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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
FT ironiza: Mantega se despede com uma tarefa cumprida a desvalorização do real
Mesmo com a deterioração dos fundamentos econômicos brasileiros, Guido Mantega despede-se do Ministério da Fazenda com pelo menos uma tarefa cumprida: a desvalorização do real. “O homem reconhecido por ter tornado próprio o termo guerra cambial parecer ter vencido sua batalha para enfraquecer a moeda brasileira em meio a uma onda de capital especulativo estrangeiro”, ironizou o jornal britânico Financial Times (FT).
O real teve desvalorização de 12,69% ante o dólar em 2014, consolidando o quarto ano consecutivo de queda. Atualmente a moeda americana é negociada perto dos 2,70 reais, em comparação com o intervalo entre 1,50 e 1,60 reais vistos em 2011. Em 2015, a previsão é de que a moeda brasileira mantenha o mesmo comportamento, com o possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e a redução gradual da atuação do Banco Central (BC) brasileiro no mercado de câmbio...
De economia, VEJA
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Surge, enfim, o nome da mudança
A revolta das ruas produziu um milagre. Não as votações espasmódicas do Congresso Nacional, nem a revogação de aumentos das tarifas de ônibus. Esses foram atos oportunistas, que logo sumirão na poeira da história, embora tenham sido celebrados como vitórias revolucionárias. O milagre também não foi a reação do governo Dilma Rousseff, que propôs ao país um plebiscito para reformar a política. Outros governantes já usaram alegorias para embaçar o debate. Como a alegoria de Dilma é especialmente fajuta, não será comentada neste espaço. O milagre da onda de passeatas foi a reabilitação dele – o filho do Brasil, o homem e o mito, Luiz Inácio Lula da Silva.
A opinião pública brasileira é um show. A pesquisa Datafolha que registrou queda na avaliação do governo Dilma quase à metade revelou que, hoje, a eleição presidencial iria para o segundo turno. A não ser que Lula entrasse no páreo. Aí ele seria eleito em primeiro turno. O povo, revoltado com tudo isso que aí está, puniu Dilma nas pesquisas porque quer mudança. E sua opção de mudança é Lula. Viva o povo brasileiro!
A pesquisa revelou mais. Quem teria, hoje, o melhor preparo, entre os candidatos, para resolver os problemas econômicos do Brasil? Em primeiro lugar, disparado: Lula. É um resultado impressionante. A maioria do eleitorado deve estar escondendo alguma informação bombástica. Devem ter algum segredo, guardado a sete chaves, sobre o novo Lula. Diferentemente do velho, esse aí não deve ter nada a ver com Dilma, Guido Mantega, Gilberto Carvalho, José Dirceu, enfim, a turma que estourou as contas nacionais para bancar o populismo perdulário.
Não, nada disso. O novo Lula – esse que a voz do povo descobriu e não quer nos contar – é um administrador moderno, implacável com o fisiologismo. Um Lula que jamais daria agências reguladoras de presente a Rosemary Noronha, para ela brincar de polícia e ladrão com os companheiros (é bem verdade que a polícia só chegou ao final da brincadeira). Esse Lula, que hoje seria eleito para desenguiçar a economia brasileira, sabe que politizar e vampirizar uma Anac compromete o serviço da aviação. O povo foi às ruas por melhores serviços de transportes, e o novo Lula não faria como o velho Lula – aquele que transformou as agências do setor num anexo do PT e seus comparsas. Jamais.
O povo brasileiro é muito sagaz. Descobriu o que nem um sociólogo visionário descobriria: o sujeito que pariu Dilma, montou seu modelo de administração e dá pitaco nele até hoje fará tudo completamente diferente, se for eleito presidente em 2014. Quem poderia supor uma guinada dessas? Só mesmo um povo sacudido pela revolta das ruas faria essa descoberta genial. O grande nome da oposição a Dilma é Lula. É ele quem saberá levar as finanças nacionais para onde Dilma, segundo a pesquisa, não soube levar. O eleitor brasileiro é, desde já, candidato ao Prêmio Nobel de Economia por essa descoberta impressionante.
Como se sabe, Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique – até porque seu partido não tinha política de governo, não tinha projetos administrativos (continua não tendo), não tinha nada. Para manter a militância acesa, o ex-operário assumiu a Presidência criticando o Banco Central. Auxiliado pelo vice José Alencar, inaugurou o primeiro governo de oposição da história. (Longe dos holofotes, pedia pelo amor de Deus para o BC continuar fazendo o que estava fazendo, já que ele não entendia bulhufas daquilo.) A conjuntura internacional foi uma mãe para o filho do Brasil, e ele torrou o dinheiro do contribuinte na maior festa de cargos e propaganda já vista neste país. Lançou então a sucessora, que fez campanha dizendo que o PT acabara com a inflação.
O único erro de cálculo dos companheiros foi esquecer que a desonestidade intelectual tem pernas curtas. E a conta do charuto do oprimido chegou: eis a inflação de volta. (Ao negar esse fato, Mantega foi convidado pelo companheiro Gilberto Carvalho a dar um passeio na feira.)
Mas vem aí o novo Lula, ungido pela sabedoria das massas, para salvar a economia brasileira. Qual será seu segredo? Será a substituição de Guido Mantega por Marcos Valério? Pode ser. Até porque o país não suporta mais amadorismo.
A opinião pública brasileira é um show. A pesquisa Datafolha que registrou queda na avaliação do governo Dilma quase à metade revelou que, hoje, a eleição presidencial iria para o segundo turno. A não ser que Lula entrasse no páreo. Aí ele seria eleito em primeiro turno. O povo, revoltado com tudo isso que aí está, puniu Dilma nas pesquisas porque quer mudança. E sua opção de mudança é Lula. Viva o povo brasileiro!
A pesquisa revelou mais. Quem teria, hoje, o melhor preparo, entre os candidatos, para resolver os problemas econômicos do Brasil? Em primeiro lugar, disparado: Lula. É um resultado impressionante. A maioria do eleitorado deve estar escondendo alguma informação bombástica. Devem ter algum segredo, guardado a sete chaves, sobre o novo Lula. Diferentemente do velho, esse aí não deve ter nada a ver com Dilma, Guido Mantega, Gilberto Carvalho, José Dirceu, enfim, a turma que estourou as contas nacionais para bancar o populismo perdulário.
Não, nada disso. O novo Lula – esse que a voz do povo descobriu e não quer nos contar – é um administrador moderno, implacável com o fisiologismo. Um Lula que jamais daria agências reguladoras de presente a Rosemary Noronha, para ela brincar de polícia e ladrão com os companheiros (é bem verdade que a polícia só chegou ao final da brincadeira). Esse Lula, que hoje seria eleito para desenguiçar a economia brasileira, sabe que politizar e vampirizar uma Anac compromete o serviço da aviação. O povo foi às ruas por melhores serviços de transportes, e o novo Lula não faria como o velho Lula – aquele que transformou as agências do setor num anexo do PT e seus comparsas. Jamais.
O povo brasileiro é muito sagaz. Descobriu o que nem um sociólogo visionário descobriria: o sujeito que pariu Dilma, montou seu modelo de administração e dá pitaco nele até hoje fará tudo completamente diferente, se for eleito presidente em 2014. Quem poderia supor uma guinada dessas? Só mesmo um povo sacudido pela revolta das ruas faria essa descoberta genial. O grande nome da oposição a Dilma é Lula. É ele quem saberá levar as finanças nacionais para onde Dilma, segundo a pesquisa, não soube levar. O eleitor brasileiro é, desde já, candidato ao Prêmio Nobel de Economia por essa descoberta impressionante.
Como se sabe, Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique – até porque seu partido não tinha política de governo, não tinha projetos administrativos (continua não tendo), não tinha nada. Para manter a militância acesa, o ex-operário assumiu a Presidência criticando o Banco Central. Auxiliado pelo vice José Alencar, inaugurou o primeiro governo de oposição da história. (Longe dos holofotes, pedia pelo amor de Deus para o BC continuar fazendo o que estava fazendo, já que ele não entendia bulhufas daquilo.) A conjuntura internacional foi uma mãe para o filho do Brasil, e ele torrou o dinheiro do contribuinte na maior festa de cargos e propaganda já vista neste país. Lançou então a sucessora, que fez campanha dizendo que o PT acabara com a inflação.
O único erro de cálculo dos companheiros foi esquecer que a desonestidade intelectual tem pernas curtas. E a conta do charuto do oprimido chegou: eis a inflação de volta. (Ao negar esse fato, Mantega foi convidado pelo companheiro Gilberto Carvalho a dar um passeio na feira.)
Mas vem aí o novo Lula, ungido pela sabedoria das massas, para salvar a economia brasileira. Qual será seu segredo? Será a substituição de Guido Mantega por Marcos Valério? Pode ser. Até porque o país não suporta mais amadorismo.
De Guilherme Fiuza, ÉPOCA
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Mantega preside reunião de conselho da Petrobras, que perdeu certidão negativa
RIO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai presidir na manhã desta sexta-feira a reunião do Conselho de Administração da Petrobras, em uma situação, segundo algumas fontes, um tanto constrangedora. É que a Procuradoria Geral da Fazenda, no último dia 7, suspendeu a certidão de débito da estatal, uma espécie de nada conta, sem a qual a Petrobras não consegue fechar negócios como importações e exportações de petróleo.
A disputa jurídica que se arrasta desde 2002 se deve a uma interpretação sobre o pagamento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) em plataformas, de 1999 a 2003, e que a Petrobras entende que não é devido. O valor da dívida exigida pela Fazenda é de R$ 7,3 bilhões.
A questão foi parar na Justiça e ontem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deixou a estatal em situação ainda mais grave, ao negar um pedido de medida cautelar feito pela Petrobras para suspender a decisão da Procuradoria. A Petrobras agora vai tentar recorrer da decisão do STJ...
De Ramona Ordoñez, economia, jornal O GLOBO
A disputa jurídica que se arrasta desde 2002 se deve a uma interpretação sobre o pagamento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) em plataformas, de 1999 a 2003, e que a Petrobras entende que não é devido. O valor da dívida exigida pela Fazenda é de R$ 7,3 bilhões.
A questão foi parar na Justiça e ontem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deixou a estatal em situação ainda mais grave, ao negar um pedido de medida cautelar feito pela Petrobras para suspender a decisão da Procuradoria. A Petrobras agora vai tentar recorrer da decisão do STJ...
De Ramona Ordoñez, economia, jornal O GLOBO
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Mantega fala em rever para baixo projeção de alta do PIB
O ministro destacou que o governo vai rever a projeção de PIB no próximo relatório de reprogramação orçamentária. "Certamente iremos rever quando fizermos o próximo relatório". O ministro Segundo ele, é preciso "olhar" os trimestres sucessivos para fazer uma avaliação. "Não dá para olhar um trimestre só. Estamos no meio do segundo trimestre e os dados são muito bons, abril está fechado e quase todos os indicadores são positivos, como papelão ondulado", avaliou.
sábado, 20 de abril de 2013
Mantega: Brasil tem problema de inflação, embora esteja sob controle
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o Brasil tem um problema de inflação, embora ela esteja sob controle. “É preciso evitar que essa inflação contamine outros produtos que não mostram pressões inflacionárias. O Banco Central achou que precisava dar uma resposta”, afirmou o ministro, ao ser questionado sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na quarta-feira. Primeiro, Mantega disse a medida não necessitava de comentários.
Mantega afirmou ainda que o aumento dos juros não vai afetar o investimento, hoje em forte recuperação, segundo ele. “O investimento depende de taxas de longo prazo, fundamentalmente da taxa do BNDES [TJLP], que é mais baixa. Quem quer investir no Brasil encontra taxa barata.” Para ele, a medida pode ajudar o investimento, por indicar que a estabilidade será mantida. “O governo não deixará haver um desequilíbrio monetário ou fiscal”, afirmou ele.
O ministro disse ainda que, no momento, os emergentes não têm como promover expansões monetárias, porque tendem a ter mais inflação, como fazem os países desenvolvidos como o Japão.
Mantega falou aos jornalistas em Washington, depois de participar de reuniões do G-20 e dos Brics durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
De Sergio Lamucci e Juliana Ennes, jornal VALOR ECONÔMICO
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