Mostrando postagens com marcador Roberto Gurgel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roberto Gurgel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Roberto Gurgel encaminha denúncias contra Lula à primeira instância


Brasília, 6 fev (EFE).- O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou nesta quarta-feira que decidiu encaminhar ao Ministério Público Federal em Minas Gerais o depoimento no qual o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do mensalão.

Gurgel afirmou a jornalistas que "provavelmente hoje" enviará o caso à primeira instância, a quem competirá decidir se acusa Lula perante o tribunal ou arquiva o processo.

O procurador escolheu Minas Gerais e não São Paulo, onde vive o ex-presidente, porque nessa jurisdição há um processo aberto "relacionado" com o caso, que se refere ao esquema de corrupção tecido pelo PT durante o primeiro mandato de Lula.

O delator de Lula é o empresário Marcos Valério, apontado como operador do esquema e que foi condenado a 40 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.

Após conhecer sua pena em dezembro do ano passado, Valério se ofereceu para incriminar Lula e tentar negociar uma redução de sua pena, algo que o Supremo se negou a aceitar.
Como Lula não ocupa nenhum cargo público, perdeu o fórum privilegiado que representa a máxima corte do país e agora pode ser julgado pela Justiça comum.


De Agência EFE



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Esquema do mensalão é muito mais amplo, diz procurador-geral


Protagonista no maior julgamento da história do Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, 58, afirmou à Folha que o esquema do mensalão é "muito maior, muito mais amplo, do que aquilo que acabou sendo objeto da denúncia".

"O que constou da denúncia foi o que foi possível provar, com elementos razoáveis para dar a base [a ela]", afirma Gurgel em uma de suas raras entrevistas exclusivas desde que assumiu, em 2009.

Ele diz que o depoimento prestado em setembro pelo operador do esquema, Marcos Valério, pretendia "melar o julgamento".

O DESAFIO
 
Gurgel afirma que o grande desafio do processo foi provar a responsabilidade do núcleo político do esquema, entre eles o do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT).

"O grande desafio desse processo era provar a responsabilidade do chamado núcleo político. Porque essa prova é diferenciada. (...) Pessoas do topo da quadrilha têm sempre uma participação cuidadosa e provas diretas são praticamente impossíveis."

DIRCEU
 
O procurador-geral afirma ter ficado provada a participação do ex-ministro da Casa Civil de Lula em episódios relacionados ao mensalão. "Fazia-se um determinado acerto com algum partido e dizia-se: quem tem que bater o martelo é o José Dirceu. Aí, ou ele dava uma entrada rápida na sala ou alguém dava um telefonema e ele dizia: 'Está ok, pode fechar o acordo'", diz Gurgel.

Ele diz haver "uma série de de elementos de prova" que apontam para a participação efetiva de Dirceu. "Não é prova direta. Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido 'X' com a finalidade de angariar apoio do governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa", diz o procurador.

Ele cita a teoria do domínio do fato, segundo a qual o autor não é só quem executa o crime, mas quem tem o poder de decidir sua realização.

"A teoria do domínio do fato vem para dizer que essas provas indicam que ele se encontrava numa posição de liderança nesse sistema criminoso. Então, é possível, sim, responsabilizá-lo a despeito da inexistência da prova direta. Prova havia bastante do envolvimento dele."

MENSALÃO
 
"Estávamos diante de algo muito grande e muito maior do que aquilo que acabou sendo objeto da denúncia", diz ele, para quem o autor da denúncia, o antecessor Antonio Fernando Souza, fez uma opção "corretíssima".

"Quando nos defrontamos em qualquer investigação com um esquema criminoso muito amplo, você tem que optar, em determinado momento, por limitar essa investigação. Quando é ampla demais, a investigação não tem fim. Ao final, ninguém vai ser responsabilizado", diz.

Gurgel segue: "Haveria muito mais, esse esquema seria ainda muito mais amplo do que aquilo que constou da denúncia. Mas o que constou da denúncia foi o que foi possível provar, com elementos razoáveis. (...) Eu diria que aquilo que foi julgado representa apenas uma parte de algo que era muito maior".

LULA
 
O procurador diz não ter visto o mínimo de elementos que apontassem participação do ex-presidente Lula e afirmou que seu caso será provavelmente remetido para análise na primeira instância.
"O que se quis foi oferecer uma denúncia fundamentada em provas", declara Gurgel, acrescentando que era "uma das primeiras vezes que se responsabilizava todo um grupo que dominava o partido do governo". "Em relação ao presidente, precisaria ter a prova mais que robusta porque seria uma irresponsabilidade denunciar um presidente. É muito mais difícil."

VALÉRIO
 
Gurgel diz que Valério queria obter benefícios, como a redução de penas, com o depoimento prestado em setembro em que acusa Lula de ter sido beneficiado pessoalmente com recursos do esquema.

"Percebi claramente que se fôssemos admitir qualquer tipo de elemento de prova adicional, teríamos que anular o início do julgamento e reabrir a instrução criminal. Aquilo significava em português claríssimo melar o julgamento. Eles queriam melar o julgamento. Eu vi essa tentativa não como dele, mas como uma tentativa que favoreceria todo mundo", diz.

"A primeira coisa que disse a ele: nada nesse novo depoimento seria utilizado e nenhum benefício ele teria na ação 470. Na verdade, acho que ele pensava mais em embolar o julgamento."

O procurador afirma ainda que Valério pediu sigilo, pois "não teria 24 horas de vida", caso o depoimento viesse a público. "Ele prestou um depoimento de duas horas e a primeira impressão foi a de que o depoimento trazia elementos novos, mas nada de bombástico. É um depoimento que robustece algumas teses do Ministério Público em relação a todo o esquema criminoso e da participação do núcleo politico", diz Gurgel.

Ele lembra uma outra história de Valério: "É uma pessoa extremamente hábil. Houve um momento que ele apareceu aqui, quando Antonio Fernando era o procurador, para também prestar um depoimento que derrubaria a República. Não tinha absolutamente nada".

LEGADO
 
"É um marco, talvez um divisor de águas na história de responsabilizar pessoas envolvidas em esquema de corrupção no país", diz Gurgel.

Para o chefe do Ministério Público Federal, utilizar nos crimes de colarinho branco os mesmos parâmetros de crimes como furto e roubo "é assegurar a impunidade".

"O Supremo assentou que é preciso prova, e robusta, para qualquer condenação, mas o tipo de prova não é o mesmo de crimes mais simples."



De Felipe Seliman e Matheus Leitão, FOLHA online

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Procurador decide pedir investigação de acusações de Valério contra Lula


BRASÍLIA - O Ministério Público Federal vai investigar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva com base na acusação feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, de que o esquema também pagou despesas pessoais do petista. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu remeter o caso à primeira instância, já que o ex-presidente não tem mais foro privilegiado. Isso significa que a denúncia pode ser apurada pelo Ministério Público Federal em São Paulo, em Brasília ou em Minas Gerais.

A integrantes do MPF Gurgel tem repetido que as afirmações de Valério precisam ser aprofundadas. A decisão de encaminhar a denúncia foi tomada no fim de dezembro, após o encerramento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a mais de 40 anos de prisão, Valério, que até então poupava Lula, mudou a versão após o julgamento.
Ainda sob análise do procurador-geral da República, o depoimento de Valério em setembro do ano passado, revelado pelo Estado, e os documentos apresentados por ele serão o ponto chave da futura investigação que, neste caso, ficaria circunscrita ao ex-presidente.
O procurador da República que ficar responsável pelo caso poderá chamar o ex-presidente Lula para prestar depoimento. Marcos Valério também poderá ser chamado para dar mais detalhes da acusação feita ao Ministério Público em 24 de setembro, em meio ao julgamento do mensalão. Petistas envolvidos no esquema sempre preservaram o nome de Lula desde que o escândalo do mensalão foi descoberto, em 2005. (...)

De Felipe Recondo e Alana Rizzo, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Condenados do mensalão irão passar Natal em casa antes da prisão

Joaquim Barbosa nega pedido de prisão para os réus condenados no mensalão

Ministro baseou-se na jurisprudência do STF e não vê perigo de fuga

 

Brasília - O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, ao negar nesta sexta-feira o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que queria a prisão imediata dos 22 réus condenados a penas de prisão, destacou que a jurisprudência da Corte é na linha de que os condenados em ação penal só devem ser encarcerados depois de exauridos todos os recursos processualmente admissíveis.
"Não se pode simplesmente presumir, de antemão, que os condenados, tal como sustentado pelo requerente, irão lançar mão de artifícios protelatórios. É necessário examinar a quantidade e o teor dos recursos a serem eventualmente interpostos para conluir-se pelo seu caráter protelatório ou não", escreveu Barbosa em seu despacho de apenas três páginas.

De Luiz Orlando Carneiro, Jornal DO BRASIL

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PGR confirma que vai tomar providências sobre denúncia de Valério contra Lula

"Temos de examinar o depoimento em profundidade", disse Gurgel

Brasília - O procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel, disse, nesta quarta-feira, que – concluído o julgamento da ação penal do mensalão – vai “analisar” o depoimento de Marcos Valério prestado, em setembro, a dois subprocuradores da República, no qual o operador do esquema criminoso afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dele tinha conhecimento e dele se beneficiou.
“Agora, sim, eu vou analisar o depoimento, e serão tomadas as providências, enfim, que são cabíveis para a completa investigação de tudo que demande apuração. Temos de examinar o depoimento em profundidade. Com muita freqüência, Marcos Valério faz referência a declarações que ele considera bombásticas. Mas o que vamos examinar em profundidade não é bem isso. Vamos ver se o que existe no depoimento pode motivar futuras investigações”, acrescentou Gurgel. (...)
De Luiz Orlando Carneiro, Jornal DO BRASIL

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Base adia votação para convocar Valério, mas aprova convite para ouvir FHC e Gurgel




Comissão mista barrou convocação de Adams, Gleisi e Rosemary

BRASÍLIA - Em ação articulada, a base aliada conseguiu adiar nesta quarta-feira a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, para convocar o publicitário Marcos Valério para prestar esclarecimentos sobre as acusações feitas, em depoimento à PGR, de que o ex-presidente Lula deu aval para o esquema de desvio de recursos públicos para financiar o PT e comprar apoio no Congresso. Mais tarde, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, parlamentares da base também evitaram a convocação dos ministros da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, além do convite à ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, derrotando requerimentos apresentados pela oposição. Ao mesmo tempo, conseguiram aprovar convite para ouvir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
...

De Fernanda Krakovics e Isabel Braga, Últimas Notícias, JORNAL O GLOBO, RJ