Mostrando postagens com marcador Eduardo Campos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Campos. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de junho de 2014

Acordo entre PSB e PSDB avança e facilita articulação no Estado



Eduardo Campos e Aécio Neves tentam uma ofensiva da oposição para evitar vitória de Dilma no primeiro turno

Um encontro do PSB de São Paulo pôs fim a uma crise que vinha ameaçando o pacto entre os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) para evitar vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno. O acordo traz reflexos para as articulações no Estado e pode acelerar a definição do ninho tucano capixaba. 

Campos e Aécio já teriam conversado sobre a disputa no Espírito Santo e fechado questão sobre o tema no início de maio. Mas a acomodação do PSDB no palanque de Casagrande se complica na proporcional. Este seria o obstáculo ao acordo entre os presidenciáveis. Mas nos bastidores, os comentários são de que as conversas estão bem adiantadas, sobretudo depois que o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) lançou a candidatura ao Senado.
 
O partido só deve bater o martelo sobre sua participação na eleição deste ano mais próximo de sua convenção estadual, marcada para o próximo dia 21, na Câmara de Vitória. Mas a tendência é de que o partido repita o acordo nacional. O governador Renato Casagrande já cumpriu sua parte, deixando a neutralidade e assumindo o palanque do candidato socialista à Presidência, Eduardo Campos. 
 
O acordo define que onde o PSB tiver condições de disputar a eleição ao governo, o fará com o apoio dos tucanos, e vice-versa. No Estado, a reeleição de Renato Casagrande seria apoiada pelo PSDB, que por sua vez, recuaria da candidatura de Guerino Balestrassi.
 
O PSB de São Paulo fechou acordo sobre o apoio à reeleição do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB. Para o Senado, o partido discute a possibilidade de o socialista Márcio França ser o indicado. A definição põe um ponto final na crise causada no PSB depois que a candidata a vice na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva (Rede), passou a criticar a possibilidade de aliança em São Paulo em torno do governador tucano. 

De Renata Oliveira, SECULO DIÁRIO

sábado, 20 de julho de 2013

Verba desviada pagou Duda em campanha de governador, diz PF

Investigação de um ano e quatro meses da Polícia Federal aponta que esquema de superfaturamento e desvios de verbas, com conluio em licitação e uso de empresas fantasmas, serviu para pagar o publicitário Duda Mendonça e campanhas de políticos do PSB e PSD.

O inquérito da PF, ao qual a Folha teve acesso, foi enviado nesta semana para a Justiça, a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União.

Segundo a PF, o desvio ocorreu em programa de implantação de internet grátis na Paraíba, por meio da empresa Ideia Digital, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na época da assinatura do convênio de R$ 6,25 milhões com a Prefeitura de João Pessoa (outubro de 2009), a pasta era comandada pelo PSB teve ministros como Roberto Amaral, vice-presidente da sigla, e o hoje governador Eduardo Campos (PE).

A Ideia venceu a licitação por meio de esquema fraudulento, segundo a investigação da PF e da Controladoria-Geral da União. Participaram da disputa "fictícia", nas palavras da polícia, empresas formadas por funcionários da Ideia e outras cujos documentos eram falsificados para simular uma concorrência.

O contrato teve verba de emenda parlamentar de R$ 18,5 milhões. Apesar de a emenda ser da bancada da Paraíba na Câmara dos Deputados, quem indicou o projeto foi o hoje vice-governador do Estado, Rômulo Gouveia (PSD), na época deputado. Ele foi indiciado por corrupção passiva.

Segundo a PF, houve superfaturamento de cerca de R$ 1,6 milhão e pelo menos R$ 1,1 milhão serviu para pagar a empresa de Duda Mendonça pela campanha de 2010 do atual governador Ricardo Coutinho (PSB-PB), por meio de empresas fantasmas.

Duda figurou no julgamento do mensalão justamente sob acusação de ter participado de um esquema de lavagem de dinheiro após ter recebido pagamento de campanha no exterior sem declarar às autoridades. Naquele caso, ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.
O dinheiro foi repassado pela Ideia Digital para duas empresas de São Paulo, a Brickell Processamento de Dados e Rigusta Informática. A PF esteve na sede delas e afirma que são fantasmas. Na Brickell, uma mulher disse morar na casa desde 1976 e desconhecer os sócios da firma.

Com informações do Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) e de bancos, os policiais descobriram que a conta bancária de uma das empresas era movimentada por um motoboy e pelo diretor financeiro da Duda Mendonça Propaganda. A PF afirma que os dois eram prepostos do publicitário.

Conclui o relatório: "As empresas fantasmas tinham faturamento imaginário, figurando apenas como interpostas no processo de lavagem de dinheiro".

Como o governador da Paraíba tem foro privilegiado e só pode ser processado pelo Superior Tribunal de Justiça, os supostos crimes dele e de Duda não foram formalmente apontados os investigadores pedem que isso seja feito em outro inquérito. Para a PF, há indícios claros de que houve lavagem de dinheiro...


De Fernando Mello, Fernanda Odilla, de Brasília, Moacyr Lopes Junior, FOLHAPRESS, FOLHA

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Grandes empresários preferem Aécio, mas acham que Dilma leva


A insatisfação do empresariado com o cenário macroeconômico tende a abrir espaço para o avanço das campanhas de adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014. Pesquisas com presidentes de 97 das 200 maiores empresas privadas do país, realizada pelo Fórum da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), revelaram um súbito aumento de preocupação com essa questão e uma diminuição na preferência por Dilma, na mesma velocidade. Entre a primeira abordagem, em agosto, e a mais recente, em abril, o percentual dos entrevistados que apontaram o cenário econômico como maior entrave à competitividade saltou de 33% para 69%. Dilma perde para o senador Aécio Neves (PSDB) na preferência dos executivos, embora a maioria aponte a petista como vencedora. Já o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), escondido em meio a outros prováveis candidatos na pesquisa de oito meses atrás, ganhou, sozinho, 11% das preferências na última enquete.



De jornal VALOR ECONÔMICO



sexta-feira, 22 de março de 2013

Dilma tem 58%, Marina, 16%, e Aécio, 10%, diz Datafolha



A presidente Dilma Rousseff lidera a mais nova pesquisa Datafolha de intenções de voto para a Presidência da República. Se a eleição fosse hoje, a petista teria 58%, seguida pela ex-senadora Marina Silva, que tenta viabilizar sua própria sigla, a Rede, com 16%.

Logo atrás estão o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que aparece com 6% das intenções de voto. Neste cenário, 6% declararam voto nulo ou em branco, e 3% disseram não saber em quem votar.
...


De Leandro Colon, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

segunda-feira, 18 de março de 2013

Em PE, governo Eduardo Campos sufoca oposição



Reduzida a uma meia dúzia de deputados, a oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) na Assembleia de Pernambuco adotou a estratégia de blitze para caçar vidraças do presidenciável.

O problema é que, além de desidratado, esse grupo de parlamentares tem sido barrado na busca por falhas na administração do Estado.

No fim de fevereiro, os deputados não puderam entrar nas obras inacabadas do complexo prisional de Itaquitinga, na zona da mata, sob a justificativa de se tratar de um empreendimento particular feito por meio de uma parceria público-privada (PPP).

Na quinta-feira passada, foram barrados novamente, desta vez no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe).

Segundo a administração do laboratório, os deputados não puderam entrar por causa de normas sanitárias que restringem o ingresso de pessoas estranhas na área de produção de medicamentos.

A oposição diz que continuará a tentar fazer as blitze.

A elevada popularidade do governador, com aprovação de quase 90% em algumas pesquisas, dificulta o trabalho da oposição.
Conforme a indicação original dos partidos, seriam 9 deputados de oposição contra 40 da base aliada.
Na prática, porém, somente seis vão contra o governador. Recentemente, dois partidos oposicionistas, PMDB e PV, se tornaram aliados do presidenciável do PSB.

O primeiro mudou de lado depois que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), ex-rival, passou a apoiar Campos.

O único representante do PV na Assembleia era Daniel Coelho, que migrou para o PSDB e neste ano se tornou líder da pequena bancada de oposição. Para ele, o processo de desidratação das oposições é nacional.

Em São Paulo, por exemplo, a oposição ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB) conta com somente 26 dos 94 deputados. Situação parecida com a de Minas Gerais, onde 15 dos 77 deputados se declaram de oposição ao tucano de Antonio Anastasia.


De Daniel Carvalho, colaboração de Luiza Bandeira, jornal FOLHA DE SÃO PAULO


sábado, 16 de março de 2013

Dá para fazer muito mais que Dilma, diz Eduardo Campos em jantar com empresários



"Dá para fazer muito mais" que a presidente Dilma Rousseff. Com esse, digamos, slogan, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), de Pernambuco, passou seu recado a um grupo de 60 empresários que se reuniram na quinta-feira (14) em SP, num jantar, para conhecê-lo melhor --e descobrir se ele é, mesmo, candidato à presidência. Boa parte saiu de lá com a certeza de que Campos vai, sim, se lançar contra Dilma em 2014.

O encontro foi na casa do empresário Flávio Rocha, da Riachuelo. E Campos soltou o verbo.

Começou dizendo que o Brasil teve grandes conquistas nas últimas décadas e logo engatou crítica que a oposição sempre fez a Lula, a Dilma e ao PT: "O Brasil não começou ontem. Não começou com o partido A, B ou C".

Na sequência, engrossou o coro dos que dizem que as coisas no país vão bem mas podem piorar. "Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro. Há o sentimento de que as coisas podem piorar."

Os "florais aplicados em todas as crises" não funcionaram desta vez, diz Campos. "E mais do que de repente começa uma série de medidas, em série, em relação a vários setores, sobretudo, no início, na área do petróleo", segue, referindo-se aos pacotes lançados por Dilma. "Há um sobressalto daqueles que foram atingidos e daqueles que não foram atingidos por medidas." Para ele, "se estabelece uma ansiedade total".

"E a tudo isso se somou a antecipação do debate eleitoral", segue o governador, referindo-se, sem citar o nome de Lula, ao fato de o ex-presidente ter lançado Dilma à sucessão presidencial. "Um debate maniqueísta, eu sou o bem, você é o mal."

Na sequência, Campos passa a criticar a campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff disputou com José Serra (PSDB-SP). "Nós tivemos uma campanha das mais pobres do ponto de vista do conteúdo. Acusação de lá, defesa de cá. Acusação de cá, defesa de lá. Sinceramente, não dá para respeitar como um debate à altura dos desafios do Brasil. E isso deixou as coisas desamarradas para o futuro."

"Um monte de político se junta e diz: 'Olha, a gente precisa ganhar a Presidência da República'. É como dizia o meu avô [Miguel Arraes]: na política, você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para que."

É chegada a hora, portanto, de debater. E é o que o governador está fazendo, ainda que desperte a ira de Lula, de Dilma e do PT --até então seus aliados. "Esse é o momento para que o Brasil aprenda a viver com diversidade. Fazer crítica não é ser contra, não é ser inimigo."

E crítica é o que não falta. "O estado que está aí, as políticas, as normas como são feitas, precisam evoluir."

"Dá para ser melhor. E não é uma ofensa para quem está aí você dizer que dá para ser melhor. Nós queremos mais. E que bom que queremos mais, né? Isso deveria desafiar as pessoas a fazer, a quebrar o velho costume e afirmar novos valores."

"Dá pra fazer muito mais", repete Campos. Para, então, disparar o torpedo: "E isso não vai ser feito se a gente não renovar a política. O pacto político que hoje está no centro do governo que eu defendo, que ajudei a eleger, a meu ver, não terá a condição de fazer esse passo adiante. Não vai fazer. As últimas eleições no parlamento brasileiro [em que Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado com o apoio de Dilma e do PT] são uma indicação. É ficar de costas para tudo isso."

O governo, além de tudo, "às vezes não dialoga". A solução "é falar com o governo pela imprensa. Não quer me receber? Você pode tuitar. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de dar a minha opinião sobre a Medida Provisória dos Portos pela imprensa, porque não tive a oportunidade de discutir [com Dilma] antes. Apesar de o meu estado ter o porto público mais eficiente do Brasil. Eu podia até ser convencido de que estava certo. Mas não custava nada ouvir a mim e a outros."

"Quanto mais popularidade o governo tiver, mais paciência e diálogo deve ter", afirma. "E popularidade vai e vem. Popularidade é uma coisa. Voto é outra coisa.

O ano, afirma ele, deveria ser o da construção de "convergências políticas". "E nós corremos um sério risco de botarmos 2013 fora."

"Enquanto o Brasil diz que tem o petróleo do pré-sal, importa gasolina. A Petrobras, que já foi 'case' de sucesso lá fora, tá cheia de problema. E aí? Vamos ficar discutindo a eleição que vai ter em 2014 ou o país? Porque daqui a pouco a gente não sabe nem o que vai encontrar em 2014, entendeu? Precisamos encontrar em 2014 um país em que seja possível fazer algo para ele melhorar. E, sinceramente, a gente não pode ficar pelos cantos, constrangido em fazer o debate."

Campos diz que a presidente Dilma conhece suas críticas. E mais: sabe também que seu partido, o PSB, o pressiona para se lançar candidato à presidência. "Quem disse a ela não foram terceiros, fui eu mesmo", afirma. "Ela sabe o que o meu partido pensa e sabe os sonhos que meu partido tem. Se esses sonhos vão ser realizados ou não, é outra coisa."

Ele então faz uma ressalva: "Só não vamos nos meter em aventura. E não vamos ajudar a destruir o que nós construímos. Nós queremos é seguir adiante, não é desmanchar as coisas boas que foram feitas. Nós queremos fazer mais coisas boas". Continuidade, mas com liderança renovada.

Campos finaliza a conversa da noite sem assumir que é candidato. "Não vamos entrar num debate eleitoral. Cada um tem seu relógio. Ninguém é obrigado a andar no fuso horário dos outros.


De jornal FOLHA DE SÃO PAULO

Dia da verdade: comitiva do PMDB se encontrará com Eduardo Campos em abril


Dez deputados do PMDB irão ao Recife encontrar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato a presidente pelo PSB. A data prevista para o encontro é sugestiva: 1o de abril. O grupo foi organizado pelo cearense Genecias Noronha. Não é a única ação de Campos na bancada de inconformados do PMDB. Ele tem conversado com a deputada Elcione Barbalho, mãe do candidato do PMDB ao governo do Pará, Helder Barbalho. Também já ensaiou uma aproximação com a capixaba Rose de Freitas, derrotada na disputa pela presidência da Câmara.


De Felipe Patury, revista ÉPOCA

terça-feira, 12 de março de 2013

A pressão do PT sobre o PSB


O aspecto mais interessante na resolução do diretório cearense do PT aprovado no último sábado é a sutil pressão lançada sobre o PSB contra a possível candidatura presidencial de Eduardo Campos. Antes de reafirmar a aliança estadual com PMDB, PSB e outros menos cotados, a nota do partido ressalta que a coligação eleitoral de 2014 “será realizada com os partidos comprometidos no Estado com a reeleição da presidenta Dilma”. Não que haja qualquer coisa de surpreendente nessa posição: esta coluna mesmo já havia dito que, no caso de o partido de Cid Gomes ter candidato a presidente, os petistas irão automaticamente providenciar palanque local para aquela que é sua prioridade absoluta. O governador sabe disso e já destacou o inconveniente criado pela postulação do colega pernambucano para os projetos estaduais. A novidade é isso ser verbalizado pelo PT em documento oficial. Seria dispensável dizer o óbvio, salvo pela pressão que se estabelece sobre a legenda aliada. E aí vale considerar que o Ceará se tornou a principal trincheira de oposição à candidatura de Campos. Depois de Pernambuco, o Estado é o principal foco de poder, digamos, socialista. Tanto Cid quanto Ciro Gomes têm feito recorrentes investidas, que interromperam a trajetória de permanente acúmulo de forças em que vinha. E, agora, o PT local também manda esse recado ao Palácio da Abolição: por um lado, reafirma a aliança, para contrariedade da própria presidente da legenda, a ex-prefeita Luizianne Lins. Por outro, cobra fidelidade nacional e deixa claro que o sonho de voo solo nacional terá reflexos instantâneos no âmbito estadual.

No entanto, observe a sutileza da afirmação: “partidos comprometidos no Estado com a reeleição” de Dilma. Não fala de amarras nacionais, mas estaduais. Desse modo, fica aberta a porta para apoiar o candidato do governador caso, por exemplo, Campos concorra a presidente, mas Cid apoie a recondução de Dilma. Seria, em outros moldes, a reedição do que ocorreu em 2002, quando o então hegemônico PSDB local fechou aliança com o então candidato a presidente Ciro Gomes e virou as costas para a candidatura do tucano José Serra, em troca da adesão do então grupo do PPS à postulação estadual de Lúcio Alcântara.

Contudo, na semana passada, Cid negou que venha a ser sabotador ou “quinta coluna” – ou seja, traidor de correligionários. E, depois de terem sido atribuídas a ele declarações nas quais admitia a possibilidade de trocar de sigla, ele afirmou: “Estarei com o meu partido”. Se for assim, o rumo do governismo no Ceará estará atrelado às decisões que emanam de Pernambuco. Todavia, o PT deixou a janela aberta caso Cid mude de ideia e resolva, de uma forma ou de outra, tornar-se “quinta coluna”.
...


De Érico Firmo, política, jornal O POVO

sábado, 2 de março de 2013

Eduardo Campos ameaça rebelião após perda de poder de aliados


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, vai trabalhar contra a aprovação da Medida Provisória dos Portos caso ela não passe por mudanças. Possível candidato à Presidência, Campos quer que a presidente Dilma Rousseff devolva poder sobre os portos para os Estados. Ainda usará o discurso segundo o qual é preciso ficar claro que a medida não vai tirar direitos dos trabalhadores.

O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, foi indicado pelo PSB na cota do governador Cid Gomes (PSB), que está em atrito com Campos. "Do jeito que está nós não a votamos", disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS). "Não podemos nos esquecer de que o Porto de Suape, em Pernambuco, é uma espécie de cartão-postal do Estado e do PSB. Se a MP não for modificada, o governo de Pernambuco perderá todo poder em relação a esse porto", afirmou o deputado.

Por causa da MP dos Portos, Campos realizou minirreunião da Executiva do PSB na quarta-feira, 27, à noite, entrando pela madrugada de quinta-feira, 28...


De política, jornal O POVO

CIRO É CIRO: Gomes ataca Petrobras, Gabrieli, Lula, Campos…


A última vez que Ciro Gomes deu uma de Ciro chocou até os cearenses. Na quinta, despejou artilharia sobre a Petrobras. Disse que ela é “gerida por incompetentes”. Culpou o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli e isentou a atual, Graça Foster. Em compensação, mandou bala no petista Luiz Inácio Lula da Silva e no governador de Pernambuco, Eduardo Campos.


De Felipe Patury, revista ÉPOCA

sexta-feira, 1 de março de 2013

Partidos: Com a oposição


O PPS vai abrir caminho para criar um novo constrangimento entre Eduardo Campos e o governo. Campos irá a uma conferência política que o partido fará na Câmara entre 11 e 13 de abril.
Como se não bastasse a presença no evento dos oposicionistas, Campos terá a companhia de outros dois presidenciáveis. Justo quem: Aécio Neves e Fernando Gabeira.
Na ocasião, não haverá nem sombra de Dilma Rousseff e seus correligionários. Responsável pela organização da conferência, Wober Junior, dirigente do PPS, justifica a opção por deixar os petistas fora da festa, com o pé na porta:
- O PT nunca nos chama para nada e, além disso, como oposição, vamos discutir justamente alternativas ao governo que está aí.


De Lauro Jardim, Radar, revista VEJA

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PSB nega racha e tenta isolar críticas de Ciro a Campos


Para estancar a crise causada pelas críticas que o ex-ministro Ciro Gomes fez ao governador de Pernambuco e possível candidato do partido à Presidência, Eduardo Campos, o PSB adotou o discurso de que suas declarações foram um fato isolado e não representam um racha na legenda.

No fim de semana, Ciro disse a uma rádio cearense que Campos, presidente do PSB, "não tem estrada" e não tem "nenhuma proposta, nenhuma visão" para o país.

Ontem, após uma palestra no Recife, o governador pernambucano disse não querer polemizar, mas reduziu a importância das declarações de Ciro. "Discordo da opinião dele. Essa não é a opinião do partido. Só isso", declarou...


De poder, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

FHC acredita Eduardo Campos será candidato à Presidência da República em 2014


O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nessa segunda-feira (26) em Belo Horizonte, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas/Diario, que o PSDB se inclina, neste momento, a indicar a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República. Segundo FHC, qualquer que seja o candidato, precisará, desde já, percorrer o Brasil e assumir uma posição clara. Sem bater o martelo, entretanto, o ex-presidente afirma que antes de falar em nomes o partido precisará afinar o discurso e apresentar uma proposta para o país. FHC criticou a presidente Dilma Rousseff (PT), ao considerar que o PT antecipou o lançamento de sua candidatura à reeleição.
“Não sei por que o governo precipitou o lançamento formal e já está usando aquele símbolo. Até ficou feio na foto que vi, me pareceu uma coisa meio soviética, o lado pior do sovietismo, de um personalismo muito forte”, afirmou, acrescentando em seguida que tudo o que Dilma fizer daqui para frente será percebido como eleitoreiro, o que levará também os demais candidatos a precipitarem as suas candidaturas. FHC participou da abertura do ciclo de debates Minas Pensa o Brasil, organizado pelo diretório estadual do PSDB. Em sua palestra, o ex-presidente falou sobre desafios, ameaças e oportunidades do século 21.

De política, jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Governador de PE criticou antecipação da disputa eleitoral de 2014, mas foi saudado com gritos de ‘presidente’ em evento

Eduardo Campos chama de ‘velhas rinhas’ embates entre PT e PSDB 


GRAVATÁ (PE) - Após governo e oposição anteciparem o debate eleitoral para a disputa presidencial de 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pediu moderação nesta quinta-feira, e criticou o que chamou de "velhas rinhas". Segundo ele, a disputa entre PSDB e PT em nada contribui para o futuro.
Campos deu entrevista depois de cerimônia com 184 prefeitos pernambucanos, na qual foi interrompido seis vezes por aplausos e chamado aos gritos de "presidente". No seminário “Juntos por Pernambuco”, ele anunciou um pacote de bondades de R$ 612 milhões para as prefeituras.
- Acho que esse é um ano complexo para o Brasil. Tudo que o país não precisa é estar montando palanque, manter essa velha rinha, discutindo o passado, coisas que não dialogam com a pauta do povo. A população está preocupada. O Brasil não cresceu no ano passado como se esperava, a gente tem que ajudar a presidente Dilma, ajudar a levar o país ao seu reencontro com o crescimento, que gera felicidade, oportunidade. Não é preciso eleitoralizar tanto a política brasileira assim. Sinceramente, não vejo como ajudar o Brasil, começando uma campanha eleitoral agora - disse ele.



De Letícia Lins, Jornal O GLOBO

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Em evento do PT, Kassab é vaiado e Eduardo Campos não comparece

SÃO PAULO - Nove representantes de partidos da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff compareceram nesta quarta-feira ao evento comemorativo dos 10 anos do PT no governo federal, porém uma ausência sentida foi a do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, que mandou como representante da legenda o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral.

Campos é apontado como possível candidato à Presidência em 2014, especialmente após o bom desempenho dos socialistas na eleição municipal do ano passado, quando o PSB derrotou o PT em três capitais importantes -Fortaleza, Recife e Belo Horizonte.

Amaral, no entanto, em tom inflamado em que lembrou as trajetórias históricas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma, sinalizou uma defesa da continuidade do projeto de governo atual. (...)


De Eduardo Simões, Agência REUTERS BRASIL