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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Intervenção no processo do impeachment põe o Supremo em posição estratégica e delicada


A primeira intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), suspendendo a formação da comissão que vai analisar o caso na Câmara dos Deputados, coloca a Corte em posição delicada – e estratégica – sobre o rito a ser seguido. Depois do pedido protocolado pelo PCdoB, o ministro Luiz Edson Fachin suspendeu o andamento da comissão e levou a decisão para o plenário do STF.

Em jogo, como aponta Fachin, estão pontos a serem esclarecidos antes de a ação seguir em frente. Segundo ele, já havia uma série de questionamentos protocolados na Corte. Um deles é a possibilidade de a presidente apresentar defesa prévia no momento de recebimento da denúncia pela Câmara (o que não ocorreu). Outro ponto é sobre a votação para formação da comissão (aberta ou secreta); o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu que seria secreta.

Um terceiro ponto é se Dilma tem de ser afastada caso o plenário da Câmara acolha a denúncia, ou se isso só ocorreria na segunda fase, a do julgamento em si, que é de responsabilidade do Senado. Segundo o site “Jota”, em 1992, quando o presidente Fernando Collor foi afastado, a palavra final caberia ao Senado.

Por esses pontos, Fachin defende que é dever do STF se posicionar para evitar que o procedimento do impeachment seja questionado futuramente...

De vida pública, GAZETA DO POVO

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Agência S&P diz que não vê "mudança rápida" no rating brasileiro

RIO DE JANEIRO - A agência de classificação de risco Standard & Poor's "não vê nenhuma mudança rápida" no rating do Brasil, mas alerta que o país pode ser rebaixado se a maior intervenção do governo na economia aumentar o nível da dívida.


O analista para o Brasil da S&P, Sebastian Briozzo, disse ainda não acreditar que a recente onda de protestos no país afetará a governabilidade do país.

No início desse mês, a S&P piorou a perspectiva do rating brasileiro de estável para negativa, citando o fraco crescimento econômico e a política fiscal expansionista.


De Walter Brandimarte, REUTERS BRASIL