Mostrando postagens com marcador mudança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mudança. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Surge, enfim, o nome da mudança

A revolta das ruas produziu um milagre. Não as votações espasmódicas do Congresso Nacional, nem a revogação de aumentos das tarifas de ônibus. Esses foram atos oportunistas, que logo sumirão na poeira da história, embora tenham sido celebrados como vitórias revolucionárias. O milagre também não foi a reação do governo Dilma Rousseff, que propôs ao país um plebiscito para reformar a política. Outros governantes já usaram alegorias para embaçar o debate. Como a alegoria de Dilma é especialmente fajuta, não será comentada neste espaço. O milagre da onda de passeatas foi a reabilitação dele – o filho do Brasil, o homem e o mito, Luiz Inácio Lula da Silva. 
A opinião pública brasileira é um show. A pesquisa Datafolha que registrou queda na avaliação do governo Dilma quase à metade revelou que, hoje, a eleição presidencial iria para o segundo turno. A não ser que Lula entrasse no páreo. Aí ele seria eleito em primeiro turno. O povo, revoltado com tudo isso que aí está, puniu Dilma nas pesquisas porque quer mudança. E sua opção de mudança é Lula. Viva o povo brasileiro!

A pesquisa revelou mais. Quem teria, hoje, o melhor preparo, entre os candidatos, para resolver os problemas econômicos do Brasil? Em primeiro lugar, disparado: Lula. É um resultado impressionante. A maioria do eleitorado deve estar escondendo alguma informação bombástica. Devem ter algum segredo, guardado a sete chaves, sobre o novo Lula. Diferentemente do velho, esse aí não deve ter nada a ver com Dilma, Guido Mantega, Gilberto Carvalho, José Dirceu, enfim, a turma que estourou as contas nacionais para bancar o populismo perdulário.

Não, nada disso. O novo Lula – esse que a voz do povo descobriu e não quer nos contar – é um administrador moderno, implacável com o fisiologismo. Um Lula que jamais daria agências reguladoras de presente a Rosemary Noronha, para ela brincar de polícia e ladrão com os companheiros (é bem verdade que a polícia só chegou ao final da brincadeira). Esse Lula, que hoje seria eleito para desenguiçar a economia brasileira, sabe que politizar e vampirizar uma Anac compromete o serviço da aviação. O povo foi às ruas por melhores serviços de transportes, e o novo Lula não faria como o velho Lula – aquele que transformou as agências do setor num anexo do PT e seus comparsas. Jamais.

O povo brasileiro é muito sagaz. Descobriu o que nem um sociólogo visionário descobriria: o sujeito que pariu Dilma, montou seu modelo de administração e dá pitaco nele até hoje fará tudo completamente diferente, se for eleito presidente em 2014. Quem poderia supor uma guinada dessas? Só mesmo um povo sacudido pela revolta das ruas faria essa descoberta genial. O grande nome da oposição a Dilma é Lula. É ele quem saberá levar as finanças nacionais para onde Dilma, segundo a pesquisa, não soube levar. O eleitor brasileiro é, desde já, candidato ao Prêmio Nobel de Economia por essa descoberta impressionante.

Como se sabe, Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique – até porque seu partido não tinha política de governo, não tinha projetos administrativos (continua não tendo), não tinha nada. Para manter a militância acesa, o ex-operário assumiu a Presidência criticando o Banco Central. Auxiliado pelo vice José Alencar, inaugurou o primeiro governo de oposição da história. (Longe dos holofotes, pedia pelo amor de Deus para o BC continuar fazendo o que estava fazendo, já que ele não entendia bulhufas daquilo.) A conjuntura internacional foi uma mãe para o filho do Brasil, e ele torrou o dinheiro do contribuinte na maior festa de cargos e propaganda já vista neste país. Lançou então a sucessora, que fez campanha dizendo que o PT acabara com a inflação.

O único erro de cálculo dos companheiros foi esquecer que a desonestidade intelectual tem pernas curtas. E a conta do charuto do oprimido chegou: eis a inflação de volta. (Ao negar esse fato, Mantega foi convidado pelo companheiro Gilberto Carvalho a dar um passeio na feira.)

Mas vem aí o novo Lula, ungido pela sabedoria das massas, para salvar a economia brasileira. Qual será seu segredo? Será a substituição de Guido Mantega por Marcos Valério? Pode ser. Até porque o país não suporta mais amadorismo.


De Guilherme Fiuza, ÉPOCA

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Agência S&P diz que não vê "mudança rápida" no rating brasileiro

RIO DE JANEIRO - A agência de classificação de risco Standard & Poor's "não vê nenhuma mudança rápida" no rating do Brasil, mas alerta que o país pode ser rebaixado se a maior intervenção do governo na economia aumentar o nível da dívida.


O analista para o Brasil da S&P, Sebastian Briozzo, disse ainda não acreditar que a recente onda de protestos no país afetará a governabilidade do país.

No início desse mês, a S&P piorou a perspectiva do rating brasileiro de estável para negativa, citando o fraco crescimento econômico e a política fiscal expansionista.


De Walter Brandimarte, REUTERS BRASIL

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mudança de papa provoca modificações na Jornada Mundial da Juventude


Rio de Janeiro - A mudança de papa obrigará os organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada em julho no Rio de Janeiro, a fazer modificações na agenda do pontífice para adaptá-la à "sensibilidade" de Francisco, disseram fontes oficiais nesta terça-feira.

"Já tínhamos um programa, fechado entre outubro e novembro do ano passado, mas houve uma mudança em um pequeno detalhe: mudou o papa", afirmou o organizador das viagens dos pontífices, Alberto Gasbarri, que hoje começou uma visita ao Rio de Janeiro.


De agência EFE

sábado, 23 de março de 2013

Ajuste na mensagem do BC já mudou condições financeiras, diz Tombini



SÃO PAULO – O Banco Central (BC) já fez uma mudança de política monetária ao alterar sua mensagem junto ao mercado, com efeitos sobre a economia, mas outras ações podem ser adotadas como resposta à inflação, de acordo com a evolução dos indicadores econômicos. Esse foi o recado deixado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, a empresários e economistas durante evento realizado em São Paulo nesta sexta-feira.
Tombini afirmou que a comunicação é parte importante da condução da política monetária e o ajuste em suas mensagens “já determinou mudança relevante nas condições financeiras de modo geral”. Segundo ele, o BC tem comunicado à sociedade sua preocupação com o nível e a resistência da inflação nos últimos meses. Mas, dadas as incertezas remanescentes, a autoridade monetária tem atuado com “cautela”.
“Ações foram tomadas, mas é plausível afirmar que outras poderão ser necessárias. Para decidir sobre isso, o Banco Central irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico", disse.
Durante o evento, promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, Tombini não fez qualquer menção ao resultado do IPCA-15 de março, que mostrou inflação de 0,49% (dentro do intervalo esperado por analistas) e taxa de difusão alcançando 74,1%. Mas enfatizou a preocupação da autoridade monetária com o aumento da dispersão da inflação observada recentemente. “Pressões sazonais e pressões localizadas, entre outros fatores, contribuem para esse quadro de maior resistência", acrescentou.
“Nesse sentido, quero deixar claro que o foco da política monetária tem sido e continuará a ser exclusivamente a manutenção da estabilidade de preços”, afirmou o presidente do BC. Ele lembrou que a sociedade brasileira sabe que taxas de inflação elevadas geram distorções na economia, elevam os prêmios de risco, deprimem os investimentos, subtraem o poder de compra de salários e reduzem o potencial de crescimento da economia.
Tombini reiterou que várias ações permitiram que o país alcançasse um novo patamar para as taxas de juros, “mas isso não significa que os ciclos monetários foram abolidos”.
Em seu discurso, apresentou um quadro de retomada gradual do crescimento do Brasil e observou que, no primeiro trimestre, "provavelmente crescemos ao ritmo de 4% ao ano", enquanto a expectativa do mercado aponta expansão em 2013 ao redor de 3%.
“A demanda doméstica continua sendo o principal suporte da economia. A expansão moderada do crédito, a geração de empregos e a ampliação da renda continuam estimulando o consumo das famílias”, afirmou. “Esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos semestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das ações de política recentemente adotadas, que são defasados e cumulativos.”
...



De Lucinda Pinto e Aline Oyamada, jornal VALOR ECONÔMICO

sábado, 2 de março de 2013

Eduardo Campos ameaça rebelião após perda de poder de aliados


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, vai trabalhar contra a aprovação da Medida Provisória dos Portos caso ela não passe por mudanças. Possível candidato à Presidência, Campos quer que a presidente Dilma Rousseff devolva poder sobre os portos para os Estados. Ainda usará o discurso segundo o qual é preciso ficar claro que a medida não vai tirar direitos dos trabalhadores.

O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, foi indicado pelo PSB na cota do governador Cid Gomes (PSB), que está em atrito com Campos. "Do jeito que está nós não a votamos", disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS). "Não podemos nos esquecer de que o Porto de Suape, em Pernambuco, é uma espécie de cartão-postal do Estado e do PSB. Se a MP não for modificada, o governo de Pernambuco perderá todo poder em relação a esse porto", afirmou o deputado.

Por causa da MP dos Portos, Campos realizou minirreunião da Executiva do PSB na quarta-feira, 27, à noite, entrando pela madrugada de quinta-feira, 28...


De política, jornal O POVO