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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Lewandowski recebe Cunha e diz que Supremo não faz “exercício de futurologia”


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu receber o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de portas abertas, inclusive para a imprensa, atitude incomum em encontros desta natureza.

Com isso, os dois acabaram tendo uma conversa protocolar na qual Cunha pediu pressa na publicação do acordão sobre o rito do impeachment, definido pelo Supremo, e o ministro explicou que os prazos legais do Supremo para isso.

Foram 30 minutos de conversa e Cunha não esperava que a audiência fosse aberta. Ele chegou a pedir ao ministro para que o encontro fosse reservado, no entanto, Lewandowski não cedeu, alegou que reuniões administrativas dos ministros são abertas e que havia interesse da imprensa em acompanhar o encontro.

Cunha disse ao ministro que muitos deputados têm dúvidas sobre detalhes do rito definido e que essas dúvidas precisariam ser dirimidas para se dar celeridade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O ministro disse a Cunha que, na sua opinião, as decisões tomadas não deixam margem para dúvida...

De Luciana Lima, ÚLTIMO SEGUNDO

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O que fazia o marqueteiro João Santana na reunião em que Dilma debateu com Lula o preço das passagens de ônibus?

Dilma se encontrou com Lula para discutir a questão das passagens de ônibus num hotel de São Paulo. Aloizio Mercadante, ministro da Educação (?), apontado como possível coordenador da campanha da presidente à reeleição, estava presente. Também compareceu Rui Falcão, presidente do PT. Já havia esquisitice o suficiente, não é? Mas ainda era pouco. O marqueteiro João Santana também estava no grupo.
Sei lá a que eventual solução ou proposta chegaram. O fato é que, depois de se debater o assunto à luz da campanha eleitoral e do marketing, Lula e Dilma se encontraram com Fernando Haddad, o prefeito que deixou atrás de si uma Prefeitura sitiada e pra lá não voltou.


Por Reinaldo Azevedo, revista VEJA

sexta-feira, 1 de março de 2013

Conclave pode começar 11 de março, diz imprensa italiana


VATICANO - O conclave que irá escolher o próximo líder da Igreja Católica deve começar no dia 11 de março, dizem jornais italianos. A especulação ganhou força após o Vaticano confirmar que as reuniões preparatórias para a votação serão iniciadas às 9h30m do dia 4 de março. No entanto, segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, há um protocolo a ser cumprido e a data oficial não deve ser marcada logo na primeira reunião dos religiosos.

Na quinta-feira, o Vaticano confirmou que a primeira congregação acontecerá no dia 4 de março. A partir dessa data, a Santa Sé poderá anunciar a qualquer momento quando será o início das votações que irão escolher o próximo Sumo Pontífice.

Logo depois, o monsenhor Claudio Celli, presidente do Pontifício Conselho de Comunicações Sociais e presidente da Filmoteca Vaticana, levantou a hipótese de que o início do conclave se daria no dia 11. Celli disse que essa próxima semana provavelmente será dedicada inteiramente às congregações gerais - as reuniões dos cardeais.

Após o fim de seu papado - às 20h da noite de quinta-feira - Bento XVI passou suas primeiras horas lendo, rezando e vendo TV, segundo um comunicado de seu secretário monsenhor Georg Gaenswein. De acordo com o relatório, o Papa Emérito jantou tranquilamente na noite de ontem, saiu para uma caminhada e assistiu a um pouco de TV.

Hoje, ele se levantou, fez sua tradicional oração e tomou café da manhã. Para Gaenswein, Bento XVI ficou mais tranquilo após anunciar sua renúncia em meados de fevereiro, já que o religioso voltou a tocar piano nos últimos dias.

Os próximos dias

As congregações de cardeais vão durar até que seja atingido o número total de cardeais eleitores. Só então, a Cúpula da Igreja vai decidir oficialmente que dia irá começar o conclave.
Depois que Bento XVI deixou de ser o Papa, o cardeal camerlengo, Tarcisio Bertone, fechou as portas do apartamento do Pontífice e assumiu a liderança administrativa da Igreja até que um novo Papa seja escolhido.

O período em que a Igreja passa sem um Sumo Pontífice chama-se Sé Vacante, tempo entre a morte de um Papa, ou sua renúncia, até o fim do conclave. Neste momento, a maior parte dos cardeais se concentra no despacho de assuntos mais urgentes, assim como na preparação da eleição do próximo líder da Igreja Católica.

Se formam, então, duas classes de congregações: uma geral, integrada por todo o Colégio e que tomará conta dos assuntos mais importantes; e outra particular, integrada pelo camerlengo e por três cardeais escolhidos por sorteio, que se ocuparão de assuntos mais comuns, de acordo com a Constituição Apostólica 'Universi Domini Gregis'.

Nas reuniões, os cardeais devem jurar comprometimento com as disposições da Constituição Apostólica e de guardar segredo de todos os procedimentos.

"Prometemos, nos obrigamos e juramos, todos e cada um, a observar com exatidão e fidelidade as normas da Constituição Apostólica Universi Domini Gregis do Sumo Pontífice João Paulo II, e manter escrupulosamente o secreto sobre qualquer coisa que de algum modo tenha a ver com a eleição do Pontífice", lerá Sodano para todos os cardeais, que responderão: "Eu prometo, me obrigo e juro", com as mãos sobre a Bíblia.



De mundo, jornal O GLOBO