Não entendo muito bem como funciona este tal de "gerenciamentos dos reservatórios das água" que deveria cuidar do nosso estoque de recursos hídricos, mas aqui mesmo, no Ceará vejo com muita preocupação, pois as entidades ou órgãos ditos competentes, não foram suficientes de prever esta tragedia anunciada que estamos vivendo em 2015.
O fato é que a maioria dos municípios do estado passam por colapso hídrico, principalmente pela falta de água até mesmo para o consumo humano, é isso mesmo, não tem água pra beber, e não ha qualquer plano de contingenciamento do governo municipal, estadual e federal que possa conter a crise humanitária entre nós.
No últimos anos o que vemos é político subir no seu palanque eletrônico, com aquela cara deslavada, e com aquele grito de vendedor de ilusões, diz que a partir do dia seguinte a sua eleição ou reeleição, a nossa vida será irrigada com o líquido mas líquido que se pode imaginar, as águas abundantes, as irrigações tri-modernas e sei lá o que mais de tantas promessas. E é só isso mesmo, tchau! Adéus! volto daqui quatro anos.
Julio Cunha
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domingo, 19 de julho de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Para ter votos em Chinaglia, governo promete liberar emendas a novatos, diz Cunha
Cunha afirmou que o PMDB só votará o Orçamento se os novos tiverem direito às emendas impositivas."Só acredita nisso (promessa do governo) quem não conhece a Casa", disse o peemedebista. Como o Orçamento de 2015 ainda não foi votado pelo Congresso, Cunha fez um acordo com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do projeto, para incluir reserva orçamentária aos 224 deputados que não tiveram a oportunidade de encaminhar suas emendas no final do ano passado porque ainda não tinham mandato.
"Queremos que todos os novos tenham direito ao orçamento impositivo", enfatizou. Se eleito no próximo domingo, Cunha disse que o primeiro item de sua pauta como presidente da Casa será a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo...
De política, ESTADO DE MINAS
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Militares 'enfrentarão desafios para cumprir promessas' no Egito
Fogos de artifício foram disparados e uma vasta multidão gritou e acenou com bandeiras celebrando depois que o então presidente Hosni Mubarak fora retirado do poder em fevereiro de 2011.Foram necessários 18 dias de manifestações de rua sem precedentes para retirar do poder o presidente que governou o país por 30 anos com apenas alguns traços de democracia.
Um período turbulento de governo militar se seguiu até o ano passado, quando eleições livres levaram ao poder o islamita Mohammed Morsi, com 51,7% dos votos.
Neste ano foram necessários só quatro dias de manifestações massivas para depor Morsi após uma onda de críticas e depois que os militares se voltaram contra ele, como haviam feito em relação a seu antecessor.
Então, a questão que permanece sem resposta é se os eventos recentes no Egito darão uma chance para o país reiniciar sua revolução ou se levarão a mais divisões perigosas e violência?
Manobras militares
Quando o comandante geral do Exército, general Abdul Fattah al-Sisi, anunciou a suspensão da nova Constituição – tingida por matizes islâmicos – e seu plano de ação para o retorno a um governo democrático, tomou cuidado para não repetir erros de seu predecessor.
Diferentemente do marechal de campo Hussein Tantawi – o ex-ministro da Defesa de Mubarak que o substituiu temporariamente após sua queda –, o general Sisi apontou o chefe da Suprema Corte Constitucional, Adli Mansour, como novo líder interino. Mansour assumiu o poder nesta quinta-feira.
Sisi disse que um governo tecnocrata ajudará Mansour até que eleições presidenciais e parlamentares sejam realizadas.
Durante seu pronunciamento ao vivo na televisão egípcia, o militar também deixou claro que tinha o apoio simbólico de importantes líderes políticos e religiosos.
Depois de um aumento recente na violência sectária, foi particularmente importante para os militares ouvirem o chefe do Instituto Islâmico al-Azhar e o papa da Igreja Copta dando seu apoio.
O chefe do principal bloco de oposição liberal, Mohammed El Baradei, também falou, dizendo que os pedidos do povo foram atendidos e a revolução de 2011 foi reiniciada...
De internacional, BBC BRASIL.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
"A Ignorância Guiando o Povo"
Delacroix resolve pintar Lula: A Ignorância Guiando o Povo! Ou: O dia em que o Apedeuta e Collor mandaram seus adversários “calar a boca”
“Elite”, como grupo social a ser vencido, não é um conceito marxista. É só um chavão petista. E o petismo é uma derivação tardia, oportunista e rebaixada da teoria revolucionária. Já escrevi muito a respeito. Do bolchevismo, o PT herdou apenas a tara autoritária, que pode ser aplicada, e eles estão tentando, também num regime capitalista. “E se herdasse tudo? Seria melhor?” É claro que não! Mas isso seria impossível. O socialismo como alternativa econômica acabou, morreu. Restaram o amor pela ditadura e esses idiotas que saem por aí ameaçando desafetos nas ruas com sua mordida hidrófoba. Mas volto ao ponto.
Lula está cumprindo ao menos uma de suas promessas mirabolantes: acabar com a elite brasileira — com qualquer uma, em qualquer área. Está em curso uma evidente marcha do emburrecimento, da qual, nem poderia ser diferente, ele é o líder. Eu o imagino no quadro de Delacroix em lugar da Liberdade, que carrega uma bandeira, com os seios nus. Título: A Ignorância Guiando o Povo. O rebaixamento a que esse sujeito submete a política e a sua contribuição à deseducação democrática ainda não mereceram a devida atenção científica — dos cientistas sociais; daquela parcela que ainda resiste à ditadura intelectual do partido. Por que isso tudo?
Nesta terça, tivemos um dia realmente exemplar do espírito do tempo. As personagens de destaque foram o próprio Lula e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Vamos ver.
Numa manobra vexaminosa — contando com a pressurosa ajuda de seu aliado petista Tião Viana (AC), que presidia a Mesa —, Collor conseguiu aprovar, na quinta-feira passada, um requerimento para que o TCU investigue a compra de 1.200 iPads feita pela Procuradoria-Geral da República. O alvo, mais uma vez, é Roberto Gurgel. O impichado tenta vingar-se do procurador-geral, de quem é desafeto, fazendo a vontade também do PT, para quem opera hoje quando não está cuidando exclusivamente de questões pessoais ou paroquiais.
Em 1992, como todos sabem ou se lembram, os petistas ajudaram a incendiar o país contra “o caçador de marajás”, que não resistiu. Hoje, são companheiros de jornada, parceiros, amigos. Quem mudou? Nem um nem outro. Ambos seguem sendo o que sempre foram.
Pois bem. Gurgel, acusado por Collor, fez o óbvio: defendeu-se. Chamou de risíveis as suspeitas. E como reagiu aquele senhor que dava murros no peito na década de 90 e dizia ter “aquilo roxo”? Ora, saiu ofendendo e vociferando, como é de seu feitio. Arrancou a pistola retórica, que traz sempre na cinta — não deixa de ser um avanço moral no seu caso —, e disparou:
“Ele [Gurgel] tem que calar a boca. Ele e a sua trupe corporativista de êmulos [rivais]. Agora é o Senado que quer saber de tudo. Por isso, cale a boca e espere o TCU dar a palavra final. Só ele é capaz de dizer se o senhor prevaricou ou não. Se cometeu mais um ilícito a acrescentar ao seu portfólio criminoso”.
Collor é valentão assim porque tem a imunidade parlamentar. Age como um pivete inimputável, que traz de cor e salteado trechos do Estatuto da Criança e do Adolescente para cometer crimes impunemente. É, nesse caso, um pivete ético. Quais são os crimes, afinal, do procurador-geral da República? Que seja Collor a se comportar como o seu Catão, eis uma ironia macabra. Esse é mais um dos vampiros do republicanismo aos quais o PT garantiu farto suprimento de sangue. Por quê? Porque quiseram as circunstâncias históricas e políticas, não sem a colaboração de setores da oposição e, sim!, da imprensa, que o velho e o novo patrimonialismos se estreitassem, como disse o poeta, “num abraço insano”.
No mesmo dia, a mesma fala!
Collor não foi o único a mandar um desafeto calar a boca. Nesta mesma terça, referindo-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Lula afirmou:
“Eu acho que o Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto. O que ele deveria fazer é contribuir para a Dilma continuar a governar o Brasil bem, ou seja, deixa ela trabalhar.”
Então ficamos assim: o PT lança um livreto eivado de mentiras sobre o governo do antecessor, e Lula acha que ao agredido não cabe nem mesmo o direito de defesa. Notem: para ele, FHC deveria “no mínimo, ficar quieto”. Ou por outra: essa é a menor das coisas que ele espera do antecessor: o silêncio obsequioso. Imagino a noção que deve ter do “máximo”. Mais: o presidente de honra do partido de oposição, segundo o Apedeuta, tem é de “contribuir” com o governo. Claro! É o que Lula sempre fez quando estava na oposição, certo? Impressionante!
Impressionante, mas não inesperado. Se há alguém “nestepaiz” que tem defendido, ao longo dos anos, que a oposição diga a que veio, este alguém é este escriba. Mas me parece evidente que os tucanos cometeram um erro e morderam a isca ao responder ao embate de caráter eleitoral proposto por Lula desde agora. Esse é o ambiente do Apedeuta. Fica mais feliz do que pinto no lixo. Pode sair por aí, distribuindo suas caneladas e rearranjando precocemente as forças governistas (ver post a respeito). As ineficiências do governo perderam lugar no noticiário para o embate eleitoreiro com quase dois anos de antecedência. Quem ganha com isso? Não é o povo!
De Reinaldo Azevedo, revista VEJA
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
As eternas promessas de campanha combina com o aumento dos combustíveis
Não sei até quando os políticos cearenses irão enganar a população, pois a cada dia vem um parlamentar e usa o plenário ou os meios de comunicação para informar que a tal Refinaria Preimium II estará sendo instalada em nosso
território.
A questão da refinaria ultrapassa a vontade política e
esbarra no interesse econômico da empresa, e isto todos sabem, não precisa ser político para entender, no entanto esta propaganda dos 30 mil empregos a ser gerados só serviu mesmo para eleger e reeleger o ex-presidente
Lula e seu famoso poste, presidente Dilma, e no reboque das promessas vieram os governadores do nosso estado, os prefeitos e centenas ou milhares de parlamentares.
É muito provável que toda essa turma vem novamente a se beneficiar, com novas campanhas e publicidades sobre a refinaria, que amanhã estará concluída.
Cabe ao eleitor perguntar se esta promessa vai realmente eternizar-se
nos nossos palanques eleitorais, se seus defensores terão condições de apresentar esta e outras
promessas.
Se a resposta for sim, que Deus tenha piedade destes
eleitores.
De Julio Cunha
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A miséria dos números que ninguém entende
BRASÍLIA E RECIFE — A promessa da presidente Dilma Rousseff de erradicar a miséria até 2014 continua de pé, mas o tamanho do desafio mudou — sem maiores explicações por parte do governo. Quando lançou o programa Brasil sem Miséria, em junho de 2011, Dilma dizia que era preciso resgatar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema. O número tinha origem no censo do IBGE, de 2010. Nas últimas semanas, porém, ela tem afirmado que os programas sociais já retiraram da miséria 19,5 milhões de pessoas nos últimos dois anos. Ou seja, 3,3 milhões a mais do que o número informado por ela mesma.
Isso não significa que a pobreza extrema tenha acabado: desde dezembro, Dilma passou a dizer que ainda falta atender, pelo menos, outros 2,5 milhões de miseráveis. O que elevaria para 22 milhões de pessoas o universo de extremamente pobres na mira do governo, no atual mandato. Portanto, 5,8 milhões a mais do que os 16,2 milhões de miseráveis identificados pelo Censo de 2010.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os números usados por Dilma têm origem no Cadastro Único (CadÚnico), lista oficial da população de baixa renda produzida pelas prefeituras, que são encarregadas de coletar os dados. Diferentemente do IBGE, que obtém informações para fins estatísticos, o CadÚnico é a porta de acesso ao Bolsa Família. Os dados do CadÚnico são chamados de registros administrativos e devem ser atualizados a cada dois anos. De novo, pelas 5,5 mil prefeituras.
O ministério diz que o cadastro foi modernizado ao longo de 2011, e constitui atualmente uma fonte mais apropriada para medir a “pobreza longitudinal” no país. Assim, quando Dilma afirma que 19,5 milhões de pessoas saíram da miséria, passando a viver com renda familiar per capita superior a R$ 70, está se referindo aos registros do CadÚnico.
Segundo o ministério, antes do lançamento do Brasil sem Miséria, em 2011, havia 22,1 milhões de extremamente pobres, conforme o CadÚnico. Na ocasião, porém, o governo optou por utilizar os números do IBGE, que indicavam 16,2 milhões nessa situação.
O conceito de miséria adotado pelo governo é exclusivamente monetário: famílias com renda por pessoa de até R$ 70 mensais são classificadas como extremamente pobres. É o caso de Rosângela Maria das Neves, de 30 anos, moradora de uma favela no bairro do Pina, em Recife. Analfabeta, com quatro filhos para criar, ela nunca teve emprego formal, e seu último trabalho lhe rendia R$ 50 por semana. Foi despedida desde que engravidou e agora, com um bebê de apenas oito dias, só tem uma fonte de renda: os R$198 que recebe do Bolsa Família.
Sua vida só não é pior porque não paga aluguel. Quando a mãe morreu, deixou uma casa de dois cômodos para a filha. O chão é de terra batida, falta água encanada e banheiro, mas antes do aterro a situação era pior.
— A cada chuva, as panelas ficavam boiando ao redor da cama e a água batia na canela — lembra.
Ela diz que o dinheiro que recebe do governo mal dá para comer e que, muitas vezes, recorre ao irmão, pescador, para alimentar a família.
Em meio à dança de números, Dilma prometeu anteontem que o universo remanescente de 2,5 milhões de miseráveis deixará a pobreza extrema até março. Ela não explicou como isso será feito. Para produzir tamanho resultado em menos de dois meses, só há um caminho: criar uma nova modalidade de repasse do Bolsa Família ou de seu congênere, o Brasil Carinhoso, que dá benefícios adicionais ao público do Bolsa Família.
Ex-economista sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Flávio Comin, atualmente professor na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, diz que os dados sobre miseráveis no Brasil são dissonantes: há divergência até mesmo entre o Censo e a Pnad do IBGE. Ele critica o conceito de miséria adotado pelo governo:
— Todas essas estimativas compartilham o mesmo entendimento de que os pobres são aqueles que sofrem de insuficiência de renda. Esquecem, assim, que pessoas que estão acima da linha da pobreza oficial, mas que não dispõem de acesso à saúde ou educação dignas, também deveriam ser considerados pobres — diz Comin, por e-mail.
De Demétrio Weber, Letícia Lins, País, jornal O GLOBO
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