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domingo, 14 de julho de 2013

Nove militantes morrem em ataques com drones dos EUA e da força aérea do Paquistão

PESHAWAR, Paquistão - Pelo menos nove supostos militantes, incluindo dois estrangeiros, foram mortos na região tribal fora da lei, durante um ataque com drone dos EUA e uma operação militar paquistanesa, disseram as autoridades de segurança no domingo.
O Paquistão tem sofrido uma onda de ataques de militantes desde que o primeiro-ministro Nawaz Sharif assumiu o cargo no mês passado, colocando pressão sobre sua equipe para que aja de forma mais agressiva para conter a insurgência.
Ataques com mísseis de aviões não tripulados dos EUA causaram os maiores danos contra combatentes Talibãs, nas regiões montanhosas que se estendem pela fronteira afegã nos últimos anos, às vezes causando pesadas baixas civis.
No terceiro ataque desse tipo, desde que Sharif chegou ao poder, dois supostos militantes em uma motocicleta, foram atingidos por mísseis na região de Mir Ali, no Waziristão do Norte, no sábado à noite, disse uma autoridade.
"Dois homens, provavelmente cidadãos árabes, estavam passando pelo vilarejo de Mosaki quando o drone lançou dois mísseis e os atingiu," disse a autoridade.
Outra fonte de segurança disse que eles eram militantes estrangeiros do Turcomenistão.
É difícil verificar o impacto de ataques de drones nos militantes e nos civis, porque observadores independentes e jornalistas praticamente não têm acesso às áreas onde a maioria dos ataques ocorre.
Ao mesmo tempo em que o governo condena os ataques com drones, dizendo que são uma violação à sua soberania, quer parecer que está decisivo nos seus próprios esforços para combater os militantes em seu território e prometeu preparar uma nova estratégia de segurança para lidar com a insurgência...

De Jibran Ahmad, REUTERS BRASIL

domingo, 9 de junho de 2013

Obama. Mas pode chamar de Bush

Barack Obama ganhou as eleições presidenciais dos Estados Unidos pela primeira vez, em 2008, sob o lema da mudança. Crítico da gestão de George W. Bush, Obama atacava com vigor a guerra ao terror e as medidas de vigilância adotada pelo antecessor republicano. Como presidente, no entanto, manteve muitas políticas do antecessor. Em particular, renovou Lei Patriótica (Patriot Act), assinada por Bush em 2001, após os ataques do 11 de Setembro, uma lei que endurece a vigilância doméstica para propósitos de segurança nacional.

Em um discurso no último dia 23, na Universidade de Defesa Nacional, Obama defendeu as políticas de contraterrorismo de seu governo, inclusive o uso dos famigerados aviões não tripulados, os drones. Em determinado momento, reiterou o “orgulhoso compromisso com liberdades civis” dos Estados Unidos para com seus cidadãos. “Nos próximos anos, vamos trabalhar duro para obter o equilíbrio apropriado entre nossa necessidade por segurança e a preservação das liberdades que nos fazem quem somos.”

Mais uma vez, e assim como fazia George W. Bush, Obama usou a retórica para maquiar a realidade. Na última quinta, dia 6, o jornal britânico The Guardian obteve documentos que revelavam que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos criou um banco de dados com ligações telefônicas e mensagens de voz de milhões de cidadãos, coletados de pessoas que utilizam o serviço da operadora Verizon – a segunda maior do país. um tribunal sigiloso, a Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa, na sigla em inglês), obrigou a companhia a fornecer ao FBI (a polícia federal dos EUA), informações "constantes e diárias" sobre ligações feitas dentro dos EUA e também para o exterior. A autorização concedida pela corte secreta ao FBI data de 25 de abril, uma semana depois do atentado na Maratona de Boston. A decisão é válida até 19 de julho e, de acordo com o Guardian, não há confirmação sobre ordens semelhantes referentes a outras operadoras de telefonia. Em nota oficial, o governo admitiu a medida e tentou justificá-la dizendo que se trata de “uma ferramenta muito importante para proteger o país de ameaças terroristas”...


De Rodrigo Turrer, revista ÉPOCA