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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Para Tiririca, circo é mais organizado do que a Câmara



Em seu segundo mandato como deputado federal, Tiririca (PR-SP), avalia que circo é mais organizado que a Câmara dos Deputado. Mais experiente na política, Tiririca espera ver desta vez seus projetos aprovados e disse que "ficou meio maluco" quando chegou no Congresso.

"Nos três primeiros meses foi difícil, você vem de outra escola, chega aqui e assusta. Você vem de um negócio hiper organizado. O circo é coisa organizadinha, tem hora para entrar e para sair. Aí chega aqui, o cara está discursando e neguinho não está nem aí. Até você entender que é assim", comentou.

O deputado prometeu fazer seu primeiro discurso no plenário neste mandato e avaliou como "sensacional" seus primeiros quatro anos na Câmara. Ele lembrou que não teve nenhuma falta na última legislatura e que apesar do "massacre", respondeu aos críticos trabalhando...


De política, JORNAL DE BRASÍLIA

sexta-feira, 6 de junho de 2014

“Dilma, mais quatro anos pra quê?”


Jornalistas estrangeiros perguntaram à presidente Dilma Rousseff por que a economia cresce tão pouco. Ela disse não saber. Foi sincera. Não sabe mesmo. Como não tem o diagnóstico, falta-lhe o prognóstico. Entre o passado, que ela ignora, e o futuro, que ela não antevê, há este enorme presente à espera de medidas corretivas e profiláticas. Ocorre que seu governo é como seu discurso: um caos de fragmentos de ideias nem sempre muito claras, (des)ordenadas por locuções fora do lugar “no que se refere” (sic) ao que tem de ser feito. Ninguém entende nada, a começar da própria Dilma.
Dia desses, o ex-presidente Lula julgou ter encontrado a razão do “malaise”. Os empresários, de mau humor, teriam deixado de investir. É mesmo? É próprio das cabeças autoritárias –e esse é o caso do Babalorixá de Banânia– transformar dificuldades que são objetivas, que são técnicas, que têm origem em decisões equivocadas, em mera indisposição subjetiva. Há quanto tempo estão dados os sinais de que o crescimento da economia, ancorado no consumo interno, havia esgotado o seu ciclo? Assim como teve início em razão de circunstâncias que não eram do nosso controle, expirou por motivos igualmente alheios à nossa vontade. E lá ficou Guido Mantega a fazer previsões de crescimento –coitado!–, inicialmente, com margem de erro de dois pontos. Como a situação se deteriorou, ela já está em três…
(…)
A campanha que o PT levou à TV indica que, sem diagnóstico nem prognóstico, restou apenas o terrorismo eleitoral. Dilma pretende que o medo desinformado vença não a esperança, mas as possibilidades de mudança. Pior: sem conseguir entusiasmar nem a sua própria grei, cede a apelos “esquerdopatas” como “controle social da mídia” e criação da sociedade civil por decreto, evidenciando que, sob pressão, pode, sim, voltar à sua natureza. Mais quatro anos pra quê? (...)

De Reinaldo Azevedo, coluna, VEJA

terça-feira, 25 de junho de 2013

Joaquim Barbosa diz que o povo 'não aguenta mais conchavos'

RIO - Depois de encontro com a presidente Dilma Rousseff para discutir a onda de protestos pelo país, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse que o país passa por uma "grave crise" e que precisa de uma reforma política que reduza a influência dos partidos na escolha dos candidatos e que aumente a participação popular. Segundo o ministro, a população "não aguenta mais" decisões tomadas por meio de "conchavos".

Indagado sobre a possibilidade de plebiscito para fazer a reforma políticia, Barbosa disse que é preciso ampliar a participação popular.

Constituinte protestos
- O que temos que ter é a consciência clara de que há necessidade no Brasil de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula - afirmou.

O ministro afirmou ainda que existem democracias que permitem o voto avulso, sem necessidade de vinculação do candidato a legendas partidárias.

- A sociedade brasileira está ansiosa de se ver livre desses grilhões partidários que pesam sobre o seu ombro. E isso é muito salutar - afirmou.


De país, jornal O GLOBO

sábado, 8 de junho de 2013

Assassinato de índios aumenta 168% nos governos Lula e Dilma

BRASÍLIA - Nos oito anos de governo do ex-presidente Lula e nos dois primeiros da presidente Dilma Rousseff, 560 índios foram assassinados no Brasil — média de 56 por ano. Isso representa um crescimento de 168,3% em relação à média dos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Os números fazem parte de levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Nos dois primeiros anos do governo Dilma, 108 índios foram assassinados no país, uma média de 54 por ano. Foram 51 mortes em 2011 e 57, em 2012. A média fica um pouco abaixo dos 56,5 homicídios anuais registrados nos dois mandatos de Lula, mas está bem acima do observado nos oitos anos de FH. No governo do tucano, a média foi de 20,9 assassinatos de índios por ano.

Segundo o Cimi, 167 índios foram mortos no período FH. O número subiu para 452 no governo Lula (2003-2010), um crescimento de 170,7%. O secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto, criticou o ritmo de demarcação das terras indígenas nos governos petistas, menor do que o observado nos governos tucanos.

— Na nossa avaliação, isso (o aumento das mortes) foi causado por diferentes fatores, mas principalmente em função da retração nos procedimentos de demarcação das terras indígenas, somada a uma expectativa inicial por parte dos povos de que, com o governo Lula, haveria uma aceleração desses procedimentos — afirmou Buzatto.

Segundo ele, Lula e Dilma se aproximaram do agronegócio, provocando reação dos índios...


De André de Sousa, jornal O GLOBO