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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mais um novo partido "Podemos"


Podemos, o partido

 

O lançamento oficial do partido Podemos aconteceu num momento em que empresários e lideranças empresariais têm se colocado a favor de uma discussão e uma participação política cada vez maiores. Um dos defensores mais aguerridos é o presidente da terceira maior federação da indústria do país, a Fiemg, Olavo Machado Jr. Para ele, as agremiações políticas em geral estão desgastadas e precisam conquistar eleitores e candidatos por meio de uma nova proposta e programas. “Porém, o que efetivamente precisa mudar são as atitudes e ações de nossos políticos, se isso efetivamente for acontecer, que o (partido) Podemos seja bem-vindo. Se não for isso, já renasce morto”, disse.

De Minas S/A, O Tempo

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Surge, enfim, o nome da mudança

A revolta das ruas produziu um milagre. Não as votações espasmódicas do Congresso Nacional, nem a revogação de aumentos das tarifas de ônibus. Esses foram atos oportunistas, que logo sumirão na poeira da história, embora tenham sido celebrados como vitórias revolucionárias. O milagre também não foi a reação do governo Dilma Rousseff, que propôs ao país um plebiscito para reformar a política. Outros governantes já usaram alegorias para embaçar o debate. Como a alegoria de Dilma é especialmente fajuta, não será comentada neste espaço. O milagre da onda de passeatas foi a reabilitação dele – o filho do Brasil, o homem e o mito, Luiz Inácio Lula da Silva. 
A opinião pública brasileira é um show. A pesquisa Datafolha que registrou queda na avaliação do governo Dilma quase à metade revelou que, hoje, a eleição presidencial iria para o segundo turno. A não ser que Lula entrasse no páreo. Aí ele seria eleito em primeiro turno. O povo, revoltado com tudo isso que aí está, puniu Dilma nas pesquisas porque quer mudança. E sua opção de mudança é Lula. Viva o povo brasileiro!

A pesquisa revelou mais. Quem teria, hoje, o melhor preparo, entre os candidatos, para resolver os problemas econômicos do Brasil? Em primeiro lugar, disparado: Lula. É um resultado impressionante. A maioria do eleitorado deve estar escondendo alguma informação bombástica. Devem ter algum segredo, guardado a sete chaves, sobre o novo Lula. Diferentemente do velho, esse aí não deve ter nada a ver com Dilma, Guido Mantega, Gilberto Carvalho, José Dirceu, enfim, a turma que estourou as contas nacionais para bancar o populismo perdulário.

Não, nada disso. O novo Lula – esse que a voz do povo descobriu e não quer nos contar – é um administrador moderno, implacável com o fisiologismo. Um Lula que jamais daria agências reguladoras de presente a Rosemary Noronha, para ela brincar de polícia e ladrão com os companheiros (é bem verdade que a polícia só chegou ao final da brincadeira). Esse Lula, que hoje seria eleito para desenguiçar a economia brasileira, sabe que politizar e vampirizar uma Anac compromete o serviço da aviação. O povo foi às ruas por melhores serviços de transportes, e o novo Lula não faria como o velho Lula – aquele que transformou as agências do setor num anexo do PT e seus comparsas. Jamais.

O povo brasileiro é muito sagaz. Descobriu o que nem um sociólogo visionário descobriria: o sujeito que pariu Dilma, montou seu modelo de administração e dá pitaco nele até hoje fará tudo completamente diferente, se for eleito presidente em 2014. Quem poderia supor uma guinada dessas? Só mesmo um povo sacudido pela revolta das ruas faria essa descoberta genial. O grande nome da oposição a Dilma é Lula. É ele quem saberá levar as finanças nacionais para onde Dilma, segundo a pesquisa, não soube levar. O eleitor brasileiro é, desde já, candidato ao Prêmio Nobel de Economia por essa descoberta impressionante.

Como se sabe, Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique – até porque seu partido não tinha política de governo, não tinha projetos administrativos (continua não tendo), não tinha nada. Para manter a militância acesa, o ex-operário assumiu a Presidência criticando o Banco Central. Auxiliado pelo vice José Alencar, inaugurou o primeiro governo de oposição da história. (Longe dos holofotes, pedia pelo amor de Deus para o BC continuar fazendo o que estava fazendo, já que ele não entendia bulhufas daquilo.) A conjuntura internacional foi uma mãe para o filho do Brasil, e ele torrou o dinheiro do contribuinte na maior festa de cargos e propaganda já vista neste país. Lançou então a sucessora, que fez campanha dizendo que o PT acabara com a inflação.

O único erro de cálculo dos companheiros foi esquecer que a desonestidade intelectual tem pernas curtas. E a conta do charuto do oprimido chegou: eis a inflação de volta. (Ao negar esse fato, Mantega foi convidado pelo companheiro Gilberto Carvalho a dar um passeio na feira.)

Mas vem aí o novo Lula, ungido pela sabedoria das massas, para salvar a economia brasileira. Qual será seu segredo? Será a substituição de Guido Mantega por Marcos Valério? Pode ser. Até porque o país não suporta mais amadorismo.


De Guilherme Fiuza, ÉPOCA

terça-feira, 2 de abril de 2013

César Borges é o novo ministro dos Transportes


BRASÍLIA - O Palácio do Planalto confirmou na noite desta segunda-feira, por meio de nota, que o vice-presidente do Banco do Brasil, César Borges, filiado ao PR, é o novo ministro dos Transportes. Ex-governador da Bahia, Borges substituirá Paulo Sérgio Passos no cargo. Ainda não há data para a cerimônia de posse.


Como é de costume nas notas de substituição de ministros, a presidente Dilma Rousseff agradece “a dedicação, o empenho e o espírito público” de Passos “depois de prestar contribuição ao governo e ao país”. “No ministério, Paulo Sérgio coordenou importantes ações para dar mais eficiência ao sistema brasileiro de transportes”, diz o texto.
Dilma desejou ainda boa sorte a César Borges, “manifestando confiança de que, à frente do Ministério dos Transportes, ele dará continuidade aos projetos essenciais ao desenvolvimento do país com a mesma eficiência que demonstrou no Banco do Brasil”.
De perfil técnico, Paulo Sérgio Passos substituiu o senador Alfredo Nascimento, que deixou o cargo em julho de 2011 após denúncias de irregularidades na Pasta. Embora filiado ao PR, Passos sempre foi contestado por uma ala do partido. A mudança empreendida por Dilma tem como objetivo atrair novamente a legenda para a base aliada, da qual o PR estava afastado desde a destituição de Nascimento.

De Yuna Sousa, jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 14 de março de 2013

Argentino Bergoglio é o novo papa, sob o nome de Francisco



CIDADE DO VATICANO - O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito de forma surpreendente, na quarta-feira, para comandar a Igreja Católica Apostólica Romana em uma época de crise. Primeiro papa não-europeu em quase 1.300 anos, Bergoglio assumiu o nome de Francisco 1o.
O novo papa, de 76 anos, apareceu na sacada central da basílica de São Pedro cerca de uma hora depois do surgimento da fumaça branca na pequena chaminé da capela Sistina, que sinalizou aos cerca de 1,2 bilhão de católicos do mundo que os cardeais já haviam escolhido seu novo líder, após pouco mais de 24 horas de conclave.
"Rezem por mim", disse Francisco 1o, já vestido no traje branco de pontífice.
O anúncio do novo papa foi feito pelo cardeal francês Jean-Louis Tauran, que saiu à sacada da basílica e proferiu a fórmula protocolar em latim: "Annuntio vobis gaudium magnum. Habemus Papam" ("Eu vos anuncio uma grande alegria. Temos um papa").
Francisco 1o é o 266o papa em 2.000 anos de Igreja, e o primeiro latino-americano. Embora seja um conservador, é visto como um reformista, e não era citado em nenhuma lista de favoritos.
Em 2010, ele se manifestou enfaticamente contra o casamento homossexual, que ele descreveu como "uma tentativa de destruir o plano de Deus".
Como substituto de Bento 16, que renunciou repentinamente em fevereiro, ele também contrariou uma das principais suposições anteriores ao conclave --a de que o novo papa seria relativamente jovem.
Bergoglio será o primeiro papa não-europeu desde o sírio Gregório 3o, que pontificou no século 8, e o terceiro não-italiano consecutivo --seus antecessores foram o polonês João Paulo 2o e o alemão Bento 16.  


De Philip Pullella e Barry Moody, agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vaticano terá Ficha Limpa em próximo conclave

"Precisamos de um Papa forte, jovem e santo que não passe a vida sentado no trono", declarou Bento

LIMBO - Estupefato com as revelações de que a Igreja Católica é administrada por seres humanos, o futuro ex-Papa Bento XVI anunciou que abrirá os arquivos da Santa Sé e divulgará todos os documentos parcialmente vazados pelo Vatileaks. "Estamos negociando com José Simão e com o jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro", revelou Bento em um confessionário, observando, porém, que não autorizará sequer a divulgação de uma simples bula papal pela Rede Record.

Rumores sugerem a existência de um conjunto de malfeitos infinitamente mais nefando do que o já trazido à luz pelo jornal La Reppublica, que nesta quinta-feira publicou denúncias sobre corrupção e redes de meretrício dentro do Vaticano. "Isso é café pequeno”, revelou uma fonte próxima às investigações, “membros da guarda suíça disseram que José Dirceu, em pessoa, fazia visitas mensais a cardeais e sacerdotes".

Em nome da transparência religiosa, dezenas de parlamentares do PSDB partiram em romaria para o Vaticano, acompanhados de Yoani Sánchez. "Vamos fazer uma petição online para que a eleição seja através do voto aberto", informou Otávio Leite.

Agindo nas sombras e alheio ao espetáculo público da oposição, Michel Temer articula a indicação de José Sarney e Renan Calheiros para, respectivamente, os cargos de camerlengo-vitalício e supervisor geral dos tesouros do Vaticano. Se eleito, a primeira medida de Calheiros será transferir os afrescos da Capela Sistina para o teto da Associação de Aleitamento Materno Renildo Calheiros, entidade social administrada por sua esposa Renane Calheiros na cidade de Murici, Alagoas. 



De The Herald, revista PIAUÍ

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marina Silva diz que foco de novo partido não é eleição de 2014


BRASÍLIA, 16 Fev (Reuters) - A ex-senadora e ex-candidata à Presidência Marina Silva afirmou neste sábado, em evento que organiza a criação de uma nova legenda política no país, que o novo partido não tem como finalidade as eleições presidenciais de 2014, mas preencher um vazio ético e de participação social na política brasileira.
Marina afirmou ainda que a nova sigla não será "nem posição, nem oposição" ao atual governo, lembrando frase do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab que, ao criar o PSD em 2011, afirmou que o partido não era centro, nem direita nem esquerda.
"Não pode ser um partido para eleição, não é o principal. Estamos com uma nova visão de mundo, de sujeito político, que não é mais expectador da política. Esse sujeito é protagonista", disse ela ao discursar no evento, que se realiza em Brasília.
"Me perguntam se somos posição ou oposição à Dilma. Eu digo: nem posição, nem oposição", acrescentou a ex-ministra do Meio Ambiente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que à época teve duros embates com a então chefe da Casa Civil, hoje presidente da República Dilma Rousseff.
Marina concorreu à Presidência da República em 2010 pelo PV e teve quase 20 milhões de votos, votação considerada decisiva para forçar o segundo turno entre Dilma e o tucano José Serra.
O movimento, que tem Marina como principal estrela e que resultará na 31a legenda partidária do Brasil é chamado de Rede Pró-Partido e quer ter base na sociedade civil. Entre seus apoiadores estão ex-integrantes do PT --como a própria Marina--, PSDB, PSB e PPS.
A ex-senadora chegou ao local do evento acompanhada da também ex-senadora Heloísa Helena. Artistas gravaram mensagens e enviaram fotos apoiando o movimento, entre eles o também ex-ministro da Cultura de Lula Gilberto Gil.

De Ana Flor, edição de Aluísio Alves, Agência REUTERS BRASIL