Mostrando postagens com marcador protestos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protestos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Presença de Pizzolato em avião gera protestos de passageiros


A presença de Henrique Pizzolato no voo da TAM da noite desta quinta-feira (22/10), gera protestos entre parte dos passageiros. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil será extraditado hoje ao País.

Pizzolato foi condenado no processo do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão e fugiu do Brasil em setembro de 2013.

Uma comitiva de 40 gaúchos que esta retornando das férias disse que sabia que o brasileiro embarcaria e que programou uma salva de palmas e uma vaia ao brasileiro.

Para Jaqueline Meneghetti, 52, assistente social, integrante da comitiva, "ele deve ser levado para a prisão para pagar pelos crimes que cometeu. Essa prisão representa o que deve acontecer com quem rouba", diz.

Um dos passageiros da comitiva, um senhor de cabelos brancos, que vestia uma camisa vermelha, começou a insultar com palavras ofensivas tanto Pizzolato quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff. Dizia que a culpa da desgraça econômica do Rio Grande do Sul é deles...

De Estadão, TRIBUNA DA BAHIA

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sete igrejas são incendiadas no Níger em protestos contra 'Charlie Hebdo'



Os protestos em Niamey contra a charge do profeta Maomé publicada pela revista satírica francesa 'Charlie Hebdo' deixaram ao menos sete igrejas incendiadas neste sábado (17) na capital nigerina, onde as manifestações se estendem a novos bairros da capital, constatou a agência de notícias France Presse (AFP).

Os sete locais de culto, em sua maioria igrejas protestantes e algumas delas sem sinais religiosos visíveis no exterior, foram incendiadas no sul de Niamey, indicou um jornalista da AFP, que viu os manifestantes se dirigirem à parte central e norte da capital, onde há mais igrejas.

Cinco pessoas haviam morrido até sábado em Niamei, capital do Níger, nos violentos protestos contra a charge, segundo o presidente nigerino, Mahamadou Issoufou...

De AFP, mundo, G1

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ministro palestino morre após ser atingido por soldados israelenses


TURMUSIYA, Cisjordânia - Um ministro palestino morreu pouco depois de ser atingido por soldados israelenses durante um protesto nesta quarta-feira na Cisjordânia ocupada, disseram um médico palestino e um fotógrafo da Reuters que testemunhou a cena.

Ziad Abu Ein, ministro sem pasta definida que tinha em torno de 50 anos, foi levado às pressas do local por uma ambulância, no vilarejo de Turmusiya, mas morreu rumo à cidade palestina vizinha de Ramallah.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse em comunicado que a morte de Abu Ein era "um ato bárbaro, sobre o qual não se pode calar ou aceitar". Abbas afirmou que tomaria as "medidas necessárias" após uma investigação ser conduzida e anunciou três dias de luto oficial.

O Exército israelense está examinando o incidente, disse uma porta-voz, sem dar maiores detalhes.

Cerca de 100 ativistas palestinos e estrangeiros do Comitê pela Resistência aos Assentamentos e ao Muro, uma organização de protesto mantida pelo governo e administrada por Abu Ein, dirigiam-se aos arredores de um assentamento israelense para plantar árvores e protestar quando foram parados em um posto de controle improvisado, disseram testemunhas...

De Ali Sawafta e Mohammed Torokman, REUTERS

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dilma banca articulação política e refuta entregar ministérios de 'porteira fechada'

BRASÍLIA - Pressionada a fazer uma reforma na equipe para garantir a governabilidade, a presidente Dilma Rousseff avisou ao PT e ao PMDB que não entregará ministérios com "porteira fechada" a nenhum partido da base aliada e disse não ter pressa para mudanças na equipe. A fórmula que permite a ocupação linear de todos os cargos de um ministério pela mesma legenda foi sugerida a Dilma como forma de compensar eventual corte de pastas, em resposta aos protestos de rua, mas ela não deu chance para a cobrança.

"Se forem essas as concessões, não vou fazer. Podem tirar o cavalinho da chuva", disse Dilma durante reunião com 22 deputados que compõem a coordenação da bancada do PT na Câmara, na sexta-feira.
Inconformada com as críticas à articulação política do governo, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, fez um desabafo a um colega, logo após a reunião. "Esse pessoal critica a articulação política do governo, mas vive deixando um currículo e um pedido de cargo na minha mesa. Eu não faço esse tipo de articulação política."
A redução do número de ministérios - hoje em 39 - foi proposta a Dilma por congressistas e dirigentes do PT e do PMDB, nos últimos dias, por ser considerada uma medida de marketing para adoçar a opinião pública. O PMDB do vice Michel Temer reclama de estar sub-representado na Esplanada, com seis ministérios - Minas e Energia, Agricultura, Previdência, Turismo, Aviação Civil e Defesa - enquanto o PT controla 18.
Mesmo assim, em conversas reservadas, peemedebistas dizem que aceitam trocar ministérios menos robustos por diretorias da Petrobrás, de Furnas e da Eletrobrás. Querem, ainda, autonomia para nomear seus indicados "de cima até embaixo" nas pastas que comandam.
Dilma, porém, se recusa tanto a cortar ministérios, nesse momento, como a conceder o que no jargão político se chama de "porteira fechada", incluindo as diretorias de estatais. Até agora, ela prefere insistir no plebiscito sobre a reforma política para reverter o desgaste a investir na redução do tamanho da máquina pública.
Mesmo com a ameaça de partidos aliados, como o PSB, o PDT e o PRB, de não apoiarem o projeto de reeleição presidencial, em 2014, Dilma vem dizendo que não se "intimidará" com pressões por estar em queda nas pesquisas. "Não pensem que estou acuada", afirmou ela na reunião com os petistas, conforme revelou o Estado na semana passada. Até governadores do PSB que rejeitavam a candidatura do colega de Pernambuco, Eduardo Campos, agora dizem ser preciso examinar melhor o quadro político antes de fechar com o PT.
Dilma não confia em que os partidos queiram mesmo cortar na própria carne com a redução de ministérios. Na avaliação da presidente, esse é apenas um discurso para a plateia, nesse momento de crise, tanto que a proposta de "porteira fechada" já ressurge como uma espécie de "contrapartida".
Desastre. Escaldada por sofrer desgaste após chamar de volta para a Esplanada representantes de partidos alvejados pela faxina ética de 2011 - que abateu seis ministros -, Dilma diz ter feito as mudanças justamente para agregar adesões à campanha do segundo mandato. Diante desse quadro, afirmam assessores, não será agora que fará fusões de ministérios.
"Os problemas do governo não são os políticos, mas os tecnocratas, que não têm compromisso com o projeto", afirmou o deputado André Vargas (PT-SP). "Não estamos pedindo cargos nem andamos com currículo na mão para entregar em gabinetes, mas achamos que a articulação política do governo e a comunicação são um desastre."
Para o senador Jorge Viana (AC), o PT precisa arquivar o coro do "Volta Lula" e se unir no apoio a Dilma, que, no seu diagnóstico, deve melhorar urgentemente a relação com o Congresso. "Antecipar a campanha de 2014 já foi um erro. Agora, esse discurso do "Volta Lula" não cabe aqui, porque isso prejudica o governo que está em curso", insistiu Viana, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobrança por cargos e emendas ao Orçamento voltará a ser apresentada nesta semana, quando entra em votação no Congresso a derrubada dos vetos presidenciais a projetos que causam forte impacto nas contas públicas, como o do fim do fator previdenciário.
O tema foi discutido ontem em duas reuniões de Dilma com ministros, no Palácio da Alvorada. O titular da Fazenda, Guido Mantega, disse não haver mais espaço para desonerações do setor produtivo e defendeu um bloqueio na casa dos R$ 15 bilhões em gastos do Orçamento.
Da primeira reunião com Dilma, ontem, participaram os ministros Gleisi, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Aloizio Mercadante (Educação), Paulo Bernardo (Comunicações) e José Eduardo Cardozo (Justiça).Na segunda estavam Mantega, Gleisi, Miriam Belchior (Planejamento) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), além do senador José Sarney (PMDB).
Gleisi é uma das que vão deixar a equipe de Dilma para ser candidata do PT ao governo do Paraná. Embora a presidente negue mudanças no primeiro escalão, é provável que ela promova uma reforma até dezembro, antes do prazo estabelecido por lei para que candidatos com cargos no Executivo deixem as pastas, em abril de 2014.
No Palácio do Planalto, auxiliares de Dilma calculam que dez dos 39 ministros podem sair no fim do ano. Na lista dos pré-candidatos do PT, dois são dados como praticamente certos na disputa dos maiores colégios eleitorais: Alexandre Padilha (Saúde), em São Paulo, e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), em Belo Horizonte.
A maior preocupação de Dilma ao negar a reforma imediata foi abafar rumores sobre a troca de Mantega num momento de alta da inflação, expectativa de novo aumento dos juros e desconfiança do mercado sobre o compromisso do governo com o ajuste fiscal.

De Vera Rosa, O ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Disparos do exército contra seguidores de Mursi matam homem no Cairo

Cairo - Pelo menos uma pessoa morreu nesta sexta-feira por tiros do Exército egípcio contra seguidores do presidente deposto Mohammed Mursi que se manifestavam em frente à sede da Guarda Republicana no Cairo, indicaram à Agência Efe fontes de segurança.

Os islamitas saíram hoje às ruas para protestar contra o golpe de Estado perpetrado na última quarta-feira pelo Exército, que depôs o presidente Mursi e nomeou o chefe do Supremo Tribunal Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino, sendo ele o encarregado de convocar e supervisionar as próximas eleições presidenciais no país...

De internacional, crise, EFE

sexta-feira, 28 de junho de 2013

De onde vem o dinheiro da Copa?

Os protestos das últimas semanas abriram um amplo debate sobre os custos e impactos econômicos da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Alguns manifestantes chegam a defender um boicote ao evento em protesto contra o que consideram um desperdício de recursos públicos. Para eles, as entidades governamentais deveriam estar investindo em educação e hospitais os bilhões usados para construir estádios e outras obras ligadas ao evento.

O ex-jogador e deputado Romário engrossou o coro em um vídeo que se tornou viral na internet, no qual ataca a Fifa e alega que a Copa brasileira custará cerca de três vezes mais do que as anteriores - número contestado pelo Comitê Gestor da Copa do Mundo de 2014, o CGCopa.

"A África do Sul teve um gasto de R$ 7,7 bilhões de reais, o Japão de R$ 10,1 bilhões, a Alemanha de R$ 10,7 bilhões e o Brasil já está em R$ 28 e alguma coisa (bilhões). Ou seja, desculpe a expressão, mas que sacanagem. É sacanagem com o dinheiro do povo. Falta de respeito e escrúpulos", disse o deputado.
As autoridades envolvidas na organização da Copa se defendem alegando que muitos desses bilhões na realidade serão gastos em obras de infraestrutura e mobilidade urbana que precisavam ser realizadas com ou sem o torneio.
A presidente Dilma Rousseff também garantiu, em discurso em rede nacional, que nem um centavo do orçamento foi usado em estádios. Mas isso não quer dizer que não tenham sido usados recursos públicos em tais obras.
O BNDES financiou boa parte dos estádios com linhas de crédito a juros subsidiados – e, em muitos casos, os empréstimos foram tomados por governos estaduais, que terão de pagar o banco também com dinheiro público.
Além disso, os estádios contam com isenções fiscais dentro do programa Recopa.
Em meio a uma guerra de acusações e números, a BBC entrevistou autoridades e especialistas para tentar desatar os nós dessas polêmicas, explicando, afinal, quem paga pelas obras da Copa, em que condições - e com quais recursos:

1) Quanto custará a Copa no Brasil?

A previsão atual do comitê organizador é que sejam investidos em obras relacionadas a Copa um total de R$ 28,1 bilhões.
Aí estão incluídos 327 projetos que vão desde obras de infraestrutura básica, como aeroportos e corredores exclusivos para ônibus, até gastos diretamente ligados ao torneio de futebol.Do total, R$ 7,5 bilhões serão gastos em estádios; R$ 8,9 bilhões em obras de mobilidade urbana; R$ 8,4 bilhões em aeroportos e R$ 1,9 bilhão em segurança. 
O restante será investido em desenvolvimento turístico, portos e telecomunicações.
Tais obras fazem parte do que o governo chamou de "Matriz de Responsabilidade" da Copa e podem ser conferidas no Portal Transparência, mantido pela Controladoria Geral da União (CGU), embora alguns dados estejam desatualizados.

2) Foi a Copa mais cara da história?

A comparação entre países é complicada por uma série de razões, como explicou para a BBC Brasil Holger Preuss, Professor de Economia do Esporte na Universidade Johannes Gutenberg-University, na Alemanha, que estudou o impacto econômico das duas últimas Copas.
Para começar, nem sempre os governos realizadores dos eventos disponibilizam seus gastos. "E mesmo que o façam, a prestação de contas não é padronizada, o que dificulta a comparação", diz Preuss.
Recentemente, a Rússia anunciou que seus gastos para o evento de 2018 devem ficar em mais de R$ 35 bilhões, por exemplo – e no caso russo, a lista de projetos também inclui obras de infraestrutura básica e mobilidade urbana.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado Romário, os dados citados pelo jogador no vídeo mencionado acima constavam em um editorial de jornal.
"É preciso ver quais obras foram incluídas nos gastos de outros países. No caso do Brasil, o valor ficou alto porque incluímos essas obras de infraestrutura e mobilidade urbana que iriam ser feitas com ou sem Copa e ficarão como um legado para a população", diz Luís Fernandes, secretário-executivo do ministério dos Esportes e integrante do CGCopa.
"De fato, é preciso muito cuidado para evitar uma comparação entre maçãs e bananas", concorda o economista Pedro Trengrouse, da FGV. "Muitas dessas obras só foram catalisadas pela Copa. Não há dúvida de que precisávamos de mais aeroportos, por exemplo. 
Só o aeroporto de Atlanta, nos EUA, tem mais fingers (passarelas móveis usadas para o embarque de passageiros) do que todos os aeroportos do Brasil juntos".É claro que isso não quer dizer que os custos de algumas obras específicas não possam ser contestados – nem que não haja exageros de gastos, irregularidades ou superfaturamento em algumas, ou muitas, delas.
Muitos especialistas contestam, por exemplo, a construção de estádios imensos em lugares que parecem não ter público ou clubes suficientes para manter a ocupação de tais estruturas após o evento. Entre eles estariam o estádio construído em Brasília, que tem capacidade para 71 mil pessoas e custou R$ 1,2 bilhão. 
E o de Manaus, que abrigará 44 mil torcedores e custou R$ 583 milhões (segundo o Portal Transparência).
As empresas e Estados envolvidos nos projetos alegam que a adequação das obras ao padrão Fifa ajuda a encarecê-las. Mas organizações da sociedade civil exigem mais explicações e transparência sobre essas escolhas.
Segundo o conselheiro Fabiano Silveira, do Conselho Nacional do Ministério Público, uma das questões que o MP está investigando com atenção são os custos de estruturas temporárias – as barracas que ficam em volta dos estádios para abrigar centros de credenciamento, receber pessoal da Fifa e etc. Em alguns Estados, os custos de tais estruturas chegariam a dezenas de milhares de reais, o que parece um exagero na avaliação do conselheiro.
"Também não há como negar que questões como corrupção e ineficiência podem encarecer alguns projetos", diz Preuss, para quem o problema não é gastar muito, mas como garantir, que, em cada caso, os recursos estejam sendo usados da maneira mais eficiente possível.

3) Quem paga pelas obras da Copa?

Cerca de um terço do valor das obras (R$ 8,7 bilhões) está sendo financiado por bancos federais – Caixa Econômica Federal, BNDES e BNB (Banco do Nordeste do Brasil).
Boa parte desses empréstimos é tomada pelos próprios governos estaduais, sozinhos ou em parcerias com o setor privado (PPPs), embora alguns empréstimos também sejam contraídos por entes privados (como os R$ 400 liberados pelo BNDES para o Corinthians construir o Itaquerão).Além disso, as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa também consumirão R$ 6,5 bilhões do orçamento federal e R$ 7,3 bilhões de governos locais (estaduais e municipais). Dos R$ 28,1 bilhões, apenas R$ 5,6 bilhões serão recursos privados (que se concentram principalmente nos aeroportos).

4) E pelos estádios?

Os bancos federais financiaram cerca de metade dos R$ 7,5 bilhões gastos em arenas para a Copa. Apenas R$ 820 milhões foram financiados com recursos privados (segundo valores da CGU, que diferem um pouco de um levantamento do Tribunal de Contas da União). O restante dos recursos foi aportado por governos locais, principalmente estaduais. Na Alemanha, Preuss conta que os recursos públicos financiaram apenas um terço dos 1,5 bilhão de euros gastos em estádios.
Segundo o secretário federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União, Valdir Agapito, dos 12 estádios, 4 são públicos e foram, ou estão sendo construídos ou reformados pelos governos estaduais (Brasília, Manaus, Rio de Janeiro e Cuiabá – apesar de o Maracanã, no Rio, estar prestes a ser entregue para exploração pelo setor privado), 5 estão a encargo de esquemas de Parcerias Publico Privadas, ou PPPs, (Salvador, Natal, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte) e 3 são privados (Curitiba, Porto Alegre e São Paulo).

4) Como os governos pretendem recuperar esse dinheiro?

No caso das PPPs, os estádios serão entregues para exploração pelo setor privado, e o retorno que obtiverem com jogos e uso dessas estruturas em shows e grandes eventos seria usado para ajudar a pagar os empréstimos aos bancos federais.
No caso do Rio, um consórcio formado pela empreiteira Odebrecht, a empresa IMX, do empresário Eike Batista, e a companhia de origem americana AEG venceu em maio a licitação que determinaria o responsável pela administração do estádio do Maracanã pelas próximas três décadas. As condições da concessão e a licitação, porém, abriram uma série de polêmicas.
Os três estádios públicos serão administrados pelos próprios Estados. Ainda há dúvidas sobre a rentabilidade de algumas arenas em capitais menos populosas no longo prazo. O medo é que elas se tornem "elefantes brancos". A rentabilidade das concessões ao setor privado para os Estados também é contestada por alguns movimentos da sociedade civil.

5) Como a Fifa lucra com o evento?

A Fifa lucra com os contratos de transmissão dos jogos, de marketing e com os patrocinadores. Ela tem seis patrocinadores fixos (Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai, Sony e Visa) e contratos exclusivos para a Copa (no caso do Brasil, já são 14).

Além disso, a entidade não precisa pagar impostos no Brasil - privilégio também garantido em outros Mundiais.
"A Fifa faz uma festa privada e se você quiser que essa festa seja na sua casa, precisa aceitar as condições da entidade", diz Preuss. "A verdade é que ela não está comprometida com o desenvolvimento econômico dos países que sediam as Copas. A princípio é uma entidade sem fins lucrativos, mas cujo compromisso é com a promoção do esporte – e particularmente do futebol - no mundo."
Segundo Silveira, do Conselho Nacional do Ministério Público, a Fifa também mantém convênios com hotéis dos quais cobraria uma porcentagem sobre a hospedagem – em um esquema cujos efeitos sobre os preços estariam sendo analisados pelo MP.

6) Quanto foi comprometido em isenção fiscal?

Aprovado em 2010, o Regime Especial de Tributação para Construção e Reforma de Estádios da Copa, programa conhecido como Recopa, garante a desoneração de impostos como IPI, PIS/ Pasep e Cofins, além de tarifas de importação, na aquisição de equipamentos e contratação de serviços para a construção de estádios do mundial.
Agapito, da Controladoria Geral da União, diz não ter tido acesso ao dado de quanto foi desonerado. Segundo Luís Fernandes, do CGCopa, o levantamento ainda está sendo feito. De acordo com uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), porém, as isenções de impostos federais concedidas às construtoras responsáveis pelos estádios da Copa somariam R$ 329 milhões.
No caso das isenções para a Fifa, estima-se que o total desonerado ficaria em torno de R$1 bilhão.

De Ruth Costas, de Londres, agência BBC BRASIL

terça-feira, 25 de junho de 2013

Joaquim Barbosa diz que o povo 'não aguenta mais conchavos'

RIO - Depois de encontro com a presidente Dilma Rousseff para discutir a onda de protestos pelo país, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse que o país passa por uma "grave crise" e que precisa de uma reforma política que reduza a influência dos partidos na escolha dos candidatos e que aumente a participação popular. Segundo o ministro, a população "não aguenta mais" decisões tomadas por meio de "conchavos".

Indagado sobre a possibilidade de plebiscito para fazer a reforma políticia, Barbosa disse que é preciso ampliar a participação popular.

Constituinte protestos
- O que temos que ter é a consciência clara de que há necessidade no Brasil de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula - afirmou.

O ministro afirmou ainda que existem democracias que permitem o voto avulso, sem necessidade de vinculação do candidato a legendas partidárias.

- A sociedade brasileira está ansiosa de se ver livre desses grilhões partidários que pesam sobre o seu ombro. E isso é muito salutar - afirmou.


De país, jornal O GLOBO

Protestos deixam vizinhos ainda mais atentos à economia do Brasil

Além de ser um dos principais parceiros comerciais de muitos países da região, o Brasil passou a ser nos últimos anos destino de investimentos diretos vindos do Chile e da Argentina, além de receptor de imigrantes latino-americanos que buscam oportunidade econômica - caso, por exemplo, de bolivianos.

"A situação no Brasil é preocupante e estamos acompanhando tudo atentamente, porque a Bolívia envia gás para as indústrias brasileiras", disse o analista de política econômica Javier Gomez, do Centro de Estudos Trabalhistas e Agrários (CEDLA, na sigla em espanhol), de La Paz.
"Se a desaceleração econômica continuar, o setor industrial comprará menos gás boliviano, o que afetará nossa economia. Ao mesmo tempo, há forte presença de mão-de-obra boliviana no Brasil, principalmente em São Paulo, e se (a economia não voltar a crescer logo) eles terão que retornar à Bolívia."
Gomez afirmou que os bolivianos, geralmente empregados no setor têxtil, costumam se mudar rapidamente quando percebem que a situação econômica de outro país já não lhes é favorável. Nos últimos anos, disse o analista, o Brasil passou a ser o principal destino dessa imigração, principalmente depois que a Argentina aplicou o controle cambial, em 2011, e dificultou o envio de reservas para o exterior.
"Muitos que estavam na Argentina optaram pelo Brasil. E certamente agora também estão atentos ao que ocorre no país."

Investimentos do Chile

O Chile é, por sua vez, o maior investidor estrangeiro direto (IED) da América Latina no Brasil, segundo o Banco Central do Brasil e a Direção de Relações Economia Internacionais (DIRECON), do Ministério chileno das Relações Exteriores.
De acordo com a DIRECON, o estoque acumulado destes investimentos chilenos no Brasil é de US$ 12,9 bilhões – sendo o terceiro destino das IED chilenas no mundo.
Também por isso, os protestos no Brasil e seus reflexos nas decisões do governo, além do ritmo da economia brasileira, estão sendo acompanhados de perto pelos investidores chilenos, segundo fontes do setor privado no país andino.
País com 17 milhões de habitantes, com empresas que buscam ampliação e maior número de consumidores, o Chile passou a olhar para o Brasil como destino natural de muitos de seus investimentos.
"O Brasil registrou fortes avanços econômicos e sociais nos últimos anos e passou a ser decisivo não só para o Chile e para a América Latina como um todo, mas para o mundo", disse Eugenio Figueroa, professor de economia da Universidade do Chile. "O Brasil tem hoje um papel de liderança na América Latina e seu desempenho é fundamental para toda a região perante o mundo."
Ele agregou que o Brasil viveu uma forte "transformação social" nos últimos anos, mas, como em outros países, as demandas não estão sendo atendidas no ritmo esperado pelas novas sociedades. "O que acontecer na economia brasileira e na sociedade brasileira, como a forma de fazer política e de inserir no mundo, nos afetará. Se o Brasil for bem o Chile e toda a região irão bem também."
Para ele, é, porém, cedo para dizer se os investidores estão revendo investimentos no Brasil. "Mas certamente todos os investidores chilenos, de toda a América Latina e do mundo estão esperando para ver o que ocorrerá no Brasil nos próximos dias e meses."

Paraguai tenta crescer

No Paraguai, a previsão é a de que a economia do país deverá bater novo recorde de expansão, com crescimento entre 11% e 13% neste ano. Mas esse índice só será alcançado se a economia brasileira não tiver desaceleração maior que a já esperada para este ano, opinou o economista Fernando Masi, do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia (CADEP), de Assunção.
"Antes mesmo das manifestações, o baixo crescimento da economia do Brasil já nos preocupava. Se a economia brasileira não se recompuser e voltar a crescer, vai afetar o aumento do PIB esperado para o Paraguai."
O economista paraguaio afirmou que a economia de seu país é "dependente" do Brasil, para onde envia 21% das suas exportações – sem incluir a energia gerada e enviada da hidrelétrica de Itaipu. "Por tudo isso estamos observando surpresos e com atenção tudo o que está ocorrendo no Brasil nos últimos dias."

Argentina 'mais dependente'

Economistas e políticos argentinos também observam com atenção os protestos e seus possíveis efeitos nas decisões do governo da presidente Dilma Rousseff.
"Acho que os protestos no Brasil colocam o foco na economia, porque o crescimento é baixo e a inflação está em alta", afirmou o economista Matias Carugati, da consultoria econômica Management&Fit, de Buenos Aires.
"Mas é o baixo crescimento o que mais preocupa, porque o Brasil é fundamental, por exemplo, para o setor automotivo. Se a este fato somamos a desvalorização do real, as autoridades argentinas deveriam estar bem atentas. Mas se o Brasil crescer um pouco mais do que no ano passado, esse impacto pode acabar sendo positivo", agregou.
O economista argentino Raúl Ochoa, coordenador do programa de exportação das pequenas e médias empresas da Universidade Três de Febrero (UNTREF), disse que o ritmo da economia e os protestos chamam atenção no país vizinho porque, "em seu isolamento" no cenário internacional, a Argentina “ficou ainda mais dependente do Brasil".


De Buenos Aires, agência BBC BRASIL