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sábado, 19 de agosto de 2017

O jogo está sendo jogado: como o PSDB decidirá seu futuro nos próximos meses



O PSDB atravessa uma crise profunda. De um lado, Aécio Neves (PSDB-MG) tenta atrelar o partido ao governo Temer, fugir do ostracismo político e manter o foro privilegiado, escapando de um possível julgamento na 1ª Instância da Justiça. De outro, Geraldo Alckmin busca afastar o PSDB do impopular ocupante do Planalto e conter os movimentos de João Doria, que lhe ameaça as pretensões presidenciais. É neste cenário que o PSDB decidirá, até dezembro, a nova cúpula partidária e o candidato presidencial de 2018.

Quando o Congresso concluiu o impeachment de Dilma Rousseff, em meados de 2016, o PSDB estava diante de sua melhor chance de eleger o próximo presidente da República desde 2002. O PT, adversário histórico, atingia o fundo do poço. Em um ano, o PSDB chegou a uma crise que, no limite, põe em questão a própria sobrevivência do partido.

A reportagem da BBC Brasil conversou com mais de uma dezena de congressistas, dirigentes e assessores tucanos para entender o que poderá acontecer com o terceiro maior partido político do país...

De André Shalders, BBC Brasil

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Aécio Neves reassume suas funções no Senado


Em sua decisão, nesta sexta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, decidiu que o senador afastado Aécio Neves, poderá reassumir suas funções do Senado, Marco Aurélio é agora o relator dos processos de Aécio, com base nas delações de excecutivos da JBS.

A Primeira Turma do STF também determinou a transferência da irmão de Aécio, Andrea Neves, para prisão domiciliar, como os demais envolvidos que estevam presos e tiveram os mesmo benefícios.

De Julio Cunha


domingo, 25 de junho de 2017

Rodrigo Janot faz bem ao Brasil, embora ás vezes faça mau a verdade


A foto de Aécio era fraude e virou prova
Trata-se de um caso de malversação de imagem

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reforçou o pedido de prisão preventiva do senador Aécio Neves anexando aos autos uma postagem do doutor no Facebook, mostrando uma cena de sua sala de estar na qual recebia quatro grão-tucanos (Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima, José Serra e Tasso Jereissati.)

A foto, tirada 12 dias depois do Supremo Tribunal Federal ter determinado seu afastamento, tinha a seguinte legenda: “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política.

Para Janot, essa é uma prova de que, mesmo afastado, Aécio continuou operando no Senado.

Trata-se de um caso de malversação de imagem.

Dois participantes do encontro juram que o quarteto foi à casa de Aécio por pura cortesia, não tratou de política e jamais supôs que a fotografia, clicada por Letícia, a mulher do senador, fosse usada para bombá-lo.

Alegenda, feita por Aécio, revela quão desorientado estava o ex-candidato do PSDB à Presidência. Foram meses de falta de rumo pessoal, político e financeiro.

De Elio Gaspari, O GLOBO

sábado, 14 de novembro de 2015

O PSDB rompe com Eduardo Cunha


A caricatura dos tucanos em cima do muro é piada antiga e sem graça. Os políticos do PSDB, no entanto, insistem em trazer a imagem à tona. Poucas vezes fizeram isso com tanto esmero quanto no início do segundo mandato de Dilma Rousseff. A presidente iniciou seu governo de forma desastrosa, contrariando promessas de campanha e naufragando nos índices de popularidade. O país pedia um partido de oposição, e o PSDB – que obteve votação estrondosa no último pleito presidencial – tinha tudo para ser essa força oposicionista. Ficou, no entanto, com o perdão da repetição, em cima do muro. Deixou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB) – que formalmente integra a aliança do governo –, emergisse como o principal opositor de Dilma. O PSDB apoiou Cunha convencido de que se tratava do caminho mais curto para oimpeachment da presidente. Na semana passada, os tucanos romperam com Cunha e – com o perdão da expressão, usada aqui pela última vez – desceram do muro. Mas será mesmo?

Tudo começou na sexta-feira, dia 6, quando o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, disse em entrevista a uma rádio da Bahia: “A partir do momento em que surgem as denúncias, nossa bancada tem de votar contra as provas, e as provas são contundentes contra Cunha”. Veio o final de semana e a situação de Cunha só piorou com as entrevistas que ele deu a jornais e telejornais – e em nenhuma delas conseguiu dar explicações consistentes sobre o dinheiro que guarda na Suíça. À medida que as redes sociais propagavam o noticiário com as explicações de Cunha, os cabeças pretas do PSDB – grupo de jovens parlamentares que se opõe aos velhos caciques do partido – compartilhavam mensagens de desaprovação. Estava criado o caldo de cultura de rompimento de uma aliança que arrastara os tucanos para a órbita do peemedebista, fazendo-os girar em torno do tema único do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O alinhamento a Cunha fez com que o PSDB perdesse o rumo e a identidade no início do segundo mandato de Dilma. Muitas vezes, o partido deixou de lado suas convicções políticas e votou contra projetos que sempre defendera, apenas para se firmar de forma contrária ao governo – além de se manter próximo ao que defendia Cunha. Exemplo disso foi a forma como a sigla votou na apreciação de projetos como o fator previdenciário, regra criada durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. À época, o ex-presidente chegou a afirmar em entrevista que o comportamento da bancada abalava o prestígio do partido. Outro exemplo é a resistência que o partido vinha mostrando para aprovar medidas do pacote de ajuste fiscal encaminhado pelo governo ao Congresso. O PSDB sempre defendera o corte de gastos públicos e a modernização do Estado – e resistiu em aprovar medidas que possam melhorar a situação das contas públicas do país. A sigla, que no passado cultivou a fama de fiscalista, votou também a favor da proposta que reajustava em até 78% os salários dos servidores do Judiciário...

De Talita Fernandes, ÉPOCA

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

PSDB tomou a decisão mais adequada ao pedir afastamento de Cunha, diz Aécio


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), reafirmou nesta quinta-feira, 12, que o partido tomou a decisão mais adequada ao pedir o afastamento do peemedebista Eduardo Cunha (RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. Para o tucano, ainda que a sigla tenha feito o que achava certo, cabe a Cunha decidir seu destino e não o PSDB decidir por ele.

"Nossa posição política já começa a influenciar outras forças partidárias e principalmente setores da sociedade", avaliou Aécio. O senador evitou falar em pressão para a saída de Cunha, alegando que o partido não pode perder o foco na crise econômica, social e moral. Para isso, a legenda pretende apresentar na primeira semana de dezembro um documento com o diagnóstico da gravidade da crise brasileira e as propostas dos tucanos.

Sobre o impeachment, Aécio observou que o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff é uma decisão que Cunha, em algum momento, terá de tomar. "Lamento que isso tenha demorado tanto tempo. A meu ver esse assunto já deveria estar sendo discutido na Casa", comentou...

De política, JORNAL DE BRASÍLIA

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Dilma é acusada de mentir sobre financiamento em Cuba


O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, disse que a presidente da República, Dilma Rousseff, mentiu ao falar sobre o financiamento para a construção do Porto de Mariel, em Cuba, durante o último debate do segundo turno da campanha eleitoral, em outubro do ano passado. Assim que Dilma garantiu na TV ao então candidato Aécio Neves que o empréstimo para a obra teria como garantia a Odebrecht, responsável pelo projeto, o presidente da construtora não se conteve. Em mensagem a um dirigente, interceptada pela Polícia Federal, Marcelo foi taxativo. “Ela (Dilma) disse que as garantias são da empresa, e não do governo de Cuba. Ela está mentindo”, escreveu ele. As informações são da Agência O Globo.

A acusação está numa troca de mensagens entre Marcelo Odebrecht e Benedicto Barbosa da Silva Junior, um dos executivos do grupo. O material integra novo relatório de investigação da PF sobre o esquema de corrupção na Petrobras...

De política, O LIBERAL

sábado, 7 de novembro de 2015

Provas contra o presidente da Câmara são contundentes, afirma Aécio


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira (6) que são contundentes as provas contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado por supostamente receber dinheiro de corrupção em contas na Suíça.

“A partir do momento em que surgem as denúncias, nossa bancada tem que votar com as provas, e as provas são contundentes contra Cunha”, afirmou Aécio em entrevista a rádio Metrópole, da Bahia.
Mais tarde, após participar de um debate sobre segurança pública na capital baiana, o senador afirmou serem “extremamente graves” as denúncias contra Cunha, que estaria numa posição “frágil” e que “contamina” a Câmara dos Deputados.

Segundo Aécio, os deputados do PSDB votarão “de acordo com as provas” tanto no Conselho de Ética, quanto no plenário, numa possível votação pela cassação do mandato de Cunha.

Ainda defendeu que o relator do processo que investigará Cunha, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), atue com independência na condução do caso...

De política, O ESTADO

domingo, 7 de dezembro de 2014

Na Paulista, manifestantes fazem ato contra a presidente Dilma


SÃO PAULO ­ Um ato convocado por políticos do PSDB reuniu neste sábado, 6, em São Paulo cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, para protestar contra o governo Dilma Rousseff. A manifestação teve a presença do senador eleito José Serra, dos deputados José Aníbal e Mara Gabrilli, dos vereadores Andrea Matarazzo e Gilberto Natalini (PV), além do cantor Lobão. O senador Aécio Neves (PSDB-­MG), que divulgou vídeo na internet pedindo a participação no protesto, não compareceu.

Esse foi o quinto ato organizado contra o governo Dilma desde o 2.º turno das eleições. O maior deles, em 15 de novembro, reuniu cerca de 10 mil pessoas.

Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 15h no vão livre do Masp. Eram três grupos distintos, liderados pelo Movimento Brasil Livre, Vem Para a Rua e Movimento Brasileiro de Resistência, este último defensor da intervenção militar. Em comum eles tinham as críticas ao governo ­ fazendo alusão aos escândalos da Petrobrás e do mensalão e pedindo “Fora, Dilma” e “Fora, PT”. Os dois primeiros fizeram questão de se diferenciar do terceiro, que reuniu cerca de 400 pessoas.

A diferença ficou clara logo no início da marcha. Dois carros seguiram pela Avenida Paulista, desceram a Rua da Consolação e terminaram o ato na Praça Roosevelt. O grupo que defendia a intervenção militar tomou sentido contrário e desceu a Avenida Brigadeiro Luis Antônio.

O cantor Lobão fez questão de se diferenciar de manifestantes radicais. “Temos objetivos comuns que é tirar o PT do poder, mas defendo os meios democráticos”, disse.

Exilado. Serra acompanhou a segunda metade da caminhada. Na Praça Roosevelt, ele subiu no carro de som do movimento Vem Para a Rua e discursou. “A democracia não é só a eleição. É um sistema de valores que está sendo destruído pelo PT”, afirmou. O senador eleito por São Paulo descartou apoiar o movimento que pede a intervenção dos militares. “Já fui exilado em dois países e não quero ser exilado pela terceira vez.”

De Valmar Hupsel Filho, O ESTADO DE S. PAULO

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Aécio ironiza provável indicação de Joaquim Levy


O candidato derrotado do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), ironizou nesta terça-feira (25) a indicação do economista Joaquim Levy para dirigir o Ministério da Fazenda no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). "O mais adequado é a consideração que fez meu Armínio Fraga, que disse que via na indicação de Joaquim Levy algo como se um grande quadro da CIA fosse convocado para dirigir a KGB", brincou o tucano, citando as agências de inteligência norte-americana e russa, que têm uma rivalidade histórica.

Levy, que hoje está no Bradesco, foi aluno de Armínio Fraga, que coordenou o programa econômico de Aécio durante a campanha presidencial e seria a escolha para a pasta caso o tucano tivesse sido eleito. O comentário de Aécio ocorreu logo após fazer um duro pronunciamento contra a articulação dos governistas de votar, em bloco, os 38 vetos presidenciais que trancam a pauta do Congresso. A apreciação desses vetos é pré-requisito para que deputados e senadores votem o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, ampliando o abatimento da meta de superávit primário.

Aos jornalistas, Aécio chamou Levy de "amigo pessoal". O futuro ministro da Fazenda - que deve assumir o cargo após a aprovação do projeto que altera a LDO de 2014 - teve uma formação acadêmica alinhada ao pensamento econômico ortodoxo e teve passagem pelo Executivo no segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2000, ele foi nomeado Secretário-Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda e, no ano seguinte, assumiu o cargo de economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Ele também foi secretário do Tesouro no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva...

De política, DIÁRIO DE PERNAMBUCO

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Da tribuna, Aécio condiciona diálogo à investigação sobre petrolão


O senador Aécio Neves completou nesta quarta-feira o roteiro previsto para reforçar seu papel como líder da oposição: em um pronunciamento feito na tribuna do Senado, ele deixou claro que, impulsionada pelos 51 milhões de votos nos tucanos no segundo turno, a postura da oposição deve ser muito mais dura no segundo mandato.

No discurso, Aécio condicionou o diálogo com a presidente Dilma à apresentação de propostas e ao compromisso do governo com a investigação completa dos desvios na Petrobras. "Agora os que foram intolerantes durante doze anos falam em diálogo. Pois bem: qualquer diálogo estará condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história do país, já conhecido como petrolão".

Em seu pronunciamento, Aécio atacou os métodos usados pelo PT na campanha, com o uso de boatos e ofensas pessoais para atingir os adversários. "Mostraram que não enxergam limites na luta para se manter no poder. A má-fé com que travaram a disputa chegou às raias do impensável, do absurdo e agrediu a consciência democrática do país", disse ele.

O tucano mencionou especificamente a campanha do medo sobre o possível fim do Bolsa Família. "Espalharam o medo entre pessoas humildes, manipularam o sentimento de milhares de famílias negando-lhes o livre exercício da cidadania. Essa intimidação e essa violência só têm paralelo em regime que demonstram muito pouco apreço pela democracia".

Aécio também ressaltou o que, na visão dele, foi o lado positivo da campanha: o crescimento da militância contra o governo. "Nós assistimos, senhoras e senhores, ao despertar de um novo país. Sem medo, crítico, mobilizado, com voz e convicções, que não aceita mais o discurso e a propaganda que tenta justificar o injustificável", afirmou.

O tucano disse que nunca havia subido a uma tribuna no Congresso com tamanha carga de responsabilidade quanto nesta quarta-feira. E prosseguiu: "Quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar (...) que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários. Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passassem as eleições. Fomos acusados de propostas que jamais fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos e não somos".

O senador tucano mencionou ainda a resolução que o PT divulgou na quarta-feira, defendendo o controle da mídia, a democracia direta e a construção de uma "hegemonia". "Precisamos estar atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial ao país que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições", disse ele.

O tucano continuou: "Nossos adversários de novo não se constrangem em propor um projeto que se pretende hegemônico, o oposto daquilo que a democracia pressupõe: liberdade de escolha, alternância de poder". Aécio encerrou o discurso dirigindo-se a seus eleitores: "Digo em nome dos nossos companheiros de oposição. Agora e a cada dia dos próximos anos estaremos presentes".

De Gabriel Castro, VEJA

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PSDB de Aécio Neves pede auditoria na votação


O PSDB nacional protocolou nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral pedido de auditoria especial para verificar o resultado das eleições presidenciais. O candidato do partido, Aécio Neves, perdeu para a petista Dilma Rousseff por 3,28 pontos porcentuais entre os votos válidos, menor diferença da história. A diferença equivale a 3,4 milhões de eleitores.

Na petição, assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), o partido alega haver “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira” motivada pela decisão do tribunal de só divulgar a apuração parcial após o encerramento da votação no Acre e no oeste do Amazonas, cujo fuso horário está três horas atrasado em relação a Brasília – por causa do horário de verão.

“O aguardo do encerramento da votação no Estado do Acre, com uma diferença de três horas para os Estados que acompanham o horário de Brasília, enquanto já se procedia a apuração nas demais unidades da federação, com a revelação, às 20h00 do dia 26 de outubro, de um resultado já definido e com pequena margem de diferença, são elementos que acabaram por fomentar, ainda mais, as desconfianças que imperam no seio da sociedade brasileira”, diz a petição dos tucanos...

De Andreza Matais, ESTADÃO

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sarney votou em Aécio Neves?


A mão direita, trêmula, move-se com o indicador esticado até o primeiro botão, no alto à esquerda, do teclado da urna eletrônica. Titubeia por um instante e desce para a tecla imediatamente abaixo. Pressiona-a e vai para o botão à direita. Aperta novamente: 4 + 5. Aparecem na tela da urna as fotos de Aécio Neves (PSDB), sorridente, e de Aloysio Nunes (PSDB), de terno preto. A mão desce até a tecla verde e confirma: “Fim”.

Quando o dono da mão deixa a cabine de papelão, vê-se pregado na lapela do seu paletó caqui o adesivo da campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT). Na foto, a presidente está ladeada pelo seu candidato a vice – e presidente do PMDB-, Michel Temer. A cena está registrada em vídeo e publicada no Youtube.

(...)

Foi um recado de que o PMDB pretende manter o comando da Câmara e do Senado na próxima legislatura e de que não aceita compartilhar seu poder com mecanismos de consulta popular – como por exemplo fazer uma reforma política via plebiscito, como a presidente propôs em seu discurso de vitória.

(...)

Ele não será mais senador em 2015. Seu afilhado Edison Lobão não deverá ser mais o ministro das Minas e Energia. Por isso, não seria surpresa se Sarney virasse ministro da Cultura no quarto governo do PT – mesmo que sua mão tenha votado no PSDB.

De Jose Roberto de Toledo, blog, ESTADÃO

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Imprensa internacional destaca reeleição apertada de Dilma


A reeleição da presidente Dilma Rousseff está nas home pages dos sites dos principais jornais do mundo. A maior parte dos veículos destacou o resultado apertado na disputa com Aécio Neves.

Artigo publicado pelo New York Times lembra que a vitória foi alcançada em uma disputa tumultuada, marcada por acusações de corrupção, insultos pessoais e debates quentes. O Wall Street Journal apontou que “a disputa cáustica entre os candidatos expôs as linhas de fratura econômica e social da nação”.

O La Nación, de Buenos Aires, manchetou: “A eleição mais acirrada: Dilma conseguiu só três pontos de vantagem sobre Aécio Neves”. O jornal também lembrou em sua versão na internet o agradecimento a Lula no discurso da vitória.

O argentino Clarín deu espaço também para o panorama externo, com a chamada: “Rumo a outra relação com os EUA e uma revisão do Mercosul”.

A rede britânica BBC colocou fotos dos dois candidatos e o destaque: “Presidente Dilma Rousseff foi reeleita para um segundo mandato, depois de assegurar mais de 51% dos votos em uma eleição altamente disputada”.

Na França, o Le Monde afirmou: “A presidente brasileira foi reconduzida ao posto na sequência de um segundo turno acirrado”.

A revista alemã Der Spiegel cravou: “Foi uma corrida cabeça a cabeça”, citando a pequena diferença de votos de Aécio.

O El País, da Espanha, chamou atenção para os desafios de Dilma no segundo mandato. “A crise econômica e a corrupção vão marcar a nova Presidência”.


De Eleições 2014, VEJA

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Aécio diz que irá rever decisões recentes de Dilma relativas à Petrobras


RIO DE JANEIRO - O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou decisões "açodadas e equivocadas" quem vêm sendo tomadas pela presidente Dilma Rousseff, como a antecipação do óleo excedente da cessão onerosa para a Petrobras, e prometeu revisá-las em um eventual governo tucano.
“Vamos discutir a luz do dia, e não nas madrugadas insones do governo, medidas que sejam mais eficazes para o país e a própria Petrobras”, disse ele a jornalistas no Rio de Janeiro.
No fim do mês passado, o governo federal decidiu contratar diretamente a Petrobras para explorar o óleo excedente em quatro áreas da chamada cessão onerosa, no pré-sal, o que deve garantir à estatal reservas adicionais entre 10 bilhões e 15 bilhões de barris. A Petrobras terá que desembolsar 15 bilhões de reais em bônus e antecipações para explorar as áreas, o que levou o mercado a criticar a decisão.
O tucano acrescentou que o governo petista tem sido marcado nesse último ano de mandato de Dilma por “improvisos” e “sem avaliação racional” de suas consequências.
“Algumas delas inclusive em relação a Petrobras. Vamos ter calma para avaliar cada uma delas.”
O candidato do PSDB recebeu do coordenador do programa de governo, o ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia, as diretrizes do programa tucano. “Nas nossas diretrizes vocês poderão ver alguma coisa sobre Petrobras também”, destacou ele sem entrar em detalhes.
O documento será protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo sábado.
As diretrizes visam, segundo Anastasia, melhorar o bem estar social da população e incluiu a realização de reformas, como tributária, segurança pública, política e de infraestrutura.

Segundo o PSDB, as diretrizes não são imutáveis e haverá um canal para que a sociedade possa fazer propostas e sugestões.

De economia, REUTERS BRASIL

domingo, 29 de junho de 2014

Candidato a vice poderá surpreender, diz Aécio


Entre os nomes mais cotados estão o senador cearense Tasso Jereissati e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie

Em uma passagem de 50 minutos em Caruaru, no agreste pernambucano, a 130 quilômetros do Recife, no final da noite de sexta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB) disse que o anúncio do candidato a vice-presidente na sua chapa, na segunda-feira, poderá surpreender. Entre os nomes mais cotados estão o senador cearense Tasso Jereissati - que poderá agregar votos na região Nordeste - e a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie. Ambos tucanos.
"Podemos ter surpresas", disse ele. "Temos nomes qualificados dentro e fora do PSDB".
Indagado sobre a importância do vice, ele afirmou que "os vices devem, de alguma forma, complementar a ação do candidato". "É muito difícil ter um vice que você diga 'olha, esse vice decide a eleição'", observou. "Não é da tradição brasileira, as pessoas votam no candidato". Frisou estar tranquilo em relação ao assunto: "no nosso caso, o problema é a fartura de nomes qualificados"...

De política, VEJA

terça-feira, 24 de junho de 2014

Aécio diz que aliança do PSDB e DEM em torno de Pezão torna seu palanque o ‘mais forte do Rio’


SÃO PAULO — Candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves declarou nesta segunda ter o palanque ‘mais sólido e forte’ no estado do Rio. A declaração foi uma resposta ao apoio formalizado na manhã de hoje entre o PSDB e DEM no Rio, em que o governador do PMDB Luiz Fernando Pezão admitiu, pela primeira vez, abrir palanque para o senador mineiro. Para Aécio, a aliança com o PMDB no terceiro maior colégio eleitoral do país traz “conforto” e faz dele o presidenciável com o “palanque mais forte do Rio de Janeiro”.

— Dá conforto às forças políticas que já haviam manifestado apoio à nossa candidatura e, sem dúvida, teremos o mais sólido e forte palanque do Rio de Janeiro — disse o candidato, que assistiu ao jogo entre Brasil e Camarões na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, ao lado do coordenador da campanha tucana no estado, Alberto Goldman, e do deputado Paulo Pereira da Silva.

O tucano explicou a aliança fluminense como uma reação aos movimentos feitos pelo PT no Rio, referindo-se ao apoio do PSB à candidatura do senador petista Lindbergh Farias na sucessão estadual. Com a patrocínio de Aécio, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), adversário político do PMDB, retirou sua candidatura ao governo e será candidato ao Senado na chapa de Pezão...

De política, O GLOBO

domingo, 8 de junho de 2014

Acordo entre PSB e PSDB avança e facilita articulação no Estado



Eduardo Campos e Aécio Neves tentam uma ofensiva da oposição para evitar vitória de Dilma no primeiro turno

Um encontro do PSB de São Paulo pôs fim a uma crise que vinha ameaçando o pacto entre os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) para evitar vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno. O acordo traz reflexos para as articulações no Estado e pode acelerar a definição do ninho tucano capixaba. 

Campos e Aécio já teriam conversado sobre a disputa no Espírito Santo e fechado questão sobre o tema no início de maio. Mas a acomodação do PSDB no palanque de Casagrande se complica na proporcional. Este seria o obstáculo ao acordo entre os presidenciáveis. Mas nos bastidores, os comentários são de que as conversas estão bem adiantadas, sobretudo depois que o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) lançou a candidatura ao Senado.
 
O partido só deve bater o martelo sobre sua participação na eleição deste ano mais próximo de sua convenção estadual, marcada para o próximo dia 21, na Câmara de Vitória. Mas a tendência é de que o partido repita o acordo nacional. O governador Renato Casagrande já cumpriu sua parte, deixando a neutralidade e assumindo o palanque do candidato socialista à Presidência, Eduardo Campos. 
 
O acordo define que onde o PSB tiver condições de disputar a eleição ao governo, o fará com o apoio dos tucanos, e vice-versa. No Estado, a reeleição de Renato Casagrande seria apoiada pelo PSDB, que por sua vez, recuaria da candidatura de Guerino Balestrassi.
 
O PSB de São Paulo fechou acordo sobre o apoio à reeleição do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB. Para o Senado, o partido discute a possibilidade de o socialista Márcio França ser o indicado. A definição põe um ponto final na crise causada no PSB depois que a candidata a vice na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva (Rede), passou a criticar a possibilidade de aliança em São Paulo em torno do governador tucano. 

De Renata Oliveira, SECULO DIÁRIO

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aécio ataca Dilma e pede controle de gastos para combater inflação


Recém-eleito presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) criticou ontem a presidente Dilma Rousseff e defendeu o controle de gastos públicos para conter a inflação nos comerciais do partido veiculados no rádio e na TV.
São três filmes de 30 segundos. Num deles Aécio diz que a inflação no país foi controlada graças ao PSDB: "Mas hoje a alta de preços voltou a bater à porta dos brasileiros. Os alimentos então não param de subir. Para evitar que a inflação volte de vez, a primeira coisa a fazer é equilibrar as contas do governo. É ter foco na gestão", afirma.
Uma música tranquila atenua o tom das críticas, e Aécio prossegue falando: "Hoje o governo federal gasta mais do que arrecada. E aí, claro, a conta não fecha [...]. Para o PSDB, a hora é de tolerância zero com a inflação".
Para justificar a escolha do tema, a assessoria do PSDB diz que a inflação é alvo de preocupação de 77,5% dos brasileiros, segundo pesquisa de opinião encomendada pela legenda na qual foram ouvidos 5.000 eleitores.
Nas inserções, Aécio -que hoje é senador- diz que, durante sua gestão como governador, Minas Gerais "avançou como nunca na saúde e fez 6.000 km de estradas".
"Quem governa também tem de dar o exemplo, por isso a gente cortou pela metade o salário do governador", diz.
À exceção de cenas históricas, Aécio é o único político a estrelar os comerciais: "Eu sou Aécio Neves e, se você também acredita que a gente pode cuidar melhor do Brasil, vamos conversar". Com as peças, o PSDB tenta tornar Aécio mais conhecido do eleitorado nacional.
No site "Conversas com Brasileiros", lançado ontem pelo partido, Aécio e a inflação também são assuntos centrais. No vídeo principal, o senador conversa em uma sala com pessoas que relatam suas preocupações.
Nas respostas, o mineiro critica o governo federal e valoriza projetos desenvolvidos pelo PSDB no passado.


De poder, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 21 de maio de 2013

'Não vou aparecer na hora da campanha', diz FHC sobre 2014


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que não pretende "aparecer" na provável campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, em 2014. O tucano afirmou que a próxima disputa presidencial não deve ser pautada por um embate entre os legados de seu governo (1995-2002) e das gestões do PT.
"Eu não vou aparecer na hora da campanha. Não adianta nada o apoio de A, de B, ou de C... Na hora da campanha, é uma conversa do candidato com o País. Não pode ser uma disputa Lula versus FHC", disse o ex-presidente durante um debate realizado pela agência Reuters, em São Paulo...

De política, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sábado, 18 de maio de 2013

A árdua tarefa de Aécio: unir o PSDB


Convenção nacional neste sábado, em Brasília, será o primeiro passo para tentar unificar a sigla rumo à eleição presidencial do ano que vem

O PSDB realiza neste sábado, em Brasília, a convenção nacional para eleger Aécio Neves presidente da legenda. O tucano, que sonha com a Presidência da República em 2014, se esforça para construir uma imagem de unidade interna no partido, após sucessivos problemas nas últimas disputas eleitorais. O pleito do ano que vem será a terceira tentativa de retirar o PT do Palácio do Planalto.

O senador, que permanecerá dois anos no comando do partido, acredita que sua ascensão ao cargo máximo da legenda o transformará no principal porta-voz dos interesses do PSDB, o que deve facilitar as conversas para a eleição de 2014. O atual presidente do partido é o deputado Sérgio Guerra, de Pernambuco, alheio à tensão entre paulistas e mineiros, portanto.

Para tentar diminuir as resistências internas, Aécio ofereceu a José Serra a indicação do secretário-geral do partido. O ex-governador paulista optou pelo nome do deputado federal Mendes Thame. Serra anunciou que comparecerá à convenção em Brasília. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também confirmou presença. A principal oposição a Aécio vem justamente de São Paulo: parte da ala ligada a Serra acredita que o senador mineiro não se esforçou como poderia pela candidatura presidencial de 2010...



De Gabriel Castro, de Brasília, revista VEJA