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domingo, 3 de março de 2013

Depois de dias de combates, rebeldes sírios invadem academia de polícia

Rebeldes sírios capturaram uma grande área de uma academia de polícia nos arredores da cidade de Aleppo, depois de uma violenta batalha que resultou em muitas mortes.
Segundo ativistas do grupo baseado em Londres Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os insurgentes tomaram a maior parte da academia de polícia durante a madrugada depois de realizar vários ataques contra o complexo nos últimos dias.
Rami Abdel Rahman, membro do Observatório, disse à agência de notícias AFP que, nos últimos oito dias, quase 200 pessoas foram mortas entre rebeldes e forças de segurança do governo, incluindo 120 soldados e policiais, na batalha pelo local.
Imagens de um vídeo divulgadas mais cedo mostravam dezenas de rebeldes se abrigando ao lado de um muro exterior do complexo enquanto podiam ser vistas explosões que, aparentemente, ocorriam dentro da academia de polícia.
Os ativistas afirmam que, apenas neste domingo, 34 soldados do governo morreram, o que seria um revés para as forças do presidente Bashar al-Assad. No sábado, o Exército sírio anunciou que tinha retomado o controle de vilarejos em uma rota importante que liga a cidade de Hama a Aleppo.
De acordo com o grupo, os rebeldes também tomaram uma prisão no norte do país, na província de Raqqa.
Apesar de o grupo ativista ser uma das organizações mais importantes documentando e informando sobre os incidentes e mortes no conflito sírio, as informações não podem ser verificadas de forma independente.
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De agência BBC BRASIL

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Rebeldes do Mali contra-atacam e ameaçam a França


BAMAKO/PARIS, 14 Jan (Reuters) - Rebeldes islâmicos ligados à Al Qaeda lançaram nesta segunda-feira uma contraofensiva após três dias de bombardeios aéreos franceses contra suas posições no deserto, prometendo arrastar a França para uma guerra longa e brutal.
A França intensificou seus bombardeios no domingo, usando modernos aviões Rafale e helicópteros Gazelle para atacar campos de treinamento no coração da vasta área dominada desde abril por rebeldes no norte do Mali. Ao mesmo tempo, Paris mobilizou centenas de soldados em Bamako, a capital.
O governo francês está determinado a acabar com o domínio islâmico no norte da sua ex-colônia, devido aos temores de que essa região se torne uma base de lançamento para ataques contra o Ocidente e para uma coordenação com a Al Qaeda no Iêmen, Somália e norte da África.
Lançando uma contraofensiva bem distante dos recentes combates, a sudoeste, os rebeldes travaram na segunda-feira intensos confrontos contra forças governamentais na localidade de Diabaly, segundo moradores e fontes militares malinesas.
"Os islamitas estão enfrentando o Exército dentro da cidade", disse um morador. "Eles começaram a se infiltrar na cidade ontem à noite, cruzando o rio em pequenos grupos."
Um porta-voz do grupo islâmico Mujwa, uma das principais facções da aliança rebelde, prometeu que os cidadãos franceses vão pagar pelos bombardeios de domingo na localidade de Gao, reduto dos rebeldes. Dezenas de militantes morreram quando foguetes atingiram um depósito de combustíveis e um posto alfandegário que serve de quartel-general para os rebeldes.
"Eles deveriam atacar por terra se forem homens. Vamos lhes dar as boas-vindas de braços abertos", disse o militante Oumar Ould Hamaha à rádio Europe 1. "A França já abriu os portões do inferno para todos os franceses. Ela caiu numa armadilha que é mais perigosa que o Iraque, o Afeganistão ou a Somália."
A França disse que sua repentina intervenção militar iniciada na sexta-feira, após apelo do governo malinês, impediu que os rebeldes tomassem a capital, Bamako. Paris acrescentou que os bombardeios devem ser mantidos nos próximos dias. 

O presidente da França, François Hollande, disse que o objetivo do seu governo é apenas dar apoio a uma missão militar do bloco regional Ecowas para recuperar o norte do Mali, conforme prevê uma resolução de dezembro do Conselho de Segurança da ONU.
Sob pressão de Paris, vários governos da África Ocidental disseram que pretendem mobilizar forças na região nos próximos dias.
A França convocou para segunda-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a questão do Mali.

Por Bate Felix e Alexandria Sage,Reportagem adicional de Adama Diarra, Tiemoko Diallo e Rainer Schwenzfeier, em Bamako; e Catherine Bremer e John Irish em Paris, Portal REUTERS BRASIL