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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reservatórios de hidrelétricas do Nordeste têm leve recuperação



SÃO PAULO - Os reservatórios de usinas hidrelétricas da região Nordeste apresentaram uma leve recuperação, subindo de 29,33 por cento no domingo para 29,62 por cento na segunda-feira, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A região Nordeste vinha sendo a única a apresentar redução do nível das represas, diariamente, depois que reservatórios em outras regiões começaram a dar sinais de recomposição em meados da semana passada.
O nível dos reservatórios em todas regiões, no entanto, ainda está entre os mais baixos dos últimos dez anos e o ONS mantém quase todas as termelétricas disponíveis ligadas para garantir o fornecimento de energia elétrica.
Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste continuam subindo e passaram de 29,83 por cento no domingo para 30,43 por cento na segunda-feira. Nesse subsistema, a o reservatório de Furnas está com 16,25 por cento de armazenamento, Emborcação está com 31,21 por cento e Nova Ponte com 26,83 por cento. Essas represas respondem por, respectivamente, 18,48 por cento, 12,04 por cento e 11,44 por cento do total de reservatórios da região.
No Sul, o nível subiu de 49,04 por cento para 49,58 por cento, enquanto no Norte o armazenamento passou de 42,04 por cento para 42,47 por cento.
A geração de energia por termelétricas chegou a 11.883 megawatts (MW) médios, um pouco abaixo do valor previsto, e a carga no Sistema Elétrico Nacional (SIN) foi de 60.135 MW médios, também abaixo do estimado, segundo dados do Informativo Preliminar Diário de Operação do ONS referentes à segunda-feira.
A usina nuclear Angra 1 continua inoperante por parada programada para troca da tampa do reator. A termelétrica Uruguaiana (640 MW), a qual o governo pretende ativar, em breve, também ainda não está em operação, segundo os dados referentes à segunda-feira.


De Anna Flávia Rochas, Agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Contrariando a presidente Dilma Rousseff estamos muito próximo do risco de racionamento


Reservatórios do Nordeste caem abaixo do nível crítico e acendem sinal de alerta


Nível das represas das hidrelétricas está em 32,2%, enquanto o limite é de 34%; no Sudeste, nível está só 0,8 ponto acima da curva de risco



 


SÃO PAULO - Os reservatórios do Nordeste terminaram o ano de 2012 abaixo do limite de segurança para o abastecimento do mercado - um mecanismo criado pelo governo federal após o racionamento de 2001 para alertar sobre o nível das represas. De acordo com relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade de armazenamento das usinas da região fechou o mês de dezembro em 32,2%. O limite mínimo estabelecido era de 34%.

No sistema Sudeste/Centro-Oeste, a situação não é muito diferente. As hidrelétricas encerraram o ano com uma reserva média de água de 28,8% - apenas 0,8 ponto porcentual acima da curva de aversão ao risco. O nível de armazenamento é semelhante ao de 2000 (28,52%), antes de o governo federal ser obrigado a decretar o racionamento de 2001.
Apesar da condição preocupante, os reservatórios devem começar o ano acima do nível de segurança. Isso porque o ONS recalculou as curvas de aversão ao risco para 2013. Na prática, porém, a situação das usinas continuará bastante delicada. O alívio será apenas no papel.
Ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff afirmou na semana passada, de que é ridículo falar de risco de racionamento, se não chover o País poderá ter dificuldades de abastecimento. Isso porque o ONS já lançou mão de todos os recursos disponíveis para poupar água nos reservatórios. (...)

De Renée Pereira, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO