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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Projeção de expansão do PIB em 2014 cai de 0,24% para 0,20%, diz Focus
SÃO PAULO - Os analistas de mercado seguem ajustando para baixo suas estimativas para a economia brasileira, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. A mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano caiu de 0,24% para 0,20%. Há um mês, a projeção era de crescimento de 0,28%. Depois de ficar estacionada algumas semanas em 1%, a estimativa para 2015 recuou para aumento de 0,80%.
A produção industrial deste ano também foi revisada para baixo, de queda de 2,17% para recuo de 2,21%. A estimativa para 2015, contudo, teve ligeira melhora, de crescimento de 1,42% para 1,46%.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial de setembro caiu 0,2%, ante agosto, quando se esperava aumento de 0,2%. No trimestre entre julho e setembro, houve queda também de 0,2% ante o trimestre anterior, segundo o IBGE.
Para analistas consultados pelo Valor na ocasião, esse resultado colocou um viés de baixa para o PIB do período, que será divulgado no fim deste mês. O primeiro mês do quarto trimestre também não parece ter sido bom para o setor a julgar pelo PMI industrial do Brasil, medido pelo HSBC, que recuou a 49,1 em outubro, de 49,3 em setembro. Medições abaixo de 50 indicam contração da atividade. Esse índice composto leva em conta produção, emprego, preços, demanda interna e externa.
De Ana Conceição, Valor
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Mantega fala em rever para baixo projeção de alta do PIB
O ministro destacou que o governo vai rever a projeção de PIB no próximo relatório de reprogramação orçamentária. "Certamente iremos rever quando fizermos o próximo relatório". O ministro Segundo ele, é preciso "olhar" os trimestres sucessivos para fazer uma avaliação. "Não dá para olhar um trimestre só. Estamos no meio do segundo trimestre e os dados são muito bons, abril está fechado e quase todos os indicadores são positivos, como papelão ondulado", avaliou.
domingo, 28 de abril de 2013
Cotistas têm desempenho inferior entre universitários
Alunos de graduação beneficiários de políticas de ações afirmativas, como cotas e bônus, têm apresentado desempenho acadêmico pior que os demais estudantes nas universidades públicas do país, mostram estudos recentes.
As pesquisas também concluem que a diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas.
Universitários que ingressaram em instituições públicas federais por meio de ação afirmativa tiraram, em média, nota 9,3% menor que a dos demais na prova de conhecimentos específicos do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia cursos superiores no país.
No caso das universidades estaduais, cotistas e beneficiários de bônus tiveram nota, em média, 10% menor.
Os dados fazem parte de estudo recente dos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da UFF (Universidade Federal Fluminense), com base no Enade de 2008, que pela primeira vez identificou alunos que ingressaram por políticas de ação afirmativa.
Foram analisados os desempenhos de 167.704 alunos que estavam concluindo a graduação nos 13 cursos avaliados em 2008, como ciências sociais, engenharia, filosofia, história e matemática.
"Encontramos diferenças razoáveis. Não são catastróficas como previam alguns críticos das ações afirmativas, mas é importante registrar que existe uma diferença para não tapar o sol com a peneira", diz Waltenberg.
Para ele, o desnível atual é um preço baixo a se pagar pela maior inclusão. Mas ele ressalta que, com a ampliação da política de cotas (que atingirão 50% das vagas das federais até 2016), é possível que o hiato entre as notas se amplie.
EVASÃO MENOR
Pesquisa recente feita pelo economista Alvaro Mendes Junior, professor da Universidade Cândido Mendes, sobre o resultado de ações afirmativas na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revela que o nível de evasão entre os cotistas na universidade é menor do que entre outros estudantes.
Mas os dados levantados por ele --que acompanhou o progresso de alunos que ingressaram em 2005 em 43 carreiras-- confirmam as disparidades de desempenho.
O coeficiente de rendimento (média das notas) de alunos não beneficiários de ações afirmativas que se formaram até 2012 foi, em média, 8,5%, maior do que o dos cotistas. Em carreiras como ciência da computação e física essa diferença salta para, respectivamente, 43,2% e 73,2%.
De Érica Fraga, jornal FOLHA DE SÃO PAULO
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Pesquisa da CNI revela baixo crescimento da confiança do empresariado na economia
Após dois meses de queda, o índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,4 ponto em fevereiro em comparação com o mês anterior e atingiu 58,1 pontos. Este é o mesmo nível da pesquisa de fevereiro do ano passado. A confederação reconhece que o aumento da confiança do empresariado ainda é tênue. O ICEI vem oscilando em torno de 57,5 pontos há seis meses sem caracterizar uma tendência de crescimento. Essa trajetória sugere que a recuperação da produção industrial nos próximos meses ocorrerá lentamente.
De Leonel Rocha, Felipe Patury, Reista ÉPOCA
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Reservatórios de hidrelétricas do Nordeste têm leve recuperação
SÃO PAULO - Os reservatórios de usinas hidrelétricas da região Nordeste apresentaram uma leve recuperação, subindo de 29,33 por cento no domingo para 29,62 por cento na segunda-feira, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A região Nordeste vinha sendo a única a apresentar redução do nível das represas, diariamente, depois que reservatórios em outras regiões começaram a dar sinais de recomposição em meados da semana passada.
O nível dos reservatórios em todas regiões, no entanto, ainda está entre os mais baixos dos últimos dez anos e o ONS mantém quase todas as termelétricas disponíveis ligadas para garantir o fornecimento de energia elétrica.
Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste continuam subindo e passaram de 29,83 por cento no domingo para 30,43 por cento na segunda-feira. Nesse subsistema, a o reservatório de Furnas está com 16,25 por cento de armazenamento, Emborcação está com 31,21 por cento e Nova Ponte com 26,83 por cento. Essas represas respondem por, respectivamente, 18,48 por cento, 12,04 por cento e 11,44 por cento do total de reservatórios da região.
No Sul, o nível subiu de 49,04 por cento para 49,58 por cento, enquanto no Norte o armazenamento passou de 42,04 por cento para 42,47 por cento.
A geração de energia por termelétricas chegou a 11.883 megawatts (MW) médios, um pouco abaixo do valor previsto, e a carga no Sistema Elétrico Nacional (SIN) foi de 60.135 MW médios, também abaixo do estimado, segundo dados do Informativo Preliminar Diário de Operação do ONS referentes à segunda-feira.
A usina nuclear Angra 1 continua inoperante por parada programada para troca da tampa do reator. A termelétrica Uruguaiana (640 MW), a qual o governo pretende ativar, em breve, também ainda não está em operação, segundo os dados referentes à segunda-feira.
De Anna Flávia Rochas, Agência REUTERS BRASIL
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ANÁLISE-"Quintal" de Dilma, energia pode causar-lhe dor de cabeça
BRASÍLIA, Se TVs e chuveiros realmente tiverem que ser desligados em 2013 para racionar energia, o ano não poderia ser mais emblemático para a presidente Dilma Rousseff. E no pior sentido.
Dilma fez fama ao reformular o setor elétrico e procurar dar garantia à segurança do fornecimento de energia após a grave crise de 2001. Ela se vê agora diante de ameaças que poderão minar seus esforços de dar fôlego à indústria e reaquecer a economia, após dois anos de crescimento frustrante.
"Se começar a faltar eletricidade, e voltar o chamado apagão, isso teria um impacto negativo muito forte, com certeza... Por isso, ela e o governo estão irredutíveis que há zero chance de faltar eletricidade, apesar de especialistas dizerem que o risco é maior", disse à Reuters o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.
O "timing" para incertezas não poderia ser pior. Depois de um 2012 de economia ruim, cujo crescimento deve ser de cerca de 1 por cento, Dilma espera que as diversas medidas de estímulo tenham seus efeitos plenos neste ano, finalmente abrindo caminho para uma expansão de 4 por cento para 2013.
Um eventual racionamento de energia afetaria diretamente a indústria, setor que recebeu atenção especial da presidente em 2012 com diversas ações de incentivo ao investimento e competitividade, de olho numa recuperação que é bastante aguardada para este ano.
Menos energia, menos produção. E, possivelmente, menos emprego.
"Se houver outro pibinho como em 2012, você teria um impacto muito grande na população e na popularidade da Dilma, especialmente se começar a atingir emprego e inflação", disse Fleischer.
Dilma tem mantido níveis elevados de avaliação, com aprovação pessoal em 78 por cento, segundo pesquisa Ibope de dezembro, escorada principalmente na taxa de desemprego, cujo nível baixo é recorde. (...)
De Hugo Bachega, Aência REUTERS BRASIL
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