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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bispos sequestrados na Síria seguem desaparecidos, dizem fontes da igreja


BEIRUTE - Dois bispos sírios sequestrados por homens armados na segunda-feira ainda estão desaparecidos, disseram fontes da igreja nas cidades de Damasco e Aleppo nesta quarta-feira, contradizendo informação de que haviam sido libertados.
Uma fonte da Arquidiocese Ortodoxa Siríaca de Aleppo disse que os bispos não foram libertados e que não tinha conhecimento de qualquer contato com os sequestradores. No Patriarcado Greco-Ortodoxo de Damasco, uma fonte também disse que não havia nenhuma indicação de que eles teriam sido soltos.
O arcebispo da Igreja Ortodoxa Grega, Paul Yazigi, e o arcebispo da Igreja Ortodoxa Siríaca, Yohanna Ibrahim, foram capturados perto do centro comercial e industrial de Aleppo, o que é contestado pelos rebeldes e as forças leais ao presidente Bashar al-Assad.
Autoridades atribuem o sequestro a um "grupo terrorista", como costumam chamar os rebeldes anti-Assad, mas combatentes da oposição na província negaram ter capturado os dois.
Os cristãos compõem menos de 10 por cento da população síria e, a exemplo de outras minorias religiosas, veem com preocupação a luta de insurgentes sunitas -incluindo aliados da Al Qaeda- contra o presidente Bashar al-Assad, que pertence à seita alauíta, uma vertente do islamismo xiita.


De Dominic Evans, agência REUTERS BRASIL

domingo, 17 de março de 2013

Papa diz que deseja uma "Igreja pobre e para os pobres"


CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco, dando sua maior indicação até agora de que quer uma Igreja católica mais austera, disse no sábado que gostaria que a Igreja fosse pobre e que sua missão deve ser focada em servir os pobres.
O papa, falando na maior parte de improviso e sorrindo muito, fez o comentário em uma audiência com jornalistas, explicando porque escolheu o nome de São Francisco de Assis, o santo que é um símbolo de austeridade, paz e pobreza.
Ele se referiu a Francisco como "o homem que nos dá esse espírito de paz, um homem pobre", e acrescentou: "como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres".
Desde a sua eleição na quarta-feira como o primeiro papa não europeu em quase 1.300 anos, Francisco deu sinais de uma grande mudança de estilo com relação a seu antecessor, Bento, e expôs um caminho moral nítido para os cerca de 1,2 bilhão de fiéis da Igreja que está sendo atingida por escândalos, intrigas e rixas.
Ele agradeceu aos milhares de jornalistas que cobriram sua eleição, convidando-os a "sempre entender melhor a verdadeira natureza da Igreja, e mesmo sua jornada no mundo, com suas virtudes e com seus pecados".
Ele pediu aos jornalistas que buscassem a "verdade, a bondade e a beleza" no mundo e na Igreja.
Francisco estabeleceu um tom moral forte e deu sinais claros de que vai levar novas normas para o papado atingido por crises, favorecendo a humildade e a simplicidade sobre a pompa e a grandeza.
Ele relembrou como na noite de quarta-feira, à medida que recebia mais e mais votos no conclave, o cardeal sentado ao seu lado, o brasileiro Claudio Hummes, confortou-o "porque a situação se tornou perigosa". 

De Philip Pullella, agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 1 de março de 2013

Conclave pode começar 11 de março, diz imprensa italiana


VATICANO - O conclave que irá escolher o próximo líder da Igreja Católica deve começar no dia 11 de março, dizem jornais italianos. A especulação ganhou força após o Vaticano confirmar que as reuniões preparatórias para a votação serão iniciadas às 9h30m do dia 4 de março. No entanto, segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, há um protocolo a ser cumprido e a data oficial não deve ser marcada logo na primeira reunião dos religiosos.

Na quinta-feira, o Vaticano confirmou que a primeira congregação acontecerá no dia 4 de março. A partir dessa data, a Santa Sé poderá anunciar a qualquer momento quando será o início das votações que irão escolher o próximo Sumo Pontífice.

Logo depois, o monsenhor Claudio Celli, presidente do Pontifício Conselho de Comunicações Sociais e presidente da Filmoteca Vaticana, levantou a hipótese de que o início do conclave se daria no dia 11. Celli disse que essa próxima semana provavelmente será dedicada inteiramente às congregações gerais - as reuniões dos cardeais.

Após o fim de seu papado - às 20h da noite de quinta-feira - Bento XVI passou suas primeiras horas lendo, rezando e vendo TV, segundo um comunicado de seu secretário monsenhor Georg Gaenswein. De acordo com o relatório, o Papa Emérito jantou tranquilamente na noite de ontem, saiu para uma caminhada e assistiu a um pouco de TV.

Hoje, ele se levantou, fez sua tradicional oração e tomou café da manhã. Para Gaenswein, Bento XVI ficou mais tranquilo após anunciar sua renúncia em meados de fevereiro, já que o religioso voltou a tocar piano nos últimos dias.

Os próximos dias

As congregações de cardeais vão durar até que seja atingido o número total de cardeais eleitores. Só então, a Cúpula da Igreja vai decidir oficialmente que dia irá começar o conclave.
Depois que Bento XVI deixou de ser o Papa, o cardeal camerlengo, Tarcisio Bertone, fechou as portas do apartamento do Pontífice e assumiu a liderança administrativa da Igreja até que um novo Papa seja escolhido.

O período em que a Igreja passa sem um Sumo Pontífice chama-se Sé Vacante, tempo entre a morte de um Papa, ou sua renúncia, até o fim do conclave. Neste momento, a maior parte dos cardeais se concentra no despacho de assuntos mais urgentes, assim como na preparação da eleição do próximo líder da Igreja Católica.

Se formam, então, duas classes de congregações: uma geral, integrada por todo o Colégio e que tomará conta dos assuntos mais importantes; e outra particular, integrada pelo camerlengo e por três cardeais escolhidos por sorteio, que se ocuparão de assuntos mais comuns, de acordo com a Constituição Apostólica 'Universi Domini Gregis'.

Nas reuniões, os cardeais devem jurar comprometimento com as disposições da Constituição Apostólica e de guardar segredo de todos os procedimentos.

"Prometemos, nos obrigamos e juramos, todos e cada um, a observar com exatidão e fidelidade as normas da Constituição Apostólica Universi Domini Gregis do Sumo Pontífice João Paulo II, e manter escrupulosamente o secreto sobre qualquer coisa que de algum modo tenha a ver com a eleição do Pontífice", lerá Sodano para todos os cardeais, que responderão: "Eu prometo, me obrigo e juro", com as mãos sobre a Bíblia.



De mundo, jornal O GLOBO

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vaticano terá Ficha Limpa em próximo conclave

"Precisamos de um Papa forte, jovem e santo que não passe a vida sentado no trono", declarou Bento

LIMBO - Estupefato com as revelações de que a Igreja Católica é administrada por seres humanos, o futuro ex-Papa Bento XVI anunciou que abrirá os arquivos da Santa Sé e divulgará todos os documentos parcialmente vazados pelo Vatileaks. "Estamos negociando com José Simão e com o jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro", revelou Bento em um confessionário, observando, porém, que não autorizará sequer a divulgação de uma simples bula papal pela Rede Record.

Rumores sugerem a existência de um conjunto de malfeitos infinitamente mais nefando do que o já trazido à luz pelo jornal La Reppublica, que nesta quinta-feira publicou denúncias sobre corrupção e redes de meretrício dentro do Vaticano. "Isso é café pequeno”, revelou uma fonte próxima às investigações, “membros da guarda suíça disseram que José Dirceu, em pessoa, fazia visitas mensais a cardeais e sacerdotes".

Em nome da transparência religiosa, dezenas de parlamentares do PSDB partiram em romaria para o Vaticano, acompanhados de Yoani Sánchez. "Vamos fazer uma petição online para que a eleição seja através do voto aberto", informou Otávio Leite.

Agindo nas sombras e alheio ao espetáculo público da oposição, Michel Temer articula a indicação de José Sarney e Renan Calheiros para, respectivamente, os cargos de camerlengo-vitalício e supervisor geral dos tesouros do Vaticano. Se eleito, a primeira medida de Calheiros será transferir os afrescos da Capela Sistina para o teto da Associação de Aleitamento Materno Renildo Calheiros, entidade social administrada por sua esposa Renane Calheiros na cidade de Murici, Alagoas. 



De The Herald, revista PIAUÍ