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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
A união nacional em torno do nada
Brasil, esse fanfarrão, reelegeu Dilma Rousseff. Fora as dezenas de milhões de reféns dos programas assistenciais – que viram carros de som anunciar o fim do Bolsa Família se o adversário do PT ganhasse –, um grande contingente de eleitores votou em Dilma porque ela é Lula. E Lula é de esquerda, portanto é um homem bom. Seria muito mais saudável se tivessem abandonado essa premissa de jardim de infância e assumido: voto no PT porque acho que vale a pena o assalto ao Estado brasileiro para manter a estrelinha mitológica no poder. Mas o anedotário não pode parar, e veio, no discurso da vitória, a defesa da união nacional.
Dilma defendeu a união nacional sem sequer citar nominalmente Aécio Neves, um Zé Ninguém que teve 51 milhões de votos – e acabara de telefonar para ela dando parabéns pela vitória. Como se vê, um excelente começo para quem quer unir o país. Em determinado momento, ali em cima do palanque (de onde o PT nunca desceu), ela parou de falar. Durante um bom tempo, ficou muda diante do microfone, ouvindo um coro da militância. O que gritavam os petistas de tão importante? Simples: eles xingavam a TV Globo. E Dilma, líder da união nacional, emoldurou a agressão com seu silêncio.
Das duas, uma: ou o governo petista declara guerra aberta aos principais veículos de comunicação do país, ou a presidente reeleita é uma irresponsável. E cínica: como pode Sua Excelência condenar o ataque dos seus simpatizantes ao prédio da Editora Abril como uma “barbárie” e, no dia seguinte, ser complacente com uma manifestação de ódio à maior emissora de TV do país? É evidente que os aloprados socialistas que vandalizaram a editora são atiçados por seus gurus petistas – Lula à frente –, que passam a vida a demonizar a imprensa. Como pode pregar a união nacional um bando que semeia a ira contra um dos pilares da democracia?
Durante a Primavera Burra, em 2013, manifestantes indignados com os desmandos governamentais agrediam jornalistas – justamente a classe que revela os desmandos governamentais. Mensalão, petrolão, Rosemary, Lupi, Orlando, contabilidade criativa e toda a constelação de escândalos do governo popular jamais seriam conhecidos se não fosse a imprensa. O Império do Oprimido não pode mesmo gostar de jornalista – só dos comprados, que são uns doces. E os heróis da Primavera Burra, coitados, acham que fazem a revolução ao obedecer às incitações covardes de Lula e companhia contra a “mídia burguesa”. Burguesia só serve se for essa que enriquece mamando no Estado brasileiro e cultivando pobres.
Imaginando que, ainda assim, os 51 milhões de atropelados queiram atender ao apelo de Dilma Rousseff, caberia perguntar: união nacional em torno de quê? Não deve ser em torno das boquinhas e bocarras montadas na máquina pública, porque não haverá comissão para todo mundo. Então qual é o projeto, senhora presidente reeleita? Ora, não há projeto. Quando eleita em 2010, Dilma conseguiu dar posse ao primeiro governo da história que começou de mãos abanando. Sem plano algum. Ou melhor: sabe qual era o plano na ocasião, nobre eleitor? Não ria, por favor: reforma política. Soa familiar, não? Sim, pois é o plano que ela apresenta ao país agora, quatro anos depois. Como você aguenta calado tanta embromação, prezado cidadão brasileiro? De uma coisa ninguém pode duvidar: tens um estômago de ferro.
Dilma anunciou que quer fazer a reforma política para combater a corrupção – e pretende fazê-la por meio de um plebiscito. Mesmo se isso não fosse um disparate, caberia alertar à senhora presidenta: o plebiscito já aconteceu no último dia 26 de outubro, e a corrupção venceu.
União nacional em torno de quê? É o quarto mandato de um projeto de sucção que exauriu a economia brasileira e fraudou as contas públicas para esconder a farra orçamentária – com as inevitáveis e cristalinas consequências, recessão e inflação. Dilma já assumiu em 2011 para empurrar com a barriga a procissão do fisiologismo, fato que lhe rendeu de pronto o recorde de sete ministros demitidos no primeiro ano de governo.
Mas o Brasil quis 16 anos de PT. Unam-se em torno do buraco. Cuidado com a vertigem.
De Guilherme Fiuza, ÉPOCA
domingo, 7 de dezembro de 2014
Reféns morrem em ação dos EUA de resgate no Iêmen
Um jornalista americano e um professor da África do Sul que eram mantidos reféns por militantes da rede extremista al Qaeda no Iêmen morreram durante uma operação de resgate realizada por forças especiais americanas na manhã deste sábado.
O jornalista Luke Somers e o professor Pierre Korkie teriam sido baleados por seus sequestradores durante a tentativa de resgate, segundo disseram autoridades americanas ao jornal New York Times.
A irmã da vítima, Lucy Somers, disse à Associated Press que o FBI confirmou a morte.
Somers, que nasceu na Grã-Bretanha, foi sequestrado no Iêmen em 2013 e apareceu recentemente pedindo socorro em um vídeo publicado na internet.
Korkie havia sido sequestrado no ano passado e uma organização não governamental sulafricana negociava sua libertação.
Ao menos nove combatentes da al Qaeda foram mortos em um ataque aéreo supostamente relacionado à ação. Ele teria sido realizado por drones na província de Shabwa, no sul do Iêmen.
O Ministério da Defesa local confirmou a realização de uma "operação de grandes proporções" na região...
De internacional, BBC
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