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domingo, 24 de julho de 2016

Diante do juiz Sérgio Moro, o marqueteiro João Santana confessa ter recebido US$ 4,5 milhões do caixa dois do PT...


Já em processo de negociação para delação premiada, o marqueteiro João Santana e sua mulher, Monica Moura, prestaram um bombástico depoimento ao juiz Sérgio Moro na quinta-feira 21. Responsável pelas campanhas presidenciais do PT em 2006, 2010 e 2014, Santana foi taxativo. “Recebemos do caixa dois do PT US$ 4,5 milhões em uma conta secreta na Suíça”, afirmou o publicitário. Em fevereiro, quando foram presos pela Lava Jato, Santana e Monica disseram que o dinheiro era produto de campanhas feitas no Exterior.

Indagado pelo juiz sobre a contradição entre as duas versões, o marqueteiro respondeu: “Menti para não destruir Dilma”. Agora, destruiu! Ao admitir o recebimento ilegal dos US$ 4,5 milhões, Santana e Monica acrescentam mais um crime no currículo da presidente afastada, Dilma Rousseff. E, ao contrário do que tentaram demonstrar, não se trata apenas de caixa dois de campanha eleitoral. Trata-se de corrupção. O depoimento dado pelo marqueteiro confirma que os US$ 4,5 milhões recebidos na Suíça eram parte da cota petista da propina do Petrolão, ou seja, dinheiro público desviado da Petrobras.
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Se realmente contar tudo o que sabe, poderá implodir definitivamente não só a presidente afastada como também ferir de morte qualquer pretensão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De Mário Simas Filho, ISTOÉ

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O que fazia o marqueteiro João Santana na reunião em que Dilma debateu com Lula o preço das passagens de ônibus?

Dilma se encontrou com Lula para discutir a questão das passagens de ônibus num hotel de São Paulo. Aloizio Mercadante, ministro da Educação (?), apontado como possível coordenador da campanha da presidente à reeleição, estava presente. Também compareceu Rui Falcão, presidente do PT. Já havia esquisitice o suficiente, não é? Mas ainda era pouco. O marqueteiro João Santana também estava no grupo.
Sei lá a que eventual solução ou proposta chegaram. O fato é que, depois de se debater o assunto à luz da campanha eleitoral e do marketing, Lula e Dilma se encontraram com Fernando Haddad, o prefeito que deixou atrás de si uma Prefeitura sitiada e pra lá não voltou.


Por Reinaldo Azevedo, revista VEJA