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domingo, 21 de junho de 2015

Aécio lidera corrida presidencial com 35%, mostra simulação do Datafolha


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35 por cento das intenções de voto, segundo simulação de eleição para presidente da República feita pelo Datafolha, publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo.

O tucano tem dez pontos de vantagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em terceiro lugar, com 18 por cento das intenções, aparece a ex-senadora Marina Silva (PSB).

Luciana Genro (PSOL), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) e Eduardo Jorge (PV) alcançaram 2 por cento cada um.

Aécio, que disputou o segundo turno com Dilma na última eleição, aparece na frente após a reprovação da presidente ter aumentado, segundo pesquisa Datafolha publicada no sábado.

O Datafolha também fez uma simulação de disputa presidencial com o nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no lugar de Aécio.

Neste caso, Lula e Marina empatariam tecnicamente em primeiro lugar, com 26 e 25 por cento, respectivamente --a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

Alckmin ficaria em terceiro lugar, com 20 por cento.

O Datafolha fez 2.840 entrevistas na quarta-feira e quinta-feira.

De política, REUTERS

Reprovação a Dilma bate recorde e chega a 65%


A avaliação da presidente Dilma Rousseff é considerada ruim ou péssima para 65% do eleitorado, segundo divulgou neste sábado o Datafolha. O porcentual é um novo recorde na série histórica do instituto desde janeiro de 2011, quando Dilma começou seu primeiro mandato. Em relação à pesquisa realizada em abril, a reprovação subiu cinco pontos porcentuais.

De acordo com o levantamento, realizado entre quarta e quinta-feira passadas, essa taxa de reprovação é a pior desde os 68% de ruim ou péssimo alcançados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, a poucos dias antes de seu impeachment. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, trata-se de um empate técnico.

O Datafolha apurou ainda que apenas 10% dos entrevistados classificam o governo da petista como bom ou ótimo, três pontos a menos do que o verificado em abril. Outros 24% consideram seu governo regular. O instituto entrevistou 2.840 pessoas em 174 municípios. Fonte: Estadão Conteúdo 

De política, ANSA

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Alckmin venceria até Lula na disputa pelo governo paulista

A um ano das convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com pesquisa concluída pelo Datafolha no fim da semana passada.

O governador aparece com ampla vantagem em todos os cenários analisados pelo instituto, até mesmo quando seu oponente é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora sua candidatura seja improvável, Lula é o adversário que teria melhor desempenho contra o tucano. O petista obtém 26% das intenções de voto e Alckmin, 42%.

A entrada do ex-presidente na disputa estadual foi sugerida em novembro do ano passado pelo marqueteiro do PT, João Santana, em entrevista à Folha, mas Lula nunca manifestou interesse em se candidatar...


De Fábio Zambeli, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

domingo, 9 de junho de 2013

Datafolha: avaliação positiva de Dilma cai

A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff caiu oito pontos percentuais desde março, indica pesquisa elaborada pelo instituto Datafolha. É a primeira vez que o instituto detecta uma queda na popularidade da petista desde o início do seu governo, em 2011. Nos últimos meses, pesquisas do Ibope e do Vox Populi já haviam apontado uma queda semelhante.
Segundos os dados do Datafolha, em março, 65% dos entrevistados avaliaram a administração de Dilma como boa ou ótima. Agora, esse percentual caiu para 57%. 

A pesquisa conclui que os números apontam para uma deterioração da imagem da presidente por causa do aumento do pessimismo entre os brasileiros com a situação econômica. A pesquisa também mostra que a população está mostrando uma preocupação maior com a inflação e o desemprego.

Ainda segundo o Datafolha, essa deterioração da imagem de Dilma ocorreu entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias.

A pesquisa também mostra que diminuiu a intenção de voto para a presidente nas eleições de 2014. Em março, em um cenário que incluía uma disputa com a ex-senadora Marina Silva, o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma levaria 58% dos votos, segundo a pesquisa.

Agora, esse percentual caiu para 51% — uma número ainda suficiente para garantir sua reeleição, mas que aponta a influência crescente da situação econômica nas intenções de voto.

Já o pré-candidato Aécio Neves cresceu em relação ao levantamento de março. Antes com 10% das intenções de voto, ele agora 14%. A pesquisa foi realizada entre 6 e 7 de junho. Foram realizadas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


De pesquisa, revista VEJA


domingo, 28 de abril de 2013

Por que Dilma é tão popular?!



A última pesquisa do Datafolha mostrou que Dilma teria 58% dos votos se a eleição para presidente fosse hoje. Além disso, ela teria no Nordeste um desempenho eleitoral superior às demais regiões do país. O voto é muito mais previsível do que a maioria das pessoas imagina. O desempenho de Dilma no voto tem a ver com seu desempenho no governo.

Na mesma pesquisa do Datafolha, a presidente Dilma alcança a marca de 65% na soma de ótimo e bom. Grande parte dos votos vem desse grupo, vem daqueles que avaliam positivamente seu governo. A regra é simples e está baseada nas duas últimas eleições nas quais o presidente em exercício pôde se candidatar à reeleição, Fernando Henrique em 1998 e Lula em 2006.

O presidente tucano, segundo as pesquisas, teve 85% daqueles que avaliavam seu governo “ótimo” e 73% dos que o avaliavam “bom”. Lula, por sua vez, converteu em votos 95% do ótimo e 82% do bom. Conclui-se que em situação de reeleição o governo converte de 80% a 85% de sua soma de “ótimo” e “bom” em votos.
Quando multiplicamos os 65% de ótimo e bom de Dilma por 0,8, obtemos 52%. Isso significa que, dos 58% de votos de Dilma na pesquisa do Datafolha, ao menos 52 pontos percentuais são de eleitores que avaliam positivamente seu governo.

Os números não mentem jamais, eles ajudam com frequência a fundamentar o que é óbvio. As pessoas que aprovam um determinado governo – pode ser o governo federal, algum governo estadual ou municipal – têm a tendência a votar, em sua grande maioria, para manter o que está bom.

O julgamento é sempre subjetivo. Um governo bom para um conjunto de pessoas pode ser péssimo para outro grupo. Contudo, o voto tende a ser coerente com a avaliação. Quem avalia positivamente um governo vota para mantê-lo, e quem o avalia negativamente vota para mudá-lo.

  Quando a líder deste governo bem avaliado disputa a reeleição, é mais fácil para o eleitor decidir. Para ele manter o governo, basta votar em quem já é presidente, governador ou prefeito. O favoritismo de Dilma tem a ver com isso. Fernando Henrique e Lula foram reeleitos com aproximadamente 50% de ótimo e bom. Dilma tem bem mais que isso.
Do ponto de vista do governo, o grande desafio é manter a popularidade alta até o final do próximo ano. A aprovação de qualquer governo federal, no Brasil, desde o advento do Plano Real, está relacionada com o aumento do poder de compra da população, em particular dos mais pobres, que formam a grande maioria do eleitorado.

É verdade que a classe C aumentou. Não é menos verdade que a vida de grande parte da população segue sendo marcada pela escassez. Há indicadores que comprovam que o Brasil está 11 anos atrás do México – e 14 anos atrás da Rússia – no consumo per capita. A renda média familiar da classe C no Brasil é de pouco mais de R$ 1.500 por mês. Trata-se de uma renda que está longe de possibilitar que esse grupo tenha padrão de consumo próximo ao da classe média nos países desenvolvidos. Isso significa que qualquer aumento real no poder de compra dessa população, além de ser bem-vindo, é atribuído ao governo.

O perfil de idade de nossa população fez com que a necessidade de gerar empregos novos diminuísse bastante. A cada ano que passa diminui a quantidade de jovens que procuram seu primeiro emprego. Esse é um dos motivos que vêm contribuindo para a menor taxa de desemprego da história.

Adicionalmente, em que pese o crescimento do PIB de 0,9% no ano passado, o consumo das famílias aumentou em 3,1% em 2012. A combinação de desemprego em baixa e consumo das famílias em alta resulta, na ausência de uma inflação muito elevada, no aumento real do poder de compra. É esse aumento real que explica a elevada aprovação do governo Dilma.
Os políticos têm como prioridade conquistar e manter o poder – esse é o objetivo principal da atividade política. O governo quer ficar no poder e a oposição quer voltar a controlá-lo. Isso resulta na inexistência de dogmas. Ou seja, a inflação não é boa ou ruim em si mesma. A inflação é ruim caso traga com ela uma consequência política negativa. Fernando Henrique combateu a inflação em 1994 porque Lula era, no início daquele ano, o líder nas pesquisas de intenção de voto. Fernando Henrique manteve a inflação baixa para deter Lula em 1998. Lula aumentou o superavit primário e deu autonomia ao Banco Central para manter a inflação controlada. Seu eventual crescimento poderia colocar em risco a reeleição que viria a ser disputada em 2006.

Fernando Henrique e Lula, utilizando-se de instrumentos econômicos diferentes, foram reeleitos porque o poder de compra real da população aumentou em seus respectivos primeiros mandatos. Como contraponto, há a eleição de 2002, quando o desemprego foi muito elevado. Fernando Henrique não elegeu seu sucessor porque houve uma queda no poder de compra real justamente no ano eleitoral.

Do ponto de vista de qualquer governo, a combinação mais adequada entre taxa de emprego, aumento do consumo das famílias e inflação é aquela que mantém elevada – e preferencialmente em trajetória de alta – a popularidade presidencial. Assim, politicamente só faz sentido para Dilma combater a inflação quando ela resultar na redução real do poder de compra. Só nesse caso sua popularidade correrá o risco de cair – o que resultará, em seguida, em queda na intenção de votos.

O que as eleições presidenciais de 1998 e de 2006 nos ensinam é que a opinião pública tem suas leis – e uma delas é que presidente que disputa a reeleição converte no mínimo 80% da soma de seu “ótimo” e “bom” em votos. Do ponto de vista de Dilma, é preciso zelar para que a avaliação de seu governo permaneça alta até 2014. Esse é, para ela, o caminho mais seguro em direção à reeleição.


De Alberto Carlos Almeida, revista ÉPOCA

sábado, 23 de março de 2013

Datafolha: as razões do favoritismo de Dilma em 2014


A presidente Dilma Rousseff teve algumas más notícias na economia nas últimas semanas. O PIB cresceu apenas 0,9%, a inflação chegou perto do topo da meta, a gasolina aumentou e os portos não conseguiram escoar a safra recorde de grãos. Esses dados deram esperanças à oposição de que a popularidade da presidente seria afetada, o que ameaçaria sua reeleição. A pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira, porém, mostrou que a análise dos oposicionistas estava errada. Pelo menos por enquanto, ela é franca favorita a ficar mais quatro anos no Palácio do Planalto. No cenário mais provável, Dilma tem 58% das intenções de voto, o que lhe daria uma tranquila vitória já no primeiro turno. Atrás dela, aparecem a ex-senadora Marina Silva (que ainda tenta viabilizar um partido para disputar as eleições), com 16%, o senador Aécio Neves (PSDB), com 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com 6%.

Os dados adversos na macroeconomia não são sentidos pela maior parte da população, principalmente a nova classe média, que concentra o grosso do eleitorado. Para essa camada, que sustenta a popularidade de Dilma, é mais importante a redução dos preços dos produtos da cesta básica, a diminuição da tarifa de luz, a presença da presidente junto aos parentes das vítimas da tragédia de Santa Maria ou sua imagem na televisão ao lado papa Francisco. “Os eleitores mais pobres que chegaram à classe média ainda conseguem pagar a prestação do carro, o plano de saúde e a mensalidade da escola particular do filho”, analisa um economista ligado ao PSDB. “Nesse cenário, é muito difícil derrotar a Dilma.”

Além da força de Dilma, o PSDB de Aécio também se preocupa com o crescimento de Eduardo Campos. O governador de Pernambuco, praticamente desconhecido fora de seu estado até o início do ano, resolveu testar a viabilidade de sua candidatura. Nas últimas três semanas, ele passou mais tempo em São Paulo, Rio e Brasília do que em Recife. Conseguiu, com essa primeira investida, chegar a 6% das intenções de voto –no limite da margem de erro, está em situação de empate técnico com os 10% de Aécio. Não foi apenas intenção de voto que Campos tirou do tucano, mas também discurso. Com sua pregação de que “é possível fazer mais” e suas críticas ao inchaço e à lentidão do governo federal, o governador de Pernambuco é quem mais tem aparecido como contraponto a Dilma, embora ainda seja da base do governo. Aécio ainda não conseguiu achar seu espaço e o conteúdo de seus discursos, embora ensaie sua candidatura desde o início de 2011, quando trocou o governo de Minas Gerais pelo Senado.

Faltam aos rivais de Dilma, além de intenção de voto, força partidária e presença nacional. Marina Silva deve a boa lembrança de seu nome ao recall da eleição anterior, quando teve 20% dos votos para presidente concorrendo pelo Partido Verde. É difícil imaginar que ela repita essa performance, já que nem há a certeza de que a Rede será armada a tempo de disputar a eleição. Aécio Neves é pouco conhecido fora de Minas e ainda enfrenta a divisão de seu partido –a ala paulista, comandada pelo governador Geraldo Alckmin e por José Serra ainda não se entusiasmou com sua candidatura. Eduardo Campos comanda o PSB, partido com força no Nordeste, mas praticamente inexistente nos três principais colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nos dezenove meses até a eleição, o cenário ainda pode mudar muito. Em março de 2009, por exemplo, Dilma Rousseff patinava com menos de 10% enquanto o tucano José Serra liderava em todas as simulações. Mas a liderança tão folgada da presidente é um trunfo significativo para atrair os financiadores de campanha e os partidos aliados, que lhe garantirão o maior tempo de TV.


De Otávio Cabral, revista VEJA

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dilma tem 58%, Marina, 16%, e Aécio, 10%, diz Datafolha



A presidente Dilma Rousseff lidera a mais nova pesquisa Datafolha de intenções de voto para a Presidência da República. Se a eleição fosse hoje, a petista teria 58%, seguida pela ex-senadora Marina Silva, que tenta viabilizar sua própria sigla, a Rede, com 16%.

Logo atrás estão o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que aparece com 6% das intenções de voto. Neste cenário, 6% declararam voto nulo ou em branco, e 3% disseram não saber em quem votar.
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De Leandro Colon, jornal FOLHA DE SÃO PAULO