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domingo, 22 de novembro de 2015

Ex-adversários, Marta e Serra trocam gentilezas


Adversários figadais na campanha municipal de 2004, José Serra e Marta Suplicy têm surpreendido os colegas do Senado pela troca de gentilezas e afinação em votações.

A ex-petista, recém-filiada ao PMDB partido do qual Serra se aproxima de olho em 2018 tem elogiado a atuação do tucano na Casa.

Outro dia, a psicóloga deu até um conselho ao ex-rival: que ele seja menos ansioso na hora de negociar a aprovação de seus projetos no plenário, porque isso facilitaria a boa vontade dos demais senadores.

De Vera Magalhães, colunista, VEJA

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Veja se seu nome está no liquidificador



Todo dinheiro declarado nas campanhas eleitorais dos candidatos nas últimas eleições é absolutamente legal, não existe questionamento quando ao íntegro doador na campanha dos partidos políticos, tese que corrobora com as declarações do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores Rui Falção, que diz “As doações ao PT foram feitas de forma legal”.

Até hoje não vi um registro em declaração eleitoral de qualquer candidato ou partido, informando que os recursos recebidos para sua campanha são provenientes de propinas ou subornos dos doadores, e isto reforça ainda mais que diz o presidente.

Agora vejamos - Todo dinheiro advindo do crime organizado, do assalto a banco, da explosão de caixas eletrônicos, sequestros, contrabando de armas, drogas, jogos proibidos, subornos, máfia do futebol, tráfico de menores, de mulheres, de órgãos, do latrocínio e roubos de carros, de lojas, do superfaturamentos das obras públicas, desvios de recursos públicos, das propinas, e tantos outros crimes, também poderão abastecer os caixas das campanhas eleitorais e assim misturar-se com as demais doações, bastando apenas que apresente o CPF ou CNPJ limpo, Pronto, é tudo igual.

Julio Cunha, CINZA E GELO

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Doleiro Alberto Youssef diz que Gleisi Hoffmann recebeu R$ 1 milhão


O doleiro Alberto Youssef disse em depoimento ao Ministério Público Federal que deu R$ 1 milhão à campanha que elegeu Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010.

Gleisi foi também chefe da Casa Civil no governo da presidente Dilma Rousseff entre junho de 2011, quando Antonio Palocci deixou o cargo, e fevereiro deste ano.

Segundo o doleiro, o montante foi entregue em quatro parcelas, em espécie, ao dono do shopping Total de Curitiba, Michel Gelhorn.

Três das parcelas foram entregues no próprio shopping, de acordo com Youssef.

O empresário é sócio do apresentador de TV Carlos Massa, o Ratinho, em outro shopping em Curitiba, o ParkShopping Barigüi...

De Redação, FOLHA

sábado, 20 de julho de 2013

Verba desviada pagou Duda em campanha de governador, diz PF

Investigação de um ano e quatro meses da Polícia Federal aponta que esquema de superfaturamento e desvios de verbas, com conluio em licitação e uso de empresas fantasmas, serviu para pagar o publicitário Duda Mendonça e campanhas de políticos do PSB e PSD.

O inquérito da PF, ao qual a Folha teve acesso, foi enviado nesta semana para a Justiça, a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União.

Segundo a PF, o desvio ocorreu em programa de implantação de internet grátis na Paraíba, por meio da empresa Ideia Digital, com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na época da assinatura do convênio de R$ 6,25 milhões com a Prefeitura de João Pessoa (outubro de 2009), a pasta era comandada pelo PSB teve ministros como Roberto Amaral, vice-presidente da sigla, e o hoje governador Eduardo Campos (PE).

A Ideia venceu a licitação por meio de esquema fraudulento, segundo a investigação da PF e da Controladoria-Geral da União. Participaram da disputa "fictícia", nas palavras da polícia, empresas formadas por funcionários da Ideia e outras cujos documentos eram falsificados para simular uma concorrência.

O contrato teve verba de emenda parlamentar de R$ 18,5 milhões. Apesar de a emenda ser da bancada da Paraíba na Câmara dos Deputados, quem indicou o projeto foi o hoje vice-governador do Estado, Rômulo Gouveia (PSD), na época deputado. Ele foi indiciado por corrupção passiva.

Segundo a PF, houve superfaturamento de cerca de R$ 1,6 milhão e pelo menos R$ 1,1 milhão serviu para pagar a empresa de Duda Mendonça pela campanha de 2010 do atual governador Ricardo Coutinho (PSB-PB), por meio de empresas fantasmas.

Duda figurou no julgamento do mensalão justamente sob acusação de ter participado de um esquema de lavagem de dinheiro após ter recebido pagamento de campanha no exterior sem declarar às autoridades. Naquele caso, ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.
O dinheiro foi repassado pela Ideia Digital para duas empresas de São Paulo, a Brickell Processamento de Dados e Rigusta Informática. A PF esteve na sede delas e afirma que são fantasmas. Na Brickell, uma mulher disse morar na casa desde 1976 e desconhecer os sócios da firma.

Com informações do Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) e de bancos, os policiais descobriram que a conta bancária de uma das empresas era movimentada por um motoboy e pelo diretor financeiro da Duda Mendonça Propaganda. A PF afirma que os dois eram prepostos do publicitário.

Conclui o relatório: "As empresas fantasmas tinham faturamento imaginário, figurando apenas como interpostas no processo de lavagem de dinheiro".

Como o governador da Paraíba tem foro privilegiado e só pode ser processado pelo Superior Tribunal de Justiça, os supostos crimes dele e de Duda não foram formalmente apontados os investigadores pedem que isso seja feito em outro inquérito. Para a PF, há indícios claros de que houve lavagem de dinheiro...


De Fernando Mello, Fernanda Odilla, de Brasília, Moacyr Lopes Junior, FOLHAPRESS, FOLHA

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dilma põe no TSE dupla de advogados de sua campanha

A presidente Dilma Rousseff nomeou ontem o advogado Admar Gonzaga como ministro-substituto do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com a escolha, a petista instala na corte que conduzirá o processo eleitoral de 2014, durante o qual tentará novo mandato, os dois principais integrantes de seu núcleo jurídico na vitoriosa campanha de 2010.

Além de Gonzaga, responsável pela defesa da petista em longas sessões no tribunal durante a disputa presidencial, Dilma contava com a assessoria da advogada Luciana Lóssio, também indicada pela presidente à corte, onde foi efetivada em fevereiro.

O nome de Gonzaga constava em lista tríplice preparada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a cadeira de Henrique Neves, promovido a ministro titular.

Ele concorria com os advogados Joelson Costa Dias e Alberto Pavie Ribeiro.

Gonzaga deverá atuar num nicho nevrálgico da campanha: o julgamento de pedidos de direitos de resposta para candidatos no rádio e TV.

Em períodos eleitorais, o tribunal designa três juízes auxiliares para apreciar reclamações ou representações do gênero. Nesses processos, as decisões podem ser monocráticas (proferidas por um ministro apenas), sendo possível recurso ao colegiado para discussão do mérito...


De Fábio Zambeli, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 21 de maio de 2013

'Não vou aparecer na hora da campanha', diz FHC sobre 2014


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que não pretende "aparecer" na provável campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, em 2014. O tucano afirmou que a próxima disputa presidencial não deve ser pautada por um embate entre os legados de seu governo (1995-2002) e das gestões do PT.
"Eu não vou aparecer na hora da campanha. Não adianta nada o apoio de A, de B, ou de C... Na hora da campanha, é uma conversa do candidato com o País. Não pode ser uma disputa Lula versus FHC", disse o ex-presidente durante um debate realizado pela agência Reuters, em São Paulo...

De política, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Em Porto Alegre, Dilma e Lula atacam oposição de olho em 2014


PORTO ALEGRE – Em clima de campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniram nesta terça-feira à noite cerca de mil pessoas num teatro de Porto Alegre para lançar extraoficialmente a campanha de Dilma à reeleição em 2014. Mesmo que a presidente não tenha citado em nenhum momento que será candidata, Lula e outros políticos presentes ao ato salientaram a necessidade de um segundo mandato para consolidar as “conquistas sociais” do projeto petista.

Num discurso recheado de críticas à imprensa e à oposição, Lula disse que a mídia primeiro apostou numa briga entre ele e a presidente, depois “inventou” candidaturas contrárias a Dilma e, como nada deu certo, tenta agora manipular a opinião pública com críticas às conquistas do governo.

— Eles (a mídia e a oposição) vivem exilados dentro do Brasil. Não estão compreendendo o que está acontecendo no Brasil. Por isso estamos caminhando fortemente para que Vossa Excelência seja presidente por mais quatro anos — disse Lula, em referência a Dilma.

A presidente, que chegou duas horas depois de iniciado o seminário PT 10 Anos de Governo, quarto evento desse tipo realizado no país, fez um discurso técnico e cheio de referências à América Latina, à África e aos Brics. Também defendeu as políticas sociais do governo e criticou a oposição, a quem chamou de “especialistas em pessimismo”.

— Fazem o papel de pessimistas sistemáticos. Ao contrário deles, a visão sobre o Brasil é muito mais realista porque percebe o imenso potencial que temos. Fomos o país que durante a crise mais emprego criou no mundo, fato reconhecido pelo FMI. Um dos pratos prediletos de crítica é a fragilidade da Petrobras. Mas é extraordinário que (a estatal) tenha captado US$ 11 bilhões no mercado internacional a taxas baixas, o que é um reconhecimento à força da Petrobras.

Sem empolgar a plateia, Dilma também criticou as notícias de que haveria falta de energia no país e garantiu geração suficiente para 2013 e 2014. Além disso, garantiu que todos os estádios da Copa do Mundo estarão prontos antes do prazo.

— Diziam que não ia ter estádio pronto. Pois serão seis na Copa das Confederações, entregues antes do prazo. Agora ninguém mais fala nisso. Todos os estádios, todos os aeroportos, todas as obras vão aparecer. Asseguro que faremos uma das melhores Copas do Mundo — prometeu.
Messi, Pelé, Corinthians...

Lula, ao contrário de Dilma, esbanjou bom humor. Contou piadas para a plateia, citou o Inter e o Corinthians, Messi e Pelé, e reclamou da falta de água para o orador quando ainda iniciava seu discurso, que durou cerca de 30 minutos.

— Um dia você vai ser ex-presidente, Dilma. Quando se é presidente é possível morrer afogado de tanta água que servem. Depois, eles fogem de você — brincou Lula.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi mais enfático na crítica à imprensa. Segundo ele, o PT e seus aliados precisam buscar uma nova correlação de forças em nível nacional para garantir uma reforma tributária e do sistema político e para expandir o que chamou de liberdade de expressão. Ele reivindicou a regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que consideram a comunicação como um direito social, “que tarda há décadas”.

— Nossa missão fundamental é a reeleição da presidente Dilma, para que consolidemos nosso segundo grande salto e tornemos determinadas conquistas irreversíveis. Considero que as opiniões não podem ser de pensamento único dos grandes meios (de comunicação) monopolizados. Não é censura, mas não há como aprofundar a democracia com os conceitos dos proprietários e dos acionistas de jornais — discursou.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, reforçou as críticas à imprensa e também lançou a candidatura de Dilma à reeleição:

— A oposição está sem rumo e sem projeto. E quando a direita está sem projeto e se vê perdida, apela para a desconstituição da democracia até com atos de força ou para a manipulação da opinião pública por meio de grandes grupos monopolistas de mídia. Tenho certeza que vamos avançar porque estamos bem liderados —afirmou.


De Flávia Ilha, portal O GLOBO

domingo, 28 de abril de 2013

Mulheres que ajudaram a encontrar Bin Laden vivem sob ameaça no Paquistão


Na ligação, seu supervisor a convocou para uma reunião na manhã seguinte. Mas mal sabia ela que o verdadeiro objetivo do encontro não seria definir os detalhes de mais uma campanha de vacinação, na qual ela iria trabalhar imunizando as pessoas, como inicialmente lhe foi informado.

Begum e outras 16 agentes de saúde paquistanesas se tornaram peças-chave na caçada por aquele que, na época, era o fugitivo mais procurado do mundo: Osama Bin Laden.

Elas participaram de uma campanha de vacinação falsa, coordenada pelo médico Shakeel Afridi e concebida pela CIA cujo verdadeiro objetivo era tentar coletar sangue e material orgânico contendo o DNA dos integrantes da casa que, segundo suspeitas confirmadas da inteligência americana, servia de esconderijo para o líder da Al-Qaeda.

Bin Laden foi morto em maio de 2011 por um esquadrão de elite americano em uma operação secreta no distrito de Abbottabad, na província de Khyber Pakhtunkhwa (norte do Paquistão).

Mas desde então, as 17 agentes de saúde que participaram da campanha de vacinação falsa têm vivido sob ameaças. Todas perderam seus empregos e agora são consideradas "traidoras" em seu país.

Os serviços de inteligência paquistaneses prenderam Afridi, que trabalhava para o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa, e o acusaram de colaborar com a CIA.

Além disso, em fevereiro de 2012, o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa demitiu todas as 17 profissionais que teriam participado da campanha de vacinação usada como fachada pela inteligência americana, acusando o grupo de trabalhar "contra o interesse nacional".

Consequências

Como resultado, Begum vive hoje com a família em uma casa precária de dois cômodos em Abbottabad. As paredes não têm reboco, o telhado está cedendo e um dos quartos não tem porta.

No segundo cômodo, uma parte da parede está coberta com cartazes de programas de planejamento familiar, cuidados primários de saúde e campanhas de vacinação - um sinal de como o trabalho de agente de saúde é importante para Begum.

Caçula de uma família com seis filhos, ela foi a única que conseguiu um emprego. Nenhum dos irmãos é casado, o que também é incomum no Paquistão - e ajudou a agravar os problemas financeiros da família.
Desde 1996, quando Begum começou a trabalhar como agente de saúde em sua província, ela tornou-se responsável por comprar comida para seus pais e irmãos.

O dinheiro, porém, não foi suficiente para pagar o tratamento da catarata de sua mãe - que está praticamente cega - e da epilepsia de uma de suas irmãs.

"Agora que perdi meu emprego, não podemos nem pagar por duas refeições completas (por dia)", diz Begum, aos prantos.


Muitos de seus colegas enfrentam problemas semelhantes.

Problemas de saúde

"Eu costumava trabalhar com a força de sete homens, mas agora estou esgotada", diz a também agente de saúde Akhtar Bibi, de 49 anos.

Bibi foi acusada de ser do "círculo de confiança" de Afridi e de ter sido uma das profissionais que de fato entrou no esconderijo de Bin Laden para obter amostras de sangue de seus residentes.

Ela nega as acusações, mas conta que foi interrogada por agentes de inteligência paquistaneses após a prisão de Afridi, em 2011.

"Foi depois disso que eu comecei a sofrer de hipertensão. E tudo piorou quando meu marido me deixou e foi morar com sua segunda esposa. Ele diz que eu fiquei estigmatizada", conta Bibi.

A ex-agente de saúde agora trabalha como empregada doméstica ganhando pouco mais de US$ 1 por dia.
"Afridi não nos obrigou a nada. Foi o departamento de saúde de nossa província que nos instruiu a trabalhar sob suas ordens", diz Bibi.

"Na reunião de 16 de março de 2011, vários funcionários do alto escalão do departamento estavam presentes. E foram eles que fizeram de Afridi o coordenador desse programa."

Bibi, Begum e outras de suas colegas dizem que não sabiam que a campanha de vacinação para a qual foram recrutadas serviria para encobrir um plano da CIA para confirmar o paradeiro de Bin Laden.

Na reunião, Afridi teria dito às agentes de saúde que o objetivo da campanha era imunizar mulheres de 15 e 49 anos contra a hepatite B nas cidades de Nawanshehr e Cidade Bilal, no distrito de Abbottabad.

Campanha

Bibi diz que a primeira etapa da campanha, realizada em 16 e 17 de março, envolveu 15 profissionais de saúde e se concentrou em Nawanshehr.

Esta é a área da qual outro líder da al-Qaeda, Abu Faraj al-Libbi, teria escapado em 2004, após quase ser capturado pelo serviço de inteligência paquistanês.

Segundo Bibi, mais duas campanhas de vacinação foram realizadas na região: uma de 12 a 14 de abril e outra nos dias 20 e 21 do mesmo mês.

A última se concentrou na Cidade Bilal, onde o esconderijo de Bin Laden foi localizado.

"Nove agentes de segurança cobriram a área de Cidade Bilal em dois dias. O doutor Afridi supervisionou pessoalmente a campanha. Ele havia alugado duas vans para nós e também usou um carro oficial do departamento de saúde", conta a paquistanesa.

Segundo Bibi, ela, Afridi e outra profissional de saúde teriam batido na porta da casa que seria o esconderijo de Bin Laden, mas ninguém os atendeu.

Ela diz não saber como Afridi terminou conseguindo as amostras dos habitantes do local, mas se lembra de ter ouvido ele dizer que era "muito importante" imunizar as pessoas daquela casa.

Desconhecimento

Não está claro se Afridi sabia que tipo de informação seria tirada das amostras de DNA que o grupo estava recolhendo.

No ano passado, as 17 profissionais de saúde entraram com um recurso em um tribunal paquistanês contra sua demissão, alegando que teriam sido usadas como "bodes expiatórios" por altos funcionários do departamento de saúde de sua província.

Em março, o tribunal ordenou a reintegração das demitidas, mas autoridades locais dizem ainda não ter decidido se irão recorrer.

Uma grande preocupação das agentes de saúde, porém, é que elas até podem obter os seus empregos de volta, mas será mais difícil se livrar das ameaças e estigmatização social.

Por medo de represália, a maioria das paquistanesas contactadas pela BBC se recusou a falar sobre o caso. Outras pediram para não serem fotografadas ou não terem seus nomes publicados.

A entrevista com Bibi teve de ser feita em um local "secreto", longe dos olhos de vizinhos e conhecidos. "Minha vida está em perigo", explicou ela. "A minha e a de todas nós."



De M Ilyas Khan, Paquistão, agência BBC BRASIL

domingo, 31 de março de 2013

Encarregado da propaganda, João Santana torna-se o homem forte de Dilma


O jornalista João Santana exerce um papel fundamental no cotidiano do atual governo. Ele é o idealizador da bem-sucedida campanha da reeleição de Lula em 2006 e alquimista com o dom de transformar “postes” em candidatos vitoriosos, feitos notórios na eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República e na condução de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo no ano passado. Ninguém discute sua eficiência na construção da imagem de um postulante a cargo público. Comete um erro fatal quem menospreza sua precisa leitura dos hemisférios invisíveis das massas eleitorais. Santana é capaz de mapear os pontos fracos dos adversários com a precisão de um acupunturista. São habilidades inquestionáveis que ampliaram sua contínua influência na administração Dilma mesmo depois de fechadas as urnas, a ponto de ele ter se tornado um poderoso ministro sem pasta, um conselheiro político sem partido, o estrategista sem gabinete e, mais recentemente, o principal roteirista das ações do governo.


De revista VEJA

sábado, 9 de março de 2013

Em rede nacional, Dilma anuncia desoneração da cesta básica mirando 2014


A presidente pegou carona no pronunciamento anual em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para anunciar seu novo pacote de bondades: a eliminação do PIS/Cofins dos produtos que compõem a cesta básica

Em mais um capítulo da estratégia de antecipar a campanha eleitoral de 2014, a presidente Dilma Rousseff utilizou cadeia de rádio e televisão para anunciar, na noite desta sexta-feira, a desoneração de alguns produtos da cesta básica. O uso de viés eleitoral da cadeia pública de televisão (mesmo que num tom bem mais ameno do que na última vez em que a presidente fez uso desse expediente) é oportunista. Dito isso, é louvável o fato de que o governo tenha encontrado uma fórmula para reduzir a tributação num dos países que mais oneram seus cidadãos com taxas e impostos.
A presidente pegou carona no pronunciamento anual em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para anunciar seu novo pacote de bondades. Ela usou de uma frase que poderia ter saído da boca de Lula, dizendo que cuida do governo como as mulheres cuidam de suas famílias. Diferente do que fez nos últimos dois anos, ela não se limitou a detalhar políticas de combate a desigualdades de gênero ou à violência doméstica. Ela também aproveitou os minutos em rede nacional para ressuscitar o tema do corte na conta de luz e, num exercício de autopromoção, elogiou a manutenção da taxa básica de juros (a Selic) em 7,25% ao ano.
...

De Laryssa Borges, de Brasília, revista VEJA

quarta-feira, 6 de março de 2013

De olho em 2014, Dilma coloca em prática estilo "popular"

Com a campanha eleitoral antecipada por seu próprio partido e diante de conflitos na base aliada por causa das aspirações políticas do PSB, a presidente Dilma Rousseff intensificou a estratégia de comunicação das ações do governo e já colocou em prática um novo estilo para se mostrar mais popular e menos "tecnocrata".
A presidente foi aconselhada a fazer mudanças pelo marqueteiro João Santana, responsável pela campanha de 2010 e que atuará em 2014. Ela segue agora o modelo criado pelo antecessor Luiz Inácio Lula da Silva e inicia uma série de entrevistas a rádios regionais para "vender" as obras de sua administração. Na terça-feira Dilma concedeu entrevista a duas rádios da Paraíba, retransmitida por mais de 30 emissoras locais, um dia após ter visitado o estado. No dia 5 de fevereiro, já havia falado a uma rádio regional do Paraná. A última entrevista de Dilma para rádios - antes dessas duas - havia sido em 16 de fevereiro do ano passado.
Além da estratégia de comunicação, Dilma também se aproxima dos movimentos sociais e aposta em pacotes de bondades para marcar sua gestão e reforçar o slogan "O fim da miséria é só um começo", criado por João Santana e divulgado na festa de 33 anos do PT, na qual Lula lançou a sucessora à reeleição.
Em cerimônia marcada para esta quarta-feira por exemplo, Dilma vai anunciar pelo menos mais 16 bilhões de reais para o saneamento básico. A solenidade, no Palácio do Planalto, contará com 24 governadores, 18 prefeitos de capitais e 55 prefeitos de cidades com mais de 250.000 habitantes. O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, provável adversário de Dilma na disputa de 2014, é esperado na cerimônia.
No Planalto, porém, auxiliares de Dilma afirmam que ela não quer antecipar o fim do mandato e que suas declarações, muitas vezes, são mal interpretadas. Dizem, por exemplo, que ela ficou "muito contrariada" ao ler nos jornais que não havia deixado clara no sábado a intenção de reeditar a dobradinha com o vice Michel Temer, em 2014, ao participar da convenção do PMDB. 

De revista VEJA

sexta-feira, 1 de março de 2013

O mandato de Dilma durou apenas dois anos. Os outros dois, agora, serão anulados tentando conseguir mais quatro...


Mal saímos de uma campanha eleitoral, já estamos em outra. É o ritmo frenético que Lula impõe ao processo político. Não tem jeito. Ele não consegue descer do palanque. É o seu elemento. Isso mantém permanentemente mobilizadas as bases de seu partido e também força adversários e aliados a fazer escolhas precoces. Como estes não têm exatamente uma agenda própria e se colocam como meros caudatários dos comandos petistas — sim, vale também para  PSDB —, o Apedeuta pinta e borda.
Com dois ou três movimentos, Lula já colocou em xeque o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Estou entre aqueles que acham que seria saudável que se candidatasse à Presidência — embora eu também queira saber o que ele pretende e como vai dizer ao eleitorado que permaneceu por tanto tempo na barca petista até decidir romper. De toda sorte, vejo com simpatia — e isso não é segredo para ninguém — um eventual racha do condomínio liderado pelo PT. Mas, também já escrevi aqui, não aposto muito nisso.
Ocorre que Lula, de uma ignorância oceânica, é, não obstante, dotado de uma esperteza política sem concorrentes no país. Nesse particular, e só nesse, ele é dotado de mais recursos do que FHC, por exemplo. Não por acaso, já atraiu o seu adversário de divã — sim, o problema é freudiano — para o bate-boca eleitoral. Levou o PSDB a tentar antecipar a escolha, os tucanos agiram como patos, e o partido, anotem aí, ainda acabará assistindo a uma revoada de descontentes se continuar nessa marcha. Sabem por quê? Com perspectiva de poder, os políticos podem até aceitar certos atropelos e humilhações. Sem ela, por que aceitariam? E o viés, tudo contabilizado, não é exatamente de alta para o tucanato na esfera federal.
Lula chamou o PSDB para a briga, e alguém lá do ninho teve uma ideia: “Ah, vamos decidir agora, pronto! E quem não gostar que se dane!”. OU POR OUTRA: OS TUCANOS COMBINARAM TUDO COM O ADVERSÁRIO, MAS ESQUECERAM DE COMBINAR COM OS ALIADOS. Lula não aprendeu a fazer essas coisas na política partidária. Ele vem do sindicalismo, onde só há cobras criadas. Pior para quem cai na sua conversa.
O Apedeuta também leva outra vantagem sobre qualquer político: não tem nenhum escrúpulo. Não é o único. Mas ninguém é tão inescrupuloso, no que concerne aos hábitos políticos,  quanto ele. Ontem, por exemplo, como se fosse presidente da República, visitou as obras do Maracanã, acompanhado do governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), e do vice, o sr. Pezão. Falou aos operários. E qual foi o tema? Os 10 anos do PT no poder. Ou por outra: foi a um canteiro de obra pública para fazer proselitismo partidário — não sem elogiar fartamente o anfitrião, Cabral. PT e PMDB fluminenses estão em pé de guerra por causa de 2014. Mas o Apedeuta estava lá fazendo a conciliação. Assim como é muito difícil para Campos levar adiante o seu intento, a candidatura de Lindbergh não será muito fácil. Em seu discurso no estádio em obras, o ex-presidente excitou o ufanismo da massa e fez um desagravo de agravo que não houve: segundo ele, diziam (quem “diziam”?) que o Brasil não seria capaz de realizar a Copa do Mundo, mas estaríamos provando que é mentira etc. etc. etc. Bem, nunca ninguém disse isso. Lula vive atribuindo coisas a um sujeito indeterminado para que possa, então, afirmar o contrário. Está permanentemente em guerra.
De lá voou para Fortaleza para um dos eventos que marcam os dez anos da chegada do PT ao poder. Poucos estão se dando conta do quão autoritário é o espírito que anima essa comemoração. Os petistas tentam transformar o ano de 2003 numa espécie de data do calendário oficial, como se tivesse havido um rompimento da velha ordem em benefício da nova. Que velha ordem se rompeu? O Brasil já era um democracia plena, regido por uma Constituição elaborada por representantes do povo, eleitos livremente — Constituição que os petistas se negaram  homologar, destaque-se.
O PT comemora os 10 anos (tendo a certeza de mais dois que a lei já lhe assegura) como quem anuncia que virão mais quatro a partir de 2015, depois outros quatro a partir de 2019; em seguida, outro tanto…  E assim eternidade afora. “É normal, Reinaldo! Os partidos lutam para ganhar eleições!” Eu sei. Mas não é corriqueiro que transformem isso em marco inaugural. Fico cá a imaginar se os tucanos decidissem fazer seminário em São Paulo para exaltar as conquistas dos últimos 18 anos de poder PSDB — 20 em 2014…  O mundo viria abaixo na imprensa paulista: “Ora, onde já se viu?”. Aliás, nos setores “petizados” das redações, como sabem, a gente ouve falar na necessidade de “renovação”…
Essa “comemoração” liderada por Lula é um absoluto despropósito e foi só a maneira encontrada para deflagrar a campanha antes da hora — o que a Lei Eleitoral proíbe, é bom lembrar. Mas quem se importa? O inimputável pode fazer o que lhe der na telha, incluindo proselitismo partidário num canteiro de obra pública. Não reconhece instância que possa lhe botar freios.
“Ah, tudo vai às mil maravilhas com o Brasil, e fica esse Reinaldo Azevedo enchendo o saco…” Não! As coisas não vão às mil maravilhas, como sabe qualquer pessoa medianamente informada. Mas nem temos na oposição quem se disponha a pôr o guizo no pescoço do gato nem há na situação quem consiga pôr algum freio em Lula e sua turma. Ele pressentiu que começava a haver um acúmulo considerável de críticas às irresoluções e incompetências do governo. Animal político notável, deflagrou a campanha eleitoral.
O mandato de Dilma durou apenas dois anos. Os outros dois serão anulados pelas articulações políticas para conseguir outros quatro a partir de 2015.


Por Reinaldo Azevedo, revista VEJA

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oposição listará “propagandas enganosas” de Dilma


A oposição quer medir o nível de propaganda enganosa do governo. Requisitará ao Planalto os gastos com os filmes anunciando programas e obras como a Transposição do São Francisco, os PACs, e os anúncios na mídia sobre a redução da tarifa de energia. O líder da minoria na Câmara, Nilson Leitão (PSDB-MT), acredita que os gastos com a propaganda oficial de ações não realizadas servirá para instruir ação de improbidade administrativa, já que, segundo ele, as promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff só existem no papel. O deputado quer evitar que a propaganda oficial se transforme em peça de campanha eleitoral.


De Leonel Rocha, Felipe Patury, Revista ÉPOCA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

As eternas promessas de campanha combina com o aumento dos combustíveis




Não sei até quando os políticos cearenses irão enganar a população, pois a cada dia vem um parlamentar e usa o plenário ou os meios de comunicação para informar que a tal Refinaria Preimium II estará sendo instalada em nosso território.

A questão da refinaria ultrapassa a vontade política e esbarra no interesse econômico da empresa, e isto todos sabem, não precisa ser político para entender, no entanto esta propaganda dos 30 mil empregos a ser gerados só serviu mesmo para eleger e reeleger o ex-presidente Lula e seu famoso poste, presidente Dilma, e no reboque das promessas vieram os governadores do nosso estado, os prefeitos e centenas ou milhares de parlamentares.

É muito provável que toda essa turma vem novamente a se beneficiar, com novas campanhas e publicidades sobre a refinaria, que amanhã estará concluída.

Cabe ao eleitor perguntar se esta promessa vai realmente eternizar-se nos nossos palanques eleitorais, se seus defensores terão condições de apresentar esta e outras promessas.

Se a resposta for sim, que Deus tenha piedade destes eleitores.

De Julio Cunha

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O "pertido dos trabalhadores" em campanha para resgatar presos



O Partido dos Trabalhadores (PT) está elaborando uma grande campanha para arrecadar dinheiro em prol dos seus filiados que foram condenados por crime de fmação de quadrilha e outros mais.


Não é de se admirar pois trata-se dos elementos que fundaram o partido e por isso terão um tratamento diferenciado.


Pena que os grandes criminosos que estão em presídios de segurança máxima não fizeram suas fichas neste partidão, pois teriam hoje o estatos de martires injustiçados pelo sistema opressor da democracia e da grande mídia.




De Júlio Cunha