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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Jornalistas franceses desaparecidos na Síria

Dois jornalistas da rádio francesa Europe 1 que viajavam para Aleppo, na Síria, estão desaparecidos e não deram notícias nas últimas 24 horas.
"São Didier François, um repórter acostumado a áreas de risco, e Edouard Elias, fotógrafo", informou a rádio em um comunicado.
A Europe 1 destacou que está em contato permanente com as autoridades francesas, que fazem o possível para obter informações sobre a situação dos dois jornalistas.
No Japão, durante uma visita, o presidente francês François Hollande pediu a libertação dos dois jornalistas.
"Exijo que os jornalistas sejam libertados imediatamente", disse Hollande, sem mencionar os nomes.
"Os jornalistas não são representantes de nenhum Estado, são homens que trabalham para que o mundo possa receber informação", afirmou em uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
"Devem ser tratados como jornalistas e em nenhum caso como elementos sobre os quais pesaria uma ameaça para atuar em detrimento de um Estado", destacou.
"A imprensa deve poder circular na Síria para obter informações que o mundo inteiro espera sobre o que acontece no país", insistiu Hollande.
A violência na Síria provocou mais 94.000 mortes em 26 meses de conflito, assim como a fuga de cinco milhões de pessoas, segundo a ONU.


De agência AFP

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bispos sequestrados na Síria seguem desaparecidos, dizem fontes da igreja


BEIRUTE - Dois bispos sírios sequestrados por homens armados na segunda-feira ainda estão desaparecidos, disseram fontes da igreja nas cidades de Damasco e Aleppo nesta quarta-feira, contradizendo informação de que haviam sido libertados.
Uma fonte da Arquidiocese Ortodoxa Siríaca de Aleppo disse que os bispos não foram libertados e que não tinha conhecimento de qualquer contato com os sequestradores. No Patriarcado Greco-Ortodoxo de Damasco, uma fonte também disse que não havia nenhuma indicação de que eles teriam sido soltos.
O arcebispo da Igreja Ortodoxa Grega, Paul Yazigi, e o arcebispo da Igreja Ortodoxa Siríaca, Yohanna Ibrahim, foram capturados perto do centro comercial e industrial de Aleppo, o que é contestado pelos rebeldes e as forças leais ao presidente Bashar al-Assad.
Autoridades atribuem o sequestro a um "grupo terrorista", como costumam chamar os rebeldes anti-Assad, mas combatentes da oposição na província negaram ter capturado os dois.
Os cristãos compõem menos de 10 por cento da população síria e, a exemplo de outras minorias religiosas, veem com preocupação a luta de insurgentes sunitas -incluindo aliados da Al Qaeda- contra o presidente Bashar al-Assad, que pertence à seita alauíta, uma vertente do islamismo xiita.


De Dominic Evans, agência REUTERS BRASIL

domingo, 3 de março de 2013

Depois de dias de combates, rebeldes sírios invadem academia de polícia

Rebeldes sírios capturaram uma grande área de uma academia de polícia nos arredores da cidade de Aleppo, depois de uma violenta batalha que resultou em muitas mortes.
Segundo ativistas do grupo baseado em Londres Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os insurgentes tomaram a maior parte da academia de polícia durante a madrugada depois de realizar vários ataques contra o complexo nos últimos dias.
Rami Abdel Rahman, membro do Observatório, disse à agência de notícias AFP que, nos últimos oito dias, quase 200 pessoas foram mortas entre rebeldes e forças de segurança do governo, incluindo 120 soldados e policiais, na batalha pelo local.
Imagens de um vídeo divulgadas mais cedo mostravam dezenas de rebeldes se abrigando ao lado de um muro exterior do complexo enquanto podiam ser vistas explosões que, aparentemente, ocorriam dentro da academia de polícia.
Os ativistas afirmam que, apenas neste domingo, 34 soldados do governo morreram, o que seria um revés para as forças do presidente Bashar al-Assad. No sábado, o Exército sírio anunciou que tinha retomado o controle de vilarejos em uma rota importante que liga a cidade de Hama a Aleppo.
De acordo com o grupo, os rebeldes também tomaram uma prisão no norte do país, na província de Raqqa.
Apesar de o grupo ativista ser uma das organizações mais importantes documentando e informando sobre os incidentes e mortes no conflito sírio, as informações não podem ser verificadas de forma independente.
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De agência BBC BRASIL