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domingo, 7 de dezembro de 2014
Reféns morrem em ação dos EUA de resgate no Iêmen
Um jornalista americano e um professor da África do Sul que eram mantidos reféns por militantes da rede extremista al Qaeda no Iêmen morreram durante uma operação de resgate realizada por forças especiais americanas na manhã deste sábado.
O jornalista Luke Somers e o professor Pierre Korkie teriam sido baleados por seus sequestradores durante a tentativa de resgate, segundo disseram autoridades americanas ao jornal New York Times.
A irmã da vítima, Lucy Somers, disse à Associated Press que o FBI confirmou a morte.
Somers, que nasceu na Grã-Bretanha, foi sequestrado no Iêmen em 2013 e apareceu recentemente pedindo socorro em um vídeo publicado na internet.
Korkie havia sido sequestrado no ano passado e uma organização não governamental sulafricana negociava sua libertação.
Ao menos nove combatentes da al Qaeda foram mortos em um ataque aéreo supostamente relacionado à ação. Ele teria sido realizado por drones na província de Shabwa, no sul do Iêmen.
O Ministério da Defesa local confirmou a realização de uma "operação de grandes proporções" na região...
De internacional, BBC
domingo, 14 de julho de 2013
Documentos de Snowden podem ser o pior pesadelo dos EUA, diz jornalista
BUENOS AIRES - O ex-espião americano Edward Snowden, que está foragido, controla informações perigosas que podem se tornar o "pior pesadelo" dos Estados Unidos se forem reveladas, disse um jornalista familiarizado com os dados a um jornal argentino.
Glenn Greenwald, o jornalista do Guardian que publicou pela primeira vez os documentos que Snowden divulgou, disse em entrevista publicada neste sábado que o governo americano deveria tomar cuidado na perseguição ao ex-analista de computadores.
"Snowden tem informações suficientes para causar mais danos ao governo dos Estados Unidos em um único minuto que qualquer outra pessoa já teve", disse Greenwald, no Rio de Janeiro, ao jornal argentino La Nación.
"O governo dos Estados Unidos deveria ajoelhar-se todos os dias e implorar que nada aconteça com Snowden, porque, se algo acontecer com ele, todas as informações serão reveladas, e pode ser o pior pesadelo".
Snowden, que está sendo processado por Washington após revelar detalhes de um programa de monitoramento secreto, está confinado em um aeroporto de Moscou desde 23 de junho e busca refúgio na Rússia até conseguir uma passagem segura para a América Latina, onde diversos países ofereceram-no asilo.
Greenwald disse à Reuters na terça-feira que Snowden deve aceitar asilo na Venezuela, um dos três países latino-americanos que fizeram essa oferta.
As informações vazadas por Snowden sobre segredos de espionagen americanos, que incluem monitoramento de emails, irritaram amigos e inimigos deWashington da mesma forma.
Líderes na América Latina criticaram os Estados Unidos após Greenwald noticiar em um jornal brasileiro que a região era um dos objetivos dos programas de espionagem que monitoravam a internet.
Washington pediu que os países não deem livre trânsito a Snowden.
Greenwald disse em entrevista ao La Nación que os documentos que Snowden guardou em diferentes partes do mundo detalham quais programas de espionagem americanos capturam as transmissões da América Latina e como funcionam.
De REUTERS BRASIL
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Com 3 tripulantes, nave russa acopla na Estação Espacial Internacional
Moscou - A nave russa Soyuz TMA-09M, com três tripulantes a bordo - um russo, um americano e um italiano -, acoplou nesta quarta-feira com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.
A manobra, que aconteceu de maneira automática, foi realizada às 23h16 (de Brasília), assim como estava previsto. A nave russa acoplou no porto de amarre do módulo Rassvet, situado no segmento russo da ISS.
De agência EFE
A manobra, que aconteceu de maneira automática, foi realizada às 23h16 (de Brasília), assim como estava previsto. A nave russa acoplou no porto de amarre do módulo Rassvet, situado no segmento russo da ISS.
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domingo, 17 de março de 2013
Maduro alerta Obama sobre plano no Pentágono e na CIA para matar Capriles
Caracas - O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, alertou neste domingo ao chefe de Governo americano, Barack Obama, que funcionários do Pentágono e da CIA, junto a ex-embaixadores, estão por trás de planos para assassinar o candidato opositor, Henrique Capriles.
"Eu faço um chamado ao presidente Barack Obama, ao Governo dos Estados Unidos. (Os ex-embaixadores) Roger Noriega e Otto Reich e funcionários do Pentágono e da CIA estão por trás de um plano para assassinar o candidato presidencial da direita venezuelana para criar um caos na Venezuela", denunciou.
Em uma entrevista ao ex-vice-presidente e jornalista José Vicente Rangel transmitida neste domingo pelo canal privado "Televen", Maduro disse que tem "informações de muito boa fonte" que esses planos têm por objetivo "jogar a culpa no Governo bolivariano e criar um caos na Venezuela".
No próximo dia 14, os venezuelanos irão às urnas escolher o sucessor de Hugo Chávez, que morreu no último dia 5 por um câncer diagnosticado há quase dois anos.
Na última quarta-feira, o presidente interino já havia denunciado planos "da extrema-direita" americana vinculados ao grupo de Noriega, ex-embaixador dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA), e Reich, ex-embaixador americano na Venezuela, para atentar contra Capriles.
"Nós vamos garantir, e assim ordenamos e assim está sendo feito, toda a proteção para todos os candidatos presidenciais, particularmente a este", reiterou Maduro ao indicar que "há setores da direita venezuelana envolvidos nestes planos".
De agência EFE
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O Lincoln de cordão carnavalesco finge que aprendeu a ler para reduzir o estadista americano a uma versão em inglês de Lula
O único doutor honoris causa do mundo que sempre detestou escola e estudo guardou para a festa do 30° aniversário da CUT a notícia tão confiável quanto uma previsão de Guido Mantega. “Estou lendo muito agora”, disse já no começo do palavrório desta quarta-feira. A plateia caiu na gargalhada. O palanque ambulante reiterou que o milagre que se consumara. “Só de livro do Ricardo Kotscho e do Frei Betto já li uns trezentos”, exemplificou. A troca da gargalhada pelo riso respeitoso foi a senha para a viagem pela estratosfera.
“Estava lendo o livro do Lincoln’, decolou, caprichando na pose de quem decorou a Bíblia ainda no berçário. Não disse qual. Mas pelo menos descobriu que houve um Lincoln ─ Abraham ─ que foi presidente dos Estados Unidos. É um avanço e tanto. Até recentemente, Lula achava que Lincoln era marca de cigarro e de automóvel. “Fiquei impressionado como a imprensa batia no Lincoln, em 1860, igualzinho bate em mim”, comparou-se o Exterminador do Plural ao vencedor da Guerra da Secessão. No Brasil da Era da Mediocridade, não há limites para a bazófia. A lira do delírio encaixa qualquer partitura.
O posseiro do Planalto e o antigo inquilino da Casa Branca só não são idênticos porque o Lincoln de cordão carnavalesco é favorecido pelo aparecimento de armas inexistentes nos tempos da versão de Lula em inglês. “O coitado não tinha computador”, descobriu. “Sabe o que ele fazia para saber de notícias? Ia para o telex, para o telégrafo, ficar numa sala esperando”.
O telex instalado por Lula na Casa Branca permitiu que Lincoln usasse em 1860 um aparelho ínventado em 1930. “Nós aqui poderemos xingar um ao outro em tempo real”, completou o animador de comício. Em sete anos e meio, como prova o post reproduzido na seção Vale Reprise, ele produziu 19 palavras manuscritas. Mas faz de conta que aprendeu a disparar desaforos pela internet.
De 2003 para cá, o ex-presidente repetiu em incontáveis palavrórios que é o Getúlio Vargas do século 21. A comparação só faria algum sentido se o novo Pai dos Pobres reprisasse o tiro no coração. De qualquer forma, um Getúlio agora lhe parece pouco. O maior dos governantes desde Tomé de Souza é páreo para o estadista que impediu a fragmentação dos EUA e acabou com a escravidão. Mas não tem chance alguma de morrer como o colega ianque.
Lincoln foi assassinado enquanto assistia a uma peça teatral. Lula nem sabe o que é isso. Jamais foi visto na plateia do gênero. E nunca será. Quem acha leitura pior que exercício em esteira decerto acha teatro mais detestável que três maratonas. Uma atrás da outra.
De Augusto Nunes, revista VEJA
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