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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Disparos do exército contra seguidores de Mursi matam homem no Cairo

Cairo - Pelo menos uma pessoa morreu nesta sexta-feira por tiros do Exército egípcio contra seguidores do presidente deposto Mohammed Mursi que se manifestavam em frente à sede da Guarda Republicana no Cairo, indicaram à Agência Efe fontes de segurança.

Os islamitas saíram hoje às ruas para protestar contra o golpe de Estado perpetrado na última quarta-feira pelo Exército, que depôs o presidente Mursi e nomeou o chefe do Supremo Tribunal Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino, sendo ele o encarregado de convocar e supervisionar as próximas eleições presidenciais no país...

De internacional, crise, EFE

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Militares 'enfrentarão desafios para cumprir promessas' no Egito

Fogos de artifício foram disparados e uma vasta multidão gritou e acenou com bandeiras celebrando depois que o então presidente Hosni Mubarak fora retirado do poder em fevereiro de 2011.Foram necessários 18 dias de manifestações de rua sem precedentes para retirar do poder o presidente que governou o país por 30 anos com apenas alguns traços de democracia.
Um período turbulento de governo militar se seguiu até o ano passado, quando eleições livres levaram ao poder o islamita Mohammed Morsi, com 51,7% dos votos.
Neste ano foram necessários só quatro dias de manifestações massivas para depor Morsi após uma onda de críticas e depois que os militares se voltaram contra ele, como haviam feito em relação a seu antecessor.
Então, a questão que permanece sem resposta é se os eventos recentes no Egito darão uma chance para o país reiniciar sua revolução ou se levarão a mais divisões perigosas e violência?

Manobras militares

Quando o comandante geral do Exército, general Abdul Fattah al-Sisi, anunciou a suspensão da nova Constituição – tingida por matizes islâmicos – e seu plano de ação para o retorno a um governo democrático, tomou cuidado para não repetir erros de seu predecessor.
Diferentemente do marechal de campo Hussein Tantawi – o ex-ministro da Defesa de Mubarak que o substituiu temporariamente após sua queda –, o general Sisi apontou o chefe da Suprema Corte Constitucional, Adli Mansour, como novo líder interino. Mansour assumiu o poder nesta quinta-feira.
Sisi disse que um governo tecnocrata ajudará Mansour até que eleições presidenciais e parlamentares sejam realizadas.
Durante seu pronunciamento ao vivo na televisão egípcia, o militar também deixou claro que tinha o apoio simbólico de importantes líderes políticos e religiosos.
Depois de um aumento recente na violência sectária, foi particularmente importante para os militares ouvirem o chefe do Instituto Islâmico al-Azhar e o papa da Igreja Copta dando seu apoio.
O chefe do principal bloco de oposição liberal, Mohammed El Baradei, também falou, dizendo que os pedidos do povo foram atendidos e a revolução de 2011 foi reiniciada...


De internacional, BBC BRASIL.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Exército do Egito nega "golpe", diz que quer pressionar políticos

CAIRO - As Forças Armadas do Egito divulgaram comunicado nesta segunda-feira em que negam que uma declaração feita mais cedo pelo seu comandante aponte para um golpe militar e disse que o objetivo era pressionar os políticos para chegarem a um consenso.


Negando ter ambições políticas, os militares disseram que estavam respondendo ao "pulso das ruas egípcias" ao emitir um ultimato para que os líderes políticos se unam após gigantescas manifestações no domingo contra o presidente Mohamed Mursi.


De Yasmine Saleh, internacional, REUTERS BRASIL

domingo, 31 de março de 2013

Primeiro voo comercial entre Egito e Irã acontece após 34 anos



CAIRO - O primeiro voo comercial entre o Egito e o Irã em 34 anos decolou no sábado, no mais recente passo para normalizar as relações rompidas depois da Revolução Islâmica de 1979.
Egito e Irã concordaram em retomar os voos diretos entre os dois países em outubro de 2010, antes que o presidente Hosni Mubarak fosse expulso do poder, mas nenhum voo aconteceu.
"Um voo da Air Memphis, propriedade do empresário egípcio Rami Lakah, decolou do Cairo para Teerã mais cedo no sábado, levando oito iranianos, incluindo diplomatas," disse um funcionário do aeroporto, acrescentando que a companhia aérea poderá mais tarde, realizar mais viagens turísticas e de negócios entre o Egito e o Irã.
As relações diplomáticas entre Egito e Irã foram rompidas como consequência da revolução islâmica de 1979, em Teerã, quando o governo do Cairo deu abrigo ao Xá deposto.
Mas as relações melhoraram ao longo dos anos, e se tornaram significativamente melhores desde a eleição do islâmico Mohamed Mursi como presidente do Egito, em junho de 2012.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad visitou o Egito em fevereiro, a primeira visita de um líder iraniano em mais de três décadas, e sugeriu uma aliança estratégica com o Egito e ofereceu um empréstimo ao país árabe financeiramente carente.
Mursi visitou o Irã em agosto para participar de uma cúpula internacional onde ele iniciou um comitê de quatro membros que incluía Egito, Turquia, Irã e Arábia Saudita, para discutir maneiras de por um fim à guerra civil da Síria. A Arábia Saudita deixou o grupo mais tarde.

De Yasmine Saleh, agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Balão com turistas pega fogo e mata 18 no Egito


CAIRO - Pelo menos 18 pessoas morreram e três ficaram feridas nesta terça-feira depois que um balão com turistas de várias nacionalidades pegou fogo na cidade de Luxor, a cerca de 700 quilômetros ao sul do Cairo, informou à Agência Efe o Ministério da Saúde.

O diretor do gabinete do ministério em Luxor, Mohammed Rabia, disse que um egípcio e dezessete estrangeiros morreram, entre os quais há britânicos, franceses, chineses e japoneses.

Anteriormente, a agência de notícias estatal "Mena" tinha anunciado 19 vítimas fatais. Luxor é uma conhecida zona turística e arqueológica do Egito.

Rabia informou ainda que dois britânicos e um egípcio ficaram feridos, segundo dados enviados pela empresa que organizou o passeio de balão...


De agência EFE