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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Por urna quebrada, TRE pode convocar nova eleição
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina não conseguiu recuperar os dados da votação realizada em uma urna de Içara, município localizado na região sul do Estado. Por isso, não descarta a possibilidade de uma nova eleição no local onde os votos foram “perdidos”.
A urna da seção 458 registrou problema durante a eleição do primeiro turno. Na ocasião, 287 votos sumiram do equipamento. Após o ocorrido, o candidato à reeleição Dóia Guglielmi, do PSDB, entrou com um pedido para que a urna fosse avaliada. Ele, que mantém sua base eleitoral justamente em Içara, perdeu a vaga na Assembléia Legislativa por apenas 38 votos para o candidato Vicente Caropreso, também do PSDB.
Uma perícia foi realizada em sessão pública nesta quarta-feira por técnicos do TRE, sem sucesso. Com isso, o caso será votado no Pleno do Tribunal no início da semana que vem.
De Redação, ISTO É
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Alckmin venceria até Lula na disputa pelo governo paulista
A um ano das convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com pesquisa concluída pelo Datafolha no fim da semana passada.
O governador aparece com ampla vantagem em todos os cenários analisados pelo instituto, até mesmo quando seu oponente é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embora sua candidatura seja improvável, Lula é o adversário que teria melhor desempenho contra o tucano. O petista obtém 26% das intenções de voto e Alckmin, 42%.
A entrada do ex-presidente na disputa estadual foi sugerida em novembro do ano passado pelo marqueteiro do PT, João Santana, em entrevista à Folha, mas Lula nunca manifestou interesse em se candidatar...
De Fábio Zambeli, jornal FOLHA DE SÃO PAULO
segunda-feira, 11 de março de 2013
Sem favorito, começa amanhã o conclave que vai escolher o novo papa
Cidade do Vaticano, 11 mar (EFE).- A partir de amanhã, 115 cardeais procedentes de 50 países se reunirão a portas fechadas para escolher o 266º papa da história da Igreja, no segundo conclave do terceiro milênio, que começa sem um candidato favorito e em meio a uma divisão dos eleitores.
Os cardeais entrarão na Capela Sistina, local da eleição e à qual João Paulo II chamou de "santuário da teologia do corpo humano", às 16h30 locais (12h30 de Brasília). Após as litanias e o canto do "Veni Creator Spiritus", com o qual invocarão a ajuda do Espírito Santo, eles procederão ao juramento pelo qual se comprometerão a manter o sigilo de tudo o que se diga ou faça, e a defender fervorosamente os direitos espirituais e temporários da Igreja em caso de eleição.
Depois, o mestre de cerimônias pontifícias, Guido Marini, pronunciará a frase "extra omnes", e todos os alheios ao conclave sairão da capela.
Antes de começar a votação está prevista uma meditação por parte do cardeal maltês Prosper Grech sobre os problemas da Igreja e a escolha do papa. Depois começará a fase de votação, embora não seja obrigatória nesse primeiro dia de conclave.
No entanto, segundo o esquema divulgado pelo Vaticano, amanhã ocorrerá a primeira votação e a primeira "fumaça", que anuncia ao mundo se há ou não um novo papa. Se houver pontífice, ela será branca, e caso contrário, preta.
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse nesta segunda que o que se espera, como é normal nessa primeira votação, é que saia "fumaça preta". Se assim acontecer, para a quarta-feira haverá duas votações de manhã e outras duas à tarde.
Para ser eleito papa é necessário obter dois terços dos votos dos cardeais eleitores em todas as votações. Como o total é de 115, será preciso receber 77 votos.
Bento XVI foi eleito em 19 de março de 2005 na quarta votação; João Paulo II, no dia 16 de outubro de 1978, na oitava, e João Paulo I, em 26 de agosto de 1978, na quarta.
Sobre quanto tempo durará o conclave, nenhum cardeal se atreve a responder, embora uma grande maioria acredite que ele seja breve.
Lombardi ressaltou que os últimos conclaves duraram dois, três ou quatro dias, ou seja, foram curtos. Um conclave que durou muito mais dias poria em evidência - ressaltou - "uma situação bloqueada, uma falta de consenso, embora não haja motivos para pensar que se possa chegar a essa situação".
O conclave acontecerá sem que haja um candidato forte, embora todos os olhares estejam voltados a cardeais de igrejas dinâmicas e jovens, como a africana e a latino-americana e são muitos os que acreditam que o futuro papa não será italiano, devido ao empecilho causado pelo escândalo "Vatileaks".
Segundo os observadores vaticanos, há uma forte fragmentação no Colégio Cardinalício, e inclusive grupos fortes, como tradicionalmente é o italiano, estão divididos.
Nos dias prévios, os "papáveis" considerados favoritos são o italiano Angelo Scola, de 71 anos, arcebispo de Milão; o brasileiro Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, arcebispo de São Paulo; o canadense Marc Ouellet, de 69 anos, e o arcebispo de Boston, Sean O'Malley.
Na terça-feira de manhã, antes da entrada na Capela Sistina, os cardeais celebrarão às 10h locais (6h de Brasília), na Basílica de São Pedro, a missa votiva "Pro eligendo Pontifice".
A missa será oficiada pelo cardeal decano, Angelo Sodano, que por ter 85 anos, não poderá entrar na capela e também não poderá perguntar ao eleito se aceita ser papa. Também não poderá fazê-lo o vice-decano, o cardeal francês Roger Etchegary, que também é octogenário. O próximo a ter a vez é o cardeal Giovanni Battista Re, que é eleitor.
Durante o conclave, os cardeais se hospedarão na Residência Santa Marta, dentro do Vaticano, da qual serão levados todos os dias de ônibus até a Capela Sistina. A distância é de um quilômetro, e aqueles que o desejarem poderão fazê-lo a pé.
O Vaticano garantirá que durante o conclave eles ficarão isolados, e para isso não será permitido a ninguém que se aproxime das áreas por onde ele vão passar, entre elas os acessos ao pátio de São Damásio, que leva à Capela Sistina.
Na Capela Sistina, tudo já está preparado: as 12 mesas nas quais se sentarão os 115 cardeais, a mesa onde serão recolhidas as cédulas, o atril com o Evangelho onde os cardeais jurarão e a chaminé da qual sairão as "fumaças".
Para garantir o sigilo, especialistas da Gendarmaria Vaticana implementaram fortes medidas de controle para que na capela não sejam instalados meios de gravação audiovisuais e transmissão exterior.
Pouco antes do conclave será feita uma "varredura eletrônica" para garantir a impossibilidade de comunicação dos cardeais com o exterior.
De agência EFE
domingo, 3 de março de 2013
Carro adiante dos bois
Se a presidente Dilma quer ganhar a eleição de 2014 precisa olhar para 2013. Nos últimos dias, seus olhos estiveram em vários anos diferentes, menos no que está diante de nós para ser vivido e construído. Olhou para 2003 e não viu o cadastro que o governo recebeu, que, aperfeiçoado, foi a base do Bolsa Família. Olhou para o período entre 1994 e 2002 e não viu a vitória sobre a hiperinflação.
É uma pena que não tenha visto o que já foi feito, porque há muito a fazer. Uma das tarefas imediatas é passar para os empresários estrangeiros, que estão sendo visitados pelas autoridades brasileiras nestes dias, a convicção de que o governo tem um rumo e que não é apenas ganhar a eleição de 2014.
Se a presidente Dilma e seus enviados afirmarem aos investidores que nada havia antes de 2003, que o Brasil era uma terra arrasada, e que tudo foi construído pelo PT, eles vão estranhar. Todos já sabem o básico sobre as evoluções das últimas duas décadas no Brasil.
A dívida externa contraída pelos militares foi renegociada. Todos os velhos papéis foram trocados por outros com novos prazos e preços sob o comando do negociador Pedro Malan. Isso permitiu ao país voltar ao mercado financeiro internacional.
A inflação que atingiu dois dígitos no começo dos anos 1940, continuou sua escalada e fugiu ao controle nos anos 1980 e 1990. Só foi domada com o Plano Real, mas antes dele passos importantes foram dados em governos diferentes, todos democratas, para derrotar esse mal que perseguiu o Brasil. Foi uma construção coletiva e uma escolha do país, mas nesse processo de vitória sobre a inflação é inegável o papel dos ex-presidentes Fernando Henrique e Itamar Franco. É também inegável que o PT se opôs ao projeto até que, no governo, o herdou e preservou.
Os investidores desse mundo interconectado têm mais informação sobre o Brasil do que tinham no passado — quando confundiam Brasília com Buenos Aires. Eles achariam estranhíssima a frase de que “não herdamos nada, construímos tudo”.
Após a queda da inflação é que o Brasil passou a ser levado a sério. Antes, era motivo de chacota. Mas o Plano Real não foi um fim. Ele se dispôs para o país no meio do caminho. Foi preciso desmontar uma parafernália fiscal recebida de herança dos governos militares para levar o país à Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso também foi construído antes do PT e com a sua oposição. Na energia, o governo do PSDB passou pelo fiasco do apagão. Para consertar o que fez, montou um sistema de termelétricas para ser acionado quando fosse o caso de poupar água nos reservatórios. Não é o ideal, mas é o que está sendo usado este ano para superar o risco criado pela enorme queda do nível de água.
A presidente disse que quem falou em falta de energia estava criando instabilidade. Foi por não se falar do perigo a tempo que houve o apagão. Os alertas são necessários, no governo e fora dele. Em dezembro, o nível dos reservatórios chegou a 28% na região Sudeste e a 32% no Nordeste, as duas regiões que representam 88% da capacidade instalada de armazenagem. Depois de toda a chuvarada, estão em 45% e 41%, respectivamente. Isso é muito menos que o percentual do mesmo mês de 2012: 80% e 85%. Por isso, o governo decidiu continuar usando as termelétricas, que custarão quase R$ 6 bilhões se ficarem ligadas até dezembro, segundo as contas do Instituto Acende Brasil. Esse valor só não anulará o efeito da redução do preço da energia porque o governo está construindo uma engenharia financeira que transferirá o custo para o Tesouro.
Em vários dos avanços brasileiros há continuidade. Cada partido tem que marcar as diferenças no discurso que levará para o palanque, mas nas falas recentes da presidente certas afirmações não correspondem aos fatos. Esse cacoete era do ex-presidente Lula. Não é necessário no palanque de 2014. Melhor base o palanque terá se a presidente encarar 2013 e seus desafios.
De Miriam Leitão, jornal O GLOBO
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
The Economist: "Brasileiros, vocês acabam de ser feitos de palhaços!"
'The Economist' ataca política brasileira
Jornal londrino faz acusações a Renan Calheiros e critica sua eleição no Senado
O artigo Unstoppable (Imparável), publicado no jornal londrino The Economist de quinta-feira (14), ataca de forma pesada a política brasileira, destacando principalmente a recente eleição do senador Renan Calheiros para a Presidência da Casa. O texto começa citando a afirmação que consta na petição online pedindo o impeachment do presidente do Senado, Renan Calheiros - "Brasileiros, vocês acabam de ser feitos de palhaços!". O texto segue dizendo que tal petição reuniu 1,36 milhão de assinaturas, o que daria o direito de apresentar a demanda ao Congresso, "no entanto, os organizadores precisarão esperar até o dia 19 de fevereiro para tal: enquanto outros brasileiros recebem três dias de folga por conta do Carnaval, o Judiciário goza de duas semanas inteiras", ironiza.
The Economist destaca que Calheiros foi presidente do senado entre 2005 e 2007 e que renunciou depois de enfrentar acusações. O jornal cita ainda fatos não comprovados e que deverão causar grande impacto entre os parlamentares.
De acordo com o jornal, a presidente Dilma Rousseff tomou uma linha dura no passado, afastando ministros acusados de corrupção, mas que seu Partido dos Trabalhadores (PT) "está irritado com o que entende como perseguição: o julgamento do mensalão no ano passado terminou com vários de seus membros recebendo inesperadas duras penas."
Ainda de acordo com o artigo, "Calheiros é o último exemplo de bem consolidado fenômeno brasileiro: os políticos que sobrevivem a incontáveis escândalos aparentemente inaceitáveis". E cita os casos de Paulo Maluf, culpado por superfaturamento e recepção de propina na década de 90, e José Genoino e Francisco Tenório, que apesar de terem sido condenados, voltaram a ocupar cargos públicos.
The Economist segue com os ataques afirmando que, o próximo turno de eleições, em 2014, "deve ver alguns dos corruptos serem despachados do Congresso. Mas o atraso trouxe o desprestígio sobre as instituições políticas. Uma pesquisa recente apontou que, pela primeira vez desde o retorno da democracia em 1988, apenas uma minoria de brasileiros apoia algum partido político."
O jornal afirma ainda que muitos brasileiros atribuem as firmes condenações do mensalão, em parte, ao fato de que o julgamento foi transmitido ao vivo por televisão, "e transformou em herói o presidente da suprema corte, Joaquim Barbosa, que puxou seus colegas juízes à sua linha dura." O artigo termina afirmando que "brasileiros ainda têm esperança de que os zumbis da política possam ser colocados para descansar."
De Portal JORNAL DO BRASIL
sábado, 26 de janeiro de 2013
Quem mandará na Assembleia de Deus: pastores elegerão líder
Está em curso a eleição do novo presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, confissão evangélica seguida por 30 milhões de brasileiros. Pela primeira vez em décadas, há disputa. Há 25 anos no posto, o atual presidente, José Wellington, líder da congregação em São Paulo, concorre à reeleição. Seu opositor é Samuel Câmara, do Pará, estado a partir do qual a religião se irradiou pelo Brasil. Na eleição, devem votar 25 a 30 mil pastores. Há denúncias de irregularidades nas inscrições para o colégio eleitoral. Uma comissão analisa o caso.
De Felipe Patury, colunista, revista ÉPOCA
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Ciro diz que que Lula só gosta do povo quando manda em todo mundo
O ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB) teceu, nesta quinta-feira, 24, duras críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante encontro com jovens empresários, Ciro disse que o petista "gosta muito do povo, desde que ele fique em cima mandando em todo mundo".
Segundo o peessebista, Lula "manipulou", em 2010, a indicação da então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff para as eleições presidenciais. "A minha ideia era que todos os partidos lançassem candidato no primeiro turno. Depois ele (Lula) quis manipular e forçou todo mundo a apoiar ela (Dilma)", disparou.
Para Ciro, isso é um "grande problema político do Brasil", porque alguns profissionais da área "fraudam o primeiro turno" para forçar uma polarização. (...)
De Política, Portal O POVO
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