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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Renan volta atrás e vai pagar R$ 32 mil por uso de avião da FAB

BRASÍLIA - Depois de dizer ontem que não iria devolver os custos da viagem, em voo da Força Aérea Brasileira, que fez de Maceió (AL) a Porto Seguro (BA) para ir a um casamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou atrás nesta sexta-feira e afirmou que irá ressarcir o dinheiro aos cofres públicos (R$ 32 mil). Renan, por meio de nota assinada pelo Senado, se disse “sensível à nova agenda e aos novos tempos”, e acrescentou que irá acionar o Conselho de Transparência do Senado para definição de regras claras no uso de voos da FAB, que são requisitados por autoridades em viagens. Apesar da providência, o decreto 4.244 de 2002, que limita a utilização das aeronaves, é claro: as aeronaves podem ser requisitadas apenas por “motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente”.

“Antecipadamente, o senador está recolhendo aos cofres públicos os valores – R$ 32 mil - relativos ao uso da aeronave em 15 de junho entre as cidades de Maceió, Porto Seguro e Brasília, objeto de dúvidas levantadas pelo noticiário”, diz a nota.


De Isabel Braga, país, O GLOBO

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Joelma compara gays a drogados e diz ser contra casamento homossexual


Misture uma voz potente a um bate-cabelo inconfundível: isso é Joelma, o furacão louro por trás da banda Calypso, formada há 14 anos com o marido, o guitarrista Chimbinha. Em 2013, os planos estão a toda: eles preparam um CD em espanhol, outro de música gospel, um DVD acústico e o longa ‘Isso é Calypso — o Filme’, com gravações em maio, no Pará e no Rio de Janeiro.
De segunda a quarta, ela diz que reserva os dias para malhar e rezar. Há quatro anos, converteu-se à religião evangélica, depois que sofreu uma estafa. “Maltratei meu organismo porque trabalhava todos os dias da semana e tive um piripaque, uma alergia crônica que quase me sufocou. Deus salvou minha vida”.
Ela afirma que as roupas e atitudes sexy não destoam da fé. “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.
“Não sou uma mulher sexy e morro de rir desse título. Sou um moleque. Não consigo ser daquela maneira fora do palco. Usava bermudão para dormir, mas agora comprei uns pijaminhas”, conta. Casada com Chimbinha há 16 anos, Joelma conta que o a chama não se apagou: “O rala e rola melhorou bastante com o tempo. Quero ter um filho aos 45 anos. É uma promessa de Deus para mim”. Chimbinha também é evangélico? “É, mas não tão maluco quanto eu”.
Joelma aprovou a escolha de atriz Deborah Secco para interpretá-la no cinema. “Ela veio aqui em casa e trocamos figurinha. Ela terá que ter uma reserva de energia muito grande porque as coreografias pedem. Mas a Deborah já fez balé e sabe dançar. Quando cantou com Chimbinha, mostrou que é afinada”. Sobre o filme, conta que sua única exigência foi que a produção usasse nos personagens o sotaque do Pará. “Nada na minha vida eu fiz para ganhar dinheiro. Quero que Deborah passe a verdade e nada que vise o lado mais comercial”.


De Bruno Astuto, do blog, revista ÉPOCA

sábado, 30 de março de 2013

BBB13': Agora milionária, Fernanda conquista de vez André



Um dia depois de sair do programa com o prêmio de 1,5 milhão de reais, mineira confirma que namoro com André continua fora da casa - e fala até de casamento.


Entre um grande amor e o prêmio de 1,5 milhão de reais, Fernanda garantia que preferia ficar com o primeiro. Isso, claro, antes de ser escolhida pelo público como a vencedora do 'BBB13', e embolsar o prêmio principal na noite de terça-feira. Agora, ela não precisa mais escolher: já tem o dinheiro e, de quebra, ganhou o príncipe. Um dia depois de sair milionária da casa, a mineira conquistou também o coração de André. "Estamos juntos e vamos continuar com nosso relacionamento", afirmou ele nesta quarta, durante uma maratona de bate-papos promovida pela produção com todos os participantes.


De revista VEJA

quarta-feira, 27 de março de 2013

Entenda a complexa relação entre o papa e os Kirchner



O conflito entre o governo argentino e o setor agrícola do país, em 2008, e a aprovação do casamento gay, em 2010, foram marcos na deterioração da relação do agora papa e da Presidência de Cristina Kirchner.
Mas a tensão entre o kirchnerismo e o então cardeal Jorge Mario Bergoglio já havia germinado anos antes, durante o mandato do ex-presidente Néstor Kirchner.
Sabe-se que Cristina e o papa Francisco não são os melhores amigos. Bergoglio, que por seis anos foi presidente da Conferência Episcopal Argentina, criticou abertamente muitas das decisões políticas da presidente.
Essa tensão chegou ao ápice à época da aprovação, em 2010, do casamento homossexual na Argentina, mas as diferenças vêm desde antes disso.
Néstor Kirchner, morto em 2010, chegou a chamar Bergoglio de "chefe espiritual da oposição política".
O distanciamento começou um ano depois da chegada de Kirchner ao poder, em 2003. Em um de seus sermões, Bergoglio questionou "o exibicionismo e os anúncios estridentes dos governantes", em mensagem que, ainda que não o citasse, parecia dirigida ao então presidente.
Em 2005, Kirchner anunciou que não participaria da tradicional celebração de 25 de maio na Catedral de Buenos Aires (data em que se comemora o início do governo independente da Espanha, a partir de 1810).
Meses depois, um porta-voz de Bergoglio anunciou: "não há relação da Igreja com o governo".
Desde então, esses laços estremeceram, agravados pelo fato de Kirchner acreditar que Bergoglio articulava um projeto oposicionista.

Catedral e críticas

Com a chegada de Cristina à Presidência, em 2007, a celebração de 25 de maio serviu novamente de termômetro do grau de estranhamento entre Bergoglio e o governo.
A correspondente da BBC Mundo na Argentina, Veronica Smink, explica que Cristina sempre evita ir à Catedral de Buenos Aires para não ter de escutar as críticas de Bergoglio sobre a pobreza e a desigualdade.
Mas não são essas as principais causas do estranhamento entre os dois. Em março de 2008, poucos meses após sua posse, Cristina apresentou a resolução 125, mudando regras para exportação de algumas commodities e desatou uma das piores crises de seu governo - provocando greves e bloqueio de vias em apoio ao setor agrícola.
A resolução acabou sendo derrubada com voto do então vice-presidente Julio Cobos, no Senado.
Na época, Bergoglio se alinhou com os produtores agrícolas e chegou a pedir "um gesto de grandeza" da presidente, para pôr fim ao conflito. Também se reuniu com Cobos, que acabou rompendo com Cristina.
Para o sociólogo Juan Nicolás, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires, "o gesto de Bergoglio marcou o que seria a relação do Episcopado com o Governo, principalmente se levarmos em conta que o governo de Cristina havia acabado de começar".

Desavenças em temas sociais

O governo e o cardeal superaram os altos e baixos, mas a relação não chegou a se normalizar. E voltou a piorar com o projeto de casamento entre pessoas do mesmo sexo, em julho de 2010.
A uma semana da aprovação do projeto, Bergoglio escreveu uma carta criticando duramente a iniciativa. "Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é apenas o instrumento), mas sim de uma (...) mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus", dizia a carta.
Cristina respondeu se dizendo "preocupada com o tom do discurso" de Bergoglio e alegando que o projeto visava lidar "com uma realidade que já existe".
Assim que soube da eleição de Bergoglio como papa, especulou-se qual seria a reação de Cristina. Esta, pelo Twitter, divulgou uma carta cordial, "saudando e expressando felicidades" pela escolha do pontífice.
Acredita-se que, apesar do tom frio da mensagem, o fato de Cristina ter confirmado sua presença na primeira missa solene do papa Francisco, no Vaticano, seja significativo para a distensão entre os dois.
O sociólogo Juan Nicolás concorda e opina que a presença de Cristina na praça São Pedro possa servir para a aproximação de seu governo com o Vaticano.


De agência BBC BRASIL




quinta-feira, 14 de março de 2013

Novo papa combateu casamento gay e cobrou justiça social


Argentino disputou cargo de pontífice em conclave que elegeu Bento 16
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio de 76 anos assume o papado tendo nos últimos anos cobrado maior justiça social na América Latina e combatido a adoção de uma lei que autorizava o casamento entre pessoas do mesmo sexo no seu país.
O papa Francisco nasceu em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires. O arcebispo da capital argentina será o primeiro latino-americano e o primeiro jesuíta a comandar a Igreja.
"Parece que meus irmãos cardeais foram quase até o fim do mundo (para escolher um papa)", disse ele, em tom de brincadeira, à multidão na praça de São Pedro em seu primeiro discurso.
De acordo com relatos, Bergoglio disputou voto a voto a cadeira de papa com o então cardeal Ratzinger no último conclave e somente sua renúncia à disputa possibilitou a eleição do cardeal alemão.
Um artigo publicado à época pela revista italiana Limes disse que Joseph Ratzinger foi eleito com 84 votos e seu único rival foi Bergoglio.

Idade

No entanto, especialistas já não o viam como um favorito para ser o sucessor de Bento 16 devido à sua idade. Aos 76 anos, ele é somente dois anos mais novo do que Joseph Ratzinger na época de sua eleição em 2005.
A decisão dos cardeais de elegê-lo pode se justificar pelo fato de que Bergoglio agrada tanto os conservadores quanto os reformistas da Igreja, já que é visto como ortodoxo em temas sexuais, por exemplo, mas também defensor de mudanças, como no tocante à justiça social.
"Vivemos na parte mais desigual do mundo, a que mais cresceu, mas a que menos reduziu a miséria", ele teria dito em uma conferência de bispos latino-americanos em 2007, segundo o National Catholic Report.
"A distribuição injusta dos bens persiste, criando uma situação de pecado social que clama aos céus e limita as possibilidades de uma vida plena para tantos de nossos irmãos."
Por ser jesuíta, também não se espera que Bergoglio encabece reformas de grande impacto. Os membros da ordem professam a "obediência cega" e o não questionamento às decisões da Igreja.
 
Simplicidade
Jorge Mario Bergoglio é técnico em química e filho de um funcionário de estrada de ferro. Ele foi nomeado cardeal pelo papa João Paulo 2º em 2001 e é tido como um sacerdote aberto e simpático.
"Em favor de Bergoglio está sua atitude pastoral, como eles dizem na Igreja - seu relacionamento com as pessoas", disse Leandro Pastor, um professor de filosofia da Universidade de Buenos Aires, que conhece o cardeal há mais de 30 anos.
"Ele é um homem muito simples. É muito austero. E também acho que é um homem inteligente e muito bom comunicador."
Segundo seu porta-voz, Guillermo Marco, andar de metrô e de ônibus e realizar missas em lugares simples eram hábitos que ele cultivava em Buenos Aires.
O bispo Eduardo Garcia, também de Buenos Aires, o definiu como "humilde" e "preocupado com os pobres".
"Ele é assim também no cotidiano. Ele é um pastor, que sabe comunicar o que pensa e em defesa dos pobres, dos mais humildes. Ele tem uma serenidade típica de um pastor, agora o pastor dos pastores. Todos aqui nos emocionamos até às lágrimas quando o nome dele foi anunciado", disse após o anúncio do Vaticano."
"A forma como ele falou, nas suas palavras como papa, foram exatamente as que dizia aqui. Que rezemos por todos e por ele."
A saúde pode trazer problemas para o novo papa. Durante mais de 20 anos, ele vive com somente um pulmão funcionando, que diz estar em "boa forma".

De Márcia Carmo, de Buenos Aires para BBC BRASIL

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Obama pede que Supremo revogue lei contra casamento gay


O governo de Barack Obama pediu formalmente nesta sexta-feira que a Suprema Corte dos Estados Unidos considere inconstitucional a lei federal que nega benefícios aos casais homossexuais. Aprovada em 1996, a Lei de Defesa do Casamento define o matrimônio como uma união legal entre um homem e uma mulher. Entre os benefícios negados aos casais gays pela lei estão direitos à herança, incentivos fiscais, declarações de impostos de renda conjuntas e cobertura de plano de saúde.

Os membros do Supremo vão debater a questão do casamento gay – inclusive um recurso contra a lei de 1996 -- no final de março, e tomarão suas decisões sobre o assunto em junho. Na sexta, o Departamento de Justiça entregou à Suprema Corte o primeiro de uma série de relatórios do órgão sobre o tema. O documento reforça a opinião já expressada por Barack Obama de que a lei contra a união homossexual é inconstitucional por ser contrária às garantias de igualdade previstas na Constituição.

"A oposição moral à homossexualidade, embora possa refletir opiniões pessoais profundas, não é um objetivo de política legítimo que possa justificar o tratamento desigual dado aos gays", aponta o advogado-geral dos EUA, Donald Verrilli, no relatório...



De Internacional, Revista VEJA

domingo, 13 de janeiro de 2013

Milhares protestam contra casamento gay em Paris

Protesto contra casamento gay reúne milhares em Paris

Manifestação reúne pessoas contrárias a uma polêmica reforma que o presidente François Hollande promete executar em junho

 

Com a participação de jovens, idosos e famílias inteiras, boa parte de caravanas do interior do país, milhares de franceses marcharam neste domingo, 13, nas ruas de Paris para protestar contra um projeto de lei do governo do presidente François Hollande que autoriza o casamento gay e - o que mais tem atraído oposição - permite que casais de pessoas do mesmo sexo possam adotar crianças.
O protesto, que teve apoio da Igreja Católica, contou com cerca de 350 mil pessoas, de acordo com cálculos da polícia - o que o torna a maior manifestação em Paris em 20 anos -, ou 800 mil pessoas, segundo anunciaram os organizadores, da frente Manif pour Tous (“Manifestação para Todos”).

De Agências, Internacional, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO