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sexta-feira, 6 de junho de 2014

“Dilma, mais quatro anos pra quê?”


Jornalistas estrangeiros perguntaram à presidente Dilma Rousseff por que a economia cresce tão pouco. Ela disse não saber. Foi sincera. Não sabe mesmo. Como não tem o diagnóstico, falta-lhe o prognóstico. Entre o passado, que ela ignora, e o futuro, que ela não antevê, há este enorme presente à espera de medidas corretivas e profiláticas. Ocorre que seu governo é como seu discurso: um caos de fragmentos de ideias nem sempre muito claras, (des)ordenadas por locuções fora do lugar “no que se refere” (sic) ao que tem de ser feito. Ninguém entende nada, a começar da própria Dilma.
Dia desses, o ex-presidente Lula julgou ter encontrado a razão do “malaise”. Os empresários, de mau humor, teriam deixado de investir. É mesmo? É próprio das cabeças autoritárias –e esse é o caso do Babalorixá de Banânia– transformar dificuldades que são objetivas, que são técnicas, que têm origem em decisões equivocadas, em mera indisposição subjetiva. Há quanto tempo estão dados os sinais de que o crescimento da economia, ancorado no consumo interno, havia esgotado o seu ciclo? Assim como teve início em razão de circunstâncias que não eram do nosso controle, expirou por motivos igualmente alheios à nossa vontade. E lá ficou Guido Mantega a fazer previsões de crescimento –coitado!–, inicialmente, com margem de erro de dois pontos. Como a situação se deteriorou, ela já está em três…
(…)
A campanha que o PT levou à TV indica que, sem diagnóstico nem prognóstico, restou apenas o terrorismo eleitoral. Dilma pretende que o medo desinformado vença não a esperança, mas as possibilidades de mudança. Pior: sem conseguir entusiasmar nem a sua própria grei, cede a apelos “esquerdopatas” como “controle social da mídia” e criação da sociedade civil por decreto, evidenciando que, sob pressão, pode, sim, voltar à sua natureza. Mais quatro anos pra quê? (...)

De Reinaldo Azevedo, coluna, VEJA

domingo, 21 de outubro de 2012

Os rumores de que o PSDB pretende abandonar Serra no lixão não foram confirmados.

Efusivas com os resultados das recentes pesquisas em São Paulo, Dilma e Marta Suplicy cantaram para Serra: "Eu quero ver você correr atrás de mim".
DIVINO - Pesquisa do Datafolha divulgada hoje revela que o índice de rejeição de Carminha chegou a impressionantes 49%. Com isso, a vilã fica atrás apenas de José Serra, que tem 52%. Trata-se da maior rejeição desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado em pontos corridos. Na lista dos dez primeiros ainda estão Galvão Bueno (46%), José Dirceu (45%), Jorge Vercillo (40%), Otávio Mesquita (37%), Pedro Bial (35%), Fausto Silva (32%), Wanderley Luxemburgo (30%) e Susana Vieira, empatada com Fátima Bernardes (29%). "Pelo menos estou liderando alguma pesquisa", destacou Serra.

Para reverter o quadro na reta final, filósofos da campanha bolaram uma estratégia randômica, na qual Serra ataca em bloco e defende em espiral. No último debate, por exemplo, o tucano passou o tempo inteiro chamando Haddad pelo primeiro nome. "Quem sabe não transfiro alguns votos do Haddad para esse tal Fernando", elucidou. No final do dia, nova pesquisa de intenção de votos foi divulgada e Serra apareceu em terceiro, atrás de Haddad e de Fernando.
De The Herald, Revista Piauí, ESTADÃO