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domingo, 9 de junho de 2013

Presidente da Funai alega problemas de saúde e deixa o cargo

A Fundação Nacional do Índio (Funai), confirmou a saída de sua presidente, Marta Azevedo. Ela deixa o cargo, segundo a Funai, por razões de saúde. Nas últimas semanas, Marta ficou fora da direção da Funai, por conta de tratamento médico.

Segundo a Funai, o cargo será assumido interinamente por Maria Augusta Boulitreau Assirati, diretora de desenvolvimento sustentável da fundação.

A troca de liderança da Funai ocorre em um dos momentos mais delicados da questão indígena no país. Índios estão mobilizados em Brasília, em protesto contra a construção de grandes usinas na Amazônia e contra as mudanças no processo de demarcação de terras indígenas. Ruralistas, por outro lado, prometem parar as principais rodovias federais daqui a uma semana, em protesto para que todas as demarcações de terra que estejam em andamento sejam imediatamente paralisadas.

Na semana passada, um índio foi morto em conflito com a polícia, durante a desocupação de uma fazenda em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul. Nesta semana, mais um índio foi baleado no mesmo local e a Força Nacional de Seg urança foi acionada.


O governo já anunciou que vai retirar a exclusividade da Funai no processo de demarcação de terras, passando a ouvir também a Embrapa, o Incra e o Ministério do Meio Ambiente.


De André Borges e Bruno Peres, jornal VALOR ECONÔMICO

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Merval Pereira: Uma situação bizarra

O estranho caso do novo ministro Afif Domingos, que permanecerá como vice-governador de São Paulo, é exemplar de como nossos políticos se apegam a cargos, mesmo quando o bom-senso manda que abram mão de um deles. Afif já combinou com o governador Geraldo Alckmin que não assumirá o posto nunca, e pretende viajar sempre que o governador tiver que fazê-lo, para que o cargo possa ser ocupado pelo presidente da Assembléia Legislativa.

Pergunta-se então: como um ministro em Brasília pode ao mesmo tempo ser vice-governador de São Paulo? Para que Afif quer continuar em um cargo que não poderá exercer? A chapa Alckmin-Afif tinha sentido, pois o PSDB e o DEM eram partidos de uma mesma base política no estado. Com a criação do PSD, a situação ficou mais complicada, pois o vice-governador bandeou-se para o novo partido, claramente pendendo para um apoio explícito ao governo Dilma, embora Kassab negue que a ida de Afif para o ministério seja um compromisso de apoiar Dilma em 2014.

Mas é evidente que o novo ministério da Micro e Pequena Empresa só foi criado para levar o PSD para dentro do governo, numa antecipação do apoio em 2014. Vários partidos da base aliada, e não apenas o PSD, tentam ficar com um pé fora da aliança para o caso de alguma emergência.

No caso do PSD, há uma ligação forte de Kassab com o PSB de Eduardo Campos, partido que poderia receber os adeptos do PSD se o partido não conseguisse tempo de televisão e fundo partidário para ter vida própria. Não é à toa que Kassab inventa essa tese esdrúxula de que não aceitará fazer parte do governo Dilma neste mandato, reservando-se o direito de apenas em 2014 se juntar a ele, caso a presidente seja reeleita.

O que ele quer mesmo é aguardar o cenário se estabilizar para definir a quem apoiar na corrida presidencial. Sempre que fala nesse assunto, Kassab sinaliza que a maioria dos diretórios já está se definindo a favor de Dilma.

O PDT e o PR, que voltaram ao governo depois de terem sido faxinados pela presidente Dilma por suspeita de corrupção, dizem que não se decidiram ainda sobre a quem apoiar na eleição presidencial, e conversam tanto com o tucano Aécio Neves quanto com o governador de Pernambuco Eduardo Campos.

As alianças regionais terão peso nessas definições do quadro nacional. Gilberto Kassab pretende disputar o governo de São Paulo, e oferece um segundo palanque à presidente Dilma no Estado, pois é impossível pensar em uma aliança com o PT, que terá candidato próprio no estado.

Já no Rio, uma das hipóteses é o PDT lançar a candidatura do deputado federal Miro Teixeira, dando o palanque para o candidato tucano Aécio Neves. Todos os lances, por mais estapafúrdios que sejam, têm explicação lógica, menos a permanência de Afif Domingos no cargo de vice-governador de São Paulo.


De Merval Pereira, agência O GLOBO

terça-feira, 2 de abril de 2013

César Borges é o novo ministro dos Transportes


BRASÍLIA - O Palácio do Planalto confirmou na noite desta segunda-feira, por meio de nota, que o vice-presidente do Banco do Brasil, César Borges, filiado ao PR, é o novo ministro dos Transportes. Ex-governador da Bahia, Borges substituirá Paulo Sérgio Passos no cargo. Ainda não há data para a cerimônia de posse.


Como é de costume nas notas de substituição de ministros, a presidente Dilma Rousseff agradece “a dedicação, o empenho e o espírito público” de Passos “depois de prestar contribuição ao governo e ao país”. “No ministério, Paulo Sérgio coordenou importantes ações para dar mais eficiência ao sistema brasileiro de transportes”, diz o texto.
Dilma desejou ainda boa sorte a César Borges, “manifestando confiança de que, à frente do Ministério dos Transportes, ele dará continuidade aos projetos essenciais ao desenvolvimento do país com a mesma eficiência que demonstrou no Banco do Brasil”.
De perfil técnico, Paulo Sérgio Passos substituiu o senador Alfredo Nascimento, que deixou o cargo em julho de 2011 após denúncias de irregularidades na Pasta. Embora filiado ao PR, Passos sempre foi contestado por uma ala do partido. A mudança empreendida por Dilma tem como objetivo atrair novamente a legenda para a base aliada, da qual o PR estava afastado desde a destituição de Nascimento.

De Yuna Sousa, jornal VALOR ECONÔMICO

sábado, 9 de março de 2013

Solidariedade mineira: Quintão pode rachar PMDB


O governo resolveu abrir espaço na Esplanada para o PMDB mineiro. Para resolver o assunto, reuniram-se há dez dias, pelo lado do PMDB, o vice-presidente Michel Temer, os deputados Antônio Andrade, presidente do partido em Minas, e Leonardo Quintão, a quem foi prometido um ministério. Do outro lado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, candidato ao governo mineiro. Pimentel disse que a presidente Dilma Rousseff queria um técnico. O PMDB recusou. Consultada na hora, ela topou nomear um deputado. Quintão já comemorava, quando Andrade requereu o posto para si. Não parou por aí. Levou suas credenciais à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e as fez chegar a Dilma. Engenheiro, diz ter construído viadutos, pontes, estradas e ter um terno prontinho para assumir os Transportes. Se não der, aceita a Agricultura. Revoltado, Quintão ameaçou rachar o partido.


De Felipe patury, revista ÉPOCA

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Caixa terá nova estrutura de comando para abrigar PSD e aliados de Kassab



Mudança no organograma vai criar duas novas vice-presidências e dez diretorias, com distribuição de cargos para sigla do ex-prefeito, que integrará a base de Dilma e terá também um ministério.

 

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto vai aumentar o loteamento político de vagas na Caixa Econômica Federal para abrigar o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. Além do Ministério da Micro e Pequena Empresa, prometido ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o PSD deverá receber também uma vice-presidência da Caixa que está em fase final de criação, com o mesmo nome do futuro ministério.

O novo desenho da Caixa deverá ficar pronto até o próximo mês, segundo fontes do banco. Terá duas novas vice-presidências - além da de Micro Empresa, será criada outra voltada para a habitação, que ficará sob o comando do PT - e dez novas diretorias, sendo que algumas delas também serão distribuídas a aliados de Kassab.
O PSD, oficialmente reconhecido pela Justiça Eleitoral em 27 de setembro de 2011, tem 49 deputados e dois senadores, e é tido como fundamental montagem da base aliada nos últimos dois anos do mandato da presidente Dilma Rousseff.

De Alana Rizzo, Portal O ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ao vivo, Olívio Dutra pede renúncia a José Genoino

RIO - Ex-governador do Rio Grande do Sul, o petista Olívio Dutra disse, nesta segunda-feira, durante programa ao vivo da “Rádio Guaíba”, que o deputado José Genoino (PT-SP) não deveria ter assumido o cargo após ter sido condenado a 6 anos e 11 meses pela participação no esquema do mensalão. Sem saber que seria confrontado, no ar, com Genoino, Dutra teve que repetir o que havia dito. O ex-governador criticou ainda o que considerou as "más companhias" do PT e o aparelhamento do Ministério das Cidades.


- Eu acho que tu deverias pensar na sua biografia, na trajetória que tem dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho porque furungar nisso - disse ele a Genoino, que negou durante entrevista ter cometido crime algum:

- Não contrariei norma sobre a conceituação do que é crime. Fiz escolhas políticas. Não podemos misturar isso com crime. Não fiz prática criminosa enquanto fui presidente do PT. Os dois empréstimos que avalizei estavam registrados no TRE e foram respondidos judicialmente pelo partido. Em relação ao julgamento do STF eu respeito, mas não tem nada definitivo. Quando elas forem, eu as cumprirei, mesmo que eu discorde. Isto faz parte da democracia.

Olívio Dutra disse ainda que José Dirceu e Genoino possibilitaram "negociatas" com dinheiro público. Ele defendeu a possibilidade de o PT explicar os erros cometidos.
- Nem (José) Genoino nem (José) Dirceu tiraram dinheiro pra si, mas possibilitaram que outras figuras usassem o dinheiro público para negociatas e outras práticas que mancham a atividade política. O PT está tendo que se explicar sobre práticas que os inimigos costumavam se explicar.

Ele afirmou na entrevista que avisou sobre as más companhias:
- Eu avisei em uma ocasião que íamos sofrer com as más companhias. Más companhias que não são somente aquelas de fora para dentro, mas também de dentro do partido à medida que vão chegando pessoas. Na medida que tu tens cargos para oferecer, há pessoas no partido que não conhecem nada da história nem da razão de ser. O PT falha nisso e deixa de ser uma escola política e passa a agregar pessoas por conta dos cargos.


De Rádio Guaíba, O GLOBO Online