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domingo, 7 de dezembro de 2014

Reféns morrem em ação dos EUA de resgate no Iêmen


Um jornalista americano e um professor da África do Sul que eram mantidos reféns por militantes da rede extremista al Qaeda no Iêmen morreram durante uma operação de resgate realizada por forças especiais americanas na manhã deste sábado.

O jornalista Luke Somers e o professor Pierre Korkie teriam sido baleados por seus sequestradores durante a tentativa de resgate, segundo disseram autoridades americanas ao jornal New York Times.

A irmã da vítima, Lucy Somers, disse à Associated Press que o FBI confirmou a morte.

Somers, que nasceu na Grã-Bretanha, foi sequestrado no Iêmen em 2013 e apareceu recentemente pedindo socorro em um vídeo publicado na internet.

Korkie havia sido sequestrado no ano passado e uma organização não governamental sulafricana negociava sua libertação.

Ao menos nove combatentes da al Qaeda foram mortos em um ataque aéreo supostamente relacionado à ação. Ele teria sido realizado por drones na província de Shabwa, no sul do Iêmen.

O Ministério da Defesa local confirmou a realização de uma "operação de grandes proporções" na região...

De internacional, BBC

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Jornalistas franceses desaparecidos na Síria

Dois jornalistas da rádio francesa Europe 1 que viajavam para Aleppo, na Síria, estão desaparecidos e não deram notícias nas últimas 24 horas.
"São Didier François, um repórter acostumado a áreas de risco, e Edouard Elias, fotógrafo", informou a rádio em um comunicado.
A Europe 1 destacou que está em contato permanente com as autoridades francesas, que fazem o possível para obter informações sobre a situação dos dois jornalistas.
No Japão, durante uma visita, o presidente francês François Hollande pediu a libertação dos dois jornalistas.
"Exijo que os jornalistas sejam libertados imediatamente", disse Hollande, sem mencionar os nomes.
"Os jornalistas não são representantes de nenhum Estado, são homens que trabalham para que o mundo possa receber informação", afirmou em uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
"Devem ser tratados como jornalistas e em nenhum caso como elementos sobre os quais pesaria uma ameaça para atuar em detrimento de um Estado", destacou.
"A imprensa deve poder circular na Síria para obter informações que o mundo inteiro espera sobre o que acontece no país", insistiu Hollande.
A violência na Síria provocou mais 94.000 mortes em 26 meses de conflito, assim como a fuga de cinco milhões de pessoas, segundo a ONU.


De agência AFP

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sudão prende jornalistas por não cobrirem discurso presidencial


JUBA, 6 Jan (Reuters) - O Sudão do Sul prendeu dois jornalistas de divulgação estatal por não garantirem a cobertura de um importante discurso do presidente do país, Salva Kiir, informou um funcionário do governo neste domingo, provocando protestos de um observatório internacional da imprensa.
Jornalistas frequentemente se queixam de perseguição pelo serviço de segurança da república africana que se separou do Sudão em 2011. Naquele ano, autoridades de Juba fecharam um jornal após o mesmo criticar Kiir por permitir que sua filha se casasse com um estrangeiro.
O governo do Estado sul-sudanês de Western Bahr el Ghazal afirmou que deteve dois altos funcionários da emissora por "questões administrativas" após a estação deixar de cobrir a visita de Kiir à cidade de Wau, no mês passado.
"Eles foram presos simplesmente pois quando o presidente chegou aqui em Wau em 22 de dezembro de 2012, ele fez um discurso muito, muito importante", disse Derrick Alfred Uya, Ministro das Informações Estatais, à Reuters.
O Comitê de Proteção aos Jornalistas, um observatório de imprensa baseado em Nova York, afirmou que os detidos são Louis Pasquale, diretor-geral da emissora estatal de Western Bahr el Ghazal, e Khamis Ashab, diretor da televisão estatal.
Segundo o Comitê, os dois provavelmente foram detidos como parte de uma campanha para impedir que a mídia investigue recentes tumultos em Wau. Soldados mataram a tiros 10 pessoas que protestavam contra a transferência de um conselho local no mês passado, desencadeando mais violência na cidade localizada próxima à fronteira com o Sudão.
"Nós pedimos que as autoridades libertem Louis Pasquale e Ashab Khamis imediatamente, e que permitam que os jornalistas cubram os eventos estatais sem terem que enfrentar intimidações ou prisão" disse Tom Rhodes, consultor da CPJ East Africa, em um comunicado.
O Sudão do Sul é um país sem lei de imprensa, o que torna difícil para os jornalistas obterem informações, uma vez que o governo e os serviços de segurança são predominantemente compostos por ex-guerrilheiros acostumados à impunidade, um legado de décadas de guerra civil com o Sudão.
No mês passado, atiradores desconhecidos mataram a tiros o proeminente blogueiro e crítico do governo, Diing Chan Awuol, em sua casa.
A organização sediada na França, Repórteres Sem Fronteiras, classificou o Sudão do Sul em 111o lugar em seu índice de 179 países sobre liberdade de imprensa de 2011/2012.

De Carl Odera and Ulf Laessing, REUTERS BRASIL