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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

'O que arrebentou a economia foi o real forte', diz ex-ministro


Em tempos de polarização da política e do debate econômico, o professor da Fundação Getúlio Vargas Luiz Carlos Bresser-Pereira se recusa a se enquadrar em categorias preconcebidas.

Amigo pessoal e ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso (FHC), ele apoiou Dilma Rousseff nas últimas eleições.

É um orgulhoso desenvolvimentista (linha que defende ação ativa do Estado na promoção do desenvolvimento econômico), mas também um defensor do ajuste fiscal que está cortando o orçamento da saúde e educação.

Seu apoio ao governo também não o dissuade de classificar a gestão Dilma como "desastrosa" em muitos aspectos.

Nem de acusar Luiz Inácio Lula da Silva de promover um "populismo cambial" ao manter o dólar a R$ 2 para garantir a eleição de sua sucessora e apaziguar a classe média, que hoje, segundo ele, teria desenvolvido um ódio "profundo" e "irracional" ao PT.

"O dólar a R$ 2 foi o pior legado de Lula, a bomba que ele deixou para Dilma", afirma. "Fala-se no superávit primário, mas até 2012 não tivemos problema nessa área (...) O que arrebentou a economia foi o câmbio, que provocou uma desindustrialização."...

De Ruth Costas, BBC BRASIL

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

FT ironiza: Mantega se despede com uma tarefa cumprida a desvalorização do real



Mesmo com a deterioração dos fundamentos econômicos brasileiros, Guido Mantega despede-se do Ministério da Fazenda com pelo menos uma tarefa cumprida: a desvalorização do real. “O homem reconhecido por ter tornado próprio o termo guerra cambial parecer ter vencido sua batalha para enfraquecer a moeda brasileira em meio a uma onda de capital especulativo estrangeiro”, ironizou o jornal britânico Financial Times (FT).

O real teve desvalorização de 12,69% ante o dólar em 2014, consolidando o quarto ano consecutivo de queda. Atualmente a moeda americana é negociada perto dos 2,70 reais, em comparação com o intervalo entre 1,50 e 1,60 reais vistos em 2011. Em 2015, a previsão é de que a moeda brasileira mantenha o mesmo comportamento, com o possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e a redução gradual da atuação do Banco Central (BC) brasileiro no mercado de câmbio...

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