cargo: o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua secretária particular em São Paulo, Rosemary Noronha, e o ex-ministro José Dirceu. Mesmo assim, a aprovação da indicação para a ANA provocou muita polêmica no Senado. O nome de Vieira foi rejeitado em duas votações em 2009. Mas o Palácio do Planalto não aceitou a decisão. Pressionado pelo presidente, o então líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu e o senador Magno Malta (PR-ES) recorreu à Comissão de Constituição e Justiça para que as votações em que a indicação fora rejeitada fossem anuladas. No ano seguinte, mesmo com parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contrário à anulação da votação, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), colocou a indicação novamente em apreciação e, desta vez, Vieira teve o nome aprovado para dirigir a agência como queriam seus padrinhos.
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De País, O GLOBO, RJ

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira apropriou-se da institucionalidade



"Cunha adota prática mensaleira


Odair Cunha, à sua maneira, tornou-se também um “mensaleiro”. Explico-me. Os quadrilheiros — como restou fartamente demonstrado pela CPI dos Correios, pelo Ministério Público e pelo STF — assaltaram os cofres públicos em benefício de um projeto de poder. O relator da CPI resolveu assaltar a institucionalidade em proveito desse mesmo projeto.
Odair Cunha, quem diria?, já fez história. E que história!"

De Reinaldo Azevedo, VEJA

terça-feira, 12 de julho de 2011

Senado livra aloprados de depor

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado acaba de rejeitar a convocação de Expedito Veloso e Ideli Salvatti para falarem do escândalo dos aloprados.  Veloso é o ex-diretor do Banco do Brasil que, numa gravação revelada por VEJA, detalhou e confirmou toda a trama dos aloprados petistas para comprometer José Serra nas eleições de 2006.
A CCJ, então, nem votou o requerimento para a convocação dos aloprados. Não houve quórum. Como o Senado entra em recesso a partir de amanhã…
Por Lauro Jardim