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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Veja se seu nome está no liquidificador



Todo dinheiro declarado nas campanhas eleitorais dos candidatos nas últimas eleições é absolutamente legal, não existe questionamento quando ao íntegro doador na campanha dos partidos políticos, tese que corrobora com as declarações do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores Rui Falção, que diz “As doações ao PT foram feitas de forma legal”.

Até hoje não vi um registro em declaração eleitoral de qualquer candidato ou partido, informando que os recursos recebidos para sua campanha são provenientes de propinas ou subornos dos doadores, e isto reforça ainda mais que diz o presidente.

Agora vejamos - Todo dinheiro advindo do crime organizado, do assalto a banco, da explosão de caixas eletrônicos, sequestros, contrabando de armas, drogas, jogos proibidos, subornos, máfia do futebol, tráfico de menores, de mulheres, de órgãos, do latrocínio e roubos de carros, de lojas, do superfaturamentos das obras públicas, desvios de recursos públicos, das propinas, e tantos outros crimes, também poderão abastecer os caixas das campanhas eleitorais e assim misturar-se com as demais doações, bastando apenas que apresente o CPF ou CNPJ limpo, Pronto, é tudo igual.

Julio Cunha, CINZA E GELO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Em Porto Alegre, Dilma e Lula atacam oposição de olho em 2014


PORTO ALEGRE – Em clima de campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniram nesta terça-feira à noite cerca de mil pessoas num teatro de Porto Alegre para lançar extraoficialmente a campanha de Dilma à reeleição em 2014. Mesmo que a presidente não tenha citado em nenhum momento que será candidata, Lula e outros políticos presentes ao ato salientaram a necessidade de um segundo mandato para consolidar as “conquistas sociais” do projeto petista.

Num discurso recheado de críticas à imprensa e à oposição, Lula disse que a mídia primeiro apostou numa briga entre ele e a presidente, depois “inventou” candidaturas contrárias a Dilma e, como nada deu certo, tenta agora manipular a opinião pública com críticas às conquistas do governo.

— Eles (a mídia e a oposição) vivem exilados dentro do Brasil. Não estão compreendendo o que está acontecendo no Brasil. Por isso estamos caminhando fortemente para que Vossa Excelência seja presidente por mais quatro anos — disse Lula, em referência a Dilma.

A presidente, que chegou duas horas depois de iniciado o seminário PT 10 Anos de Governo, quarto evento desse tipo realizado no país, fez um discurso técnico e cheio de referências à América Latina, à África e aos Brics. Também defendeu as políticas sociais do governo e criticou a oposição, a quem chamou de “especialistas em pessimismo”.

— Fazem o papel de pessimistas sistemáticos. Ao contrário deles, a visão sobre o Brasil é muito mais realista porque percebe o imenso potencial que temos. Fomos o país que durante a crise mais emprego criou no mundo, fato reconhecido pelo FMI. Um dos pratos prediletos de crítica é a fragilidade da Petrobras. Mas é extraordinário que (a estatal) tenha captado US$ 11 bilhões no mercado internacional a taxas baixas, o que é um reconhecimento à força da Petrobras.

Sem empolgar a plateia, Dilma também criticou as notícias de que haveria falta de energia no país e garantiu geração suficiente para 2013 e 2014. Além disso, garantiu que todos os estádios da Copa do Mundo estarão prontos antes do prazo.

— Diziam que não ia ter estádio pronto. Pois serão seis na Copa das Confederações, entregues antes do prazo. Agora ninguém mais fala nisso. Todos os estádios, todos os aeroportos, todas as obras vão aparecer. Asseguro que faremos uma das melhores Copas do Mundo — prometeu.
Messi, Pelé, Corinthians...

Lula, ao contrário de Dilma, esbanjou bom humor. Contou piadas para a plateia, citou o Inter e o Corinthians, Messi e Pelé, e reclamou da falta de água para o orador quando ainda iniciava seu discurso, que durou cerca de 30 minutos.

— Um dia você vai ser ex-presidente, Dilma. Quando se é presidente é possível morrer afogado de tanta água que servem. Depois, eles fogem de você — brincou Lula.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi mais enfático na crítica à imprensa. Segundo ele, o PT e seus aliados precisam buscar uma nova correlação de forças em nível nacional para garantir uma reforma tributária e do sistema político e para expandir o que chamou de liberdade de expressão. Ele reivindicou a regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que consideram a comunicação como um direito social, “que tarda há décadas”.

— Nossa missão fundamental é a reeleição da presidente Dilma, para que consolidemos nosso segundo grande salto e tornemos determinadas conquistas irreversíveis. Considero que as opiniões não podem ser de pensamento único dos grandes meios (de comunicação) monopolizados. Não é censura, mas não há como aprofundar a democracia com os conceitos dos proprietários e dos acionistas de jornais — discursou.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, reforçou as críticas à imprensa e também lançou a candidatura de Dilma à reeleição:

— A oposição está sem rumo e sem projeto. E quando a direita está sem projeto e se vê perdida, apela para a desconstituição da democracia até com atos de força ou para a manipulação da opinião pública por meio de grandes grupos monopolistas de mídia. Tenho certeza que vamos avançar porque estamos bem liderados —afirmou.


De Flávia Ilha, portal O GLOBO

sábado, 16 de março de 2013

Aécio diz que Dilma muda ministério por tempo de TV na eleição



Virtual candidato à Presidência em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou uma nota para criticar a reforma ministerial oficializada pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira (15).

Segundo o tucano, a troca nos ministérios serve apenas para que a presidente garanta apoio dos partidos da base na eleição.

"Ao que parece, a prioridade é garantir alguns segundos a mais na propaganda eleitoral ao invés de fazer o governo funcionar. Quem paga a conta sempre são os brasileiros", afirma Aécio.

Segundo o senador, "nas democracias, as reformas ministeriais costumam ter como objetivo corrigir rumos, melhorar a eficiência da administração e, quando possível, ainda diminuir o peso da máquina pública. No governo da presidente Dilma ocorre o contrário. A máquina só faz inchar e a busca pela eficiência foi substituída pela lógica da reeleição".

A nota de Aécio foi divulgada minutos depois de a Presidência confirmar a saída de Mendes Ribeiro (Agricultura), Brizola Neto (Trabalho) e Wagner Bittencourt (Secretaria de Aviação Civil).
Para o Trabalho, vai o advogado Manoel Dias, secretário-geral do PDT, e para a Agricultura, o deputado federal Antônio Andrade (PMDB-MG).

Por ora, a Secretaria de Assuntos Estratégicos será ocupada interinamente pelo secretário-executivo Roger Leal. Isso porque o titular da pasta, Wellington Moreira Franco, assume a Secretaria de Aviação Civil.

A posse dos novos ministros será amanhã às 10h porque a presidente viaja à Itália para acompanhar a primeira missa do novo papa, que acontece na terça-feira (19).

Em comunicado, Dilma agradeceu "a dedicação, o empenho e os inestimáveis serviços prestados pelos ministros Mendes Ribeiro, Brizola Neto e Wagner Bittencourt em suas áreas" e desejou "bom trabalho" nas "importantes missões" dos novos ministros. Dilma disse ainda que continuará contando com o apoio e confiança dos três ministros que deixam a Esplanada.

De São Paulo, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sábado, 9 de março de 2013

Em rede nacional, Dilma anuncia desoneração da cesta básica mirando 2014


A presidente pegou carona no pronunciamento anual em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para anunciar seu novo pacote de bondades: a eliminação do PIS/Cofins dos produtos que compõem a cesta básica

Em mais um capítulo da estratégia de antecipar a campanha eleitoral de 2014, a presidente Dilma Rousseff utilizou cadeia de rádio e televisão para anunciar, na noite desta sexta-feira, a desoneração de alguns produtos da cesta básica. O uso de viés eleitoral da cadeia pública de televisão (mesmo que num tom bem mais ameno do que na última vez em que a presidente fez uso desse expediente) é oportunista. Dito isso, é louvável o fato de que o governo tenha encontrado uma fórmula para reduzir a tributação num dos países que mais oneram seus cidadãos com taxas e impostos.
A presidente pegou carona no pronunciamento anual em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para anunciar seu novo pacote de bondades. Ela usou de uma frase que poderia ter saído da boca de Lula, dizendo que cuida do governo como as mulheres cuidam de suas famílias. Diferente do que fez nos últimos dois anos, ela não se limitou a detalhar políticas de combate a desigualdades de gênero ou à violência doméstica. Ela também aproveitou os minutos em rede nacional para ressuscitar o tema do corte na conta de luz e, num exercício de autopromoção, elogiou a manutenção da taxa básica de juros (a Selic) em 7,25% ao ano.
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De Laryssa Borges, de Brasília, revista VEJA

quarta-feira, 6 de março de 2013

De olho em 2014, Dilma coloca em prática estilo "popular"

Com a campanha eleitoral antecipada por seu próprio partido e diante de conflitos na base aliada por causa das aspirações políticas do PSB, a presidente Dilma Rousseff intensificou a estratégia de comunicação das ações do governo e já colocou em prática um novo estilo para se mostrar mais popular e menos "tecnocrata".
A presidente foi aconselhada a fazer mudanças pelo marqueteiro João Santana, responsável pela campanha de 2010 e que atuará em 2014. Ela segue agora o modelo criado pelo antecessor Luiz Inácio Lula da Silva e inicia uma série de entrevistas a rádios regionais para "vender" as obras de sua administração. Na terça-feira Dilma concedeu entrevista a duas rádios da Paraíba, retransmitida por mais de 30 emissoras locais, um dia após ter visitado o estado. No dia 5 de fevereiro, já havia falado a uma rádio regional do Paraná. A última entrevista de Dilma para rádios - antes dessas duas - havia sido em 16 de fevereiro do ano passado.
Além da estratégia de comunicação, Dilma também se aproxima dos movimentos sociais e aposta em pacotes de bondades para marcar sua gestão e reforçar o slogan "O fim da miséria é só um começo", criado por João Santana e divulgado na festa de 33 anos do PT, na qual Lula lançou a sucessora à reeleição.
Em cerimônia marcada para esta quarta-feira por exemplo, Dilma vai anunciar pelo menos mais 16 bilhões de reais para o saneamento básico. A solenidade, no Palácio do Planalto, contará com 24 governadores, 18 prefeitos de capitais e 55 prefeitos de cidades com mais de 250.000 habitantes. O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, provável adversário de Dilma na disputa de 2014, é esperado na cerimônia.
No Planalto, porém, auxiliares de Dilma afirmam que ela não quer antecipar o fim do mandato e que suas declarações, muitas vezes, são mal interpretadas. Dizem, por exemplo, que ela ficou "muito contrariada" ao ler nos jornais que não havia deixado clara no sábado a intenção de reeditar a dobradinha com o vice Michel Temer, em 2014, ao participar da convenção do PMDB. 

De revista VEJA

sexta-feira, 1 de março de 2013

O mandato de Dilma durou apenas dois anos. Os outros dois, agora, serão anulados tentando conseguir mais quatro...


Mal saímos de uma campanha eleitoral, já estamos em outra. É o ritmo frenético que Lula impõe ao processo político. Não tem jeito. Ele não consegue descer do palanque. É o seu elemento. Isso mantém permanentemente mobilizadas as bases de seu partido e também força adversários e aliados a fazer escolhas precoces. Como estes não têm exatamente uma agenda própria e se colocam como meros caudatários dos comandos petistas — sim, vale também para  PSDB —, o Apedeuta pinta e borda.
Com dois ou três movimentos, Lula já colocou em xeque o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Estou entre aqueles que acham que seria saudável que se candidatasse à Presidência — embora eu também queira saber o que ele pretende e como vai dizer ao eleitorado que permaneceu por tanto tempo na barca petista até decidir romper. De toda sorte, vejo com simpatia — e isso não é segredo para ninguém — um eventual racha do condomínio liderado pelo PT. Mas, também já escrevi aqui, não aposto muito nisso.
Ocorre que Lula, de uma ignorância oceânica, é, não obstante, dotado de uma esperteza política sem concorrentes no país. Nesse particular, e só nesse, ele é dotado de mais recursos do que FHC, por exemplo. Não por acaso, já atraiu o seu adversário de divã — sim, o problema é freudiano — para o bate-boca eleitoral. Levou o PSDB a tentar antecipar a escolha, os tucanos agiram como patos, e o partido, anotem aí, ainda acabará assistindo a uma revoada de descontentes se continuar nessa marcha. Sabem por quê? Com perspectiva de poder, os políticos podem até aceitar certos atropelos e humilhações. Sem ela, por que aceitariam? E o viés, tudo contabilizado, não é exatamente de alta para o tucanato na esfera federal.
Lula chamou o PSDB para a briga, e alguém lá do ninho teve uma ideia: “Ah, vamos decidir agora, pronto! E quem não gostar que se dane!”. OU POR OUTRA: OS TUCANOS COMBINARAM TUDO COM O ADVERSÁRIO, MAS ESQUECERAM DE COMBINAR COM OS ALIADOS. Lula não aprendeu a fazer essas coisas na política partidária. Ele vem do sindicalismo, onde só há cobras criadas. Pior para quem cai na sua conversa.
O Apedeuta também leva outra vantagem sobre qualquer político: não tem nenhum escrúpulo. Não é o único. Mas ninguém é tão inescrupuloso, no que concerne aos hábitos políticos,  quanto ele. Ontem, por exemplo, como se fosse presidente da República, visitou as obras do Maracanã, acompanhado do governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), e do vice, o sr. Pezão. Falou aos operários. E qual foi o tema? Os 10 anos do PT no poder. Ou por outra: foi a um canteiro de obra pública para fazer proselitismo partidário — não sem elogiar fartamente o anfitrião, Cabral. PT e PMDB fluminenses estão em pé de guerra por causa de 2014. Mas o Apedeuta estava lá fazendo a conciliação. Assim como é muito difícil para Campos levar adiante o seu intento, a candidatura de Lindbergh não será muito fácil. Em seu discurso no estádio em obras, o ex-presidente excitou o ufanismo da massa e fez um desagravo de agravo que não houve: segundo ele, diziam (quem “diziam”?) que o Brasil não seria capaz de realizar a Copa do Mundo, mas estaríamos provando que é mentira etc. etc. etc. Bem, nunca ninguém disse isso. Lula vive atribuindo coisas a um sujeito indeterminado para que possa, então, afirmar o contrário. Está permanentemente em guerra.
De lá voou para Fortaleza para um dos eventos que marcam os dez anos da chegada do PT ao poder. Poucos estão se dando conta do quão autoritário é o espírito que anima essa comemoração. Os petistas tentam transformar o ano de 2003 numa espécie de data do calendário oficial, como se tivesse havido um rompimento da velha ordem em benefício da nova. Que velha ordem se rompeu? O Brasil já era um democracia plena, regido por uma Constituição elaborada por representantes do povo, eleitos livremente — Constituição que os petistas se negaram  homologar, destaque-se.
O PT comemora os 10 anos (tendo a certeza de mais dois que a lei já lhe assegura) como quem anuncia que virão mais quatro a partir de 2015, depois outros quatro a partir de 2019; em seguida, outro tanto…  E assim eternidade afora. “É normal, Reinaldo! Os partidos lutam para ganhar eleições!” Eu sei. Mas não é corriqueiro que transformem isso em marco inaugural. Fico cá a imaginar se os tucanos decidissem fazer seminário em São Paulo para exaltar as conquistas dos últimos 18 anos de poder PSDB — 20 em 2014…  O mundo viria abaixo na imprensa paulista: “Ora, onde já se viu?”. Aliás, nos setores “petizados” das redações, como sabem, a gente ouve falar na necessidade de “renovação”…
Essa “comemoração” liderada por Lula é um absoluto despropósito e foi só a maneira encontrada para deflagrar a campanha antes da hora — o que a Lei Eleitoral proíbe, é bom lembrar. Mas quem se importa? O inimputável pode fazer o que lhe der na telha, incluindo proselitismo partidário num canteiro de obra pública. Não reconhece instância que possa lhe botar freios.
“Ah, tudo vai às mil maravilhas com o Brasil, e fica esse Reinaldo Azevedo enchendo o saco…” Não! As coisas não vão às mil maravilhas, como sabe qualquer pessoa medianamente informada. Mas nem temos na oposição quem se disponha a pôr o guizo no pescoço do gato nem há na situação quem consiga pôr algum freio em Lula e sua turma. Ele pressentiu que começava a haver um acúmulo considerável de críticas às irresoluções e incompetências do governo. Animal político notável, deflagrou a campanha eleitoral.
O mandato de Dilma durou apenas dois anos. Os outros dois serão anulados pelas articulações políticas para conseguir outros quatro a partir de 2015.


Por Reinaldo Azevedo, revista VEJA

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oposição listará “propagandas enganosas” de Dilma


A oposição quer medir o nível de propaganda enganosa do governo. Requisitará ao Planalto os gastos com os filmes anunciando programas e obras como a Transposição do São Francisco, os PACs, e os anúncios na mídia sobre a redução da tarifa de energia. O líder da minoria na Câmara, Nilson Leitão (PSDB-MT), acredita que os gastos com a propaganda oficial de ações não realizadas servirá para instruir ação de improbidade administrativa, já que, segundo ele, as promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff só existem no papel. O deputado quer evitar que a propaganda oficial se transforme em peça de campanha eleitoral.


De Leonel Rocha, Felipe Patury, Revista ÉPOCA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Carlomano Marques e Magaly são denunciados por crime eleitoral


O deputado estadual Carlomano Marques (PMDB) e sua irmã, a vereadora Magaly Marques (PMDB) foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral no Ceará (PRE/CE) por crime eleitoral. Nas eleições de 2010, o comitê de Carlomano foi utilizado por Magaly para o oferecimento de atendimento médico, como mostrou matéria do O POVO. 

Ambos já foram condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) pelo mesmo fato em outro processo, só que na área cível. Para Carlomano ficou determinada a cassação de seu diploma, o pagamento de multa e a inelegibilidade pelo período de oito anos. Magaly Marques foi declarada inelegível pelo prazo de oito anos e condenada ao pagamento de multa.

A captação ilícita de votos foi  narrada pelo jornalista André Teixeira e motivou a instauração de inquérito policial, após pedido da PRE/CE. Durante o inquérito, a PRE afirma que ficou comprovada a conduta ilegal. O jornalista foi atendido pela vereadora, que também é médica, e gravou toda a conversa, inclusive o trecho em que ela pedia voto para o deputado.

Ao atender o repórter, Magaly Marques forneceu-lhe um atestado para dois dias de ausência ao serviço, bem como prometeu uma consulta futura com especialista do Pronto Socorro dos Acidentados, em Fortaleza, para a semana seguinte. Como garantia de que André iria votar em Carlomano, anotou o número do seu título eleitoral e ainda disse que no município em que o repórter votaria o candidato não teria votos. Assim, seria fácil identificar o voto do paciente. (...)



De Política, portal O POVO