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domingo, 14 de julho de 2013

Nove militantes morrem em ataques com drones dos EUA e da força aérea do Paquistão

PESHAWAR, Paquistão - Pelo menos nove supostos militantes, incluindo dois estrangeiros, foram mortos na região tribal fora da lei, durante um ataque com drone dos EUA e uma operação militar paquistanesa, disseram as autoridades de segurança no domingo.
O Paquistão tem sofrido uma onda de ataques de militantes desde que o primeiro-ministro Nawaz Sharif assumiu o cargo no mês passado, colocando pressão sobre sua equipe para que aja de forma mais agressiva para conter a insurgência.
Ataques com mísseis de aviões não tripulados dos EUA causaram os maiores danos contra combatentes Talibãs, nas regiões montanhosas que se estendem pela fronteira afegã nos últimos anos, às vezes causando pesadas baixas civis.
No terceiro ataque desse tipo, desde que Sharif chegou ao poder, dois supostos militantes em uma motocicleta, foram atingidos por mísseis na região de Mir Ali, no Waziristão do Norte, no sábado à noite, disse uma autoridade.
"Dois homens, provavelmente cidadãos árabes, estavam passando pelo vilarejo de Mosaki quando o drone lançou dois mísseis e os atingiu," disse a autoridade.
Outra fonte de segurança disse que eles eram militantes estrangeiros do Turcomenistão.
É difícil verificar o impacto de ataques de drones nos militantes e nos civis, porque observadores independentes e jornalistas praticamente não têm acesso às áreas onde a maioria dos ataques ocorre.
Ao mesmo tempo em que o governo condena os ataques com drones, dizendo que são uma violação à sua soberania, quer parecer que está decisivo nos seus próprios esforços para combater os militantes em seu território e prometeu preparar uma nova estratégia de segurança para lidar com a insurgência...

De Jibran Ahmad, REUTERS BRASIL

sábado, 11 de maio de 2013

Violência abate eleição histórica no Paquistão; Comissão admite fraude



ISLAMABAD - Uma série de ataques de militantes e tiroteios mataram pelo menos 17 pessoas e lançaram uma ampla sombra sobre as eleições gerais do Paquistão neste sábado.
Apesar disso, milhões de paquistaneses compareceram na votação considerada um teste para a democracia do país. Cerca de 86 milhões de pessoas têm direito a voto no pleito que fará a primeira transição entre os governos civis em um país governado pelos militares por mais da metade de sua história turbulenta.
A Comissão eleitoral do Paquistão, no entanto, informou que não conseguiu realizar eleições livres e justas no centro comercial do país e maior cidade, Karachi.
"Fomos incapazes de realizar eleições livres e justas em Karachi", disse em um comunicado. Não está claro se a conclusão da Comissão significa eleições nacionais terão que ser realizada novamente.


De Tiago Pariz, agência REUTERS BRASIL

domingo, 28 de abril de 2013

Mulheres que ajudaram a encontrar Bin Laden vivem sob ameaça no Paquistão


Na ligação, seu supervisor a convocou para uma reunião na manhã seguinte. Mas mal sabia ela que o verdadeiro objetivo do encontro não seria definir os detalhes de mais uma campanha de vacinação, na qual ela iria trabalhar imunizando as pessoas, como inicialmente lhe foi informado.

Begum e outras 16 agentes de saúde paquistanesas se tornaram peças-chave na caçada por aquele que, na época, era o fugitivo mais procurado do mundo: Osama Bin Laden.

Elas participaram de uma campanha de vacinação falsa, coordenada pelo médico Shakeel Afridi e concebida pela CIA cujo verdadeiro objetivo era tentar coletar sangue e material orgânico contendo o DNA dos integrantes da casa que, segundo suspeitas confirmadas da inteligência americana, servia de esconderijo para o líder da Al-Qaeda.

Bin Laden foi morto em maio de 2011 por um esquadrão de elite americano em uma operação secreta no distrito de Abbottabad, na província de Khyber Pakhtunkhwa (norte do Paquistão).

Mas desde então, as 17 agentes de saúde que participaram da campanha de vacinação falsa têm vivido sob ameaças. Todas perderam seus empregos e agora são consideradas "traidoras" em seu país.

Os serviços de inteligência paquistaneses prenderam Afridi, que trabalhava para o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa, e o acusaram de colaborar com a CIA.

Além disso, em fevereiro de 2012, o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa demitiu todas as 17 profissionais que teriam participado da campanha de vacinação usada como fachada pela inteligência americana, acusando o grupo de trabalhar "contra o interesse nacional".

Consequências

Como resultado, Begum vive hoje com a família em uma casa precária de dois cômodos em Abbottabad. As paredes não têm reboco, o telhado está cedendo e um dos quartos não tem porta.

No segundo cômodo, uma parte da parede está coberta com cartazes de programas de planejamento familiar, cuidados primários de saúde e campanhas de vacinação - um sinal de como o trabalho de agente de saúde é importante para Begum.

Caçula de uma família com seis filhos, ela foi a única que conseguiu um emprego. Nenhum dos irmãos é casado, o que também é incomum no Paquistão - e ajudou a agravar os problemas financeiros da família.
Desde 1996, quando Begum começou a trabalhar como agente de saúde em sua província, ela tornou-se responsável por comprar comida para seus pais e irmãos.

O dinheiro, porém, não foi suficiente para pagar o tratamento da catarata de sua mãe - que está praticamente cega - e da epilepsia de uma de suas irmãs.

"Agora que perdi meu emprego, não podemos nem pagar por duas refeições completas (por dia)", diz Begum, aos prantos.


Muitos de seus colegas enfrentam problemas semelhantes.

Problemas de saúde

"Eu costumava trabalhar com a força de sete homens, mas agora estou esgotada", diz a também agente de saúde Akhtar Bibi, de 49 anos.

Bibi foi acusada de ser do "círculo de confiança" de Afridi e de ter sido uma das profissionais que de fato entrou no esconderijo de Bin Laden para obter amostras de sangue de seus residentes.

Ela nega as acusações, mas conta que foi interrogada por agentes de inteligência paquistaneses após a prisão de Afridi, em 2011.

"Foi depois disso que eu comecei a sofrer de hipertensão. E tudo piorou quando meu marido me deixou e foi morar com sua segunda esposa. Ele diz que eu fiquei estigmatizada", conta Bibi.

A ex-agente de saúde agora trabalha como empregada doméstica ganhando pouco mais de US$ 1 por dia.
"Afridi não nos obrigou a nada. Foi o departamento de saúde de nossa província que nos instruiu a trabalhar sob suas ordens", diz Bibi.

"Na reunião de 16 de março de 2011, vários funcionários do alto escalão do departamento estavam presentes. E foram eles que fizeram de Afridi o coordenador desse programa."

Bibi, Begum e outras de suas colegas dizem que não sabiam que a campanha de vacinação para a qual foram recrutadas serviria para encobrir um plano da CIA para confirmar o paradeiro de Bin Laden.

Na reunião, Afridi teria dito às agentes de saúde que o objetivo da campanha era imunizar mulheres de 15 e 49 anos contra a hepatite B nas cidades de Nawanshehr e Cidade Bilal, no distrito de Abbottabad.

Campanha

Bibi diz que a primeira etapa da campanha, realizada em 16 e 17 de março, envolveu 15 profissionais de saúde e se concentrou em Nawanshehr.

Esta é a área da qual outro líder da al-Qaeda, Abu Faraj al-Libbi, teria escapado em 2004, após quase ser capturado pelo serviço de inteligência paquistanês.

Segundo Bibi, mais duas campanhas de vacinação foram realizadas na região: uma de 12 a 14 de abril e outra nos dias 20 e 21 do mesmo mês.

A última se concentrou na Cidade Bilal, onde o esconderijo de Bin Laden foi localizado.

"Nove agentes de segurança cobriram a área de Cidade Bilal em dois dias. O doutor Afridi supervisionou pessoalmente a campanha. Ele havia alugado duas vans para nós e também usou um carro oficial do departamento de saúde", conta a paquistanesa.

Segundo Bibi, ela, Afridi e outra profissional de saúde teriam batido na porta da casa que seria o esconderijo de Bin Laden, mas ninguém os atendeu.

Ela diz não saber como Afridi terminou conseguindo as amostras dos habitantes do local, mas se lembra de ter ouvido ele dizer que era "muito importante" imunizar as pessoas daquela casa.

Desconhecimento

Não está claro se Afridi sabia que tipo de informação seria tirada das amostras de DNA que o grupo estava recolhendo.

No ano passado, as 17 profissionais de saúde entraram com um recurso em um tribunal paquistanês contra sua demissão, alegando que teriam sido usadas como "bodes expiatórios" por altos funcionários do departamento de saúde de sua província.

Em março, o tribunal ordenou a reintegração das demitidas, mas autoridades locais dizem ainda não ter decidido se irão recorrer.

Uma grande preocupação das agentes de saúde, porém, é que elas até podem obter os seus empregos de volta, mas será mais difícil se livrar das ameaças e estigmatização social.

Por medo de represália, a maioria das paquistanesas contactadas pela BBC se recusou a falar sobre o caso. Outras pediram para não serem fotografadas ou não terem seus nomes publicados.

A entrevista com Bibi teve de ser feita em um local "secreto", longe dos olhos de vizinhos e conhecidos. "Minha vida está em perigo", explicou ela. "A minha e a de todas nós."



De M Ilyas Khan, Paquistão, agência BBC BRASIL

domingo, 24 de março de 2013

Ataque suicida mata 17 membros da força de segurança do Paquistão



MIRANSHAH, Paquistão - O número de mortos de um atentado suicida em um posto de controle militar na região do Waziristão do Norte, no Paquistão, chegou a 17, informou o Exército neste domingo.
Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, no sábado, que levou o governo regional a impor um toque de recolher na região tribal perto da fronteira afegã.
Os militares responderam com disparos de morteiros e artilharia em direção a posições detidas pelo Taliban. Em um comunicado, as Forças Armadas disseram que 17 agentes de segurança "abraçaram o martírio".
O Waziristão do Norte abriga alguns dos mais perigosos grupos militantes do mundo, incluindo o Taliban e a Al Qaeda, que estão lutando para derrubar o governo de Isalamabd apoiado pelos EUA.


De Michael Georgy, agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

EUA mata um líder talibã nos primeiros ataques com "drones"


Lider talibã mulá Nazir é conhecido como entre as 16 mortes registradas hoje, após os primeiros bombardeios este zangão (drones) EUA na fronteira ocidental do Paquistão com o Afeganistão conturbado.
O mulá Nazir morreram no primeiro ataque registrado ontem à noite, matando oito pessoas e muito mais, enquanto outros seis foram mortos em um bombardeio segunda, esta manhã, de acordo com a política do escritório (entidade administrativa) da região.
A fonte disse que o líder do Taliban, estava entre os nove ocupantes de um veículo que foi atingido por um míssil "drone" dos EUA perto da cidade de Wana, no distrito de Sar Kanda, na região tribal do Waziristão do Sul.
Este é o primeiro ataques de drones EUA em 2013, no Paquistão, cujo governo publicamente e regularmente critica bombardeios tais , muito impopular entre as pessoas das regiões afetadas, principalmente no Waziristão dois.
Mais de 250 pessoas foram mortas no ano passado pelo bombardeio dos EUA drones no Oeste Paksitan áreas que fornecem refúgio para os jihadistas grupos armados que operam em ambos os lados da fronteira com o Afeganistão vizinho.
Esses ataques são o meio preferencial para a administração dos EUA para combater as organizações insurgentes que se desenvolvem na região, de difícil acesso e nunca foi totalmente sob o controle do Estado paquistanês.
Embora os ataques como alvo as células de militantes que operam na região, entre as suas vítimas eram civis, por vezes, por grupos de direitos humanos e organizações de ajuda humanitária, com uma presença na região.

De Mundo, Jornal CLARÍN

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Trabalhadores de vacinação do sexo feminino, Essencial no Paquistão, tornam-se presas



Lahore, Paquistão - Os heróis da linha de frente da guerra do Paquistão contra a poliomielite são seus voluntários: mulheres jovens que trilham sem medo de porta em porta, em favelas e aldeias serranas, a administração de gotas preciosas de vacina para crianças em locais onde a sua campanha de imunização é frequentemente vistos com suspeita.


Agora, os trabalhadores tornaram-se presa. Depois de militantes perseguir e matar oito deles ao longo de três dias de campanha de vacinação, em todo o país, a Organização das Nações Unidas suspendeu os seus trabalhos antipólio no Paquistão na quarta-feira, e um dos mais importantes do Paquistão campanhas de saúde pública tem sido mergulhado em crise. A nona vítima morreu na quinta-feira, um dia depois de ser baleado na cidade de Peshawar, informou a Associated Press.
A Organização Mundial da Saúde e Unicef ​​ordenou seus funcionários fora das ruas, enquanto funcionários do governo informou que alguns voluntários da poliomielite - especialmente mulheres - tinham medo de mostrar-se para o trabalho. 
(...)
Confrontado com os pais suspeitos ou recalcitrante, sua única arma é certeza: um tapinha na mão, uma xícara de chá comum, uma oferta para buscar garantias de religiosos de um clérigo pró-vacina. "O programa todo é dependente deles", disse Shah, em Peshawar. "Se eles fazem um bom trabalho, e falar bem com os pais, então eles vão vacinar as crianças."
Isso tem acontecido com frequência cada vez maior no Paquistão no ano passado. A campanha de imunização concertada, envolvendo até 225.000 trabalhadores de vacinação, levou o número de vítimas da pólio infectadas até 52. Vários grupos de alto perfil assumiu o programa para a frente - a nível global, os doadores como a Fundação Bill e Melinda Gates , a Organização das Nações Unidas e do Rotary International , e em nível nacional, o presidente Asif Ali Zardari e sua filha Aseefa, que fizeram a pólio erradicação "missão pessoal." um
Em uma escala global, contratempos não são incomuns em campanhas de vacinação contra a pólio, o que, por força de sua escala massiva e precisa chegar no fundo sociedades conservadoras, acabam enfrentando mais do que apenas desafios médicos. Em outras campanhas na África e sul da Ásia, vacinadores têm se confrontado com uma catástrofe natural, oposição virulenta de clérigos conservadores e surtos repentinos de cepas misteriosos da doença.
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